sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Em poucas palavras... (16/01)

                                                  


A remissão dos pecados

“Na remissão dos pecados realiza-se também a unidade dos Sacramentos: o Batismo é ministrado para a remissão dos pecados; o Espírito é infundido para a remissão dos pecados; o Cálice é derramado para a remissão dos pecados. 

Juntamente com os Santos Padres podemos afirmar que tudo aquilo que Jesus era na terra está presente agora nos Sacramentos da Igreja.” (1)

 

 

(1)   Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume I – Paulus – 2010 – pág. 53 – Comentário da passagem do Evangelho de Marcos (Mc 2,1-12)

Perdoados e libertos pelo Senhor (16/01)

                                                            

Perdoados e libertos pelo Senhor

A Liturgia da Palavra, da Sexta-feira da 1ª Semana do Tempo Comum, nos apresenta a passagem do Evangelho (Mc 2,1-12).

Reflitamos sobre o Projeto de Salvação que Deus tem para toda a humanidade, e que se viu realizado na Pessoa de Jesus, que deve ser acolhido como Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6). 

Reflitamos, também,  sobre o perdão dos pecados, a verdadeira doença da humanidade que Jesus combate e derrota ao cuidar da pessoa humana em sua totalidade.

Através d’Ele, a humanidade pode se voltar novamente para Deus (reconciliação), sobretudo se considerarmos que em cada um de nós existe uma profunda necessidade de libertação do exílio de nós mesmos, das nossas múltiplas paralisias, do nosso afastamento de Deus (pecado).

Deste modo, Jesus é a manifestação da bondade, da misericórdia e do Amor divino que liberta o homem de toda paralisia, de todo pecado. Começa a ser desenhado um conflito que o levará à Cruz, por ação e rejeição das autoridades constituídas.

Lembramos que Marcos não faz uma reportagem jornalística, mas uma autêntica catequese sobre a pessoa e a missão de Jesus, que deverá ser por sua vez a missão de todo aquele que O seguir.

Um paralítico é levado por quatro homens e introduzido pelo telhado na casa onde Jesus Se encontrava. Ele será liberto e perdoado manifestando o poder que Jesus possuía, pelo Pai confiado.

Quatro homens significa a humanidade solidária com quem sofre, e vai ao encontro d'Aquele que tem a última Palavra, a resposta, a libertação.

O paralítico sem nome é a mesma humanidade sedenta de vida, liberdade, movimento, dinamismo, enfim, de uma nova possibilidade.

Também revela que a Salvação de Jesus não é somente para a comunidade judaica, mas para a humanidade inteira. Os esforços feitos para que o paralítico chegasse até Jesus retratam os esforços que devemos fazer para chegarmos até Jesus.

Nada pode impedir nosso encontro com a Fonte da Vida e da Liberdade. Tudo se torna nada, para conhecê-Lo, encontrá-Lo. Os esforços são a revelação da ânsia por libertação. Normalmente Jesus Se revela precisamente em nossas fraquezas, temores, cansaços, incertezas.

Ele tem a Palavra e a resposta. Ele é a própria Palavra que cura, liberta, perdoa, porque a plena manifestação do Amor de Deus.

O perdão que Jesus nos concede é a oportunidade do começo de uma nova vida, ao mesmo tempo revela o poder divino que possui, pois é Deus, e somente Deus pode perdoar (aqui o grande conflito: as autoridades reagem dizendo tratar-se de blasfêmia).

A grande mensagem catequética do Evangelista: Jesus tem autoridade para trazer a vida em plenitude. N’Ele, Deus Se revelou como misericórdia, bondade, amor e perdão.

A humanidade que percorre diariamente as estradas de sofrimento e angústia encontra em Jesus uma resposta, uma palavra de Libertação e Vida plena. Somente Ele pode colocar a humanidade numa órbita de vida nova. Sem Ele nada pode ser feito.

O pecado redimido deixa a lembrança no coração do pecador perdoado, não para imobilizá-lo, mas para que relembre sempre a história de um amor vivenciado, de uma nova oportunidade encontrada. 

Recorda-se como uma História de Salvação, como que um sigilo de um amor que foi e continua a ser maior do que qualquer enfermidade, qualquer pecado, quaisquer deslizes ou infidelidades.

O perdão purifica e renova. No coração de quem foi perdoado, por um pecado cometido, fica a  lembrança do amor vivido; força impulsionadora para um novo modo de ser e agir, para a não repetição indesejável das mesmas faltas.

Reflitamos:

- Como testemunhamos Jesus e Seu poder?
- Quem nós conduzimos até Jesus?
- Quem recebe da Igreja a solidariedade necessária para o encontro da vida digna e plena?

- Procuramos superar a cada instante o perigo de uma forma de vida cômoda, instalada, medíocre?

- Testemunhamos nossa fé com coragem para a transformação em todos os níveis?

- Quais são as paralisias que nos roubam o compromisso com a construção do Reino?

- Quais são os pecados assumidos, para que confessados diante da misericórdia de Deus mereçam o perdão?

- Antes de nosso pedido de perdão chegar até Deus, quais são os esforços que fazemos para alcançá-lo?

Deste modo, por meio de palavras e gestos, Jesus ama, salva, perdoa, liberta.

Concluindo:

A Face misericordiosa de Deus Se revela em Sua ternura, solidariedade, fidelidade, perdão, liberdade e vida plena para todos.

PS: Passagem paralela - Evangelho de Mateus (Mt 9,1-8)

Ouçamos o chamado do Senhor (17/01)

                                                              

Ouçamos o chamado do Senhor

Celebramos dia 17 de janeiro a Memória de Santo Antão (séc. IV), o pai do monaquismo (vida monástica).

Sejamos enriquecidos por esta reflexão, na qual ele nos apresenta três formas de se começar na conversão, chamados pelo amor de Deus, antes de chegar nela a graça e a vocação de filhos de Deus, sejam homens, sejam mulheres.

“Saudação a vossa caridade no Senhor. Irmãos, julgo que existem três tipos de pessoas entre aquelas a quem o Amor de Deus chama: homens ou mulheres.

Alguns são chamados pela Lei do Amor depositada em sua natureza e pela bondade original que forma parte dela em seu primeiro estado, e em sua primeira criação. Quando ouvem a Palavra de Deus não existe nenhuma vacilação; prontamente a seguem.

Assim ocorreu com Abraão, o patriarca. Deus viu que ele sabia amá-Lo, não em consequência de um ensinamento humano, mas seguindo a lei natural inscrita nele, e conforme a qual ele mesmo o havia modelado ao princípio.

E revelando-Se Ele disse: ‘Sai de tua terra e de tua casa, e vem para a terra que Eu te mostrarei’. Sem vacilar, foi-se impulsionado por sua vocação. Isto é um exemplo para os principiantes: se sofrem e buscam o temor de Deus na paciência e na tranquilidade, recebem em herança um comportamento glorioso porque são compelidos a seguir o Amor do Senhor. Este é o primeiro tipo de vocação.

Eis aqui o segundo. Alguns ouvem a Lei escrita, que dá testemunho a respeito dos sofrimentos e suplícios preparados para os ímpios e das promessas reservadas para quem dá fruto no temor de Deus.

Estes testemunhos despertam neles o pensamento e o desejo de obedecer a sua vocação. Davi o testifica dizendo: ‘A Lei do Senhor é perfeita, e é descanso da alma; o Preceito do Senhor é fiel, e instrui ao ignorante’. Assim como em muitas outras passagens que não temos intenção de citar.

E eis aqui o terceiro tipo de vocação: alguns, quando ainda estão começando, têm o coração duro e permanecem nas obras do pecado, Porém Deus, que é todo misericórdia, atrai sobre eles provas para corrigi-los, até que desanimem (daquele caminho) e, comovidos, voltem a Ele.

Doravante O conhecem, e seu coração se converte. Também eles obtêm o dom de um comportamento glorioso como os que pertencem às duas categorias anteriores.

Estas são as três formas de se começar na conversão, antes de chegar nela a graça e a vocação de filhos de Deus.

Alguns há que começam com todas as suas forças, dispostos a desprezar as tribulações, a resistir e manter-se firmes em todos os combates que lhes aguardam, e a triunfar neles.

Creio que o Espírito Se adianta a eles para que o combate seja rápido, e doce a obra de sua conversão. Mostra-lhes os caminhos da ascese, corporal e interior, como converter-se e permanecer em Deus, seu Criador, que faz perfeitas as suas obras. Ensina-lhes como fazer violência, ao mesmo tempo à alma e ao corpo, para que ambos se purifiquem e juntos recebam a herança.

Primeiro se purifica o corpo por jejuns e vigílias prolongadas; e depois o coração mediante a vigilância e a Oração, assim como toda prática que debilita o corpo e corta os desejos da carne” (1).

Deste modo, como vemos, Deus nos chama de três modos:

- Prontamente e sem vacilação, quando escutamos Seu chamado;

- Tocados pela escuta e acolhida da Palavra de Deus, que nos chama também a viver a mesma fé;

- Acolhidos pela misericórdia divina, que dobra a dureza de nosso coração, aquece e ilumina com o Fogo do Espírito; conhecendo o Senhor, nosso coração se converte.

Em todo o tempo, temos a graça de avaliar, rever e reorientar nossos passos na fidelidade ao Senhor, a fim de que sejamos mais solícitos e prontos ao Seu chamado, sem vacilações, morosidade, que nos retardem aos sagrados compromissos.

Tenhamos a graça de ser mais tocados e iluminados pela Palavra de Deus, que deve ser lida, ouvida, meditada, crida e, na vida, em prática colocada.

Supliquemos ao Senhor, para que tire nosso coração de pedra e nos dê um coração de carne, mais terno, manso e humilde, como assim é o Sagrado Coração de Jesus, assim teremos, em nossa mente e coração, os mesmos pensamentos e sentimentos do Senhor, impulsionados pela luz do Espírito Santo.


(1) Lecionário Patrístico Dominical – Ed Vozes – pp.310-311 

Em poucas palavras.. (17/01)

                                                                   


Atraídos e inebriados de amor pelo Senhor

“Atraídos, quase inebriados por tanto amor, deixemo-nos penetrar pela Palavra de Deus como por uma espada, certos de que Aquele que nos chama a segui-Lo transforma a nossa vida e oferece-nos a Sua vida em plenitude.

No seguimento humilde e quotidiano do Senhor, saboreamos a Sua misericórdia e experimentamos o que é sermos chamados pela pura graça de Deus.” (1)

 

(1) Lecionário Comentado – Volume I Tempo Comum – Editora Paulus – Lisboa – pág. 58 – Comentário da passagem do Evangelho de Marcos (Mc 2,13-17)

 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Curados pelo Senhor para amar e servir (15/01)

                         

Curados pelo Senhor para amar e servir

“Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse:
 “Eu quero: fica curado!”. No mesmo instante 
a lepra desapareceu e ele ficou curado.”
(Mc 1, 41-42)

Na Liturgia da quinta-feira da primeira semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem em que Jesus cura um leproso (Mc 1, 40-45).

Na ação de Jesus, vemos a ação de Deus, que Se revela pleno de bondade, ternura e amor; amor que acolhe, cura, liberta e integra a todos na vida da comunidade.

A vontade de Deus é que se supere toda forma de discriminação e marginalização, e a comunidade deve empenhar-se, com sabedoria e coragem, para que isto se torne uma realidade.

No Livro do Levítico no Antigo Testamento (Lv 13, 1-2.44-46) nos apresenta “a lei da pureza”, e uma visão deturpada de Deus que leva à invenção de mecanismos que discriminam, rejeitam e excluem em nome de Deus, numa total marginalização.

Dentre as impurezas, a lepra era considerada a mais grave, de modo que quem por ela fosse acometido, deveria ser segregado e afastado da convivência diária com outras pessoas, e tal medida tinha uma intenção higiênica e também para evitar o contágio.

Mais grave ainda, era considerado um pecador, amaldiçoado por Deus e indigno de pertencer à comunidade do Povo de Deus e não podia ser admitido nas assembleias em que Israel celebrava o culto na presença do Deus Santo.

Este triste mecanismo de marginalização somente com Jesus será corrigido, como vemos na passagem do Evangelho.

Jesus, com palavras e ação, cura e integra a todos na comunidade do Reino, sem jamais compactuar com a discriminação, exclusão, racismo ou qualquer outra forma de marginalização.

Sua ação é expressão de um Deus cheio de Amor que vem ao encontro de nossa humanidade, de nossa condição pecadora e enferma, para nos curar e nos redimir. Jesus toma para Si nossas dores e sofrimentos.

Também revela, com Sua ação, que o Reino de Deus chegou, completou-se o tempo esperado, são tempos novos inaugurados pela presença e ação de Jesus: a cura do leproso revela o Amor de Deus que cura, liberta, integra e impulsiona para o testemunho.

O leproso curado começou a pregar e a divulgar sobre o acontecido, a sua cura. Com isto, o Evangelista sugere que aquele que experimentou o poder integrador e salvador de Jesus se converte, necessariamente, em profeta e testemunha do amor e bondade divina: um discípulo missionário do Reino.

Com o Apóstolo Paulo, aprendemos o Senhor é modelo de fidelidade, obediência, doação, Amor  e serviço em favor da libertação de todos, e como cristãos, o mesmo devemos fazer (1Cor 10,31-11,1).

Aprendemos também que o cristão é livre em tudo aquilo que não atenta contra a sua fé e contra os valores do Evangelho, mas pode prescindir de direitos para um bem maior, que é o amor aos irmãos.

A Lei do Amor se sobrepõe a tudo, inclusive aos direitos de cada um, e assim não nos tornamos obstáculo nem para a glória de Deus, nem para a salvação de nossos irmãos.

Ao amor tudo deve ser subordinado, fazendo de nossa própria vida um dom, uma oferenda agradável a Deus.

Neste sentido, ressalto o que nos  diz a Igreja em seus Documentos:

“As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração. 

Porque a sua comunidade é formada por homens, que, reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em demanda do Reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para a comunicar a todos. Por este motivo, a Igreja sente-se real e intimamente ligada ao gênero humano e à sua história”. (1)

Como Igreja missionária, na fidelidade ao Senhor, também saibamos acolher, perdoar, integrar a todos na vida da comunidade e, com alegria, nos colocarmos na missão da construção do Reino.

Reflitamos:

- Quais são as enfermidades que ainda hoje levam à exclusão e à marginalização?
- Até que ponto nossa ação também acolhe, liberta e integra na comunidade e na sociedade?

- De que modo os marginalizados e excluídos se abrem para a acolhida e integração na comunidade e na sociedade?
- Como vivemos a fidelidade ao Senhor, tendo d’Ele mesmos pensamentos e sentimentos?

- Como expressamos em nossa vida o amor, a ternura e a bondade de Deus para com o nosso próximo?
- Sabemos renunciar a direitos pessoais por bem maiores em favor de outros?

Enfim, somos acolhidos, amados, curados e libertos pelo Senhor para acolher, amar e curar, num círculo que não pode se fechar, interromper.

Começando o ano pastoral, eis a nossa divina missão por Deus confiada, na fidelidade a Jesus, com a força e a ação do Espírito Santo.

(1) Constituição Pastoral Gaudium Et Spes  sobre a Igreja no mundo atual  (n.1).

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Consumir-se apaixonadamente pelo Reino (14/01)

                                                              

Consumir-se apaixonadamente pelo Reino

À luz da passagem do Evangelho (Mc 1, 29-39), reflitamos no que consiste uma Igreja em saída, como tanto tem insistido o Papa Francisco.

O Evangelista diz que havia uma grande multidão a espera do Senhor. Há também uma grande multidão à porta de nossa Igreja. É o vasto e complicado mundo que não permite indiferença  para quem a Palavra do Senhor ouviu e acolheu, da Eucaristia participou e se alimentou.

Como afirmou Santo Irineu – “a glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus”. A nossa missão é glorificar a Deus, empenhados e comprometidos com a vida de cada pessoa e do planeta em que habitamos, a nossa Casa Comum.

Como agradarão ao Senhor nossos cantos e louvores sem empenho com aqueles que Ele criou e pelos quais o Filho Se ofereceu como vítima pacífica de reconciliação e redenção?

Dar glória a Deus é comprometer-se com o Reino, com a vida de nosso próximo, na vivência do Mandamento maior do Amor. Eis o caminho da verdadeira e desejada felicidade.

Portanto, a missão e a contemplação não são vias opostas em nossas vidas, mas devem ser vividas na mais desejada complementaridade, assim como o foi na vida do Senhor, assim há de ser na vida dos Seus discípulos.

Podemos assim apresentar algumas atitudes que devem marcar a vida do discípulo missionário do Senhor:

Anunciar o Evangelho é preciso – “Ai de mim se eu não evangelizar”.
Deixar transparecer a força d’Aquele que em nós habita.
Sermos discípulos do Reino: Aqueles que encontram o Senhor apaixonam-se por Ele.

- Testemunhá-Lo, assistidos e fortalecidos pela graça e a força da Oração.
Fazer do Amor o valor absoluto.
Não curvar-se diante da dor.

Não submergir nas lágrimas...
Não eternizar o sombrio e escuro luto.
Não dar a última palavra para a morte.

Viver na Comunhão perfeita com o Amante, o Amado e o Amor - Pai, Filho e Espírito Santo.
- Crer no amor, na vida, n’Aquele que venceu a morte: Ressuscitou Aleluia!

Somos alegres testemunhas do Ressuscitado:
“Ai de mim se eu não evangelizar!”  

Somente em Deus o sentido para nosso existir (14/01)

                                                   


Somente em Deus o sentido para nosso existir

À luz da passagem do Evangelho de Marcos proclamado na primeira quarta-feira do Tempo Comum (Mc 1, 29-39), contemplamos a importância da oração, da intimidade de Jesus com o Pai. 

É preciso tomar cuidado com o pragmatismo inconsequente e extenuante. É um grande perigo muito querer fazer prescindindo do encontro gratuito com o Senhor, no silêncio e na Oração.

De fato, o tempo gasto na oração jamais foi ou será tempo perdido. Ao contrário, quando impulsionados e fortalecidos pela Oração fazemos mais e bem melhor todas as coisas. 

A falta de Oração traz consigo, lamentavelmente, o cansaço, a decepção, a desistência, a perda do sentido. Oramos não porque Deus precisa, mas porque precisamos da certeza de Sua graça derramada e Sua presença, mais que sentida, testemunhada.

Paradoxalmente, quanto mais avançamos maior a necessidade de homens e mulheres de Oração, na perfeita sintonia com o Deus Uno e Trino, comunhão de amor e vida...

Reflitamos:

- Qual é o tempo que dedicamos para a Oração em nossa vida?
- Como e quando oramos?

- Qual tem sido o conteúdo de nossa Oração?
- Não teria muitas pessoas se cansado e desistido da luta pela falta da Oração?

- Nossos momentos de oração pessoal têm sido um verdadeiro Encontro de amizade com o Senhor?
- O que fazer para que ela não seja  apenas o cumprimento de preceitos e ritos, frio e mecânico, sem ressonâncias no agir?

Tendo feito o verdadeiro Encontro com Jesus, inseridos na dinâmica do Reino, levemos  a tantos outros a fazer a mesma experiência, pois todo dia e em todo momento é preciso que sejamos discípulos e missionários apaixonados pelo Senhor e Seu Reino, para não sucumbirmos diante da dor e sofrimento da humanidade.

Há algo a ser feito: 
protagonismo fortalecido pela Oração, 
evangelização renovada acontecerá,
sal da terra e luz do mundo seremos.

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG