sexta-feira, 12 de junho de 2026

Há muito mais no Coração de Jesus (SCJ)

                                                             

Há muito mais no Coração de Jesus

Silêncio para esta contemplação...

Silêncio para recuperar as forças na Sagrada Fonte de Seu Coração, torrente de todas as graças que muito precisamos. 

Silêncio para reforçar nossos pés para passos mais dedicados e seguros.

Silêncio para revigorar nossas mãos para amar e servir com maior generosidade.

Silêncio para reforçar os princípios éticos que devem nortear nossa vida.

Silêncio para recuperar o brilho do olhar de nossa fé.

Silêncio para descansar em verdes pastagens que encontramos no Sagrado Coração de Jesus, sobretudo na Sua Palavra e na Eucaristia.

Silêncio para atender ao chamado do Senhor: Vinde a mim vós todos... Como se dissesse – Venham! Façam silêncio! E renovarão o vigor da alma para o bom combate da fé.

Há muito mais neste Coração...
Silêncio para a gratidão.

Quanto temos para agradecer. Muitas vezes percebemos tão facilmente as dificuldades, talvez porque seus ruídos sejam ensurdecedores e emudecedores.

Que não seja eterna a obscuridade das tristezas, como não o é a luminosidade das alegrias. 

Agradeçamos no silêncio de nosso “quarto”.

Façamos da Eucaristia o que ela é em sua essência: ação de graças a Deus que nos cumula de todos os bens e de tudo o que for necessário, ainda que não percebamos, ainda que não agradeçamos...

Há muito mais no Coração de Jesus...
Silêncio para o agradecimento.
Silêncio para o aprendizado da essência do ser cristão: amar como Jesus ama.

Amar na Sua medida sem medida; em Sua profundidade inesgotável; em Sua altura jamais alcançável; em largura e comprimentos que ultrapassam quaisquer medidas humanas já concebidas.

Amar como Ele ama.
Amar o outro como Ele ama.
Amar-se também como o amor com que Ele nos ama. 

Aprende-se a amar amando, aprende-se a amar sendo amado.

Há muito mais neste coração...
Silêncio mais uma vez para o mais belo de todos os aprendizados – amar.

Há muito mais neste Coração...
Silêncio para a contemplação...
De força, a recuperação;
De gratidão, nossa expressão;
Do amor, um aprendizado.

Silêncio!
Silêncio no coração diante do Mais Belo Coração -
O Coração de Jesus.

Silêncio! 
Que Ele diga, que a Ele depois digamos:
“Meu Deus, como Te amo!”

Meditemos sobre o mais Belo Coração (SCJ)

                                                       


Meditemos sobre o mais Belo Coração

Em silêncio orante, meditemos:

 “[...] Nosso Senhor permitiu este golpe de lança para chamar a nossa atenção para o Seu Coração, para nos fazer pensar no Seu Amor que é a fonte de todos os Mistérios da Salvação: as promessas do Éden, as profecias e as figuras da antiga lei, a ação providencial sobre o povo de Deus, a encarnação, a vida, os ensinamentos e a morte do Salvador.

A abertura do lado de Jesus é como a fonte que regava o paraíso terrestre, é como a fenda do rochedo que deu a água para saciar o povo de Israel.” (1)

Água e Sangue jorrados do lado aberto do Senhor: Vida e Alimento.



(1) Leão Dehon, OSP 3, p. 367ss. Tradução do Pe. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ - O Coração de Jesus aberto pela lança- Sexta–feira Santa - (Jo 19, 34- 36).

Neste Coração manso e humilde... (SCJ)

                                                    

Neste Coração manso e humilde...

"Vinde, pois, e aprendei de mim,
que sou manso e humilde de coração!"

Reflitamos sobre o Sagrado Coração de Jesus, à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 11,25-30).

Retomemos o  Sermão do Bispo São João Crisóstomo (séc. IV), que nos fala sobre a humildade e mansidão de coração de Nosso Senhor.

“Vês, amante de Cristo, quanta seja a misericórdia do Criador para conosco?

Vês como nas mesmas ameaças brilha a benignidade? Vês como Sua misericórdia se antecede a Sua indignação? Vês como o castigo é superado pela bondade?

Isto não é maravilhoso! Porque Ele mesmo é manso e benigno Senhor nosso, e solícito, como é de Seu costume, de nossa salvação, que claramente nos fala no Evangelho, como a pouco nos fazia quando nos lia:

Vinde a mim e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração! Quanto Se abaixa o Criador, e, apesar disso, a criatura não O reverencia!

Vinde e aprendei de mim!, disse o Senhor quando veio aos Seus servos para consolá-los em suas quedas. Assim Cristo Se porta conosco, e assim nos demonstra a Sua misericórdia.

Quando convinha castigar os pecadores e acabar com sua espécie que O irritou, justamente então Se dirige aos réus com Palavras brandas e lhes diz:

Vinde e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração! Deus Se humilha e o homem se ensoberbece!

Manso é o juiz e soberbo o réu! Humilde voz lança o artífice, e o barro fala como se fosse algum rei! Ó, vinde e aprendei de mim, que Sou manso e humilde de coração!

Não vos curvaram os acontecimentos anteriores; não vos amansaram os que logo se seguiram; nem finalmente os que ao pouco sobrevieram!

Porém Ele, como então, também agora, uma vez que fez tremer as criaturas, logo as pacificou com a Sua misericórdia. Vinde, pois, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração!

Ele não vem com chicote para açoitar, mas com nossa natureza para curar! Vinde e vede Sua inefável bondade!

Quem não ama ao amo que não açoita? Quem não se admira do juiz que suplica ao réu? Te enches completamente de admiração a humildade de Suas Palavras?

Sou Artífice e amo a minha obra! Eu sou Obreiro e perdoo aquele que Eu mesmo inventei! Se eu uso do supremo direito que me dá minha dignidade, não levantarei a humanidade caída; e como ela padece de uma enfermidade incurável, se não uso de remédios suaves, ela não poderá se curar!

Se não trato a humanidade e a pessoa humana com benignidade, perece! Se somente uso de ameaças, perde-se! Por isto, aplico, como a quem está caído, medicamentos de suavidade. Abaixo-me ao máximo na comiseração para levantá-la de sua queda!

Aquele que está em pé não consegue levantar ao caído se não abaixar sua mão. Pois vinde e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração! Não falo para ostentação: pelos fatos vos dei experiência. Que Eu seja manso e humilde de coração, podes deduzir do estado em que me vês e ao qual Eu vim.

Analisa minha forma e qual seja minha dignidade: medita-o e adora-me! Por ti me humilhei! Pensa de que lugar desci e em que lugar falo contigo.

Sendo o céu meu trono, agora falo contigo na terra. Nas alturas sou glorificado, porém, como magnânimo, não me encolerizo, porque sou manso e humilde de coração!

Se Eu não fosse um manso Filho do Rei, não teria escolhido por mãe uma serva. 

Se Eu não fosse manso, o Artífice das substâncias visíveis e invisíveis, não teria me desterrado aqui convosco.

Se não fosse manso, não teria estado Eu, o Pai do século futuro, envolto em pano.

Se não fosse manso, não teria suportado a pobreza do presépio, Eu que possuo todas as riquezas de todas as criaturas.

Se não fosse manso, não me teria encontrado entre animais, Eu a quem os querubins não ousam olhar.

Se Eu não fosse manso, que com minha saliva dou vista aos cegos, jamais teria sido cuspido pela boca de homens maus.

Se não fosse manso, nunca teria tolerado a bofetada de um servo, Eu que sou quem dá liberdade aos servos.

Se não fosse manso, jamais teria apresentado minhas costas aos açoites em benefício dos escravos.

Mas por que não digo o que é ainda maior?

Se eu não fosse manso, nunca teria carregado a dívida de morte, Eu que nada devia, em lugar daqueles que deviam padecê-la.” (1)

Concluindo, a mansidão do Senhor e o Seu Amor dão “vertigem”, porque ultrapassam todas as medidas, parâmetros, lógicas humanas.

Neste Coração manso e humilde, o discípulo amado recostou sua cabeça, e também nós, podemos fazer quantas vezes quisermos, para que nos sintamos amados, perdoados, e renovados para carregar, com fidelidade e coragem, nossa cruz.

Neste Coração manso e humilde encontramos espaço, porque dilatado na Cruz, para que nele coubéssemos.

Neste Coração manso e humilde, encontramos forças para alcançarmos a vida plena e digna já, nesta travessia por que passamos, até que um dia possamos na glória dos céus, entrar, e a face do Pai contemplar, na plena comunhão do Espírito, vivendo e crendo em Jesus, que Se fez o Caminho, a Verdade e a Vida.

Neste Coração manso e humilde, enfermos renovam forças; desesperados reencontram a esperança; os fracassos superados seguidos de vitórias; entristecidos reencontram a alegria; aflitos reencontram a paz; pecadores, a pureza de alma; ansiosos, a serenidade; dependentes, a sobriedade; os apáticos e indiferentes se libertam destas amarras em sadios compromissos com a Boa Nova do Reino.

Neste Coração manso e humilde...



(1) Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes – 2013 – pp. 267-268.

Que ela nos ensine a mergulhar no Coração de Jesus! (SCJ)

                          

Que ela nos ensine a mergulhar no Coração de Jesus!

A Monja Santa Margarida Maria Alacoque nasceu em 1647 e morreu em 1690, e foi grande inspiradora da devoção ao Sagrado Coração de Jesus que há muito já fazia parte da tradição da Igreja. Para que o Movimento do Apostolado da Oração fosse espalhado pelo mundo inteiro, a ela pode-se creditar boa parte.

Com sua colaboração, devido às revelações recebidas, contemplamos a estreita relação entre o Sagrado Coração de Jesus e a Eucaristia, de modo que a devoção ao Sagrado Coração de Jesus leva,  inevitavelmente, ao fortalecimento da fé, esperança e caridade.

O coração é um dos modos para falar do infinito Amor de Deus pela pessoa humana, obra de Sua criação, fruto do Seu amor, nascido das entranhas de Seu coração, e da mesma forma redimidos pela Água e Sangue que do Seu coração jorrou abundantemente. Não há dúvida de que este Amor encontra seu ponto alto com a vinda de Jesus.

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem a sua origem na própria Sagrada Escritura.

No Antigo Testamento encontramos: Ezequiel 34,11-16: Deus cuida do Seu rebanho; Ezequiel 11,19-20: Tirarei o coração de pedra e colocarei um coração de carne.

Outras passagens do Novo Testamento:
Mateus 11,25-30: Jesus é manso e humilde de coração;
Lucas 15: O coração de Deus é fonte de Misericórdia.

Dois momentos fortes do Evangelho merecem ênfase:

O gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a última ceia (cf. Jo 13,23); e na Cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,31-37): O Coração de Jesus é transpassado pela lança e jorra Sangue e Água: Sacramentos da Igreja – Batismo e Eucaristia.

No primeiro, o consolo pela dor da véspera da Sua morte, e no outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade.

Estes dois exemplos do Evangelho nos ajudam a entender o apelo de Jesus feito em 1675 a Santa Margarida Maria Alacoque:

“Eis este Coração que tanto tem amado os homens... não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios, indiferenças...

... Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpo de Deus) seja dedicada a uma festa especial para honrar o meu Coração, comungando neste dia e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo, para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares...

... E prometo-te que o meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu Divino Amor sobre os que tributem esta divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada.”

O Papa São João Paulo II sempre cultivou esta devoção, e a incentiva a todos que desejem crescer na amizade com Jesus. Em 1980, no dia do Sagrado Coração, afirmou:

“Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a liturgia da Igreja concentra-se, com adoração e amor especial, em torno do Mistério do Coração de Cristo. Quero hoje dirigir juntamente convosco o olhar dos nossos corações para o mistério desse Coração. Ele falou-me desde a minha juventude. Cada ano volto a este mistério no ritmo litúrgico do tempo da Igreja.”

Uma devoção autêntica ao Coração de Jesus faz brotar no coração santas atitudes e compromissos:

Crescimento notável do amor pela Igreja; os pequenos e pobres têm lugar todo especial; procura-se alimentar constantemente do amor de Deus, de modo privilegiado na Eucaristia; há a necessidade do recolhimento, do silêncio diante do Augustíssimo Sacramento; fortalecimento do profetismo; torna-se imperativo o engajamento nas diversas pastorais e movimentos; empenho decidido na participação da construção de um Mundo Novo; não se contentar em ter Deus dentro do coração apenas, mas estar sempre dentro do coração de Deus; tornando-se autêntico e apaixonado discípulo missionário do Senhor.

Finalizando, o Coração de Jesus é o templo do Espírito Santo que faz de nós também Seu templo – somos templos do Espírito Santo. Num mundo marcado muitas vezes pela frieza, indiferença e anonimato o Coração de Jesus é para nós fornalha ardente de caridade.

Urge fazer o nosso coração semelhante ao Coração de Jesus, aperfeiçoando e aprofundando a prática do Mandamento do Amor; intensificando nossa devoção e contemplação do Coração de Jesus; aprofundando nossa espiritualidade essencialmente Eucarística e, porque não dizer, participando do Apostolado da Oração.

A devoção ao Sagrado Coração é o empenho no pleno cumprimento da Lei maior do Amor de Deus que é o amor a Ele e ao próximo, somente assim estaremos no Coração de Deus e Ele em nosso coração. 

PS: Santa Margarida Maria Alacoque - Memória celebrada dia 16 de outubro

“Sagrado Coração de Jesus, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso” (SCJ)

 


“Sagrado Coração de Jesus, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso”
 
A Igreja celebra na sexta-feira após o segundo domingo depois de Pentecostes, a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade; um Coração trespassado do qual jorrou Sangue e Água, prefigurando nosso Batismo e a Eucaristia, nosso salutar Alimento de Eternidade.
 
Apresento uma Oração que podemos fazer diante do Sagrado Coração de Jesus, a fim de fortalecermos a graça da missão de discípulos missionários do Senhor:
 
Oremos:
 
Senhor Jesus, manso e humilde de coração, fortalecei-nos quando sentirmos, por vezes, nossa pequenez e fragilidade por diversos motivos, internos e externos em nossa vida de fé.
 
Senhor Jesus, manso e humilde de coração, ajudai-nos, para que, em nossa pequenez e imperfeição, venhamos a dar a Vós o melhor testemunho que pudermos de nossa fé com palavras e ações.
 
Senhor Jesus, manso e humilde de coração, nas perturbações e provações, sabemos que podemos confiar em Vós, porque prometestes nunca nos deixar órfãos e assim o fez, enviando junto do Pai o Santo Espírito.
 
Senhor Jesus, manso e humilde de coração, ajudai-nos a compreender que, no sofrimento, ao participarmos de Sua Paixão e Morte, alcançamos Vida Plena e Eterna e a comunicamos aos outros.
  
Senhor Jesus, manso e humilde de coração, num mundo por vezes marcado pela cultura da morte, até mesmo acreditando e proclamando que Deus “morreu”; ajudai-nos, como Igreja, a proclamar o amor, a fraternidade e a paz. Amém.

“Meu jugo é suave e meu fardo é leve” (SCJ)

                                                      


“Meu jugo é suave e meu fardo é leve”

Reflitamos sobre O Sagrado Coração de Jesus, à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 11,25-30).

A fé vivida não permite a acomodação mas deve ser vivida na confiança e na busca de forças tão somente em Deus, nos cansaços possíveis ao enfrentar os desafios da missão evangelizadora.

A Palavra de Jesus alcança as entranhas mais profundas de nossa alma e coração: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e Eu vos darei descanso”.

Somente Jesus pode nos oferecer o verdadeiro “descanso”, porque é “manso e humilde de coração”, e nos oferece os distintivos, que haveremos de carregar e viver, para que o mundo O reconheça e O veja em nós: a Cruz e o Mandamento do amor a Deus e ao próximo.

Não há discipulado e nem seguimento de Jesus sem a Cruz, que é garantia de Vitória, passagem para a glória – “Quem quiser me acompanhar, renegue-se a si mesmo, tome sua cruz e venha” (Mt 16, 24). Oferece o jugo que Ele mesmo carregou e conosco carrega.

Nosso cristianismo somente pode ser vivido, com alegria e plenamente, na certeza de que Ele caminha ao nosso lado – “Quem se arrasta atrás de seu jugo com subterfúgios e compromissos, é derrubado pelo tédio e abatido pela solidão”  (1).

Não podemos nos abater pela solidão, tristeza, desânimo, para que possamos carregar nossa cruz com alegria, confiança, disponibilidade, coragem e firmeza até o fim.

Carreguemos o jugo da cruz, vivendo a Lei do Senhor, a Lei do Amor “... Este é o meu Mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 15,12). 

Somente o amor faz viver. O Mandamento do Amor se constitui na expressão máxima da vida cristã, porque Cristo mesmo nos disse – “... Ninguém teve maior Amor do que Aquele que dá a vida por Seus amigos (Jo 15,13)". 

E disse o Evangelista João: “Deus amou tanto o mundo que nos deu o Seu Filho único para que não morra quem n’Ele crer mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).

O Senhor entregou Sua vida por nós, aceitou a morte, e morte de Cruz, amando-nos, amou-nos até o fim.

A cruz cotidiana assumida, vivendo a Lei do Amor, e a glória da eternidade um dia.

Façamos por Ele e pelo nosso próximo o mesmo: descanso, forças e alegria no tempo presente encontraremos e na eternidade, plenamente viveremos.

(1) Missal Cotidiano - pág. 1035

Com Santo Antônio, aprendamos a prática das Obras de Misericórdia

                                                           

Com Santo Antônio, aprendamos a prática das Obras de Misericórdia

Em 2016, quando Pároco da Paróquia Santo Antônio – Gopoúva, Guarulhos, vivemos dias de intensa alegria com a realização da Festa do Padroeiro.

Com o Tríduo, refletimos sobre a prática das obras da misericórdia corporais e espirituais, que tão bem Santo Antônio as viveu, e que muito nos ilumina no tempo presente, para que nossa devoção aos Santos seja fecunda, concretizada em sagrados compromissos com a vida plena e feliz, com a Boa-Nova do Reino de Deus.

Como discípulos missionários do Senhor, com plena confiança em Deus e em Sua Palavra, iluminados pelo Espírito Santo, fonte de sabedoria, que nos orienta, ilumina e conduz, somos desafiados a testemunhar nossa fé.

Vivendo intensamente a prática das obras da misericórdia, coloquemo-nos a serviço do Reino de Deus por Jesus inaugurado, com a seiva do amor do Santo Espírito, e assim daremos firmes passos de solidariedade, enamorados pela vida, desde a concepção até seu declínio natural, sem jamais medir esforços para nos colocarmos todos a caminho, como assim fez nosso querido padroeiro.

As obras de misericórdia se bem entendidas e lidas na perspectiva do reino nos farão misericordiosos como o Pai (Lc 6,36), como nos exortou o Senhor, e tornaremos mais fraternos os vínculos que nos unem.

Olharemos para a história, e não conceberemos que a humanidade fique “mergulhada no abismo da morte” (Sl 29), da impunidade, do abandono, do descaso, da cumplicidade com a mentira e hipocrisia que maculam a vida e o projeto de Deus.

Olharemos a história, e as lágrimas da tristeza cederão lugar às lágrimas da vitória, daqueles que não se acomodaram e nem se acovardaram diante de sagrados e irrenunciáveis compromissos com a vida humana e do planeta, dons preciosos de Deus que nos foram confiados.

Na construção do Paraíso, renovaremos nossos compromissos, iluminados pela Palavra e nutridos pela Eucaristia, como assim viveu Santo Antônio, como também assim haveremos de viver. 

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