sexta-feira, 26 de junho de 2026

Apóstolo Paulo, modelo de servidor do Evangelho (São Pedro e São Paulo)

                                                      

Apóstolo Paulo, modelo de servidor do Evangelho
 
Na passagem da Segunda Carta de Paulo aos Coríntios (2 Cor 4,6-11), encontramos o modelo de evangelizador que devemos ser, a partir do exemplo de ardor apostólico de São Paulo.
 
O Apóstolo, por sua vida, foi um prolongamento da vida de Cristo, apesar das fragilidades próprias, de modo que a mensagem evangélica não fica comprometida mesmo com nossas fragilidades.
 
Com o Apóstolo, aprendemos que o evangelizador é portador de um tesouro precioso e a obra evangelizadora é obra do poder de Deus.
 
A grande mensagem da passagem está nas frases de abertura e de conclusão, que servem de moldura a esta descrição autobiográfica de Paulo: ele não se anuncia a si mesmo (v. 5), mas anuncia “a glória de Deus, que se reflete no rosto de Cristo” (v. 6), e que Deus, autor da luz na criação do mundo, fez brilhar como luz no seu coração:

"O objetivo de Paulo é demonstrar que Cristo está vivo no seu ministério apostólico, mesmo a partir da fragilidade que se manifesta na forma como é perseguido e entregue à morte em nome de Cristo (v. 11).” (1)
 
Como vemos, o Apóstolo Paulo é um modelo de servidor do Evangelho para todos os que, na Igreja, se posicionam ao serviço humilde do Povo de Deus:
 
“Dele aprendemos que a grande característica do apostolado, mais que as ações pastorais inovadoras ou não, é a relação com Cristo, a ponto de trazer na própria vida as marcas dessa união, seja nas tribulações que se sofre por causa de Cristo e do Evangelho, seja porque se incarna na própria vida aquilo que se ensina”. (2)
 
Com Paulo, aprendemos que “...a  vida do evangelizador deve conformar-se cada vez mais à vida de Cristo a ponto de se tornar um espelho de Cristo, um livro aberto do Evangelho, onde se pode ler os sinais da vida oferecida de Jesus. Só uma grande intimidade com Jesus Cristo, como a que teve Paulo, poderá dar-nos a possibilidade de sermos pessoas identificadas com o Evangelho que anunciamos”. (3)
 
Deste modo, a grande característica do apostolado, mais que as ações pastorais inovadoras ou não, é a relação com Cristo, a ponto de trazer na própria vida as marcas dessa união, seja nas tribulações que se sofre por causa de Cristo e do Evangelho, seja porque se encarna na própria vida aquilo que se ensina.
 
Com Paulo, aprendemos que a  vida do evangelizador deve conformar-se cada vez mais à vida de Cristo a ponto de se tornar um espelho de Cristo, um livro aberto do Evangelho, onde se pode ler os sinais da vida oferecida de Jesus.
 
Neste sentido, é preciso fortalecer nossa intimidade com Jesus Cristo, assim como fez o Apóstolo, e assim teremos a possibilidade de sermos pessoas identificadas com o Evangelho que anunciamos e haveremos de testemunhar com palavras e obras.
 
Urge que aprendamos com Paulo a evangelizar, empenhando-nos em viver a nossa missão com a mesma dedicação e coragem, assistidos pelo mesmo Espírito que o conduziu em sua missão, e com ele, também, possamos dizer – “ai de mim se eu não evangelizar” (1 Cor 9,16).
 
  
PS: Citações extraídas de www.Dehonianos.org/portal

A Espiritualidade do(a) Evangelizador(a), à luz da Carta aos Colossenses (São Pedro e São Paulo)

                                       

A Espiritualidade do(a) Evangelizador(a), à luz da Carta aos Colossenses

Colossas era uma pequena cidade da Ásia Menor, distante 200 km de Éfeso, e próxima a Hierápolis e Laodiceia. Paulo não a visitou pessoalmente.  As Comunidades Cristãs de Colossas, Hierápolis e Laodiceia foram fundadas por Epáfras, discípulo de Paulo, enquanto este se encontrava em Éfeso.

A Carta aos Colossenses foi escrita na prisão, provavelmente em Éfeso, entre os anos 55 e 57, talvez na mesma ocasião em que foi escrita a Carta aos Filipenses.

Paulo apresenta o retrato de discípulo de Jesus (Cl 1, 24-28). O anúncio de Jesus Cristo lhe trouxe prisões, humilhações, torturas, difamações e sofrimentos sem conta. Tudo isto fez com que ele se sentisse próximo de Jesus e de Sua Paixão: “Vou completando na minha própria carne o que falta aos sofrimentos de Cristo em favor do Seu Corpo, que é a Igreja” (v. 24). É o evangelizador que enfrenta com alegria os sofrimentos, a fim de que a comunidade Cristã seja edificada.

Paulo se apresenta como Ministro da Palavra para o bem da Comunidade. Por meio dele as Comunidades Cristãs ampliaram seus horizontes, se abrindo aos não judeus, entre os quais se encontram os cristãos de Colossas. A isso ele chama de “Mistério escondido durante os séculos e as gerações do passado, mas agora revelado o Seu povo Santo” (v. 26). Ele se tornou Ministro do Projeto de Deus que, em Jesus Cristo, fez do mundo inteiro um só povo (v. 27). Para isso dá o melhor de si a todos, sem distinção, “para fazer de todos os seres humanos cristãos perfeitos” (v. 28).

Paulo foi um batalhador do Projeto de Deus. Da Carta emergem as seguintes características do Agente de Pastoral e Liderança comprometidos (as) com o Projeto de Deus; emerge o perfil das lideranças cristãs e de todos cristãos que participam da “Eucaristia: fonte da missão e da vida solidária” (Congresso Eucarístico Nacional 2001).

- Alguém que não se entrega, nem mesmo na prisão;
- Uma pessoa que não se faz vítima por causa das perseguições e dificuldades, mas lê tudo isto à luz dos sofrimentos de Jesus Cristo;

- Alguém que acredita profundamente na pessoa de Jesus Cristo enquanto “esperança da Glória”;       
- Uma pessoa que não busca interesses particulares, mas a construção da Comunidade cristã;

- Alguém que põe todos os recursos a serviço da Palavra de Deus. Uma pessoa que se preocupa com todos(as), porque o Projeto de Deus – liberdade e vida – se destina a todos(as).

Reflitamos:

- Das características acima, quais você tem?
- Qual precisaria desenvolver mais no seu trabalho pastoral?

- À luz do tema do Congresso Eucarístico, o que significa a Eucaristia em sua vida?
- De que modo você tem se alimentado e se comprometido com Cristo Eucarístico em sua missão, numa autêntica vida solidária?


PS: Texto escrito no ano de 2001 quando estava em trabalho Missionário na Diocese de Ji-paraná-RO, para solidificação da espiritualidade, num amor incondicional por Jesus e Sua Igreja, para além de quaisquer dificuldades que possamos enfrentar.

Comunidades Eclesiais missionárias e fecundas (São Pedro e São Paulo)

                                        


Comunidades Eclesiais missionárias e fecundas

Nossas comunidades eclesiais missionárias são espaços sagrados em que se procura viver autenticamente a Palavra de Deus, como herdeiros da bênção que o Senhor nos agraciou.

Neste sentido, as Palavras do Apóstolo Pedro são iluminadoras:

“Sede todos unânimes, compassivos, fraternos, misericordiosos e humildes. Não pagueis o mal com o mal, nem ofensa com ofensa. Ao contrário, abençoai, porque para isto fostes chamados: para serdes herdeiros da bênção.” (1)

Oportunas as palavras atribuídas a diferentes autores, como nos falou o Papa São João XXIII:

“Mas é preciso manter também a norma comum que, expressa com palavras diversas, se atribui a diferentes autores: nas coisas necessárias, unidade; nas duvidosas, liberdade; em todas, caridade.” (2)

Supliquemos a Deus para que nos conceda a graça de assim vivermos, como discípulos missionários do Senhor, com o coração ardente e os pés sempre a caminho.

 

 

(1)         Primeira Carta de São Pedro (1 Pd 3,8-9)

(2)        Sobre o conhecimento da verdade, restauração da unidade e da paz na caridade – Papa São João XXIII – 29/06/1959

quinta-feira, 25 de junho de 2026

A insustentabilidade da crítica

                                                            


A insustentabilidade da crítica
 
A insustentabilidade da crítica é
diretamente proporcional à incapacidade da autocrítica.
 
A crítica, bem-feita, é sempre bem-vinda,
mas de mãos dadas com a autocrítica.
 
Deste modo, ela acontece
Quando acompanhada da humildade,
Finas flores da caridade e sinceridade.
 
Crítica, bem-feita, pede complemento: 
Construtiva, edificante, sincera, simplesmente.
 
Precisamos reaprender o poder
Fermentador da crítica,
Germinadora para frutos produzir,
como semente em sua pequenez.
 
Preciosa e mútua colaboração seja,
Para um mundo mais fraterno e humano
Sobretudo se temos a chama
Do Amor Divino, do Espírito Santo iluminador.
 
Sejamos críticos! 
Acolhamos a crítica!
Mas regada, acompanhada de amor,
Sem o que, faremos mal à alma: indesejável dor.
 
Não deixemos de acreditar na semente do novo,
que brota da crítica e autocrítica, 
como expressão de bondade e caridade, 
para edificar relacionamentos mais sinceros e fraternos.
 
Crítica de mãos dadas e entrelaçadas com a autocrítica, 
certeza de caridade vivenciada. Amém.
 
PS: Oportuno para a reflexão das passagens do Evangelho (Lc 6,39-45; Mt 7,1-5) e também que cresçamos com a crítica e autocrítica no dia a dia, sempre acompanhada da caridade que edifica.

Confiança plena somente no Senhor

                                                            

Confiança plena somente no Senhor

“...Que é a Rocha sobre a qual deve ser edificada a nossa vida,
pois Ele é o verdadeiro legislador e verdadeiro Mestre.”

A Liturgia da quinta-feira da 12ª semana do Tempo Comum (ano par) nos apresenta a página de um momento dificílimo vivido pelo Povo de Deus, como vemos na primeira Leitura (2 Rs 24,8-17).

Jerusalém, confiando nas forças humanas, caminhou para a sua própria destruição, tornando-se escrava de um poder esmagador, avassalador.

Com a subida do jovem rei Joaquim ao trono, por sua má conduta, atrai sobre Jerusalém a invasão do império dos babilônios (ano de 597 a.C.) com seu Rei Nabucodonosor  e soldados. Ocorre a primeira deportação e com isto um cenário desolador marcado por saques.

Ocorre a deportação das pessoas adultas da população; a família real é deportada para a Babilônia, com os funcionários, guerreiros, guias espirituais, artesãos e homens de valor.

Os tristes acontecimentos históricos, com todo cuidado narrados pelo hagiógrafo, nos apresentam um aparente fim, mas a promessa do rei da descendência de Davi se cumprirá mais tarde, com a vinda do Messias, Jesus Cristo, no qual se pode confiar plenamente.

Este momento vivido não consiste numa simples narrativa, pois traz implícita uma mensagem para aqueles que têm fé, que ultrapassarem aquele momento vivido:

“Mesmo as vicissitudes mais dolorosas, mesmo os acontecimentos mais obscuros ganham sentido se lidos à luz da Palavra de Deus, e se são acolhidos com confiança e obediência, entram a fazer parte de um desígnio de salvação. Nada é neutral na nossa vida” (1)

E relacionando com a passagem do Evangelho deste mesmo dia (Mt 7,21-29), sobre a construção da casa sobre a rocha, evidencia uma outra mensagem: nossa segurança somente se encontra no Senhor, que é a Rocha sobre a qual deve ser edificada a nossa vida, pois Ele é o verdadeiro legislador e verdadeiro Mestre.

O Senhor Jesus não é alguém que veio transmitir palavras alheias, mas a Palavra do Pai, sendo Ele a própria revelação de Deus:

“Quem me viu, viu o Pai” (Jo 14,9); e ainda, “Eu e o Pai somos um” (17, 22).

Toda vida humana, se não enraizada em Cristo e em Sua Palavra, tende ao vazio, ao desmoronamento. Somente sobre Ele e Sua Palavra é que se pode construir uma vida marcada pelo êxito e solidez, que suporte “os ventos e tempestades” que nos acompanham no entrelaçar dos acontecimentos de nossa história, bem como de nossas famílias, comunidade e a própria história da humanidade, num contexto mais amplo.

Os verdadeiros discípulos missionários do Senhor, não colocam sua confiança nos homens, nos poderes que passam, mas tão somente em Deus, que deve ser adorado e amado com todo coração, alma e entendimento.

A garantia de uma vida feliz, alcançamos na escuta e na prática a Palavra de Deus, indispensável para que entremos no gozo da eternidade, no Reino dos Céus, como o próprio Jesus afirmou.


(1) Lecionário Comentado - Editora Paulus- Lisboa - pp. 593-594.

Oportuno para a reflexão da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 6,43-49).

Ouvintes e praticantes da Palavra do Senhor

                                                      

Ouvintes e praticantes da Palavra do Senhor

"Quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática,
é como um homem prudente, que construiu
sua casa sobre a rocha" (Mt 7,24)

Ouvimos na quinta-feira da 12ª Semana do Tempo Comum a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 7,21-29).

A vida cristã é edificação de nossa vida sobre o fundamento que é o próprio Jesus, Sua Palavra e Projeto do Reino, do qual somos instrumentos.

Refletimos sobre o modo como edificamos a nossa vida; sobre a base em que construímos nossos projetos, que alavancam sonhos cultivados no mais profundo de nós, sempre regados pela graça da vigilância ativa e Oração.

Sonhos, utopias, desejos, metas, conquistas, novos horizontes... O Reino de Deus presente já em nosso meio, e ainda não plenamente. O novo céu e nova terra, a Jerusalém Celeste, sempre haverão de nos acompanhar, e se renovar.

É preciso pensar no juízo de Deus, que será como uma tempestade violenta que só deixará em pé as construções sólidas, as que estiverem fundadas, diz Jesus, sobre a Sua Palavra, sobre os valores por Ele propostos, sobre as Suas Bem-Aventuranças, um Projeto de vida e felicidade.

Não ficar submerso num verbalismo religioso, individual, comunitário ou até mesmo litúrgico, profundamente lamentável e abominável pelo Senhor, porque seria uma piedosa ilusão.

Construir nossa vida sobre a Rocha Consistente, que jamais será abalada, a Palavra de Deus que ouvimos, lemos, meditamos; Palavra que se faz Pão, Vida, Luz, Libertação, se vivida, garantia de Salvação.  Ele é a Rocha Consistente, nós uma pedra viva e preciosa aos Seus olhos.

Venham os ventos, as adversidades, as provações, as inquietações, as seduções, que aparentemente nos roubam forças e nos aniquilam, mas, se com fé enfrentadas, com o Esplendor e Vigor da Palavra e da Eucaristia, nada ruirá, nada sucumbirá, porque Deus fala, promete e cumpre.

Somente n’Ele uma vida solidificada, as tramas da existência entrelaçadas; páginas do cotidiano com a Tinta do Amor do Santo Espírito escrita, é que alcançaremos o desejo universal inerente a todo ser humano: a felicidade, que somente encontramos na Divina Fonte da Felicidade, Jesus, se ouvirmos e pusermos em prática a Sua Palavra.

Oportuno para a reflexão da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 6,43-49).

Somente o Senhor sacia nossa sede de eternidade

                                                                 

Somente o Senhor sacia nossa sede de eternidade

Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração,
enquanto não repousa em Ti.”

Sejamos enriquecidos pela Homilia do Bispo São Gregório de Nissa (séc. IV).

“O que costuma acontecer a quem do alto de um monte olha para o vasto mar lá embaixo, isto mesmo se dá com o meu espírito em relação à altíssima Palavra do Senhor: dessa altura olho para a inexplicável profundidade de seu sentido.

A mesma vertigem que se pode sentir em alguns lugares da costa, quando se olha desde uma grande elevação a cavaleiro das ondas para o mar profundo, do alto saliente de um penhasco que, do lado do mar, parece cortado pelo meio do vértice até a base mergulhada nas profundezas, sobrevém a meu espírito suspenso à grande Palavra proferida pelo Senhor:

‘Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus’.

Deus Se oferece à visão daqueles que têm o coração purificado. ‘Deus, ninguém jamais O viu’, diz o grande João. Confirma esta asserção, Paulo, aquele espírito sublime: ‘A quem homem algum vê nem pode ver’.

Eis aqui o penhasco, escorregadio, despenhadeiro sem fundo, talhado a pique, que não oferece em si nenhum ponto de apoio para a inteligência da criatura!

O próprio Moisés sentiu-se esmagado pela Palavra: ‘Não há, diz ele, quem veja a Deus e continue a viver’. Ele sentenciou que este penhasco é inacessível, porque nunca nossa mente pode lá chegar, por mais que se esforce por alcançá-Lo, erguendo-se até Ele.

Ora, ver a Deus é gozar a vida eterna. No entanto, que Deus não possa ser visto, as colunas da fé, João, Paulo e Moisés, o afirmam.

Percebes a vertigem que arrasta logo o espírito para as profundezas do conteúdo desta questão?

De fato, se Deus é a vida, quem não vê a Deus não vê a vida. Mas que não se possa ver a Deus, tanto os Profetas quanto os Apóstolos, levados pelo Espírito divino, o atestam. Em que angústias, portanto, se debate a esperança dos homens?

Contudo, o Senhor vem erguer e sustentar a esperança vacilante, assim como fez a Pedro, a ponto de afundar, firmando-o na água tornada resistente ao caminhar, para que ele não se afogasse.

Portanto, se a mão do Verbo se estender para nós, que vacilamos no abismo de nossas especulações, colocando-nos em outra perspectiva, perderemos o medo e, já seguros, abraçaremos o Verbo que nos conduz como que pela mão, dizendo:

‘– Bem-aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus’.”

Ver a Deus consiste no mais sublime desejo que habita nossa alma, como assim o foi na vida de todos os Santos e Santas, e que levou Santo Agostinho a dizer:

– “Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em Ti.”

Enquanto isto, importa suplicar ao Senhor, como falou o bispo; que O Senhor estenda Sua mão para que não vacilemos no abismo das especulações inúteis e estéreis, e assim não nos percamos no labirinto das verdades efêmeras, e tão pouco permitamos que nosso coração se curve às paixões que nos afastem da Paixão maior e incondicional, e, assim, nosso coração seja tomado pelo fogo abrasador do Amor de Deus, como rezou o Salmista (Sl 68/69):

“Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe. Pois meu zelo e meu amor por vossa casa/ me devoram como fogo abrasador.”

Em sua Homilia, o bispo nos apresenta Deus como um rochedo inacessível, mas sempre voltado para nós, nas inquietações que nos acompanham, no árduo caminho da fé que fazemos ao Seu encontro, para que um dia O contemplemos face a face.

Deste modo, sejamos movidos por uma esperança sem vacilos indesejáveis, e firmados numa fé, que nos impulsiona para os compromissos do Reino, na prática da inseparável virtude da caridade, que torna crível nossa fé e não ilusória nossa esperança, rumamos para a eternidade, ao mais belo e desejado dos Encontros.

Que a cada Eucaristia que participarmos, bebamos do Rochedo, que é o próprio Cristo, que nos dá vida nova pelo Batismo e nos sacia com o Sangue jorrado de Seu lado, para nos nutrir neste bom combate da fé, até que possamos merecer receber um dia, a coroa da glória, aos justos reservada. Amém!

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG