sábado, 27 de junho de 2026

Compassivos e missionários

                                                     

Compassivos e missionários

A Liturgia, do Sábado da 12ª Semana do Tempo Comum, nos apresenta a passagem do Evangelho (Mt 8, 5-17), em que Jesus cura a sogra de Pedro, à porta da casa deste, faz curas e expulsa demônios ao cair da tarde.

Sobre esta passagem do Evangelho, voltemo-nos para a reflexão de São Pedro Crisólogo (séc. V), em que nos apresenta a ação de Deus, que busca os homens e não as coisas dos homens.

“A Leitura evangélica de hoje ensina ao ouvinte atento porque o Senhor do céu e restaurador do universo entrou nos domicílios terrenos de Seus servos. Mesmo que nada tenha de estranho que se tenha mostrado afavelmente próximo a todos, ele que com grande clemência tinha vindo para socorrer a todos.

Já conheceis o que moveu Cristo a entrar na casa de Pedro: com certeza não o prazer de recostar-se à mesa, mas a enfermidade daquela que se encontrava na cama; não a necessidade de comer, mas a oportunidade de curar; a obra do poder divino, não a pompa do banquete humano. Na casa de Pedro não se servia vinho, somente se derramavam lágrimas. Por isso Cristo entrou ali, não para banquetear, mas para vivificar. Deus busca aos homens, não as coisas dos homens; deseja dispensar bens celestiais, não espera conseguir as terrenas. Em resumo: Cristo veio buscar-nos, e não buscar as nossas coisas.

Ao chegar Jesus à casa de Pedro, encontrou sua sogra na cama com febre. Entrando Cristo na casa de Pedro, viu ao que vinha buscando. Não se fixou na qualidade da casa, nem na afluência de pessoas, nem nas cerimoniosas saudações, nem na reunião familiar; também não pensou no adorno dos preparativos: Fixou-se nos gemidos da enferma, dirigiu sua atenção ao ardor daquela que estava sob a ação da febre. Viu o perigo daquela que estava para além de toda esperança, e imediatamente coloca mãos para obra de Sua santidade: Cristo nem se sentou para tomar alimento humano, antes que a mulher que jazia se levantasse para as coisas divinas.

Tomou sua mão e sua febre passou. Vês como a febre abandona a quem segura a mão de Cristo. A enfermidade não resiste, onde o Autor da saúde assiste; a morte não tem acesso algum onde entrou o Doador da vida.

Ao anoitecer, levaram-lhe muitos endemoniados; Ele expulsou os espíritos. O anoitecer acontece ao acabar o dia do século, quando o mundo pende para entardecer da luz dos tempos. Ao cair da tarde vem o Restaurador da luz para introduzir-nos o dia sem ocaso, a nós que viemos da noite secular do paganismo.

Ao anoitecer, ou seja, no último momento, a piedosa e solene devoção dos Apóstolos nos oferece a Deus Pai, a nós que somos procedentes do paganismo: são expulsos de nós os demônios, que nos impunham o culto aos ídolos. Desconhecendo ao único Deus, cultuávamos a inumeráveis deuses em nefanda e sacrílega servidão.

Como Cristo já não vem a nós na carne, vem na Palavra: e aonde quer que a fé nasça da mensagem, e a mensagem consiste em falar de Cristo, ali a fé nos liberta da servidão do demônio, enquanto que os demônios, de ímpios tiranos, converteram-se em prisioneiros. Por isso os demônios, submetidos a nosso poder, são atormentados a nossa vontade. O único que importa, irmãos, é que a infidelidade não volte a reduzir-nos a sua servidão: coloquemos antes em nosso ser e nosso fazer, nas mãos de Deus, entreguemo-nos ao Pai, confiemo-nos a Deus: porque a vida do homem está nas mãos de Deus; em consequência, como Pai dirige as ações de Seus filhos, e como Senhor não deixa de preocupar-se por Sua família.” (1)

Esta passagem do Evangelho nos apresenta dois adjetivos que exprimem a identidade de Jesus: compassivo, contemplativo.

Compassivo, Se compadece da sogra de Pedro e a cura da febre, para que esta se coloque a serviço; bem como curou todos os que vieram ao Seu encontro, à porta da casa; também expulsou muitos demônios.

Missionário, não Se instala nem Se acomoda com a possível acolhida na casa da sogra de Pedro, mas, aos discípulos, diz que é preciso continuar a missão em outros lugares.

Assim também é a Igreja, anunciando a Palavra de Deus, realizando a missão do Senhor, com a força e presença do Espírito, verdadeiro protagonista da missão na construção do Reino.

Para anunciar e testemunhar o Senhor e Sua Boa-Nova, precisamos ser como o Divino Mestre: compassivos e missionários.



(1) Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes - 2013 - pp.380-382

Curados para amar e servir

                                                                   

Curados para amar e servir

 “Minhas lágrimas e minha penitência
têm sido para mim como o Batismo”

Ouvimos, no sábado da 12ª Semana do Tempo Comum, a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 8, 5-17) em que Jesus cura a sogra de Pedro que estava com febre.

Sejamos iluminados pelo Comentário de São Jerônimo, doutor da Igreja, (séc. V).

“A sogra de Pedro estava com febre.
Oxalá venha e entre em nossa casa o Senhor e com uma ordem Sua cure as febres de nossos pecados! Porque todos nós temos febre.

Tenho febre, por exemplo, quando me deixo levar pela ira. Existem tantas febres como vícios. Por isso, peçamos que intercedam frente a Jesus, para que venha a nós e segure nossa mão, porque se Ele segura a nossa mão, a febre foge em um instante. Ele é um médico nobre, o verdadeiro protomédico. Médico foi Moisés, médico Isaías, médico todos os Santos, mas este é o protomédico. Sabe tocar sabiamente as veias e perscrutar os segredos das enfermidades.

Ele não toca o ouvido, não toca a fronte, não toca nenhuma outra parte do corpo, mas a mão. Tinha febre, porque não possuía boas obras.

Em primeiro lugar, portanto, tem que curar as obras, e logo remover a febre. A febre não pode fugir se não são curadas as obras. Quando nossa mão possui más obras, jazemos no leito, sem podermos levantar, sem poder andar, pois estamos totalmente consumidos na enfermidade.

E aproximando-Se daquela que estava enferma.
Ela mesma não pôde levantar-se, pois jazia no leito e, portanto, não pôde sair ao encontro do que vinha. Porém, este médico misericordioso, ele mesmo acode ao leito; Aquele que tinha levantado sob Seus ombros a ovelhinha enferma, Ele mesmo acorre ao leito. E aproximando-Se...Sobretudo Se aproxima, e o faz para curá-la. E aproximando-Se... Observa o que Ele diz. É como dizer: seria suficiente sair-me ao encontro, achegar-te à porta e receber-me, para que tua saúde não fosse totalmente obra de minha misericórdia, mas também de tua vontade. Porém, já que te encontras oprimida pelas altas febres e não pode levantar-se, Eu mesmo venho a ti.

E aproximando-Se, a levantou.
Visto que ela mesma não podia levantar-se, é segurada pelo Senhor. Ele a levantou, tomando-a na mão. Segurou-a precisamente na mão. Também Pedro, quando perigava no mar e afundava, foi agarrado na mão e erguido. E levantou-a tomando-a pela mão, Com Sua mão o Senhor tomou a mão dela. Ó feliz amizade, ó formoso afago! Levantou-a segurando-a com Sua mão: com Sua mão curou a mão dela. Segurou sua mão como um médico, tomou o pulso, comprovou a intensidade das febres, Ele mesmo, que é médico e medicina ao mesmo tempo.

Jesus a toca e a febre foge. Que Ele toque também a nossa mão, para que nossas obras sejam purificadas, que Ele entre em nossa casa: por fim, levantemo-nos do leito, não permaneçamos abatidos. Jesus está de pé frente ao nosso leito, e nós permanecemos deitados? Levantemo-nos e fiquemos de pé: é para nós uma vergonha que estejamos recostados diante de Jesus.

Alguém poderá dizer: Onde está Jesus? Jesus está aqui agora. No meio de vós, diz o Evangelho, está alguém a quem não conheceis. O Reino de Deus está no meio de vós. Creiamos e vejamos que Jesus está presente. Se não podemos tocar Sua mão, prostremo-nos aos Seus pés. Senão podemos chegar à Sua cabeça, ao menos lavemos Seus pés com nossas lágrimas. Nossa penitência é unguento do Salvador. Vede quão grande é a Sua misericórdia. Nossos pecados fedem, são podridão e, contudo, se fizermos penitência pelos pecados, se os chorarmos, nossos pútridos pecados se convertem em unguento do Senhor. Peçamos, portanto, ao Senhor que nos tome pela mão.

E no mesmo instante, afirma, a febre a deixou.
Apenas a segura pela mão e a febre a deixa. Observa o que segue: No mesmo instante a febre a deixou. Tem esperança, pecador, contanto que te levantes do leito.

O mesmo ocorreu com o santo Davi, que tinha pecado, deitado na cama com a mulher de Urias, o hitita, sentindo a febre do adultério, depois que o Senhor o curou, depois de ter dito: tem piedade de mim, ó Deus, por tua grande misericórdia, assim como: Contra Ti, só contra Ti pequei, cometi o mal aos Teus olhos. Livra-me do sangue, ó Deus, Deus meu... Porque ele tinha derramado o sangue de Urias, ao ter ordenado derramá-lo. Disse: livra-me do sangue, ó Deus, Deus meu, e renova meu espírito em meu interior.

Observa o que diz: Renova. Porque o tempo em que cometi o adultério e perpetrei o adultério e o homicídio, o Espírito Santo envelheceu em mim. E o que mais ele diz? Lava-me e ficarei mais branco do que a neve. Porque me lavaste com minhas lágrimas.

Minhas lágrimas e minha penitência têm sido para mim como o Batismo. Observa, então, de penitente em que se converte. Fez penitência e chorou, por isso foi purificado. O que acontece em seguida? Ensinarei aos iníquos Teus caminhos e os pecadores voltarão a Ti. De penitente se tornou mestre.

Por que disse tudo isto? Porque aqui está escrito: E no mesmo instante a febre a deixou e se pôs a servir-lhes. Não basta que a febre a deixasse, mas também se levanta para o serviço de Cristo. E se pôs a servi-lhes. Servia-lhes com os pés, com as mãos, corria de um lugar ao outro, venerava ao que lhe tinha curado. Sirvamos também nós a Jesus. Ele acolhe com gosto o nosso serviço, mesmo que tenhamos as mãos manchadas: Ele Se digna olhar aquele que curou, porque Ele mesmo o curou. A Ele a glória pelos séculos dos séculos. Amém.” (1)

Jesus é, ao mesmo tempo, o médico e a medicina. Ele tem a cura para nossas enfermidades, sejam quais forem.

Assim como Jesus curou a sogra de Pedro da febre que a acometia, e ela logo se pôs a serviço, também sejamos curados de nossas febres de tantos nomes (soberba, avareza, luxúria, ira, inveja, gula e preguiça), que consistem exatamente nos sete pecados capitais, que nos escravizam e nos roubam a alegria do serviço.

Curados pelo Médico e pela Medicina, curados pelo próprio Senhor, tomados pela Sua Mão, levantemo-nos e coloquemo-nos a serviço da vida e da esperança, para que a justiça e a paz se abracem, o amor e a verdade se encontrem, como rezou o Salmista (Sl 85,11). 

A sogra foi curada de uma febre para pôr-se a serviço; Pedro precisou, mais tarde, ser tomado pela febre de amor, para que o Senhor lhe confiasse o rebanho.

Há febres que precisamos ser curados, e há uma febre que deve, a cada dia mais, tomar conta de nosso coração: a febre de amor pelo Senhor.

Tão somente febris de amor pelo Senhor é que somos curados das febres indesejáveis que nos afastam da alegria da participação da construção do Seu Reino.


Lecionário Patrístico Dominical – 2013 - Editora Vozes - pp.382-384

Curados pelo Senhor para o discipulado

                                                          

Curados pelo Senhor para o discipulado

A Liturgia do sábado da 12ª Semana do Tempo Comum nos apresenta a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 8, 5-17) em que Jesus cura a sogra de Pedro, e curada põe-se a servi-Lo.

Oportuno para refletirmos sobre qual é o sentido do sofrimento e da dor que acompanham a caminhada da humanidade, apesar de Deus possuir um Projeto de vida verdadeira e felicidade plena e infinita para a mesma.

Como explicar o sofrimento dos bons, dos justos, dos inocentes?

No Livro de Jó (7, 1-4.6-7) já fora retratado sobre o sofrimento do justo, do inocente.

O sofrimento de Jó leva-nos a afirmar que fora de Deus não há nenhuma possibilidade de salvação: Deus é nossa única esperança. O grito de revolta de Jó é ao mesmo tempo a afirmação de que somente em Deus encontra-se o sentido da existência e da salvação, insisto.

Jó procura o verdadeiro rosto de Deus – “... numa busca apaixonada, emotiva, dramática, veemente, temperada pelo sofrimento, marcada pela rebeldia e, às vezes, pela revolta, Jó chega ao face a face com Deus. Descobre um Deus onipotente, desconcertante, incompreensível, que ultrapassa infinitamente as lógicas humanas; mas descobre também um Deus que ama com Amor de Pai cada uma das Suas criaturas. Jó reconhece, então, a sua pequenez e finitude, a sua incapacidade para compreender os Projetos de Deus. Reconhece que ele não pode julgar Deus, nem entende-Lo à luz da lógica dos homens. A Jó, o homem finito e limitado, só resta uma coisa: entregar-se totalmente nas mãos desse Deus incompreensível, mas cheio de Amor, e confiar plenamente n'Ele. É isso que Jó faz, finalmente”.

Voltando à passagem do Evangelho, vemos qual é a preocupação de Deus a partir da atividade pastoral de Jesus, que torna o Reino uma realidade na vida das pessoas.

A ação de Jesus é para nos libertar de nossas misérias mais profundas, sejam quais forem. Jesus Se aproxima da sogra de Pedro, levanta-a tomando pela mão e esta curada põe-se a servir. Assim acontece quando o Senhor de nós Se aproxima, nos toca, nos cura. Põe-nos curados, de pé para amar e servir. Assim é a atitude e a vida de quem crê no Ressuscitado.

Reflitamos:

- Como enfrentamos a dor e sofrimento em nossa vida?
- O que eles nos ensinam?
- O que aprendemos com Jó?
- Como e onde procuramos encontrar a verdadeira Face de Deus?
- O que aprendemos com a cura da sogra de Pedro?
- O que a ação de Jesus nos ensina para que sejamos discípulos missionários como assim Ele deseja?

Oremos: 

Ó Deus, enraizados no Vosso Amor de Pai, tornemo-nos testemunhas eficazes do Reino, na fidelidade a Boa-Nova do Vosso Filho com a Luz e Sabedoria do Espírito. Amém.

Pureza da alma desejável, olhos da alma iluminados

                                         

Pureza da alma desejável, olhos da alma iluminados

Reflitamos uma parte da  Homilia do Bispo São Gregório de Nissa (Séc. IV) para refletirmos sobre a necessidade retirarmos toda ferrugem da alma que nos impede de revelar ao mundo o esplendor de Deus que haveremos de comunicar com a palavra e a vida.

“... Se, por uma vida intensa e diligente, lavares de novo as sujeiras que mancham e escurecem o coração, resplandecerá em ti a divina beleza.

Como acontece com o ferro, preto antes, retirada a ferrugem pelo polimento, começa a mostrar seu brilho ao sol, assim o homem interior, a quem o Senhor dá o nome de coração, quando limpar as manchas de ferrugem que surgiram em sua forma pela corrupção, recuperará a semelhança com sua principal forma original e se tornará bom. Pois o semelhante ao bom é bom.

Por consequência, quem se vê a si, em si vê a quem deseja. Deste modo é feliz quem tem o coração puro porque, olhando sua pureza, pela imagem descobre a forma principal.

Aqueles que veem o sol refletido num espelho, embora não tenham os olhos fixos no céu, não veem menos seu esplendor do que aqueles que olham diretamente para o próprio sol; da mesma forma, também vós, embora sem possuirdes a capacidade de contemplar a luz inacessível, se voltardes à beleza e à graça da imagem que vos foi dada no início, em vós mesmo tereis o que procurais.

A pureza, a ausência das paixões desregradas e o afastamento de todo o mal é a divindade. Se, portanto, se encontrarem em ti, Deus estará totalmente em ti. Quando, pois, teu espírito estiver puro de todo vício, liberto de todo mau desejo e longe de toda nódoa, serás feliz pela agudeza e luminosidade do olhar, porque aquilo que os impuros não podem ver, tu, limpo, o perceberás.

Retirada dos olhos da alma a escuridão da matéria, pela serenidade pura contemplarás claramente a beatificante visão. E esta, o que é? Santidade, pureza, simplicidade, todo o esplendor da luminosa natureza divina, pelos quais Deus se deixa ver.”


Contrariedades, amargura, decepções, egoísmo, sedução do pecado ou quaisquer coisas semelhantes são como ferrugem da alma, azedume indesejável do coração que nos torna acres e assim impossibilitados de testemunhar a docilidade do Espírito que em nós habita.

Tudo será melhor se evitarmos a corrosão da alma com as indesejáveis e abomináveis “ferrugens cotidianas”.

A ferrugem da alma, se instalada no coração, nos impede de construirmos relações mais humanas e mais fraternas. Estranhamente esta ferrugem atrai mais ferrugem ainda.

Saibamos suportar as “marteladas” necessárias para que, assim como o ferro, pelo “polimento da alma” possamos revelar mais candura desejável no coração, para que não somente a Deus contemplemos, mas vejam Deus em nós, porque esplendor divino, devemos ao mundo comunicar.

Comuniquemos por palavras e obras o mundo que acolhemos o mais Belo Hóspede de nossa alma, o Vosso Espírito, agradecendo a Deus tão preciosa graça, de termos sidos divinizados com  presença de valor tão imensurável.

Sejam percebidas a santidade, pureza, simplicidade nos pequenos e grandes gestos, para que os olhos de nossa alma possam novos caminhos trilhar, e um mundo novo vislumbrar.

Oremos

Da ferrugem da alma livrai-nos, Senhor.
A pureza da alma dai-nos, Senhor.

Ferrugem da alma cotidianamente polida,
Fé viva no bom combate será amadurecida;
Esperança que a cada amanhecer renovada,
Caridade pelo fogo do Espírito inflamada.

A Vós graça, por que Vosso Espírito em nós habita, 
e assim somos divinizados!
Amém.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

“Fica conosco, Senhor, durante a noite”

                                                           

“Fica conosco, Senhor, durante a noite”

Este Hino pode nos acompanhar na Oração da Noite, ao colocarmos o dia vivido nas mãos de Deus, e pedirmos forças para um novo dia.

Supliquemos ao Senhor que fique conosco, e com quanto queiramos, durante a noite, para que, ao amanhecer, sintamos a Sua presença, como o foi naquela madrugada da Ressurreição.

Confiemos na presença do Senhor, ao viver a “noite escura” da alma, alcançando a luminosidade desejada, saciados com a doce presença do Amado, Aquele que desejamos, procuramos, e amando O encontramos, e uma vez encontrado O amemos sempre, como expressou Santo Anselmo.

Oremos: 

“Fica conosco, Senhor, durante a noite.

De noite descia a escada misteriosa,
Junto da pedra onde Jacó dormia.

De noite celebravas a Páscoa com Teu povo,
Enquanto, nas trevas, caíam os inimigos.

De noite ouviu Samuel três vezes o seu nome
E em sonhos falavas aos santos Patriarcas.

De noite, num presépio, nasceste, Verbo eterno,
E os Anjos e uma estrela anunciaram a Tua presença.

À noite celebraste a primeira Eucaristia
No meio dos Teus amigos na última Ceia.

De noite agonizaste no Jardim das Oliveiras
E recebeste o beijo frio da traição.

A noite guardou o teu Corpo no sepulcro
E viu a glória da Tua Ressurreição”. Amém. 

Em poucas palavras...

                                              


 


De Cristo são nossas mãos, pés e lábios
 
"Cristo não tem mãos, pois só dispõe das nossas mãos para transformar o mundo de hoje.
 
Cristo não tem pés, pois só possui os nossos pés para orientar o mundo rumo a Ele.  
 
Cristo não tem lábios, pois só dispõe dos nossos lábios para falar ao homem."
 
Fonte: Discurso do Papa São João Paulo II pronunciado no Encontro de peregrinos dos “Cursilhos de Cristandade”  (29/07/ 2000)

Que os sonhos não morram jamais

                                                  

Que os sonhos não morram jamais

“Nunca deixe seus sonhos morrerem,
porque a vida sem sonhos
é como um pássaro com a asa quebrada
que não pode voar”. (Martin Luther King)

Sonhos adormecidos, outros esquecidos, alguns motivadores.
Sonhos que com paciência, empenho renovado, realizados serão.

Sonhos que nos movem ao encontro do Absoluto: Deus,
Na mais bela dedicação, a serviço do Reino de Deus, sem omissão.

Sonhos que nos permitem voos mais altos,
Ao encontro das coisas sagradas onde Deus habita.

Sonhos que nos permitem voos que possibilitam
Ultrapassar as montanhas das dificuldades, terríveis empecilhos.

Sonhos que nos levam ao reencontro conosco mesmo,
E que nos orientam para que a vida siga suavemente seu curso.

Sonhos que, silenciosamente vividos, nos humanizam:
Um mundo sem violência, guerras, dominação, mais irmão.

Sonhos que se somam a sonhos de outros,
Passo indispensável para que realidade se tornem.

Sonhar sozinho é preciso, mas não para sempre.
Sonhar com o outro no milagre da multiplicação.

Sonhos que a outros se somam, maravilhosamente multiplicam.
Sonhos que outros subtraem, indesejável fragilização.

Sonhemos, busquemos, avancemos,
Curemos as asas se for preciso.

Quando alimentados pela Santa Palavra e pela Eucaristia,
Nada faz morrer nossos sonhos, nada impedirá nossos voos.

Sonhemos! Avancemos! Jamais recuemos...
Com a presença do Santo Espírito que nos conduz em todos os momentos.

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG