terça-feira, 6 de janeiro de 2026
"Amor, obediência e alegria" (07/05)
Em poucas palavras...
A obediência de Maria, a “Mãe dos vivos”
"Como diz Santo Irineu, 'obedecendo, Ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano'.
Eis porque não poucos Padres afirmam, tal como ele, nas suas pregações, que 'o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou, com a sua incredulidade, desatou-o a Virgem Maria com a sua fé' (Santo Irineu); e, por comparação com Eva, chamam Maria a 'Mãe dos vivos' e afirmam muitas vezes: "a morte veio por Eva, a vida veio por Maria"» (Lumen Gentium 56).” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 494
Obediência com liberdade e não subserviência
Obediência com liberdade e não subserviência
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 17,22-27), que nos apresenta a questão do pagamento do imposto do Templo.
Sejamos enriquecidos pelo comentário do Missal Cotidiano:
“Entretanto, para que sua ‘liberdade’ (não compreendida) não ofenda o senso comum, enquanto o tributo tinha um significado religioso, paga por si e por Pedro. Ante problemas semelhantes - cumprir ou não certos ‘deveres’ sociais ou políticos - o exemplo de Jesus mostra que, obedecer ‘com liberdade’, e não por subserviência, e pagar um justo tribuno à convivência humana.” (1)
Muitas vezes, somos colocados diante de questões que pedem a mesma atitude que nos ensina o Divino Mestre: embora sendo Filho de Deus, e portanto isento, obedece com total liberdade por causa de questões maiores, a causa do Reino, a fim de que sejam evitados eventuais escândalos:
“Neste caso, porém, para que não haja escândalo, Jesus procede contrariamente à Sua forma de pensar.” (2)
Por causas maiores, também somos chamados à mesma atitude, no entanto, não a fazer por subserviência, mas com a convicção e sem jamais a perda da liberdade na ação realizada.
Somente com a ação e presença do Espírito Santo, poderemos fazer os necessários discernimentos para as necessárias tomadas de decisões, sem jamais trair os princípios da ética e da vontade divina.
(1) Missal Cotidiano - Editora Paulus - p. 1135
(2)Lecionário Comentado - Volume II do Tempo Comum - Editora Paulus - p. 104
Peregrinar na esperança na fidelidade ao Amor de Deus
Peregrinar na esperança na fidelidade ao Amor de Deus
Com a passagem da primeira Carta de São João (1Jo 4,7-10), contemplamos a face de Deus, o ser de Deus – “Deus é Amor”; portanto, a comunidade precisa deixar-se envolver pelo amor, que é a essência de Deus: um amor incondicional, gratuito, desinteressado, radical e total.
O amor a ser vivido não é algo secundário, é o absolutamente essencial na vida cristã e deve transparecer em gestos, no dia a dia, na fecunda expressão da comunhão com Deus.
Os discípulos, portanto, vivem no amor que os faz homens novos; empenham-se pela libertação própria e do outro.
Quando amamos e guardamos o Mandamento de Deus, Ele permanece em nós e nós n’Ele, e toda a comunidade é convidada a viver o essencial: o Mandamento do Amor; constituindo-se como a comunidade do amor e que vive do amor, anunciando, dialogando, servindo e testemunhando a Salvação de Deus que se destina a todos os povos.
Sentir-se por Deus amado para amar, e tão somente comunicaremos o Amor de Deus se nos sentirmos por Ele amados.
A caridade vivida, dia após dia, aceitando e enfrentando as contradições da vida, com a determinação de superação, conscientes de que somente o amor está em condições de dar sentido e significado a cada fato, a cada momento.
Deste modo, a comunidade deve ter um rosto, deve ser como um "cartaz vivo" do Amor de Deus, um amor em sua expressão máxima: o amor de Cruz, da Cruz, pela Cruz, na Cruz.
Muito mais que uma humanidade que anseia por Deus, é Deus que anseia pela humanidade, em compaixão, Se encontrando naquela Cruz.
Reflitamos:
- Vivenciamos o amor incondicional, gratuito, desinteressado, comprometido e solidário para com o próximo?
- Sentimos a presença de Deus em nosso meio?
- Levamos a sério o Mandamento do Amor?
- Sentimo-nos amigos de Jesus?
- Qual é a verdade de nossa alegria, entusiasmo e paixão pelo Senhor e o Reino por Ele inaugurado?
- Estamos comprometidos com a busca e a construção de um mundo novo?
- Somos uma comunidade que testemunha e faz transparecer o Amor de Deus?
Peregrinar na esperança e viver o Mandamento do Amor, o Amor pela Fonte de Amor, Jesus, que em Amor incondicional, incrível, extremo, não fugiu da Cruz (doação, entrega, fidelidade, redenção...), a mais bela de todas as lições que devemos aprender, permanentemente.
Batizar-se e se tornar discípulo do Filho amado (Batismo - Ano C)
Vivamos o Batismo seguindo os passos de Jesus, vivendo em comunhão entre nós, tendo d’Ele mesmos sentimentos, como disse Paulo (Fl 2,5), vivendo na humildade, despojamento e obediência incondicional a Deus, com a força do Espírito.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Em poucas palavras...
“Se rasgam com açoites o corpo de Jesus...”
“Se rasgam com açoites o corpo de Jesus, Maria sente todas essas feridas; se lhe atravessam com espinhos a cabeça, Maria sente-se dilacerada pela ponta desses espinhos; se lhe apresentam fel e vinagre, Maria experimenta todo esse amargor; se lhe estendem o corpo sobre a cruz, Maria sofre toda essa violência” (1)
(1) A. Tanquerey, La divinización del sufrimiento, pág. 108
Em poucas palavras...
Palavras, milagres, prodígios e sinais feitos por Jesus
“Jesus acompanha as suas palavras com numerosos «milagres, prodígios e sinais» (At 2,22), os quais manifestam que o Reino está presente n'Ele. Comprovam que Ele é o Messias anunciado (Lc 7,18-23).” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 547






