quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Olhos da alma fixos em Jesus
Em poucas palavras...
Maná: prefiguração da Eucaristia
“É com base nesta harmonia dos dois Testamentos (Dei Verbum 14-16) que se articula a catequese Pascal do Senhor (Lc 24,13-49) e, depois, a dos Apóstolos e dos Padres da Igreja.
Esta catequese desvenda o que estava oculto sob a letra do Antigo Testamento: o mistério de Cristo. É chamada «tipológica», porque revela a novidade de Cristo a partir das «figuras» (tipos) que a anunciavam nos fatos, palavras e símbolos da primeira Aliança.
Por esta releitura no Espírito de verdade a partir de Cristo, as figuras são desvendadas (2 Cor 3,14-16).
Assim, o dilúvio e a arca de Noé prefiguravam a salvação pelo Batismo (1 Pd 3,21), tal como a nuvem, a travessia do Mar Vermelho e a água do rochedo eram figura dos dons espirituais de Cristo (1 Cor 10,1-6); e o maná do deserto prefigurava a Eucaristia, «o verdadeiro Pão do céu» (Jo 6, 48).” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n.1094
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
A força indispensável da oração
A força indispensável da oração
Testemunhar a fé em todo o tempo
Testemunhar a fé em todo o tempo
Sejamos enriquecidos pelo Sermão Escrito por Orígenes (séc. III):
“Senhor, salva-nos, que estamos perecendo. Era tanto o temor que tinham, estavam tão perturbados e tão fora de si, que chegaram ao Senhor com grande alteração, sem descanso nem sossego, mas muito apressados, e lhe disseram assim: Senhor, salva-nos, que estamos perecendo.
Ó bem-aventurados e verdadeiros discípulos de Deus! Tendes convosco ao verdadeiro Senhor e Salvador do mundo, e temeis algum perigo? Tendes convosco a vida, e temeis a morte? Tendes presente ao Criador do mar, e lhe despertais com medo da tempestade? Como? Pois não basta seu poder, mesmo que com o corpo durma, para amansar as ondas e aplacar a tempestade?
Mas a isto responderão estes santos e tão amados discípulos: ‘Agora nós somos pequenos, somos fracos, não estamos fortificados na fé, e por isso tememos, ainda não vimos a cruz do Senhor; ainda não fomos confirmados na gloriosa Paixão e triunfante Ressurreição; na sua maravilhosa Ascensão aos céus; não nos visitou com a vinda do Espírito Santo sobre nós, e desta forma não vos maravilheis de que sejamos fracos e temamos, e por isso mesmo ouvimos muitas vezes que, repreendendo-nos, o Senhor nos chama homens de pouca fé, e tudo o sofremos com amor e humildade para segui-Lo’.
Por que estais tão medrosos, homens de pouca fé? Por que não tendes fortaleza? Por que não tendes perfeita confiança e segurança? Como?
E se a morte vos viesse, não seria motivo que com muita constância a sofrêsseis? Não sabeis que a fortaleza é virtude necessária para sofrer tudo o que nos sobrevém?
Qualquer perigo e tribulação, até a própria morte se sofre com a fortaleza: a fortaleza também é útil contra os prazeres, riquezas e honras do mundo, porque com ela nos defendemos para não nos ensoberbecermos, para não desvanecermos.
Porque a fortaleza nos ensina a não menosprezar aos nossos inimigos, nem ter em pouca consideração aos pobres humildes; ensina-nos como não devemos esquecer-nos de Deus, nem desamparar ao nosso Criador, nem ser-lhe ingratos; e de uma coisa vos aviso: que se é necessária a virtude da fortaleza para combater as adversidades e as dificuldades, para armar-se da fé e sofrer tudo por Deus, não é menos necessária para saber usar das honras, riquezas e prosperidades que o mundo nos dá, para que não nos sirvam de ciladas em que o diabo nos amarre.
Portanto, por que estais perturbados, ó homens de pouca fé? Se crestes que Eu sou verdadeiramente Deus, Criador de todas as coisas, e por isso me seguistes e me tomastes por Mestre, como duvidais que o que Eu criei esteja em meu poder e ao meu comando? Por que duvidastes, ó homens de pouca fé? Não sabeis que está escrito que aquele que pouco crê será repreendido; e o que nada crê, será menosprezado? Os fracos na fé serão repreendidos, os que forem completamente alheios à fé serão castigados.
Então, levantando-se, ordenou aos ventos e ao mar, e houve grande calmaria. O grande profeta disse: E levantando-se o Senhor como quem dormia, ou como um poderoso embriagado por vinho, feriu a todos os seus inimigos nas costas; agora, levantando-se, ordenou aos ventos e ao mar, e houve grande calmaria. Ordenou aos ventos e ao mar como seu Criador que era: ordenou aos seus como poderoso, ordenou aos ventos como seu Senhor, e ordenou-lhes antes por seus discípulos, para que eles, vendo-o, fossem confirmados na fé.” (1)
Também nós, podemos passar por momentos difíceis, em que devemos testemunhar nossa fé em Deus, e n’Ele colocar toda a nossa confiança.
Urge que não vacilemos na fé, nem esmoreçamos na esperança e não esfriemos na caridade (Papa São Leão Magno - séc. V), a fim de que sejamos resistentes na tentação, pacientes na tribulação e agradecidos a Deus nos mais preciosos sinais de prosperidade.
(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - pp. 412-414
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
O amor deseja ardentemente ver Deus
Em poucas palavras...
“Amor pede amor...”
“Amor pede amor, mas para ser autêntico, mais que uma resposta ‘vertical’ de amor para com Deus, Ele nos pede amor para com os irmãos: ‘Nisto vos reconhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros’ (Jo 13,35; 1 Jo 4,12-20).” (1)
(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus – Comentário da passagem (1Jo 4,7-10) – p. 148





