segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Em poucas palavras...

                                                  


A boa e necessária política

“Fundamental na vida do Brasil, passados sessenta anos do início da ditadura, a democracia ainda precisa de cuidado.

Depois do período de sistemáticos e ostensivos ataques, temos a oportunidade de fortalecê-la nas eleições municipais de 2024, através do voto consciente e livre.

A consciência cívica deverá estar a serviço dos mais profundos interesses do nosso povo, pois há exigências éticas para a realização do bem comum.

Por isso, os cristãos, leigos e leigas, não podem abdicar da participação na política (Christifideles Laici, 42).

Preocupa-nos que extremismos, desprezando o projeto de fraternidade social, façam do processo eleitoral um palco de intolerância e de ainda mais violência.” (1)

 

(1) Mensagem dos Bispos CNBB na 61ª  Assembleia CNBB (16/04/24)

 

Em poucas palavras... (Eleições)

 


Eleições 2022

“Assim, conclamamos, mais uma vez, toda a sociedade brasileira a participar ativa e pacificamente das eleições, escolhendo candidatos e candidatas, para o executivo (presidente e governadores) e o legislativo (senadores e deputados federais, estaduais e distritais), que representem projetos comprometidos com o bem comum, a justiça social, a defesa integral da vida, da família e da Casa Comum.” (1)

 

PS: https://www.cnbb.org.br/mensagem-da-cnbb-ao-povo-de-deus-aprovada-na-56a-ag/

A parábola do servo sem compaixão ” (XXIVDTCA)

                                                


A parábola do servo sem compaixão

 

Aprofundando a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 18,21-35); voltemo-nos para a Bula Misericordiae Vultus”, do Papa Francisco, quando da declaração do Ano da Misericórdia (08/12/15 - 20/11/16). 

“Temos depois outra parábola da qual tiramos uma lição para o nosso estilo de vida cristã.

Interpelado pela pergunta de Pedro sobre quantas vezes fosse necessário perdoar, Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete» (Mt 18, 22) e contou a parábola do «servo sem compaixão».

Este, convidado pelo senhor a devolver uma grande quantia, suplica-lhe de joelhos e o senhor perdoa-lhe a dívida. Mas, imediatamente depois, encontra outro servo como ele, que lhe devia poucos centésimos; este suplica-lhe de joelhos que tenha piedade, mas aquele recusa-se e fá-lo meter na prisão.

Então o senhor, tendo sabido do fato, zanga-se muito e, convocando aquele servo, diz-lhe: «Não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?» (Mt 18, 33). E Jesus concluiu: «Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração» (Mt 18, 35).

A parábola contém um ensinamento profundo para cada um de nós. Jesus declara que a misericórdia não é apenas o agir do Pai, mas torna-se o critério para individuar quem são os Seus verdadeiros filhos.

Em suma, somos chamados a viver de misericórdia, porque, primeiro, foi usada misericórdia para conosco. O perdão das ofensas torna-se a expressão mais evidente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir.

Tantas vezes, como parece difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração.

Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança são condições necessárias para se viver feliz. Acolhamos, pois, a exortação do Apóstolo: «Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento» (Ef 4, 26). E sobretudo escutemos a palavra de Jesus que colocou a misericórdia como um ideal de vida e como critério de credibilidade para a nossa fé«Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5, 7) é a bem-aventurança a que devemos inspirar-nos, com particular empenho, neste Ano Santo.

Na Sagrada Escritura, como se vê, a misericórdia é a palavra-chave para indicar o agir de Deus para conosco. Ele não Se limita a afirmar o Seu amor, mas torna-o visível e palpável. Aliás, o amor nunca poderia ser uma palavra abstrata. Por sua própria natureza, é vida concreta: intenções, atitudes, comportamentos que se verificam na atividade de todos os dias.

A misericórdia de Deus é a Sua responsabilidade por nós. Ele sente-Se responsável, isto é, deseja o nosso bem e quer ver-nos felizes, cheios de alegria e serenos. E, em sintonia com isto, se deve orientar o amor misericordioso dos cristãos. Tal como ama o Pai, assim também amam os filhos. Tal como Ele é misericordioso, assim somos chamados também nós a ser misericordiosos uns para com os outros.”

Contemplamos a misericórdia divina através da parábola, em que Jesus nos apresenta a pergunta de Pedro, sobre quantas vezes se deve perdoar um irmão: deve-se perdoar setenta vezes sete, ou seja, o perdão se expressa em plenitude ilimitada.

Jesus, de fato, é o rosto da misericórdia divina:

“Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. O mistério da fé cristã parece encontrar nestas palavras a sua síntese. Tal misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré” (Misericodiae vultus” – Papa Francisco).

Sejam nossas comunidades lugar do aprendizado e da vivência do perdão, que deverá ser vivido em todos os âmbitos e em todo o tempo, como sinal do Reino de Deus.

 

PS: A dívida do servo perdoado era exorbitante (10.000 talentos; sendo que um talento equivale a 6000 denários; 1 denário equivalente a um dia de trabalho). Seriam necessários mais de 165.000  anos para pagamento de sua dívida. De outro lado, a dívida não perdoada por ele em relação ao seu devedor era de apenas 100 denários, ou seja, menos de um terço de dias de trabalho de um ano: conclusão – de fato, o amor de Deus por nós é pleno e ilimitado (exorbitante). De acordo com a nota da Bíblia de Jerusalém, 10.000 talentos equivale a 174 toneladas de ouro; 100 denários a 0,30 gramas de ouro.

 

Perdão sem limites, um eterno aprendizado ” (XXIVDTCA)

                                                            

Perdão sem limites, um eterno aprendizado

“Se cada um não perdoar
a seu irmão, o Pai não vos perdoará”

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 18,21-19,1), em que o Senhor nos convida a viver o perdão sem limites, um eterno aprendizado:

“Qualquer que seja o motivo que leva Pedro a fazer sua pergunta uma coisa é certa; ele quer que Jesus confirme a existência de um limite no exercício da caridade cristã.

É confortador saber quando e onde se pode, com tranquila consciência, ignorar as injunções da caridade cristã (pois é mais interessante saber quando cessam do que onde começam tais obrigações).

Parece de fato mais que justo que em certo momento possamos dizer: “Basta! afinal somos homens!” Queremos ser o eco do nosso ambiente…

Jesus, porém, nos diz que devemos ser o eco daquilo que Deus fez por nós. Ninguém é homem pelo fato de poder “explodir”, mas pelo fato de poder desenvolver em si e transmitir aos outros aquilo que Deus nos deu.

A lei do perdão é vinculante não facultativa; é como um contrato firmado com o Sangue de Cristo. Ora, depende de mim ratificá-lo derramando sobre os meus semelhantes aquilo que Deus me deu: “Eis como meu Pai celeste agirá convosco…” (v.35) (1)

A segunda fonte, sobre o perdão, afirma:

"Temos uma ideia tão elevada do perdão que nunca a utilizamos realmente... As pessoas perdoam ou então fingem: no máximo pensam que não querem vingar-se.

É verdade, humanamente não é possível perdoar. O perdão é somente dom de Deus, um dom intenso. Por isso a palavra perdão deriva duma palavra utilizada na Idade Media, per-dom, a qual significa precisamente ‘dom profundo’... podemos e devemos perdoar porque fomos perdoados.

Assim escreveu Graham Greene – “ninguém suporta não ser perdoado: só Deus é capaz disso”. Mas perdoar é possível graças ao dom de Deus que previne qualquer iniciativa nossa e como resposta a um amor maior...

Só num percurso de fé podemos exercer o perdão na vida concreta, por exemplo, para com quem não consegue considerá-lo na sua vida de homem: o perdão não é a fraqueza de quem não sabe fazer valer as suas razões, mas a novidade que rompe as cadeias que tornam a pessoa amarrada a si mesma” (2)

É sempre tempo para dar e pedir perdão; e somente é possível porque antes por Deus fomos perdoados, por um perdão e Amor sem medida e sem méritos.

Porque amados e perdoados, podemos e devemos  amar e perdoar, pois sem o quê,  não poderíamos rezar a Oração que o Senhor nos ensinou.

Somente a prática do perdão nos faz verdadeiramente livres, rompendo as amarras que nos reduzem horizontes e movimentos.

O perdão é algo que não se aprende e se vive totalmente. Sempre teremos algo a aprender na escola do perdão com o Divino Mestre da Misericórdia que nos amou e nos perdoou. Somos, nesta escola maravilhosa, eternos aprendizes.

Quanto mais perdoarmos e formos perdoados, mais livres seremos e mais semelhantes ao Divino Mestre o seremos. Não podemos nos dizer cristãos sem a graça do perdão recebido e partilhado.

Bem sabemos o quanto difícil o é. Haverá algo mais belo que um perdão dado e recebido, um relacionamento restaurado?

A leveza e a alegria do Espírito, só alcança quem vive a graça do perdão.

Temos muito a aprender. Não recuemos! Avancemos, pois assim é a vida de fé.


PS: Liturgia da terça-feira do 3ª semana da Quaresma: Dn 3,25.34-43; Sl 25 (24); Mt 18,21-35. 

(1) Missal Cotidiano - Editora Paulus - pág. 238
(2) cf. Lecionário Comentado - Tempo da Quaresma

O perdão vivido recria vínculos fraternos ” (XXIVDTCA)

                                                      

O perdão vivido recria vínculos fraternos

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 18,21-35), que nos fala sobre a prática do perdão, presente nos relacionamentos fraternos, dentro e fora da Comunidade.

Assim nos falou o Apóstolo Paulo sobre a vivência da caridade, como pleno cumprimento da Lei: “Não devais nada a ninguém. A não ser o amor mútuo, pois quem ama o outro cumpriu a Lei.” (Rm 13,8).

De fato, há uma dívida que todos somos mais ou menos insolventes: a dívida do amor recíproco:

“Deveríamos preocupar-nos verdadeiramente com isto. Por isto sentimos que é para nós a exortação de Paulo, que apela a que vivamos o ‘amor mútuo’. Amar é entregar-se totalmente a um outro, é passar da lógica consumista do ‘tu és meu’, para a oblativa do ‘eu sou para ti’: uma experiência a que não é possível colocar limites” (1)

Mas para viver este amor a um outro (próximo) é preciso sentir-se amado por Deus, o totalmente Outro, que nos ama e quer que o mesmo façamos:  “Dou-vos um Mandamento novo: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 13,34).

Sentir-se amado por Deus leva-nos ao empenho de correspondência ao Seu amor, e isto se dá concretamente na restituição do amor na caridade fraterna, corrigindo e permitindo que sejamos corrigidos, sem marcas de presunção, rivalidade ou despeito.

Vejamos o que nos diz o Lecionário Comentado:

“Não podemos estar em relação com a infinita riqueza de Deus se não estivermos em relação com a pobreza do irmão” (2)

Somos encorajados a viver como reconciliados; empenhados na busca da paz, ajudando-nos e deixando-nos ajudar, de modo a criar vínculos mais sólidos e fraternos na comunidade em que participamos:

“Preocupemo-nos em deixar este mundo depois de termos desatado ou ajudado a desatar todos os vínculos, então as portas do Céu abri-se-ão para nós (Mt 18,18)” (3).

Oportunas são as palavras do Bispo Santo Agostinho (séc. IV), que aplicou exatamente à correção fraterna as palavras do Apóstolo Paulo sobre a caridade: 

“Ama e faze o que queres. Seja que cales, cala por amor, seja que fales, fala por amor; seja que corrijas, corrige por amor; seja que perdoes, perdoa o amor. Esteja em ti a raiz do amor, porque desta raiz não pode nascer outra coisa a não ser o bem”.

Sendo assim, que Deus nos conceda coração e espírito novos, para nos tornarmos mais sensíveis ao nosso próximo, no pleno cumprimento da Lei, o Mandamento do Amor, que consiste no compêndio de toda a Lei.

Supliquemos a Ele, para que jamais desistamos deste aprendizado, desta difícil e revitalizante expressão de amor, que sabe corrigir sem desencorajar e lutar sem ofender.

De fato, na escola do Divino Mestre do Amor, somos todos eternos aprendizes. Há muito que aprender, sem cansaços, recuos e desistências.

Somente deste modo, não veremos o perdão como a fraqueza de quem não sabe fazer valer as suas razões, mas como a novidade que rompe as cadeias, que tornam a pessoa amarrada a si mesma (4).

  
(1)  Lecionário Comentado - Editora Paulus - Lisboa -  p.281.
(2)  Idem – p. 157
(3)  Idem - p.284.
(4)  Idem – p. 158

“Senhor, ensina-nos a perdoar” (XXIVDTCA)

                                                              

“Senhor, ensina-nos a perdoar”

“Se cada um não perdoar
a seu irmão, o Pai não vos perdoará”

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 18,21-35), em que o Senhor nos convida a viver o perdão sem limites, um eterno aprendizado:

“Qualquer que seja o motivo que leva Pedro a fazer sua pergunta uma coisa é certa; ele quer que Jesus confirme a existência de um limite no exercício da caridade cristã.

É confortador saber quando e onde se pode, com tranquila consciência, ignorar as injunções da caridade cristã (pois é mais interessante saber quando cessam do que onde começam tais obrigações).

Parece de fato mais que justo que em certo momento possamos dizer:  ‘Basta! Afinal somos homens!’ Queremos ser o eco do nosso ambiente…

Jesus, porém, nos diz que devemos ser o eco daquilo que Deus fez por nós. Ninguém é homem pelo fato de poder ‘ explodir’ mas pelo fato de poder desenvolver em si e transmitir aos outros aquilo que Deus nos deu.

A lei do perdão é vinculante não facultativa; é como um contrato firmado com o Sangue de Cristo. Ora, depende de mim ratificá-lo derramando sobre os meus semelhantes aquilo que Deus me deu: ‘Eis como meu Pai celeste agirá convosco…’ " (v.35). (1)

A segunda fonte, sobre o perdão, afirma:

"Temos uma ideia tão elevada do perdão que nunca a utilizamos realmente... As pessoas perdoam ou então fingem: no máximo pensam que não querem vingar-se.

É verdade, humanamente não é possível perdoar. O perdão é somente dom de Deus, um dom intenso. Por isso a palavra perdão deriva duma palavra utilizada na Idade Media, per-dom, a qual significa precisamente ‘dom profundo’... podemos e devemos perdoar porque fomos perdoados.

Assim escreveu Graham Greene – ‘ninguém suporta não ser perdoado: só Deus é capaz disso’. Mas perdoar é possível graças ao dom de Deus que previne qualquer iniciativa nossa e como resposta a um amor maior...

Só num percurso de fé podemos exercer o perdão na vida concreta, por exemplo, para com quem não consegue considerá-lo na sua vida de homem: o perdão não é a fraqueza de quem não sabe fazer valer as suas razões, mas a novidade que rompe as cadeias que tornam a pessoa amarrada a si mesma” (2)

É sempre tempo para dar e pedir perdão; e somente é possível porque antes por Deus fomos perdoados, por um perdão e Amor sem medida e sem méritos.

Amados e perdoados, podemos e devemos  amar e perdoar, pois sem o quê,  não poderíamos rezar a Oração que o Senhor nos ensinou, de modo que somente a prática do perdão nos faz verdadeiramente livres, rompendo as amarras que nos reduzem horizontes e movimentos.

O perdão é algo que não se aprende e se vive totalmente. Sempre teremos algo a aprender na escola do perdão com o Divino Mestre da Misericórdia que nos amou e nos perdoou. Somos, nesta escola maravilhosa, eternos aprendizes:

“Não recuses, portanto, praticar a misericórdia a fim de que não sejas excluído do perdão quando tu mesmo vieres a ter necessidade dela” (Santo Astério de Amasea – séc V).

Quanto mais perdoarmos e formos perdoados, mais livres seremos e mais semelhantes ao Divino Mestre o seremos. Não podemos nos dizer cristãos sem a graça do perdão recebido e partilhado.

Bem sabemos o quanto difícil o é. Haverá algo mais belo que um perdão dado e recebido, um relacionamento restaurado?

A leveza e a alegria do Espírito, só alcança quem vive a graça do perdão, e neste sentido, importa não recuar, pois assim é a vida de fé.

Temos muito a aprender. Não recuemos! Avancemos, pois assim é a vida de fé.

(1) Missal Cotidiano - Editora Paulus - pág.238
(2) cf. Lecionário Comentado - Tempo da Quaresma

A graça de ser perdoado e perdoar (XXIVDTCA)



A graça de ser perdoado e perdoar


“Perdoai-nos, Senhor, os nossos pecados...”

Aprofundando sobre o perdão que devemos viver nas relações com nosso próximo, voltemo-nos para o parágrafo (n.2843) do Catecismo da Igreja Católica:

“Assim ganham vida as palavras do Senhor sobre o perdão, sobre este amor que ama até ao extremo do amor (Jo 13,1).

A parábola do servo desapiedado, que conclui o ensinamento do Senhor sobre a comunhão eclesial (Mt 18,23-35), termina com estas palavras: ‘Assim procederá convosco o meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão do fundo do coração’.

É aí, de fato, ‘no fundo do coração’, que tudo se ata e desata. Não está no nosso poder deixar de sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão”.

Oremos:

Senhor, Vós Sois o Deus de Amor e Verdade, que amamos e adoramos e queremos amar e servir vivendo a graça do Batismo.

“Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido” do fundo do coração, onde tudo se ata e se desata.

Como não está em nosso poder deixar de sentir ou esquecer a ofensa, libertai-nos de todas as amarras, ressentimentos, mágoas e dureza de coração, para que semelhante ao Coração Sagrado do Vosso Filho seja.

Entregamos nosso coração ao Vosso Espírito, para que toda ferida seja curada e transformada em compaixão; nossa memória é purificada de toda lembrança que nos consome e destrói; transformando cada ofensa recebida em contínua oração de intercessão.

“Meu Senhor e meu Deus, tirai-me tudo o que me afasta de Vós.
Meu Senhor e meu Deus, dai-me tudo o que me aproxima de Vós.
Meu Senhor e meu Deus, desprendei-me de mim mesmo, 
para doar-me por inteiro a Vós”. Amém. (1)

 (1) - São Nicolau de Flue

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