domingo, 6 de setembro de 2026

Em poucas palavras... (XXIIIDTCA)

                                                


                                          Ligar de desligar

“Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica: «Dar-te-ei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que desligares na terra será desligado nos céus» (Mt 16, 19). O «poder das chaves» designa a autoridade para governar a Casa de Deus, que é a Igreja. Jesus, o «bom Pastor» (Jo 10, 11), confirmou este cargo depois da sua ressurreição: «Apascenta as minhas ovelhas» (Jo 21, 15-17).

O poder de «ligar e desligar» significa a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja. Jesus confiou esta autoridade à Igreja pelo ministério dos Apóstolos e particularmente pelo de Pedro, o único a quem confiou explicitamente as chaves do Reino.”(1)

 

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 553

Correção fraterna é obra de amor (XXIIIDTCA)

                                                            

Correção fraterna é obra de amor

Reflitamos sobre a prática do perdão na vida da comunidade, como expressão da misericórdia divina, que nos envolve, renova e nos recria.

Somos eternos aprendizes da misericórdia divina e da prática da correção fraterna. Por isso, é oportuna a reflexão que nos é oferecida pelo Missal Dominical.

A passagem do Evangelho: Mt 18,15-20:

“...segue imediatamente a narrativa da Parábola da ovelha desgarrada, da qual se toma uma aplicação concreta. Se um irmão cometeu uma falta, deve fazer-se em primeiro lugar a correção pessoal; se não escuta, é necessário chamar em auxílio algumas testemunhas; em terceira instância, convém referir à comunidade; e se não ouve nem esta, deve-se, só então, considerá-lo como um pagão ou publicano, isto é, como um excomungado”.

Evidencia-se, no contexto do Evangelho, o convite à misericórdia e ao perdão:

“Não se trata tanto de uma ‘excomunhão’, mas da constatação de que, apesar do recurso a todos os meios possíveis para a reconciliação e o diálogo fraterno, não há no irmão a vontade eficaz de comunhão e conversão.

E, no entanto, convém lembrar que a Igreja conserva o direito de pronunciar-se contra os pecadores contumazes, para não prejudicar a comunidade, e com o fim de fazer o pecador entrar em si e converter-se. Assim se pronunciou Paulo a respeito do incestuoso de Corinto (1 Cor 5,5-6).

A práxis penitencial da Igreja primitiva testemunha a grande seriedade e coerência do esforço da conversão. O pecador só encontra o perdão de Deus na redescoberta da Sua misericórdia atuando na Igreja, especialmente na assembleia eucarística que torna atual a redenção de Cristo.

É, sobretudo no Sacramento da Penitência que a Igreja exerce e exprime a misericórdia e o perdão de Cristo; mas para muitos cristãos, infelizmente, o próprio sinal sacramental da reconciliação se tornou vazio e insignificante. O Sacramento é reduzido a gesto mágico, repetido por hábito.

Um dos aspectos que mais preocupam na atual práxis penitencial está na ruptura entre sinal sacramental e experiência da comunidade cristã”.

É preciso retomar e aprofundar o significado comunitário da penitência:

“O que dificulta a aplicação concreta dos temas contidos nas Leituras bíblicas às assembleias eucarísticas dominicais é o fato, já aceito por todos, de que em geral essas assembleias não são verdadeiras comunidades.

Isto é, falta uma verdadeira relação pessoal entre os membros, pela qual cada um se sinta responsável diante dos irmãos. Por isso, ao ensinamento da correção fraterna, do perdão pedido à comunidade e não só a Deus, falta um suporte sociológico importante.

Será preciso que se aproveitem pelo menos os elementos do rito (pedido de perdão recíproco no rito penitencial da Missa e abraço da paz), para fazer captar as riquezas da práxis penitencial da Igreja.

A confissão, além de ser conversão a Deus, é sempre também reconciliação com os irmãos; reintroduz-nos na Igreja; de membros mortos tornamo-nos membros vivos, ativos e responsáveis.

Devemos redescobrir o sentido comunitário do pecado e, portanto, da penitência; ela é o Sacramento em que toda a comunidade cristã reconstitui, sob a ação de Cristo, a unidade rompida.

Uma comunidade de amor, entre os homens, é sempre uma comunidade de reconciliação e de correção fraterna. A comunhão perfeita jamais é uma posse já adquirida; é uma conquista contínua, um dom a implorar do alto”

Na prática da misericórdia, em expressão concreta da correção fraterna, não pode ser olvidado o encorajamento para que se trilhe um novo caminho, possibilitando àquele que foi perdoado a se tornar melhor.

O perdão de Deus vivido autenticamente nos faz melhores, mais conformes aos Seus desígnios de santidade para todos nós:

“Mas o verdadeiro amor, o perdão autêntico, não deixa as pessoas como são, com seus defeitos e suas limitações. Amar um irmão significa ajudá­-lo a ‘crescer’ em todos os níveis, querer concretamente sua ‘libertação’ daquilo que é defeituoso e mau, lutar por sua plena humanização.

Por isto, corrigir é obra de amor; nunca é extinguir energias e entusiasmos; é coisa muito diferente da crítica. Juntamente com a correção fraterna, o cristão faz largo uso do encorajamento. As pessoas esperam dos outros algo diferente de um dom material; esperam que os outros se lhes tornem próximos, que entrem em contato com elas, percebam que elas existem, e lhes digam tudo isso.

Nada é tão encorajador como a atenção vigilante, o respeito não puramente formal, a palavra inesperada de congratulação, se não forem fórmulas vazias de rito ou expressões convencionais. O encorajamento, como a correção, é uma das muitas facetas da caridade”

Desde o princípio, as comunidades tiveram que aprender a lidar com o pecado, ou melhor, a vivenciar a prática da misericórdia e do perdão para com o pecador, uma vez que a comunidade é formada por pecadores que somos.

A comunidade daqueles que professam a fé no Senhor, não é a comunidade dos que se pretendem perfeitos, impecáveis, mas daqueles que reconhecem sua condição pecadora, e também do próximo, e, aprendizes do Divino Mestre da Misericórdia, permanecem em contínuo aprendizado da correção fraterna, vivendo o perdão como uma obra de amor.

Amados e perdoados por Deus para amar e perdoar, como nos disse o Senhor na bela Oração do Pai Nosso.


PS: Missal Dominical – Editora Paulus - pág. 793-794

Do amor e do perdão, somos eternos aprendizes (XXIIIDTCA)

                                                    

Do amor e do perdão, somos eternos aprendizes

Aprofundando o tema da prática da caridade como pleno cumprimento da Lei, vejamos o que nos fala o Apóstolo Paulo:

Não devais nada a ninguém. A não ser o amor mútuo, pois quem ama o outro cumpriu a Lei.” (Rm 13,8).

De fato, há uma dívida que todos somos mais ou menos insolventes: a dívida do amor recíproco:

“Deveríamos preocupar-nos verdadeiramente com isto. Por isto sentimos que é para nós a exortação de Paulo, que apela a que vivamos o ‘amor mútuo’. Amar é entregar-se totalmente a um outro, é passar da lógica consumista do ‘tu és meu’, para a oblativa do ‘eu sou para ti’: uma experiência a que não é possível colocar limites” (1)

Mas para viver este amor a um outro (próximo) é preciso sentir-se amado por Deus, o totalmente Outro, que nos ama e quer que o mesmo façamos:  “Dou-vos um Mandamento novo: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 13,34).

Sentir-se amado por Deus leva-nos ao empenho de correspondência ao Seu amor, e isto se dá concretamente na restituição do amor na caridade fraterna, corrigindo e permitindo que sejamos corrigidos, sem marcas de presunção, rivalidade ou despeito.

Os versículos finais da passagem do Evangelho deste Domingo (Mt 18,15-20) é um encorajamento para vivermos como reconciliados; o mais belo convite para nos empenharmos na busca da paz, ajudando-nos e deixando-nos ajudar, de modo a criar vínculos mais sólidos e fraternos na comunidade em que participamos:

“Preocupemo-nos em deixar este mundo depois de termos desatado ou ajudado a desatar todos os vínculos, então as portas do Céu abrir-se-ão para nós (Mt 18,18)” (2).

Concluo com as palavras do Bispo Santo Agostinho (séc. IV), que aplicou exatamente à correção fraterna as palavras do Apóstolo Paulo sobre a caridade: 

“Ama e faze o que queres. Seja que cales, cala por amor, seja que fales, fala por amor; seja que corrijas, corrige por amor; seja que perdoes, perdoa o amor. Esteja em ti a raiz do amor, porque desta raiz não pode nascer outra coisa a não ser o bem”.

Sendo assim, que Deus nos dê um coração e espírito novos para nos tornarmos mais sensíveis para com nosso próximo, no pleno cumprimento da Lei, o Mandamento do Amor, que consiste no compêndio de toda a Lei.

Supliquemos a Ele que está no meio de nós para que jamais desistamos deste aprendizado, desta difícil e revitalizante expressão de amor que sabe corrigir sem desencorajar e lutar sem ofender.

De fato, na escola do Divino Mestre do Amor, somos todos eternos aprendizes. Há muito que aprender...


(1) Lecionário Comentado - Editora Paulus - Lisboa - p.281.
(2) Idem - p.284.

Sejamos curados pelo Senhor (XXIIIDTCB)

                                                           

Sejamos curados pelo Senhor

“Olhando para o céu, suspirou e disse:
 “Effatha!”, que quer dizer “abre-te!”

No 23º Domingo do Tempo Comum (ano B), somos convidados a acolher a Palavra que nos apresenta Jesus, Aquele que, em comunhão com o Pai, cura, liberta, toca-nos com Seu ser e Sua Palavra.

Mais uma vez contemplamos o querer de Deus: a vida e a felicidade da humanidade.

A passagem da primeira Leitura do Livro do Profeta Isaías (Is 35,4-7a), retrata a fase final do exílio do Povo de Deus na Babilônia , é clara a intenção do Profeta de consolar os exilados, desanimados, frustrados e mergulhados no desespero, com a confiança indispensável na ação e força de Deus.

É missão do Profeta recuperar a esperança sem desanimar, mesmo quando há tudo para recomeçar.

O Profeta assegura que Deus não se esqueceu de Seu povo, e somente com Ele começará uma nova história. Deus realizará um novo êxodo, solene, grandioso e pleno de vida.

Transformando situações de desespero em confiança e alegria; situações de imobilismo dão espaço para a luta, o engajamento, o comprometimento.

Ontem como hoje, é preciso entregar-se e comprometer-se com Deus. No contexto de pós-modernidade em que vivemos se contrapõem dois olhares: o olhar de fé e esperança e o olhar de desespero. 

Reflitamos:

- Estamos sendo Profetas da esperança, da experiência amorosa de Deus?

Com a passagem da segunda Leitura (Tg 2,1-5), aprendamos a acolher os mais necessitados, com quem Deus Se identifica, superando toda forma de exclusão.

A comunidade não pode perder os autênticos valores cristãos, evitando toda e qualquer forma de discriminação, multiplicando ações concretas e fortalecendo o compromisso social e comunitário. É viva a comunidade quando vive uma fé operativa.

Como toda comunidade, as tentações do poder, ter e ser devem ser enfrentadas, fortalecendo o compromisso com os empobrecidos, os preferidos de Deus, que biblicamente são os frágeis, pacíficos, simples, humildes, disponíveis, despojados e possuem ânsia de libertação. 

O acolhimento dos pobres exige o despir-se do orgulho e da autossuficiência acolhendo com humildade, simplicidade e fidelidade os dons de Deus.

Reflitamos:

- Como é a acolhida dos pobres em nossas comunidades?
- Há acepção de pessoas em nossas comunidades?

- Nossa comunidade dá testemunho de amor, bondade, misericórdia e tolerância para com os irmãos?
- O que fazemos para a superação da discriminação e marginalização?

Na passagem do Evangelho (Mc 7,31-37),  Jesus com Sua Palavra e ação cura, liberta e integra a pessoa na vida da comunidade.

Contemplamos a Salvação de Deus que se destina a todos os povos. A pessoa do surdo, que falava com dificuldade, representa aquele que estava à margem da salvação no mundo judaico. 

A cura realizada é uma catequese sobre a missão de Jesus que faz nascer em nós o Homem novo.

O Encontro com Jesus transforma a vida da pessoa que O acolhe. Abre os ouvidos à Palavra, abre os lábios para o anúncio. Cura de toda “surdez” que possamos conceber.

Encontrar-se com o Senhor implica em acolher, acreditar, converter, anunciar e testemunhar a Sua Palavra de Vida Eterna.

O Encontro com Cristo tira-nos da mediocridade e nos desperta para o compromisso, empenho e testemunho. Saímos de nosso isolamento empobrecedor, estabelecemos laços íntimos e fortes com Deus e fraternos com todos os nossos irmãos e irmãs.

A Evangelização será autêntica quando a Igreja sentir-se tocada pela Palavra de Jesus, e d’Ele se tornar fiel comunicadora.

A Igreja é comunicadora do grande “Efathá” do Senhor, ou seja, tem a missão de levar cada pessoa a sair do seu comodismo, fechamento e egoísmo, abrindo os olhos, ouvidos, boca, coração e todo o ser aos desígnios divinos.

Acolhendo com fé a Palavra de Deus nossos olhos se abrirão e na planície do deserto do desespero, das provações, nascerá, com certeza, a fina flor da esperança no coração da humanidade.

Em cada Eucaristia que celebramos, Jesus vem ao nosso encontro, nos toca com Sua Palavra e Sua Presença. Cada Eucaristia é uma passagem do Cristo Ressuscitado que nos toca e nos cura. 

Urge Profetas curados pela Palavra do Senhor e fortalecidos pelo Seu Pão, Seu Corpo e Sangue, a Eucaristia, para que, em tempo de desolação e desânimo, comuniquem a aurora de Deus.

Após o sol poente, cremos que há a escuridão da noite e que ao amanhecer a esperança se renovará.

Entre o sol poente e o sol nascente, entre o sol nascente e o sol poente, é o tempo contínuo, ininterrupto da acolhida e vivência da Palavra do Senhor, para que, como criaturas novas, construamos relações de amor, fraternidade, bondade.

Reflitamos:

- De que modo se dá o nosso encontro amoroso e libertador com Jesus?
- De qual surdez precisamos ser curados?

- Como temos levado a cura de Jesus ao outro?
- Somos comunicadores de Sua Palavra?

Curados pela Palavra do Senhor, possibilitemos como discípulos missionários, que outros também alcancem esta graça, pois a cura e a libertação, a felicidade e vida plena, pois nisto consiste o querer de Deus para todos nós.

Curados para o discipulado (XXIIIDTCB)

                                       

Curados para o discipulado

“Efatá!” (Abre-te!)
 (Mc 7,34)

No itinerário batismal, os olhos, os ouvidos e a língua representam a “porta” de ingresso à vida nova:

Os olhos têm a capacidade de fazer ver e reconhecer na fé o Filho de Deus que se faz presente na caminhada do discípulo;

- Os ouvidos - exprimem a disponibilidade para uma escuta dócil de tudo o que a Palavra vai revelando gradualmente, acompanhada da obediência na fé;

- A língua – adquire-se a voz do testemunho, uma vez que o coração do discípulo foi iluminado pela fé e confortado pela Palavra de Deus que salva.

Depois disto, o batizado já não precisará:

- De óculos especiais para ver mais longe;
- De auscultadores para ouvir a mensagem que lhe é proposta;
- De megafone para fazer a voz de seu testemunho, porque a voz da sua vida será uma mensagem convincente.

Oremos:

Curai, Senhor, nossos olhos, para que Vos reconheçamos na partilha do Pão, e na pessoa de nosso próximo, sobretudo os que mais precisam de amor, solidariedade, acolhida e compreensão.

Curai, Senhor, nossos ouvidos, para a escuta de Vossa Palavra, em meio a tantos ruídos, e que nossa vida seja por ela iluminada e conduzida.

Curados, Senhor, nossos olhos e ouvidos, nossa boca proclama Vossas maravilhas, porque nosso coração transbordante de Vossa graça, amor e luz, vivendo uma paixão inflamada por Vós, na fidelidade ao Vosso Filho e com a presença do Santo Espírito. Amém.



Fonte inspiradora: Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume II - Editora Paulus – p.289

Reavivar a fé sempre (XXIIIDTCC)

                                              


Reavivar a fé sempre

Uma reflexão para um mergulho mais profundo na vivência de uma autêntica fé, sobre as exigências no seguimento de Jesus, à luz do Evangelho (Lc 14, 25-33):

Sem liberdade interior radical não há como seguirmos Jesus. Não há autêntico discípulo missionário sem esta liberdade, com seus complementos mencionados:

“Seguir Jesus é uma aventura, cujas implicações devem ser ponderadas com sabedoria. O discípulo entrega-se completamente na relação com o seu Senhor, a sequela exige uma liberdade interior radical...”

Que nossa fé não perca o ímpeto dos primeiros momentos, jamais perca a necessária lucidez:

“As palavras do Evangelho de hoje podem parecer duras, mas são salutares, são um antídoto contra o risco de uma certa habituação própria de uma vida de fé que perdeu o ímpeto dos momentos originários e que se adapta facilmente aos costumes, perdendo a lucidez de uma avaliação crítica”.

- Jesus Cristo e Sua Palavra têm que ocupar o primeiro lugar em nosso coração sempre: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo mais vos será acrescentado...”

“Recordam que a nossa vida de fé é autêntica quando cristo ocupa o primeiro lugar no nosso coração, e obrigam-nos constantemente a verificar quando isso acontece, confessando os nossos espaços de autossuficiência e de desatenção à Palavra de Deus... O primeiro lugar cabe só a Deus e à sua Palavra, o seu Filho Jesus, o qual não é alternância a afetos, relações e compromissos humanos, antes é critério decisivo quanto ao modo de se viver tudo isso”.

Sendo Cristo o centro e ocupando Ele o primeiro lugar em nossa vida, nossa fé não é uma quimera, ilusão, fuga, alienação, mas uma práxis concreta a ser vivida na comunidade e no mundo:

“Se Cristo ocupa o primeiro lugar, a fé torna-se práxis, e não só realidade ideal. Mas, para se tornar práxis, deve ser ao mesmo tempo força que educa e determina o mundo dos afetos e das sensibilidades orientado para os bens criados, não para os inibir, mas para o endereçar para aquilo que é prioritário (virtude da temperança” (Leccionário Comentado p.  720 – 721)

Avaliemos a nossa fé e o nosso compromisso cristão:

- Que lugar o Senhor e Sua Palavra ocupam em nossa vida?
- Qual o ímpeto de nossa fé?
- Com que ardor a vivemos?

A nós descei a divina luz, em nossas almas acendei o Amor de Jesus! Agora e sempre. Amém.

Concluamos com esta Oração da Liturgia Armênia:

“Que a labareda do Vosso Amor derramado sobre
a terra, sobre as nossas almas, acenda-se
e purifique os pensamentos dos nossos corações.
Resplandeça a luz do Vosso conhecimento,
desperte-nos do sono da morte e
inflame o nosso espírito com o Vosso fogo”


(1) As citações encontram-se no Lecionário Comentado - Editora Paulus - Lisboa 0pág. 720-721

sábado, 5 de setembro de 2026

Uma conversa hipotética e interminável...

                                                                   

Uma conversa hipotética e interminável...

Livre pensar sem pretensão alguma mais, 
a não ser de ajudar a crescer e amadurecer 
no que há de essencial do cristianismo: Amar!

Livre pensar para evangelicamente amar!
Livre pensar para o Mandamento Maior vivenciar.

Livre pensar para melhor viver e proclamar.
Livre pensar para o amor anunciar e testemunhar!

Apóstolo Paulo, diga-me duas palavras apenas sobre o amor:

O amor é a plenitude da lei” e “O amor jamais passará”
(muito mais do que três você poderia dizer com suas Cartas).

E permita-me pedir a terceira:

“Nada fiqueis devendo, a não ser o amor mútuo”.

Santo Agostinho, diga-me duas palavras também:

A medida do amor é amar sem medida."
 “Ame e faça o que quiseres”.

E uma terceira, se também eu puder pedir:

“Tarde Te amei, ó beleza tão antiga e tão nova...”

Transcorridos séculos pergunto a um cantor/poeta:

 Qual é o sinônimo de amor e ele me responderá:
“Sinônimo de amor é amar!”

E um outro assim cantou:

"Por ser exato, o amor não cabe em si. Por ser encantado, o amor revela-se. Por ser amor, invade e fim".

Hipotética e interminável conversa, 
por que o amor é indizível!

Quanto se diga, quanto se há de viver...
Quanto há de se amar, dívida salutar...
A dívida de amor é amar!

Ó maravilhosa dívida que a todos nos enriquece,
Quanto mais a pagamos,
Mais a vida de teias consistentes se tece!

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG