segunda-feira, 7 de setembro de 2026

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A Deus cabe o julgamento final

                                              

A Deus cabe o julgamento final

Vejo o mundo em páginas múltiplas e densas.
Por vezes o vejo confuso, além do meu entendimento...
No campo crescem grão de trigo e joio, ainda que não deseje,
Nas redes entram peixes bons e ruins, aquém de meu querer.

Quantos sofrem por isto e se inquietam.
Indaga-se: por que Deus tolera os maus?
Por que até mesmo na Igreja isto se dá?
As questões se avolumam e até nos consomem.

Por que Cristo não seleciona uma Igreja de puros,
Perfeitos, imaculados e quase anjos?
A uns Deus e Seu Cristo têm paciência demais,
Para salvar quem sumariamente já condenamos.

Aguardemos pacientemente a colheita,
Não diminuída por prematuras intervenções de escolhas,
Ou por uma rede cheia de tão apenas peixes bons,
Ressoe a mensagem das Parábolas do Senhor.

Só então, no fim, haverá a colheita, o recolher da rede
Com base na realidade de ser grão de trigo ou joio, peixe bom ou mau.
Acolhamos a advertência eficaz das parábolas:
Deus é paciente e cabe a cada um fazer a sábia escolha.

Escolher ser bom grão e bom peixe e não joio ou peixe imprestável.
Decidamos enquanto é tempo, pois o tempo é breve.
As urgências nos interpelam a renovar a nossa fé,
Dar razão de nossa esperança e inflamar a chama da caridade. Amém.


PS: Conferir Mt 13,1-51; Rm 2,1-11; Tg 4,11-12

Em poucas palavras...

                                                              


                                                    Peregrinos na fé

"Eu vos peço: amai comigo, correi crendo comigo, desejemos a Pátria Celeste, suspiremos pela Pátria do alto, sintamo-nos como peregrinos aqui"  -  Santo Agostinho (séc. V)

 

A promoção do bem comum

                                               

                              A promoção do bem comum 

À luz dos parágrafos n.1905-1917 do Catecismo da Igreja Católica, reflitamos sobre em que consiste o bem comum. 

De acordo com a natureza social do homem, o bem de cada um está necessariamente relacionado ao bem comum; e este, por sua vez, abrange o conjunto das condições sociais que permitem aos grupos e às pessoas atingir a sua perfeição, do modo mais pleno e fácil. 

Entendamos, portanto, o bem comum, como o conjunto das condições sociais que permitem, tanto aos grupos como a cada um dos seus membros, atingir a sua perfeição, do modo mais completo e adequado” (Gaudium Et Spes n.26). 

Ele interessa à vida de todos, com a necessária prudência da parte de cada um, sobretudo da parte de quem exerce a autoridade. 

São três os elementos essenciais do bem comum:

1º.         O respeito e a promoção dos direitos fundamentais da pessoa:

 

- Em nome do bem comum, os poderes públicos são obrigados a respeitar os direitos fundamentais e inalienáveis da pessoa humana.

 

- A sociedade humana deve empenhar-se em permitir, a cada um dos seus membros, realizar a própria vocação.

 

- O bem comum, por sua vez, reside nas condições do exercício das liberdades naturais, indispensáveis à realização da vocação humana.

 

2º.        A prosperidade ou desenvolvimento dos bens espirituais e temporais da sociedade (exigência do bem-estar social e o desenvolvimento da própria sociedade):

 

- O desenvolvimento é o resumo de todos os deveres sociais.

- Compete à autoridade arbitrar, em nome do bem comum, entre os diversos interesses particulares.

- Mas deve tornar acessível a cada qual aquilo de que precisa para levar uma vida verdadeiramente humana como alimento, vestuário, saúde, trabalho, educação e cultura, informação conveniente, direito de constituir família, etc.

 

3º.       A paz e a segurança do grupo e dos seus membros:

 

- Pressupõe que a autoridade assegure, por meios honestos, a segurança da sociedade e dos seus membros.

- O bem comum, por sua vez, está na base do direito à legítima defesa, pessoal e coletiva. 

Concluindo, importa que o bem comum esteja sempre orientado para o progresso das pessoas, de modo que a ordem das coisas deve estar subordinada à ordem das pessoas, e não o inverso. 

Esta ordem constrói-se na justiça e é vivificada pelo amor e tem como base a verdade, competindo ao Estado defender e promover o bem comum da sociedade civil. 

O bem comum de toda família humana exige uma organização da sociedade internacional.

A esperança no Senhor não nos decepciona

                                   


 

A esperança no Senhor não nos decepciona

Somos peregrinos da esperança, incansáveis, e não podemos estagnar, tampouco retroceder, pois, como nos falou o Apóstolo - “E a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5).

Anunciamos e testemunhamos Aquele que é a divina fonte de toda esperança e, na fidelidade a Ele, que  nos chamou não pelos nossos méritos, avançando para águas mais profundas (Lc 5,1-11), atravessando os mares agitados pelos ventos do cotidiano, com seus muitos nomes.

Peregrinos da esperança:

- Voaremos nas asas do Espírito, na busca das coisas do alto, onde habita Deus (cf Cl 3,1-4); e testemunharemos as virtudes divinas que nos movem: fé, esperança e caridade;

- Desabrocharemos, teimosamente, onde nada se pode esperar, assim como Abraão, que esperou contra toda a esperança, acreditou e se tornou pai de muitos povos, conforme lhe fora dito (cf. Rm 4,18);

- Floresceremos na aridez do deserto da cidade, com seus cenários, ora com sua beleza, ora nem tanto assim: flores de solidariedade, amizade, compaixão, proximidade e fraternidade;

- Viveremos a graça de sermos jardineiros do Criador e cuidaremos da Casa Comum, tão vilipendiada por insanos desejos de lucro que se sobrepõem à sacralidade da condição humana, com suas consequências multiplicadas;

- Testemunharemos a graça do batismo, renovando nossas forças na Mesa Sagrada da Palavra e da Eucaristia, Santíssimo Alimento, que nos veio do coração trespassado do Senhor. (Jo 19,31-37). Amém.

Clamores que sobem aos céus

                                             


              Clamores que sobem aos céus

 "O Senhor disse:  Eu vi muito bem a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor contra seus opressores, conheço os seus sofrimentos" (Ex 3, 7)

 

Silêncio prolongado...

Sombra escura a Terra cobre.

 

Ouçamos os clamores mais profundos,

Bem como aqueles que ultrapassam as estrelas...

 

É preciso ouvir agora os clamores,

De quem não mais força tem para clamar.

 

Forças exauridas, sonhos pisoteados,

Sentido de viver, como vidros, despedaçados.

 

Clamores de quem viu amados partirem para sempre,

Sem a possibilidade de um adeus, sequer.

 

Clamores e gemidos da criação em dores de parto,

Que não suporta tamanha exploração, depredação.

 

Silêncio para discernir o que deve ou não ser ouvido,

Para pisotearmos e enterrarmos o que não nos faz felizes.

 

Silêncio, clamores, escuta, respostas solidárias multiplicadas:

A sombra escura haverá de ceder à Luz que vem do alto.

 

Como nuvem escura de chuva a cair suavemente,

Preanunciando a suave brisa de novos tempos...

 

Sonho, fantasia, imaginação... apenas utopia?

Realidade, se novas posturas, olhares e passos.

 

Fé renovada na eterna ação e intervenção divina,

Que jamais nos dispensa de sagrados compromissos. Amém. 

Jesus Misericordioso, ouvi-nos

                                                   


Jesus Misericordioso, ouvi-nos
 
“Observavam, para verem
se Jesus curaria em dia de sábado”.
Jesus manso e humilde de coração,
Rosto vivo da misericórdia divina,
Contemplo a Vossa divina missão,
Quando passastes entre nós
Ensinando e curando nossas enfermidades.
 
Vosso olhar voltado para os enfermos,
Os envolvia, os libertava de toda a enfermidade.
Vossas palavras, com ternura e mansidão,
Ao mesmo tempo plenas de vigor e autoridade.
Qual Deus viveu tão imensa proximidade?
 
 Jesus, cheio de compaixão pelos pequenos,
Conhecias o coração de cada um, bem como seus pensamentos.
Na mais imensa e indizível profundidade,
Conhecias toda a malícia e, também, a bondade;
Pleno cumpridor da Lei, sem jamais ferir a caridade.
 
Jesus, estendei para nós Vossas divinas mãos,
Ensinai-nos a viver a solidariedade e a fraternidade,
Firmai nossos passos na graça do discipulado,
Ajudai-nos a viver a fidelidade aos Vossos ensinamentos.
Em Vos colocamos toda a nossa vida, com toda confiança. Amém.
 
 
Fonte inspiradora: Passagem do Evangelho de Lucas (Lc 6,6-11, Mc 2,23-3,6).
Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.1246-1247


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