sábado, 28 de março de 2026

“Fica conosco, Senhor, durante a noite”

                                                          

“Fica conosco, Senhor, durante a noite”

Este Hino pode nos acompanhar na Oração da Noite, ao colocarmos o dia vivido nas mãos de Deus, e pedirmos forças para um novo dia.

Supliquemos ao Senhor que fique conosco, e com quanto queiramos, durante a noite, para que, ao amanhecer, sintamos a Sua presença, como o foi naquela madrugada da Ressurreição.

Confiemos na presença do Senhor, ao viver a “noite escura” da alma, alcançando a luminosidade desejada, saciados com a doce presença do Amado, Aquele que desejamos, procuramos, e amando O encontramos, e uma vez encontrado O amemos sempre, como expressou Santo Anselmo.

Oremos: 

“Fica conosco, Senhor, durante a noite.

De noite descia a escada misteriosa,
Junto da pedra onde Jacó dormia.

De noite celebravas a Páscoa com Teu povo,
Enquanto, nas trevas, caíam os inimigos.

De noite ouviu Samuel três vezes o seu nome
E em sonhos falavas aos santos Patriarcas.

De noite, num presépio, nasceste, Verbo eterno,
E os Anjos e uma estrela anunciaram a Tua presença.

À noite celebraste a primeira Eucaristia
No meio dos Teus amigos na última Ceia.

De noite agonizaste no Jardim das Oliveiras
E recebeste o beijo frio da traição.

A noite guardou o teu Corpo no sepulcro
E viu a glória da Tua Ressurreição”. Amém. 

Em poucas horas (Semana Santa - Domingo de Ramos)

                                                        


A Hora de Jesus

“Este desejo de fazer seu o plano do amor de redenção do seu Pai, anima toda a vida de Jesus (Lc 12,50; 22,15; Mt 16,21-23).

A Sua paixão redentora é a razão de ser da Encarnação: «Pai, salva-Me desta hora! Mas por causa disto, é que Eu cheguei a esta hora» (Jo 12, 27).

«O cálice que o Pai Me deu, não havia de bebê-lo?» (Jo 18, 11). E ainda na cruz, antes de «tudo estar consumado» (Jo 19, 30), diz: «Tenho sede» (Jo 19, 28).”  (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n. 607

Semana Santa: seja nossa fé acompanhada de boas obras

                                                   

Semana Santa: seja nossa fé acompanhada de boas obras

Celebraremos e viveremos a Semana Santa, tempo forte de silêncio e oração, bem como tempo favorável para revermos como testemunhamos nossa fé e como nos relacionamos com nosso próximo.

Sejamos iluminados pela passagem da Carta de São Tiago (Tg 2, 14-18), a fim de refletirmos sobre a necessária fé operativa, que leva ao compromisso social e comunitário, pois a fé sem obras não serve para nada.

Belos discursos não bastam, é preciso uma bela prática, pois a religião autêntica transparece nos gestos concretos de amor e solidariedade, fraternidade, serviço, partilha, perdão, para que não façamos da religião uma mentira, um engano, uma evasão, um alienar-se de sagrados compromissos.

A mensagem da Carta leva-nos a afirmar que, somente a acolhida aos pobres e a luta pela verdade, justiça e fraternidade, dão conteúdo de veracidade à nossa fé, à nossa prática religiosa.

Também nos convida a refletir sobre a relação que estabelecemos entre a liturgia e a vida, a fé e a vida, evitando qualquer sombra de separação entre ambas.

A fé no Cristo Ressuscitado é autêntica quando se expressa concretamente em ações de solidariedade e misericórdia com nosso próximo, sobretudo no cumprimento do Novo Mandamento que Ele nos deu: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (cf. Jo 15,12).

Em poucas palavras... (Domingo de Ramos/Semana Santa)

 


 

Com o Senhor no “inverno” de Seu Calvário

“Só a Cruz importava; ensinamentos, milagres, cumprimento de profecias – tudo isso estava subordinado à Sua Missão na Terra: ser como grão de trigo que passaria pelo inverno de um Calvário e então se tornaria o Pão da Vida.

Mais tarde, São Paulo retomou o tema da semente que morreu para viver e o descreveu aos coríntios (2 Cor 5,15-16).” (1)

 

(1)Vida de Cristo – Fulton J. Sheen – Editora Molokai – 2024 – p.613

 

Itinerário Quaresmal vivido, Alegria Pascal celebrada!

                                                         


Itinerário Quaresmal vivido, Alegria Pascal celebrada!

Como a Liturgia Quaresmal nos enriquece numa autêntica espiritualidade Pascal, levando-nos cada dia a um mergulho no Mistério do Amor de Deus vivenciado e celebrado em cada Banquete da Eucaristia e, na vida, expresso com palavras e ações, sem o que esvaziaremos a beleza do Mistério!

Como Igreja, estamos em permanente travessia do deserto, enfrentando as tentações do Maligno (ter, ser, poder), mas subindo ao Monte Tabor para escutar o que o Filho Amado de Deus, Jesus, tem a nos dizer para sua Palavra na planície vivermos.

Também como Igreja presente na Cidade, com seus inúmeros clamores e desafios, nos sentamos à beira do poço para saciar nossa sede de eternidade, ouvindo o que o Senhor tem a nos dizer.

Sua Palavra acolhida é o colírio de nossa fé, para que nosso olhar não se desvie e deixemos de perceber os sinais de morte que estão diante de nossos olhos e clamam por uma resposta. O Senhor é a Ressurreição e a Vida, n’Ele vivendo e crendo teremos a vida eterna.

Com o Domingo de Ramos, iniciaremos a Semana Santa, firmando nossos passos no fortalecimento de nossa fé em Jesus Cristo que, por amor a nós,  Sua vida entregou; Seu Sangue derramou para nos redimir e nos reconciliar com Deus.

No Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, O acolhemos não mais em Jerusalém, mas em nosso coração, em nossos lares e em todos os lugares; aclamaremos que Jesus: “Bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!”. Um Rei diferente, que ama doando a vida e Se entregando por todos nós por amor, no crudelíssimo Sacrifício da Cruz, enfrentando toda maldade humana.

Na Quinta-Feira Santa iniciaremos o Tríduo Pascal, celebrando a Instituição da Eucaristia, na qual Jesus nos dá o Mandamento do amor e nos ensina, com o lava-pés, a atitude de serviço em favor da vida de nosso semelhante, num gesto supremo de humildade.

Na Sexta-Feira Santa, celebraremos o Mistério de Sua Paixão e Morte na Cruz, por amor extremo e infinito por todos nós, e mergulharemos em intenso e profundo silêncio, contemplando imensurável Mistério que se prolongará até a noite do Sábado. A Celebração no recolhimento, o vermelho da Liturgia, o silêncio profundo... Tudo se cala diante do Mistério do Amor que ama até o fim. Amor, que incrível o Amor de Deus por nós!

E começando lentamente a Celebração na noite da Vigília do Sábado Santo, celebraremos, ainda que seja noite, a Sua gloriosa Ressurreição, e então voltaremos a dar glória a Deus, com exultação e alegria, os sinos voltarão a soar, as flores embelezarão nossos altares, o branco da Liturgia nos convidará a sentir a leveza da paz, alcançada pela Vitória da Vida que venceu a morte. O Aleluia! cantado com júbilo será a expressão grandiosa de tudo isto.

E, quando a manhã do Domingo irromper, já estaremos dentro do longo e alegre Tempo Pascal.

Itinerário Quaresmal percorrido com fidelidade, Páscoa celebrada, amor e alegria, no coração, transbordados. Aleluia aclamaremos! 

Em poucas palavras... (Domingo de Ramos)

 


Duas paixões e procissões totalmente diferentes

“No Domingo de Ramos, portanto, temos duas procissões: a procissão de Pilatos que representava o poder, a dominação e a violência do império que dominava o mundo; e a procissão de Jesus que representava uma visão alternativa, aquela do Reino de Deus, centrada na comunhão, no serviço, no espírito solidário...

Frente a estas duas paixões e duas procissões, somos convidados a propor algumas perguntas fundamentais que devem ressoar neste domingo de Ramos, na Semana Santa e, em definitiva, na vida: a quem seguimos? Quem é o “senhor” que comanda o nosso coração? Em que valores nos inspiramos? Em que procissão estamos? Em que procissão queremos estar?...”  (1)

 

(1)Pe Adroaldo Palaoro – SJ

 

Em poucas palavras... (Domingo de Ramos)

 


Visitação, rejeição ou desastre

“Na vida de cada indivíduo e na vida de cada nação, há três momentos: um tempo de visitação ou privilégio em forma de bênção de Deus; um tempo de rejeição em que o Divino é esquecido; e um tempo de desgraça ou desastre.

O julgamento (ou desastre) é consequência de decisões humanas e prova que o mundo é guiado pela presença de Deus.

Suas lágrimas por causa da cidade O mostraram como Senhor da História, que derrama graças aos homens, mas que nunca destrói a liberdade de rejeitá-las.

Todavia ao desobedecer à vontade de Deus, os homens se destroem; ao transpassá-Lo, é o próprio coração que matam; ao negá-Lo, é sua cidade e sua nação que arruínam. Tal foi a mensagem de Suas lágrimas enquanto Rei e seguia para a Cruz.” (1)

(1)Vida de Cristo – Fulton J. Sheen – Editora Molokai – 2024 – p.602

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG