sábado, 28 de março de 2026

A Paixão de Cristo e Sua preciosa cruz

                                          


A Paixão de Cristo e Sua preciosa Cruz

Reflitamos sobre A Paixão de Cristo e sua preciosa cruz que são segurança e muro inacessível para quem n'Ele crê, como nos fala o Bispo e Doutor da Igreja São Cirilo de Alexandria (séc. V), em seu Comentário sobre o Livro de Isaías 4.

“Cristo, apesar de Sua natureza divina e sendo por direito igual a Deus Pai, não se prevaleceu de Sua divina condição, mas humilhou-Se até submeter-Se à morte e morte de cruz.

Realmente, sua Paixão salutar abateu aos principados e triunfou sobre os dominadores deste mundo e deste século, libertou a todos da tirania do diabo, e nos reconduziu a Deus.

Suas chagas nos curaram e, carregado com os nossos pecados, subiu ao lenho; e, deste modo, enquanto Ele morre, nos sustenta na vida, e Sua Paixão se tornou a nossa segurança e muro de defesa. Aquele que nos resgatou da condenação da Lei, nos socorre quando somos tentados. E para consagrar ao povo com seu próprio sangue, morreu fora da cidade.

Por isso, repito, a Paixão de Cristo, Sua preciosa cruz e Suas mãos perfuradas significam segurança, em um muro inacessível e indestrutível para aqueles que creem n’Ele. Por isso Ele diz acertadamente: Minhas ovelhas escutam minha voz e me seguem, e Eu lhes dou a vida eterna. E também: Ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. E isto justamente porque vivem à sombra do Onipotente, protegidas pelo auxílio divino como em uma torre fortificada.

Desde o momento, portanto, em que Deus Pai nos sustenta quase com Suas mãos, custodiando-nos junto d’Ele, sem permitir que sejamos induzidos ao mal ou que sucumbamos à malícia dos malvados, nem ser presa da violência diabólica, nada nos impede de compreender que as muralhas de Sião designadas por suas mãos signifiquem os peritos na arte espiritual que, possuídos pela graça, dão-se a conhecer no testemunho da virtude.

Em consequência, poderíamos dizer que as muralhas de Sião constituídas por Deus são os santos Apóstolos e Evangelistas, aprovados por sua própria palavra, que nunca se equivoca nem se desvaloriza. Seus nomes estão escritos no céu e constam no livro da vida. Não temos que maravilhar-nos se diz que os santos são os baluartes e as muralhas da Igreja. Ele mesmo é muro e é baluarte como uma fortaleza.

Da mesma forma que Ele é a luz verdadeira e, entretanto, diz que eles são a luz do mundo, assim também, sendo Ele o muro e a segurança daqueles que creem n’Ele, conferiu aos santos esta estupenda dignidade de serem chamados muralhas da Igreja.”(1)

Vivamos intensamente a Semana Santa, contemplando o Mistério da Vida, Paixão e Morte de Jesus Cristo, Nosso Senho.

Contemplemos e sigamos Seus passos, procurando a mais perfeita configuração a Ele, com mesmos sentimentos (Fl 2,5).

N’Ele e com Ele renovemos nossas forças, participando intensamente de todas as atividades, celebrações que forem propostas pela Igreja, e tão somente assim poderemos celebrar com júbilo a Sua Páscoa e o transbordamento de amor, luz e alegria, quando Ele Ressuscitar, na madrugada tão esperada. 

(1) Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes – 2013 - pp. 71-72.

Rezemos por nossos presbíteros

                                                          


                  Rezemos por nossos presbíteros

Sejamos enriquecidos pela Carta que o Bispo e Mártir São Policarpo (séc. II), escreve aos Filipenses:

“Sejam os presbíteros inclinados à compaixão, misericordiosos para com todos, reconduzam os que se desviaram do caminho, visitem todos os enfermos; não se descuidem da viúva, do órfão ou do pobre. Mas sempre cheios de solicitude para o bem diante de Deus e dos homens (cf. 2 Cor 8, 21), evitem a cólera, a acepção de pessoas, o julgamento injusto. 

Repilam para longe toda a avareza; não deem logo crédito contra alguém, não sejam demasiado severos ao julgar, certos de que todos nós somos devedores do pecado.

Se, portanto, suplicamos a Deus perdoar-nos, devemos também nós perdoar. Pois estamos diante do Senhor e dos olhos de Deus e teremos todos de comparecer perante o tribunal de Cristo, e cada um prestará contas de si (Rm 14, 10.12).

Desse modo sirvamo-Lo com temor e todo o respeito como nos ordenou Ele e os Apóstolos, que nos anunciaram o Evangelho, como também os Profetas, que predisseram a vinda de nosso Senhor.

Atentos, façam todo o bem, afastem-se dos escândalos, dos falsos irmãos e daqueles que usam o nome do Senhor com hipocrisia e induzem ao erro os homens superficiais.

Todo aquele que não confessar ter Jesus Cristo vindo na carne é um anticristo (cf. 1Jo 4, 2.3; 2Jo 7). E quem não testemunhar o martírio da cruz, vem do demônio. E quem fizer servir as palavras de Deus a seus desejos e disser não haver ressurreição nem juízo, este é o primogênito de Satanás. Por isso, deixando de lado a futilidade de muitos e os falsos sistemas, voltemos à doutrina que nos foi entregue desde o início, vigilantes na oração (cf. 1Pd 4, 7) e fiéis aos jejuns.

Elevemos preces a Deus que tudo vê, para que não nos deixe cair em tentação (MT 6, 13), conforme disse o Senhor: O espírito na verdade é pronto, mas a carne é fraca (MT 26, 41).

Perseveremos sem cessar em nossa esperança e penhor de nossa justiça, que é Jesus Cristo:  Em Seu corpo carregou sobre o madeiro os nossos pecados, Ele que não cometera pecado nem se encontrou engano em Sua boca (1Pd 2, 24.22); mas, por nossa causa, para que vivamos n’Ele, tudo suportou.

Sejamos, por conseguinte, imitadores de Sua paciência e, se sofrermos por Seu nome, nós lhe daremos glória. Foi este o exemplo que nos deu em Si mesmo, e nós cremos”.

Inspirados nas palavras de São Policarpo, oremos por todos os presbíteros:

Senhor Deus, rezamos por todos os presbíteros para que:

- Nos passos de Jesus Cristo, contando com a ação e presença do Espírito Santo, vivam o Ministério como instrumentos da compaixão divina, e sejam misericordiosos para com todos;

- Tenham sabedoria para reconduzir os irmãos que se desviaram do caminho, e reencontrando o caminho da comunidade, sintam-se acolhidos e amados por todos;

- Ëm meio a tantas atividades, consigam visitar todos os enfermos, na solicitude com os que mais precisam, sobretudo os mais empobrecidos, e os mais fragilizados;

- Sejam cheios de solicitude para o bem, diante de Vós e de toda a comunidade, dando o melhor de si, incansavelmente, não obstante as dificuldades e naturais cansaços;

- Libertos de toda cólera, jamais façam acepção de pessoas, e tão pouco incorram em julgamentos injustos, e afastem toda atitude de avareza;

- Afastando-se do mal, evitem os escândalos que possam fragilizar a comunidade a eles confiadas, embora tenham a fraqueza própria da condição humana;

- Vigilantes e orantes não caiam nas tentações das quais ninguém está livre, sobretudo do ter, poder e ser; ou seja, acúmulo, domínio e prestígio;

- Deem testemunho cotidiano das virtudes divinas: fé comprovada; esperança no Senhor; zelosos na prática da caridade que jamais passará.

Enfim, Senhor Deus, rezamos por todos os Presbíteros, para que cresçam cada dia na devoção à Virgem Maria, para que, na imitação de suas virtudes, vivam cada vez mais frutuosamente a graça da vocação, reavivando sempre no coração a chama do primeiro amor. Amém.

Meditai sobre a Paixão do Senhor... (Domingo de Ramos)

                                                        

Meditai sobre a Paixão do Senhor...

“Meditai sobre a Paixão do Senhor,
Aumentai a caridade em vossos corações,
Consolidai a vossa fé, Renovai a vossa esperança.
Entrai em íntima comunhão com o Senhor!”

Ao celebrar o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, iniciaremos a Semana Santa, e somos enriquecidos pelo Sermão do Bispo Santo André de Creta (séc. VI):

“Vinde, subamos juntos ao monte das Oliveiras e corramos ao encontro de Cristo, que hoje volta de Betânia e se encaminha voluntariamente para aquela venerável e Santa Paixão, a fim de realizar o Mistério de nossa salvação.

Caminha o Senhor livremente para Jerusalém, Ele que desceu do céu por nossa causa – prostrados que estávamos por terra – para elevar-nos consigo bem acima de toda autoridade, poder, potência e soberania ou qualquer título que se possa mencionar (Ef 1,21), como diz a Escritura.

O Senhor vem, mas não rodeado de pompa, como se fosse conquistar a glória. Ele não discutirá, diz a Escritura, nem gritará, e ninguém ouvirá Sua voz (Mt 12,19; cf. Is 42,2). Pelo contrário, será manso e humilde, e Se apresentará com vestes pobres e aparência modesta.

Acompanhemos o Senhor, que corre apressadamente para a Sua Paixão e imitemos os que foram ao Seu encontro. Não para estendermos à Sua frente, no caminho, ramos de oliveira ou de palma, tapetes ou mantos, mas para nos prostrarmos a Seus pés, com humildade e retidão de espírito, a fim de recebermos o Verbo de Deus que Se aproxima, e acolhermos Aquele Deus que lugar algum pode conter.

Alegra-Se Jesus Cristo, porque deste modo nos mostra a Sua mansidão e humildade, e Se eleva, por assim dizer, sobre o ocaso (cf. Sl 67,5) de nossa infinita pequenez; Ele veio ao nosso encontro e conviveu conosco, tornando-Se um de nós, para nos elevar e nos reconduzir a Si.

Diz um Salmo que Ele subiu pelo mais alto dos céus ao Oriente (cf. Sl 67,34), isto é, para a excelsa glória da Sua divindade, como primícias e antecipação da nossa condição futura; mas nem por isso abandonou o gênero humano, porque o ama e quer elevar consigo a nossa natureza, erguendo-a do mais baixo da terra, de glória em glória, até torná-la participante da Sua sublime divindade.

Portanto, em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de folhagens que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu verdor, prostremo-nos aos pés de Cristo.

Revestidos de Sua graça, ou melhor, revestidos d’Ele próprio, – vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo (Gl 3,27) – prostremo-nos a Seus pés como mantos estendidos.

Éramos antes como escarlate por causa dos nossos pecados, mas purificados pelo Batismo da salvação, nos tornamos brancos como a lã. Por conseguinte, não ofereçamos mais ramos e palmas ao vencedor da morte, porém o prêmio da Sua vitória.

Agitando nossos ramos espirituais, O aclamemos todos os dias, juntamente com as crianças, dizendo estas Santas Palavras: “Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel”.

Ele desceu do céu e veio ao nosso encontro: um Deus que Se faz Homem, assume a nossa condição, faz-Se um de nós, igual a nós, menos no pecado, para exatamente destruí-lo e nos redimir como criaturas novas.

Não conhecendo o pecado, numa perfeitíssima oferenda agradável ao Pai, sacrifica-Se por Amor à humanidade, ensinando e vivendo o caminho do Amor e fidelidade, doação e entrega em favor do próximo. Fez-Se grão de trigo caído por terra para germinar e produzir frutos abundantes de vida, alegria e paz.

É este Jesus que acolhemos como Salvador; Aquele que entrou em Jerusalém aclamado por todos, com ramos deitados para que sobre eles passasse.


Não fiquemos insensíveis ao convite do Bispo, em seu Sermão e prostremo-nos diante do Senhor, e a Ele demos toda honra, glória, poder e louvor:

“... em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de folhagens que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu verdor, prostremo-nos aos pés de Cristo. Revestidos de Sua graça, ou melhor, revestidos d’Ele próprio, – vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo (Gl 3,27) – prostremo-nos a Seus pés como mantos estendidos”

Sejam os ramos a expressão de que somente n’Ele e com Ele encontramos vida, somente diante d’Ele nossos joelhos se dobrem, e ternamente nossa língua proclame que Jesus é o Senhor.

Será a grande Semana em que a Igreja nos convida ao recolhimento, ao silêncio e a Oração, a frutuosa meditação da Paixão do Senhor, para que aumente em nós a caridade, consolidando a fé e renovando a esperança.  

Em poucas palavras... (Semana Santa)

                                                



Celebremos e vivamos O Mistério da Semana Santa

 

Somos discípulos missionários do Senhor, do Servo Sofredor e vencedor, porque o Pai O Ressuscitou, e em Seu nome, nos enviou o Seu Espírito: acreditemos, contemplemos e imitemos a Paixão do Senhor, morrendo com Ele, para com Ele também ressuscitarmos.

 

 

Deixemos tudo para seguir o Senhor (Semana Santa)

                                                       


                                            Deixemos tudo para seguir o Senhor 

Assim lemos no início do Evangelho de Marcos (Mc 1,16-20):

“Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e André, o irmão de Simão. Lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Disse-lhes Jesus: ‘Vinde em meu seguimento e Eu farei de vós pescadores de homens’.

E imediatamente, deixando as redes, eles O seguiram. Um pouco adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, eles também no barco, consertando as redes. E logo os chamou. E eles, deixando o pai Zebedeu no barco com os empregados, partiram em Seu seguimento.”

O Evangelista acentua que os discípulos, “abandonando tudo, seguiram a Jesus” (cf. Mc 1,18.20); no entanto, ao narrar a hora da Paixão de Jesus, o Evangelista nos diz:

“Então, abandonando-O, fugiram todos.” (Mc 14,50).

Também nós somos chamados peço Senhor para segui-Lo, como discípulos missionários Seus, vivendo com Ele o Mistério de Sua Paixão, para também celebrarmos a Sua Ressurreição, assim como nos exortou o São Gregório de Nazianzo (séc. IV):

“...imitemos com os nossos sofrimentos a Paixão de Cristo, honremos com o nosso sangue o Seu Sangue, e subamos corajosamente à Sua Cruz”.

Vivamos intensamente a Semana Santa, renovando nossa fidelidade incondicional e para sempre ao Senhor, não obstante as provações, dificuldades, as noites escuras que, por vezes, temos que passar; convictos de que, com Ele, somos mais que vencedores, porque cremos que Ele morreu, mas por Deus foi ressuscitado, e assim o será com todos aqueles que n’Ele viver e crer, como Ele mesmo nos assegurou.

Ó “Hóspedes de minha alma”

                                                    


Ó “Hóspedes de minha alma”

Celebraremos e viveremos a Semana Santa, como tempo favorável para o recolhimento e contemplação do imensurável amor de Deus por nós, em sua expressão máxima na morte do Filho na Cruz, reflitamos estas palavras da Carmelita Santa Elizabeth da Trindade (1880-1906):

“O amor habita em nós, onde meu único exercício é reentrar em mim, e lá perder-me naqueles que ali habitam. A felicidade da minha vida é a intimidade com os Hóspedes da minha alma”.

Oremos:

Ó “Hóspedes de minha alma”, afastai-me de todos os ruídos que me impeçam a reentrada em mim mesmo, a fim de que redescubra sempre Vossa morada em mim.

Ó “Hóspedes de minha alma”, libertai-me de tudo aquilo que me cega e não me permite vê-Los, habitando como mais belos hóspedes, no mais profundo de mim.

Ó “Hóspedes de minha alma”, ajudai-me a encontrar a felicidade autêntica, que tão somente podeis me dar, fortalecendo minha intimidade Convosco.

Ó “Hóspedes de minha alma”, fortalecei-me na alegria de Vos ter na mais perfeita intimidade, e que esta alegria possa a muitos inflamar, sobretudo os mais frágeis e necessitados de solidariedade.

Ó “Hóspedes de minha alma”, que jamais me separe de Vós, que sois Um em cada um nós, vivendo com coragem e fidelidade a “loucura da Cruz”, a Verdadeira Sabedoria que ilumina o mundo. Amém.

Celebremos ativa e piedosamente a Semana Santa, a Semana Maior

                                                   


Celebremos ativa e piedosamente a Semana Santa, a Semana Maior
 
Como Igreja, celebraremos a Semana Santa, chamada também de a Semana Maior (por seu conteúdo, importância e riqueza para a fé que professamos), como um tempo forte de silêncio e oração, de tal modo que poderemos rever como testemunhamos nossa fé e como nos relacionamos com nosso próximo, pois a fé sem obras é morta, como nos fala o Apóstolo em sua Carta (Tg 2, 14-18).
 
São dias memoráveis, que começam com o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, e, de modo especial, o Tríduo Pascal, que inicia com a Missa da Quinta-feira Santa, quando celebramos a Instituição da Eucaristia, Mandamento Novo do Amor e o Sacramento da Ordem; a Sexta-Feira Santa da Paixão e Morte do Senhor; o Sábado Santo culminando com a mais antiquíssima e bela Vigília Pascal, ao anoitecer; e chegando ao ápice do Domingo da Páscoa e da Ressurreição do Senhor.
 
A fé, para que seja autêntica, deve ser operativa, ou seja, levar ao compromisso social e comunitário. Belos discursos não bastam; é preciso uma bela prática, pois a religião autêntica transparece nos gestos concretos de amor e solidariedade, fraternidade, serviço, partilha, perdão, para que não façamos da religião uma mentira, um engano, uma evasão, uma omissão nos sagrados compromissos de solidariedade e misericórdia com nosso próximo, sobretudo no cumprimento do Novo Mandamento que Ele nos deu: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (cf. Jo 15,12).
 
Com a Celebração da Semana Santa, nos unimos mais intensamente ao Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Ele configurados, como peregrinos da esperança, testemunhas de sua ternura, compaixão, proximidade e misericórdia, no cuidado e promoção da vida humana, no cuidado da criação e da nossa Casa Comum.
 

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG