terça-feira, 9 de junho de 2026

Em poucas palavras...

 


Palavra de Deus: ler com os olhos do coração

O bem-aventurado João Crisóstomo disse:

‘Quando te sentas para ler as palavras de Deus, pede-lhe primeiramente que abra os olhos do teu coração, a fim de não apenas ler o que está escrito, mas também praticá-lo, para que não seja para nossa própria condenação. Estudemos meticulosamente as vidas e os ditos dos santos’.(1)

(1)  Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 702 – p. 506-507

 

 

Em poucas palavras...

 


Rezar com temor e tremor...

“Abba Evágrio disse:

‘Quando estás desanimado, reza. Pois está escrito: ‘Reza com temor e tremor; com esforço e sobriedade e vigilância’ (1 Pd 5,8).

É assim que se deve rezar, especialmente contra os malévolos e perversos que desta maneira nos querem prejudicar: refiro-me aos nossos inimigos invisíveis.” (1)

 

(1)  Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 696 – p. 505

Em poucas palavras...

 


As quatro virtudes necessárias

P: Quais virtudes deve um homem adquirir para poder ser salvo?

R: Existem quatro virtudes propostas ao homem: jejum, oração, trabalho manual e autocontrole do corpo.

Foi lutando contra estas virtudes que satanás expulsou Adão do paraíso, fazendo-o tropeçar através da comida e depois levando o a envergonhar-se e a fugir para esconder-se e não chegar à presença de Deus, a fim de evitar que, prostrando-se Adão diante de Deus, seu pecado lhe fosse perdoado.

E, quando Adão foi expulso do paraíso, o diabo estava pronto para precipitá-lo de ponta-cabeça em outro pecado através da negligência, esperando que ele entrasse em desespero por sua própria conta. Mas o Senhor e mestre, conhecendo a intriga malvada do diabo, deu a Adão o trabalho dizendo:

‘Trabalha a terra da qual fostes tirado’.

Então, ocupado com o trabalho, Adão pôde expulsar as trapaças do diabo.

Portanto, o diabo luta contra o jejum, a oração e o trabalho manual, porque o trabalho manual reduz suas colossais intrigas.

Ele luta também contra o autocontrole virtuoso. Mas, se uma pessoa é considerada digna de praticar estas quatro virtudes, ela domina também todas as outras virtudes.” (1)

  

(1)  Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 765 – p. 583

Em poucas palavras...

                                                              


Trigo de Deus

“Sou trigo de Deus,

serei triturado pelos dentes das feras

para tornar-me o puro pão de Cristo.

Rogai a Cristo por mim,

para que por este meio

me torne sacrifício para Deus”. (1)



(1)Santo Inácio de Antioquia (séc .I)

 


Paróquia: Escola de Comunhão e de Amor

                                                      

Paróquia: Escola de Comunhão e de Amor

Como Igreja que somos, precisamos testemunhar a nossa Fé, dando solidez à Esperança, na vivência concreta e eficaz da Caridade, virtudes divinas que nos movem, sobretudo diante dos desafios da realidade em que nos encontramos.

Vivendo em comunidade, a nossa fé deve ser sempre iluminada pelo exemplo das primeiras comunidades fundadas pelos apóstolos: “As comunidades eram perseverantes na Doutrina dos Apóstolos, na Comunhão Fraterna, na Fração do Pão e na Oração” (At 2, 42-45).

Para tanto, todo o itinerário do discípulo, desde o chamado, deve ser sempre vivido na comunhão com o Mestre, que se desdobra, necessariamente, na comunhão com os outros, de modo que a dimensão comunitária é fundamental na Igreja, pois se inspira na própria Santíssima Trindade, a perfeita comunidade de amor.

Sem comunidade, não há como viver autenticamente a experiência cristã, e a Paróquia tem o grande desafio de ser este espaço, como nos afirmou a Conferência de Aparecida (2007): 

“Entre as comunidades eclesiais, nas quais vivem e se formam os discípulos e missionários de Jesus Cristo, sobressaem as Paróquias. São células vivas da Igreja e o lugar privilegiado no qual a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e a comunhão eclesial. São chamadas a ser casas e escolas de comunhão”.

A Conferência
 manifesta o desejo de uma valente ação renovadora das Paróquias, a fim de que sejam “espaços da iniciação cristã, da educação e celebração da fé, abertas à diversidade de carismas, serviços e ministérios, organizadas de modo comunitário e responsável, integradoras de movimentos de apostolado já existentes, atentas à diversidade cultural de seus habitantes.” (n. 170).

Num tempo marcado por incertezas e tantos desafios, como alegres e convictos discípulos missionários, devemos empregar todo esforço e recursos na necessária conversão das estruturas de nossas paróquias, para que, como espaço privilegiado da presença e do encontro com o Senhor, elas se coloquem a serviço da vida plena e definitiva.  

Não podemos nos acomodar, pois grande é o desafio da evangelização, a fim de que a Palavra do Senhor seja a todos os povos anunciada, e tenhamos Paróquias em contínuo processo de conversão, e comunidades que sejam verdadeiras escolas da comunhão e de amor à vida, construindo laços fraternos e eternos, iluminados pela Palavra, nutridos pela Eucaristia.

É preciso que continuemos o aprofundamento sobre as estruturas das Paróquias, e a necessária conversão, a fim de que nossas comunidades sejam, verdadeiramente, casas do Pão da Palavra, do Pão da Eucaristia e do Pão da Caridade, uma Igreja discípula, profética, missionária e misericordiosa, e como nos falou o Papa Francisco – “uma Igreja em saída”, presença nos mais diversos espaços, sobretudo nas periferias existenciais.

Sal da terra e luz do mundo

                                                    

Sal da terra e luz do mundo

À luz da passagem do Evangelho proclamado na terça-feira da 10ª Semana do Tempo Comum (Mt 5,13-16), refletimos a missão de ser sal da terra e luz do mundo, como graça do batismo e discípulos missionários do Senhor.

Destacam-se quatro características:

1 – A publicidade: a luz, por sua natureza, existe para iluminar, para se mostrar visível e pública, e não para ficar escondida. Não se pode ficar no anonimato.

2 – A universalidade: sal da terra e luz do mundo. No entanto, esta universalidade que Jesus anuncia deve começar pelos últimos, a fim de que os primeiros também sejam incluídos: os últimos devem ser os primeiros, e assim não haverá nenhuma possibilidade de exclusão.

3 – A consistência: o testemunho se dá pelas obras e não pelas palavras ou teorias. Não se pode incorrer na tentação das palavras em excesso. É preciso as obras de misericórdia (Mt 25,31), pela partilha realizada, pela Palavra de Deus colocada em prática (Mt 7,21).

4 – A Transparência: o discípulo, na prática das boas obras, não concentra a atenção sobre ele próprio, mas leva os outros a dirigirem o olhar para Deus, que é nosso Pai – “Vendo as vossas boas obras, glorifiquem Vosso Pai que está nos Céus” (M 5,16). De fato, Jesus foi a verdadeira transparência do Pai pelas palavras, obras e na Sua própria Pessoa – “Quem me viu, viu o Pai” (Jo 14, 9). (1)

Somente com as obras de misericórdia (corporais e espirituais), seremos, de fato, sal e luz.  Não seremos também pelas obras do poder, da riqueza ou do sucesso, mas do amor vivido concretamente em solidariedade concreta com os empobrecidos.

Este é o caminho que todo o discípulo de Jesus deve fazer, assim como o Apóstolo Paulo e tantos outros, o caminho da fraqueza da Cruz e não o caminho do poder ou da glória.

Supliquemos a Deus que estas características: publicidade, universalidade, consistência e transparência, estejam presentes em nosso agir, assim como em todas as nossas atividades pastorais. E assim, na fidelidade ao Senhor, confiando em Sua Palavra, Pessoa e presença, seremos da terra o sal e do mundo a luz.


(1) Lecionário Comentado – Editora Paulus – Lisboa – 2010 – pp. 206-207

Em poucas palavras...

                          


Ser cristão 

“«No início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) 

Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um ‘mandamento’, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro»” (1)

 

 

(1)    Papa Bento XVI – em Deus Caritas Est, n.1

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