sexta-feira, 5 de junho de 2026

Eu Vos suplico, ó meu Senhor!

                                  


Eu Vos suplico, ó meu Senhor!
 
Senhor Jesus Cristo, meu Deus e meu Senhor,
Vós que sois o Messias, o Filho do Deus vivo,
Como tão bem expressou Vosso Apóstolo Pedro,
Que mais tarde faria tríplice negação de Vos conhecer,
No Mistério da Vossa Paixão, e Morte.
Mas curado na tríplice afirmação de amor, após Vossa Ressureição.
Renovo a amizade convosco e o amor incondicional no seguir-Vos.
 
Ajudai-me a aprender e aprofundar a relação de amor convosco
em plena fidelidade ao Projeto de Deus, pelo qual Vos entregastes,
Com a presença e ação do Santo Espírito, em todo o tempo.
Tão somente assim, Senhor, não terei de Vós
Conhecimento apenas intelectual, mas fecundamente afetivo,
Semeando a Palavra, para flores Pascais de um mundo novo florir.
 
Concedei-me Vossa graça, para que a minha existência
Não fique somente baseada numa série de preceitos religiosos,
Que tão apenas procuro respeitar sem autênticos amor e ardor sinceros,
Mas que de Vós mesmos sentimentos tendo,
Em esvaziamentos e desapegos mais que necessários,
Leveza de alma, fortaleza de espírito, cruz com fidelidade carregar.
 
Derramai em mim e a quantos suplico o Vosso amor,
Por meio do Vosso Espírito, como nos falou Vosso Apóstolo Paulo (Rm 5,5).
Reconhecendo os pecados no passado cometido, penitenciados e perdoados.
Rever, redimensionar e ressignificar a própria existência,
edificar uma vida e história marcadas pela generosidade e solidariedade,
Sobretudo para com os que mais precisarem, como fizestes.
 
Renovai-me como discípulo Vosso o Amor Trinitário,
Em mergulho no mar da misericórdia infinita divina,
Aprofundando o conhecimento íntimo e afetuoso de Vossa presença,
E que jamais me contente em afirmar que sois Jesus Cristo, o Filho de Deus,
Mas que eu saiba viver sagradas consequências éticas,
Vivendo Vossa Palavra, seguindo Vossos passos, rumo à eternidade. Amém.
 
 
Fonte: Lecionário Comentado – Editora Paulus – 2011 – Volume II do Tempo Comum – 2011 – pp. 65-70
Passagens Bíblicas: Jr 3131-34; Sl 50; Mt 16,13-23; Mc 8,27-35; 12,35-37

“Para mim o viver é Cristo”

                                                                    

“Para mim o viver é Cristo”

“Pois para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Mas, se o viver na carne me dá ocasião de trabalho frutífero, não sei bem o que escolher."”
(Fl 1, 21-22

Reflitamos à luz da passagem da Carta de Paulo aos Filipenses (Fl 1,20c-24.27a).

O Apóstolo escreve da prisão, mas com tinta de coragem, fidelidade. Uma carta por natureza afetuosa. Falando de si, exorta a fidelidade de todos ao Evangelho, com a necessária centralidade de Cristo em nossa existência.

O que especifica a existência terrena de um cristão é a sua união com Cristo (cf Gl 2,20; Col 1,24).

Tendo como destinatários os cristãos de Filipos, cidade da Macedônia, visitada a primeira vez por ele no final dos anos 50, o Apóstolo não escreve de um lugar marcado pela comodidade e suntuosidade, por  isto está escrito em seu túmulo, em Roma: “Para mim, viver é Cristo e morrer é lucro” (Fl 1,21)

A Carta é escrita no tempo de sua prisão, acompanhada dos sentimentos que traz consigo, em sua alma e coração, e transparece o que há de fundamental para ele: a compreensão da morte como possibilidade de encontro definitivo com Cristo.

Tenhamos nós a profunda liberdade interior do Apóstolo, pois é preciso amadurecer a nossa conformidade a Cristo, unindo-nos ao precioso ato de amor com o qual o Senhor Jesus, aceitando a vontade do Pai, ofereceu a Sua vida por nós:

“Oxalá pudéssemos também nós alcançar essa profunda liberdade interior que leva Paulo a acolher, seja qual for o modo como se manifeste e mau grado os seus desejos, a vontade de Deus, que o faz exclamar: ‘Cristo será glorificado no meu corpo, quer eu viva, quer eu morra” (Fl 1,20). (1)

Reflitamos:

- O que significa Cristo para nós?
- Tem Cristo a centralidade em nossa vida e missão?

- O que somos capazes de sacrificar em favor de Jesus Cristo e Sua Igreja?

- Quais são as causas que abraçamos e pelas quais nos empenhamos?
- O que anunciamos e testemunhamos?

Oremos:

“Pai Santo, justo e grande, ao recompensardes o último como ao primeiro, os Vossos caminhos estão muito longe dos nossos caminhos, como o céu está longe da Terra: abri o nosso coração à compreensão das Palavras do Vosso Filho, para que compreendamos a honra impagável de trabalharmos na Vossa vinha desde a manhã”  (2)



(1) Lecionário Comentado – Editora Paulus – 2011 – Vol. II – p.386
(2)Idem p.389

Sabedoria nos discernimentos e intenções

                                                  

Sabedoria nos discernimentos e intenções

Sejamos enriquecidos por um dos Tratados de Balduíno de Cantuária (Séc. XII).

“O Senhor conhece os pensamentos e as intenções de nosso coração. Quanto a si, conhece-os todos, sem dúvida alguma; quanto a nós, conhece aqueles que sua graça nos faz devidamente discernir. 

O espírito que há no homem não conhece tudo que existe no homem, e percebe a respeito de seus pensamentos quais os que deve ou não aceitar. Contudo, nem sempre julga conforme a realidade. O que vê pelos olhos da mente não o discerne com exatidão, por causa da fraqueza da vista.

É frequente que, pela própria imaginação ou por outra pessoa ou pelo tentador, se apresente algo sob a aparência de piedade que, aos olhos de Deus, não merece o prêmio da virtude. Pois existem simulacros das verdadeiras virtudes e, também, dos vícios, que iludem os olhos do coração. 

Como por artifícios, de tal forma pressionam a penetração do espírito que muitas vezes lhe parece ver o bem onde não existe ou o mal onde não está. Faz isto parte de nossa miséria e ignorância, muito triste e muito de se lamentar e temer.

Está escrito: ‘Caminhos há que parecem retos ao homem, cujo fim leva ao inferno’. Para evitar esse perigo, São João nos adverte: ‘Provai os espíritos a ver se são de Deus’. Quem poderá provar se os espíritos são de Deus, se não lhe for dado por Deus o discernimento dos mesmos, para que possa examinar com precisão e verdadeiro juízo os pensamentos, afetos e intenções espirituais? 

Na verdade, a discrição é a mãe de todas as virtudes, necessária a cada um, seja para a orientação da vida de outros, seja para o governo e correção da sua.

É reto o pensamento do que há a fazer, se dirigido pela vontade de Deus, se a intenção é simplesmente dirigida para ele. Desta forma todo o corpo de nossa vida ou de qualquer ação nossa será luminoso, sendo simples os olhos. 

O olho simples é olho e é simples porque pelo julgamento reto vê o que deve fazer e, pela intenção pura, age com simplicidade naquilo que nunca deveria fazer-se com duplicidade. 

O julgamento reto não admite o erro; a intenção pura exclui o fingimento. Este é o verdadeiro discernimento: a junção do reto juízo e da pura intenção.

Tudo isto se há de fazer à luz da discrição, como em Deus e diante de Deus.”

Retomemos duas afirmações:

- "Na verdade, a discrição é a mãe de todas as virtudes, necessária a cada um, seja para a orientação da vida de outros, seja para o governo e correção da sua.

- “O julgamento reto não admite o erro; a intenção pura exclui o fingimento. Este é o verdadeiro discernimento: a junção do reto juízo e da pura intenção. Tudo isto se há de fazer à luz da discrição, como em Deus e diante de Deus.”

De fato, o Senhor é quem discerne os pensamentos e as intenções do seu coração, e muitas vezes, somos chamados ao discernimento e decisões, e quão necessária é a assistência do Espírito Santo, na mais perfeita sintonia com o Projeto de Deus.

Supliquemos para que, com a Luz do Santo Espírito, saibamos fazer os necessários discernimentos, e que em nosso coração esteja sempre presente a pura intenção diante de Deus, a fim de que saibamos e correspondamos à Sua divina vontade.

“Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis...” 

O crepitar da chama em nossos corações

                                                      


O crepitar da chama em nossos corações

Livrai-nos, Senhor, da tentação das propostas de um messianismo fácil e triunfalista, pois não foi assim que Vos apresentastes como o Verdadeiro Messias.

Renovai em nós o amor, zelo e ardor da missão evangelizadora, com coragem para as renúncias e melhor segui-Lo e servi-Lo na pessoa de nosso próximo, carregando, com ousadia e fidelidade, nossa cruz de cada dia.

Ajudai-nos a viver a graça da fé em Vós, que vivestes plena fidelidade ao Pai na comunhão com o Santo Espírito, até o fim na missão redentora da humanidade, fazendo crepitar a chama do amor em nossos corações.

Concedei-nos a sabedoria para cultivar e manter viva a esperança da chegada do Vosso Reino, já presente entre nós, lançando as sementes fecundadoras de novos tempos, recriando o paraíso, não como uma vil saudade, mas compromisso inadiável sempre.

Inflamai-nos com o fogo do Santo Espírito, para que vivamos a caridade como a plenitude da Lei, como vivestes e nos ensinastes a viver (cf. Rm 13,10), enriquecidos pelos sete dons, e assim, produzirmos os sagrados frutos do Espírito (Gl 5,22). Amém.

 

PS: Passagem do Evangelho de Marcos (Mc 12,35-37)


Vivamos a comunhão fraterna

                                                       

Vivamos a comunhão fraterna

Reflexão à luz da passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 4,32-37), em que Lucas, mais do que uma fotografia da situação real, apresenta-nos um retrato divino e modelo ideal de uma comunidade eclesial. 

Urge que edifiquemos a Igreja marcada por este espírito: – “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma” (At 4,32), e ainda “Eles eram perseverantes no ensinamento dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na Fração do Pão e nas Orações” (At 2,42).  

Evidencia-se, nesta passagem, a comunhão fraterna, expressa na partilha dos bens, e a missão dos Apóstolos na motivação e administração destes bens. 

A estes são confiados o ofício da pregação e a presidência da atividade caritativa, o que distingue a Igreja de uma mera organização burocrática governada pelo princípio da eficiência, em que vigoram relações meramente funcionais. 

Sempre oportuno que façamos a revisão de nossas comunidades, e o quanto ela vive este retrato divino, edificando uma Igreja que nasce da escuta da Palavra, fortalece os vínculos de comunhão fraterna, na perseverança na doutrina dos Apóstolos, nutrindo-se da Eucaristia (fração do Pão), fonte e ápice de toda a Igreja, regada também, com múltiplos e fecundos momentos de oração. 

O Papa Francisco sempre afirmava que a Igreja não é uma ONG (Organização não Governamental), mas uma comunidade de pessoas, que nasce do Espírito e por Ele assistida e conduzida, e não nasce da carne e do sangue.   

Oremos para que, como Igreja, na ação Evangelizadora, sejamos sempre atentos aos PILARES que se completam, inseparavelmente: Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária, como vemos nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023), e que também nos remete, imediatamente a outro retrato das primeiras comunidades que Lucas nos descreve nos Atos dos Apóstolos (At 2,42-47).

Este tempo difícil por que passamos, é muito favorável para promovermos e intensificarmos a comunhão fraterna, com gestos de amor, partilha e solidariedade, a fim de que possamos vislumbrar um novo amanhecer. 

Não podemos nos salvar sozinhos. No amor vivido e na comunhão fraterna vivida, damos testemunho da presença do Ressuscitado. 

Mais uma vez, ecoem as palavras de Tertuliano, ao se referir aos primeiros cristãos: “Vede como eles se amam”.

A comunidade cristã tem, portanto, algumas marcas:

- É o lugar privilegiado do encontro com Jesus Cristo Ressuscitado: na Palavra proclamada, no pão partilhado, no amor vivido e no corajoso testemunho dado;

- É formada homens e mulheres novos, que nascem da Cruz e da Ressurreição de Jesus, a Igreja;

- Rica pela diversidade, unidade e caridade, tendo como centro o próprio Jesus Cristo Ressuscitado;

- Formada por diversas pessoas, mas tem uma só fé e vive num só coração e numa só alma, assim manifestado em gestos concretos de partilha;

- Deve superar todo tipo de egoísmo, autossuficiência, fechamento em si mesma, para que possa dar testemunho da vida e presença do Ressuscitado;

- Continuará a missão do Senhor: comunicar a vida nova que brota de Sua Ressurreição.

Que nossas comunidades vivam cada vez mais a unidade, a comunhão fraterna e a caridade para serem alegres testemunhas do Cristo Ressuscitado, aquele que nos concede a verdadeira paz – Shalom!

Oremos:

“Fazei-nos, ó Deus todo-poderoso, proclamar o poder do Cristo Ressuscitado, e, tendo recebido as primícias dos Seus dons, consigamos possuí-los em plenitude. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém



Fontes inspiradoras:

- Missal  Cotidiano – Editora Paulus – p.362

 www.dehonianos.org/portal

Amor indizível, comunidade credível

                                                              

Amor indizível, comunidade credível

O Amor de Deus, o que dele dizer e como dele falar?
Impossível, pois verdadeiramente indizível!

O que podemos é algumas palavras escrever.
Simples ou belas, complexas ou singelas apenas confirmação que o
 Amor Divino é possuidor da marca do indizível!

Contemplamos o Amor de Deus em tantos momentos na vida da Igreja. Um deles é no seu próprio nascimento:

Com Pentecostes nasce a Igreja, com o envio do dom do Espírito Santo que a assistirá até o fim dos tempos e até o fim do mundo.

A Igreja nasceu essencialmente missionária e assistida pelo sopro do Espírito, cumprindo-se a Palavra do Senhor de que não ficaríamos órfãos.

Jamais a Igreja experimentou quaisquer resquícios de orfandade, nem experimentará!

Festas Litúrgicas ao longo do ano, dentre elas Festas da Santíssima Trindade e de Corpus Christi, e tantas outras nos possibilitam, incontáveis vezes, a contemplação e a experiência do indizível amor de Deus, por nós e por Sua Igreja.

Em cada Eucaristia celebrada a comunidade se nutre do Pão da Vida, participa do banquete do amor, aprofunda sua relação com o Amor indizível da Trindade, concretizando em ações, para alcançar maior credibilidade.

O Amor Trinitário é modelo a ser vivido pela Igreja e na Igreja, dentro de suas paredes e além dela, para que comunidade credível sejamos.

A credibilidade, originalidade e autenticidade da Igreja são proporcionais à intensidade e a profundidade do amor vivido pela comunidade, com relacionamentos mais verdadeiros e fraternos, sobretudo entre os Agentes de Pastoral.

Mergulhada e sustentada pelo Amor indizível de Deus nossa comunidade é credível quando vivemos intensamente o espírito missionário e não nos omitimos na busca de respostas para as diversas realidades que nos desafiam: desestruturação familiar, juventude, drogas, crise de valores éticos, com a conseqüente debilitação da prática da justiça, a destruição da nossa casa comum, o planeta em que habitamos;

Somos uma comunidade genuinamente catequética: com pais assumindo, sem qualquer sombra de omissão, a catequese de seus filhos, na vida em comunidade;

Deixamos de viver solitariamente para viver solidariamente: quando somos solidários, em intensa sensibilidade e solidariedade com os aflitos.

Mais do que nunca, é preciso que mergulhemos no Mistério do Amor Trinitário, um amor verdadeiramente indizível! E, da mesma forma, que ninguém se exclua ou se omita na participação da construção de uma Comunidade Trinitária.

Uma Comunidade do Amor:
Comunhão por excelência, tornando-a
verdadeiramente credível,
Sinal do Reino! 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

O Mistério da Eucaristia em nossa vida (Corpus Christi)

                                                                 

O Mistério da Eucaristia em nossa vida

A verdadeira Sabedoria é luz que ilumina o mundo e a humanidade! Ó augustíssimo Mistério da Eucaristia na vida do Presbítero e de todo cristão! Ó beleza tão antiga e tão nova no Mistério do Pão Celebrado e Eucaristizado encontrada!

Presidir a Celebração Eucarística é presidir o Sacramento dos Sacramentos, cume e fonte da vida cristã. É a Celebração do Sacrifício verdadeiro e pleno, Sacramento e Memorial da Paixão de Cristo, oferecido pelo presbítero a Deus Pai, com a comunidade, na pessoa de Cristo, cumprindo as vezes de Cristo.

Deste modo, consagra o pão e vinho, e transubstanciados, são verdadeiramente o Corpo e Sangue de Cristo, verdadeira comida e verdadeira Bebida.

O grande teólogo e Presbítero e Doutor da Igreja, Santo Tomás de Aquino, afirmou que não há outro Sacramento mais salutar do que a Eucaristia, pois, nela os nossos pecados são destruídos (nos renovamos e reconciliamos com a Trindade Santa); nossas virtudes crescem, bem como nossa alma é plenamente saciada, enriquecida de todos os dons espirituais.

 Santo Inácio de Antioquia definia o Pão eucarístico como “remédio de imortalidade e antídoto para não morrer”.

O Papa São João Paulo II, em seus últimos escritos sobre Eucaristia: Ecclesia de Eucharistia – 2003 e Mane Nobiscum Domine – 2004), afirmou:

A Eucaristia é amor levado ao extremo”;
“A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia”;
“A Eucaristia cria comunhão e edifica para a comunhão”;
“na simplicidade dos sinais do banquete se esconde
o abismo da santidade de Deus”;

“A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço do céu que se abre
sobre a terra – é um raio de glória da Jerusalém celeste,
que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar nosso caminho”;

“... o cristão, que participa na Eucaristia, 
dela aprende a tornar-se promotor de comunhão, 
de paz, de solidariedade 
em todas as circunstâncias da vida... 
a Eucaristia como
uma grande escola de paz...”
                         
O Papa Bento XVI em sua primeira Carta Encíclica “Deus Caritas est” refere-se à comunhão, como um ato a ser celebrado com consequências concretas na vida de cada pessoa e de toda a sociedade:

“Na Eucaristia Deus vem a nós corporalmente para continuar a
Sua ação em nós e através de nós”.

Participar da comunhão com Cristo leva-nos, necessariamente, à comunhão com o próximo, no exercício da caridade, que é o amor em ação; multiplicando gestos de solidariedade e justiça, expressão concreta do Mandamento do Amor a Deus e ao próximo, como também é inseparável a relação do Mandamento do amor e a Eucaristia.

Reflitamos:

- Como tornar a nossa vida mais Eucarística, experimentando já as delícias do Banquete eterno preparado por Deus para nós?

- Como favorecer participação mais ativa, piedosa e consciente em nossas celebrações, como o Mistério exige e merece?

Enriquecidos pela Sabedoria dos Santos e do Papa mencionados, sejam iluminadas as sombras de nossos caminhos, em busca do Banquete Eterno, sem nos esquecermos das mesas de nosso cotidiano!
              
Que em cada Eucaristia, ao Celebrar o Mistério do Amor de Deus, por este amor sejamos envolvidos e revigorados para as ações concretas e necessárias que dela são solicitadas.

Celebrando o Mistério da Eucaristia, tornemos nossa vida mais Eucarística e reaprendamos, mais proficuamente, a conjugar e viver o verbo “Eucaristizar”.

Eucaristizar, não é vão e inútil neologismo...
Eucaristizar a vida, há de ser a lógica de todo existir...

Eucaristizar é:

- Ter de Jesus mesmos sentimentos e pensamentos, plenamente a Ele configurado;
-  Fazer da Eucaristia a fonte e o ápice de nossa vida;
- Empenhar incansavelmente no bom combate da fé, até que alcancemos a plenitude da vida, participando do Banquete Nupcial do Cordeiro, até que um dia participemos plenamente no Banquete da Eternidade;
- Nutrir-se do Manancial de Amor: Jesus! A Fonte de vida, ternura, luz e paz.

Nutridos pelo Sagrado Pão, sejamos! 
Inebriados e redimidos pelo Sagrado Vinho, vivamos!

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG