quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Amor, quem o tem tudo supera!
Nada somos sem a Sabedoria Divina
E, assim, os desafios enfrentaremos e os venceremos!
Problemas...
Exultemos de alegria no Senhor
‘O Amigo do homem,fez-Se Homem nascendo da Virgem"
À luz do Sermão do Bispo de Constantinopla, São Proclo (Séc. V), reflitamos sobre o nascimento de Jesus, nascido de uma Virgem.
“Alegrem-se os céus nas alturas, e que as nuvens façam chover a justiça, porque o Senhor Se compadeceu de Seu povo (cf. Is 45,8).
Alegrem-se os céus nas alturas porque, quando eles foram criados no princípio, Adão foi igualmente formado da terra virgem pelo Criador. Tornou-se assim amigo e familiar de Deus.
Alegrem-se os céus nas alturas porque agora, pela Encarnação de Nosso Senhor, a terra foi santificada, e o gênero humano libertado dos sacrifícios idolátricos.
Que as nuvens façam chover a justiça, porque hoje o pecado de Eva foi apagado e perdoado pela pureza da Virgem Maria e pelo Deus e Homem que dela nasceu. Hoje, Adão, passada a antiga condenação, foi libertado daquela horrível e tenebrosa sentença.
Cristo nasceu da Virgem, dela recebendo a natureza humana, conforme a livre disposição da Providência divina: A Palavra se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14); deste modo, a Virgem se tornou Mãe de Deus.
Ela é Virgem e Mãe, porque gerou a Palavra encarnada sem participação de homem. Conservou, porém, a virgindade, a fim de pôr em relevo o nascimento miraculoso d’Aquele que assim determinara que fosse.
Ela é mãe da Palavra divina segundo a substância da natureza humana. Nela, a Palavra se fez homem, nela, realizou a união das duas naturezas e, por ela, foi dada ao mundo, segundo a sabedoria e a vontade d’Aquele que opera prodígios. Como diz São Paulo: Dos Israelitas é que Cristo descende, quanto à Sua humanidade (cf. Rm 9,5).
Com efeito, Ele foi, é e será sempre o mesmo. Todavia, Se fez homem por causa de nós. Aquele que ama o homem, Se fez Homem, o que antes não era. Mas Se fez homem, permanecendo ao mesmo tempo Deus, sem mudança de espécie alguma.
Fez-Se, portanto, semelhante a mim por causa de mim. Fez-Se o que não era, conservando, no entanto, o que era. Finalmente, Se fez homem para que, tornando Seus os nossos sofrimentos, nos tornasse capazes da adoção de filhos, e nos concedesse o Reino.
Que sejamos dignos desse Reino pela graça e a misericórdia do Senhor Jesus Cristo. A Ele, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, sejam dados glória, honra e poder, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém”.
Refletir sobre o Mistério da Encarnação do Senhor, é sempre enriquecedor para mergulharmos no Mistério do Amor de Deus por nós, como nos é apresentando neste precioso Sermão.
Transborde nosso coração, pela Encarnação de Nosso Senhor, pois por meio dela:
- “a terra foi santificada, e o gênero humano libertado dos sacrifícios idolátricos”;
- “o pecado de Eva foi apagado e perdoado pela pureza da Virgem Maria e pelo Deus e Homem que dela nasceu”;
- foi passada a antiga condenação de Adão, fomos libertos “daquela horrível e tenebrosa sentença”;
- Jesus Se fez igual a nós por causa de nós: Fez o que não era, conservando, no entanto, o que era”;
- Ele Se fez Homem para que, tornando Seus os nossos sofrimentos, nos tornasse capazes da adoção de filhos, e nos concedesse o Reino.
Alegremo-nos e exultemos no Senhor, pelo Mistério de Sua Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição.
Glorifiquemos ao Pai por meio do Filho na plena Comunhão com o Seu Espírito. Amém.
“A paz segundo São Leão Magno”
ao mesmo tempo, abrimos as mesmas para Novo Ano.
Em poucas palavras... (Mãe de Deus)
“Maria é, verdadeiramente, Mãe de Deus”
“Chamada nos Evangelhos «a Mãe de Jesus» (Jo 2, 1; 19, 25; Mt 13,55), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito Santo e desde antes do nascimento do seu Filho, como «a Mãe do meu Senhor» (Lc 1, 43).
Com efeito, Aquele que Ela concebeu como homem por obra do Espírito Santo, e que Se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne, não é outro senão o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima Trindade.
A Igreja confessa que Maria é, verdadeiramente, Mãe de Deus («Theotokos») (Concílio de Éfeso – 431 d.C).” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.495





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