quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Uma conversa hipotética e interminável...(28/08)

                                                               

Uma conversa hipotética e interminável...

Livre pensar sem pretensão alguma mais, 
a não ser de ajudar a crescer e amadurecer 
no que há de essencial do cristianismo: Amar!

Livre pensar para evangelicamente amar!
Livre pensar para o Mandamento Maior vivenciar.

Livre pensar para melhor viver e proclamar.
Livre pensar para o amor anunciar e testemunhar!

Apóstolo Paulo, diga-me duas palavras apenas sobre o amor:

 O amor é a plenitude da lei” e “O amor jamais passará”
(muito mais do que três você poderia dizer com suas Cartas).

E permita-me pedir a terceira:

 “Nada fiqueis devendo, a não ser o amor mútuo”.

Santo Agostinho, diga-me duas palavras também:

 A medida do amor é amar sem medida."
 “Ame e faça o que quiseres”.

E uma terceira, se também eu puder pedir:

 “Tarde Te amei, ó beleza tão antiga e tão nova...”

Transcorridos séculos pergunto a um cantor/poeta:

 Qual é o sinônimo de amor e ele me responderá:
 “Sinônimo de amor é amar!”

E um outro assim cantou:

 "Por ser exato, o amor não cabe em si. Por ser encantado, o amor revela-se. Por ser amor, invade e fim".

Hipotética e interminável conversa, 
por que o amor é indizível!

Quanto se diga, quanto se há de viver...
Quanto há de se amar, dívida salutar...
A dívida de amor é amar!

Ó maravilhosa dívida que a todos nos enriquece,
Quanto mais a pagamos,
Mais a vida de teias consistentes se tece!

Em poucas palavras...(28/08)

                                                          


Jesus: ora em nós, por nós e recebe a nossa Oração 

“Ele ora por nós como nosso Sacerdote; ora em nós como nossa cabeça e recebe a nossa Oração como nosso Deus. Reconheçamos n’Ele a nossa voz, e em nós a Sua voz. (...) 

Ele ora na Sua condição de servo, e recebe a nossa Oração na Sua condição de Deus; ali é criatura, aqui o Criador; sem sofrer mudança, assumiu a condição mutável da criatura, fazendo de nós, juntamente com Ele, um só homem, cabeça e corpo. Nossa Oração, pois, se dirige a Ele, por Ele e n'Ele; oramos juntamente com Ele e Ele ora juntamente conosco.”  (1)

 

(1) Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja – séc. V 

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Fidelidade aos Dez Mandamentos (25/08)

Fidelidade aos Dez Mandamentos

Na Liturgia, da segunda-feira da 17ª Semana do Tempo Comum (ano ímpar), ouvimos, na primeira Leitura, a passagem do Livro do Êxodo (Ex 32,15-24.30-34), retrata o retorno de Moisés do cume da montanha, trazendo em suas mãos as duas Tábuas da Aliança, escritas de ambos os lados, como obra de Deus.

Retrata também a infidelidade o povo de Deus que inclinado ao mal, com a fabricação do bezerro de ouro para adoração, caindo no pecado da idolatria.

Voltemos às Tábuas trazidas por Moisés: eram elas, o Decálogo , o  coração da Aliança no Sinai; uma síntese da Lei e são como “balizas” para a nossa vida, nossa conduta e atitudes em relação a Deus e ao próximo. Como “sinais de trânsito”, assegura o percurso para a liberdade e vida verdadeira: “A formulação das Dez Palavras, na sua maioria negativas, varia na extensão: mais ampla a que diz respeito á relação com Deus; muito concisa a que concerne a relação com o próximo” (1)

Mas, esta Lei não é uma imposição externa, pois se trata de Dez Palavras de vida: “É um caminho traçado, diante de nós e dentro de nós, para guardarmos e saborearmos as belezas da vida” (2).

A Aliança do Povo com Deus implica em obrigações fundamentais diante d'Ele, e elas são sintetizadas nos Dez Mandamentos. Javé tem que ser a referência e o valor absoluto na vida do Povo de Deus para que não volte à velha escravidão e opressão da qual o Senhor os libertou, pois Deus quer ser adorado por um Povo livre e feliz.

A maior parte dos Mandamentos, de outro lado, assegura relações comunitárias e fraternas, sem egoísmo e cobiça.

Sendo o Senhor dono do templo, deveria receber toda adoração, e não se poderia adorar os ídolos que O substituiria e levaria inexoravelmente o Povo para nova escravidão: egoísmo, autossuficiência, injustiça, comodismo, paixões, cobiça, exploração.

Curvar-se-ia diante de outros “deuses”: dinheiro, poder, afetos humanos, realização profissional, reconhecimento social, interesses egoístas, valores da moda e ideologias que se contrapõem a Lei do Senhor.

Portanto, a Lei exerce uma função fundamental para que não se caia em nova escravidão, como fora experimentada no Egito: “A Lei é a Palavra que estabelece a relação entre nós e o Senhor, uma Palavra que não nos limitaremos a cumprir exteriormente, mas que escutaremos e compreenderemos com uma participação intensa do coração” (3).

No Novo Testamento, Jesus sintetizará os Mandamentos em dois: “E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Mc 12, 29-31).

Segundo o Bispo Santo Agostinho: “Esses dois Preceitos devem ser sempre lembrados, meditados, conservados na memória, praticados, cumpridos. O amor de Deus ocupa o primeiro lugar na ordem dos Preceitos, mas o amor do próximo ocupa o primeiro lugar na ordem da execução. Pois, quem te deu esse duplo preceito do amor não podia ordenar-te amar primeiro ao próximo e depois a Deus, mas primeiramente a Deus e depois ao próximo”.

Concluindo, o Papa Bento XVI, em sua Encíclica “Deus caritas est”, assim afirmou: “O amor ao próximo é também uma estrada que conduz a Deus. Não amar o próximo é tornar-se míope de Deus”.

Reflitamos:
 -   Como vivemos os Dez Mandamentos da Lei de Deus?
 -   De que modo amamos e servimos ao Deus Vivo e Verdadeiro?
 -   Existe algum ídolo que nos afasta deste Deus?
 -   Como é a nossa relação com Deus?
 -   Como é nossa relação com nosso próximo?

Oremos:

Ó Deus de Amor, suplicamos o Vosso Espírito Santo, Espírito de Amor, para que vivamos um amor verdadeiro, fiel, profundo e sofredor, para que mais configurados ao Vosso Filho sejamos e vivamos a fidelidade aos ensinamentos e Mandamento do Amor que Ele nos deu, curados de toda a miopia espiritual, e assim, a Trindade amar na primeira ordem dos preceitos e ao próximo em primeiro lugar na ordem da execução. Amém.


PS: Fonte de pesquisa: www.Dehonianos.org/portal
(1) Lecionário comentado – volume I – Tempo Comum - Ed. Paulus – Lisboa – p. 793
(2) idem p. 794
(3) Idem p. 797


PS: Apropriado para o terceiro Domingo da Quaresma - ano B

domingo, 24 de agosto de 2025

São Bartolomeu: a sinceridade do Apóstolo

                                          


São Bartolomeu: a sinceridade do Apóstolo

No dia 24 de agosto, em que celebramos a Festa do Apóstolo São Bartolomeu, somos enriquecidos pelo “Tratado sobre a prescrição dos hereges”, escrito pelo Presbítero Tertuliano (Séc. III), sobre a pregação apostólica, a qual ambos deram imensa contribuição.

“Cristo Jesus, nosso Senhor, durante a Sua vida terrena, ensinou quem era Ele, quem tinha sido desde sempre, qual era a vontade do Pai que vinha cumprir e qual devia ser o comportamento do homem. Ensinava estas coisas ora em público, diante de todo o povo, ora em particular, aos Seus discípulos.

Dentre estes escolheu doze para estarem ao Seu lado, e que destinou para serem os principais mestres das nações. Quando, depois da Sua Ressurreição, estava prestes a voltar para o Pai, ordenou aos onze – pois um deles se havia perdido – que fossem ensinar a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Imediatamente os Apóstolos (palavra que significa “enviados”) chamaram por sorteio a Matias como duodécimo para ocupar o lugar de Judas, segundo a profecia contida num salmo de Davi.

Depois de receberem a força do Espírito Santo com o dom de falar e de realizar milagres, começaram a dar testemunho da fé em Jesus Cristo na Judeia, onde fundaram Igrejas; partiram em seguida por todo o mundo, proclamando a mesma doutrina e a mesma fé entre os povos.

Em cada cidade por onde passaram fundaram Igrejas, nas quais outras Igrejas que se fundaram e continuam a ser fundadas foram buscar mudas de fé e sementes de doutrina. Por esta razão, são também consideradas apostólicas, porque descendem das Igrejas dos Apóstolos.

Toda família deve ser necessariamente considerada segundo sua origem. Por isso, apesar de serem tão numerosas e tão importantes, estas Igrejas não formam senão uma só Igreja: a primeira, que foi fundada pelos apóstolos e que é origem de todas as outras. Assim, todas elas são primeiras e apostólicas, porque todas formam uma só. A comunhão na paz, a mesma linguagem da fraternidade e os laços de hospitalidade manifestam a sua unidade. Estes direitos só têm uma razão de ser: a unidade da mesma tradição sacramental.

Se quisermos saber o conteúdo da pregação dos Apóstolos, e, portanto, aquilo que Jesus Cristo lhes revelou, é preciso recorrer a estas mesmas Igrejas fundadas pelos próprios Apóstolos e às quais pregaram quer de viva voz, quer por seus escritos.

O Senhor realmente havia dito em certa ocasião: Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora; e acrescentou: quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade (Jo 16,12-13).

Com estas palavras revelou aos Apóstolos que nada ficariam ignorando, porque prometeu-lhes o Espírito da Verdade que os levaria ao conhecimento da plena verdade. E, sem dúvida alguma, esta promessa foi cumprida, como provam os Atos dos Apóstolos ao narrarem a descida do Espírito Santo.”

Celebrando a Festa deste Apóstolo, renovemos a alegria de participar da missão que o Senhor nos confiou, como batizados, em nome da Santíssima Trindade, que nos acompanha em todos os momentos.

Ontem, como hoje, são muitos os desafios que se colocam frente à missão de proclamar a Boa-Nova, e não podemos jamais permitir que se esfrie ou se apague a chama do primeiro amor, que viveram os primeiros na fidelidade ao Senhor.

Seja o amor derramado em nossos corações, por meio do Espírito, para que firmemos nossos passos, para que sejamos fiéis a Jesus, O Caminho, a Verdade e a Vida que nos assegura vida plena e definitiva a caminho do Pai.

Seu testemunho foi selado com o martírio – esfolado vivo – como era costume penal dos persas.

São Bartolomeu como demais apóstolos seguiram o Caminho, foram iluminados pelo esplendor da Verdade, e deram a Vida pelo Senhor, e hoje estão na comunhão e amor e vida plena: céu.
Agora é o nosso tempo, é a nossa hora a ser vivida, com amor, zelo e ardor total, a fim de que a Boa-Nova seja anunciada em todos os tempos e em todos os lugares.

Oremos:

Ó Deus, fortalecei em nós aquela fé que levou São Bartolomeu a seguir de coração o Vosso Filho, e fazei que, pelas preces do Apóstolo, a Vossa Igreja se torne Sacramento da salvação para todos os povos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém”.

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Em poucas palavras... (28/08)

                                                          


 

“Deus, que nos criou sem nós...”


“«Deus, que nos criou sem nós, não quis salvar-nos sem nós» (Santo Agostinho). 

O acolhimento da sua misericórdia exige de nós a confissão das nossas faltas. 

«Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e para nos purificar de toda a maldade» (1 Jo 1,8-9)." (1)

 

 

(1) Catecismo da Igreja Católica - parágrafo  n. 1847

terça-feira, 12 de agosto de 2025

O sim que Deus espera de nós (XXVIDTCA)

                                                    

O sim que Deus espera de nós

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 21,28-32).

Contemplamos Jesus subindo para Jerusalém na consumação de Sua missão Redentora, e somos convidados a refletir sobre a nossa responsabilidade pessoal na salvação.

Com Ele, temos muito aprender, por amor à vida se entregar e morrer, para com Ele também, um dia, se merecedores, ressuscitar, a glória de Deus contemplar.


Nossa vocação, que é verdadeiramente um Dom Divino, que pressupõe uma resposta humana. Dom, porque uma iniciativa divina, graça por Deus concedida, porém a resposta humana deve ser dada na liberdade da pessoa.

Assim é a história das vocações bíblicas, e o que vemos ao longo de toda a História. Como afirmou o Bispo Santo Agostinho: “Aquele que te criou sem a tua vontade, não te salva se tu não queres”.

Deus é o chamamento, nós somos a resposta, sem fundamentalismos e fanatismos, superficialismos… Deus nos chama e nós respondemos!

Identificados com Jesus, O seguiremos na liberdade, pois foi para a liberdade que Ele nos libertou (Gl 5,1), de modo que a liberdade é fruto do Espírito de Deus oferecido a cada pessoa.

A verdadeira liberdade é viver no amor. Quanto mais amarmos mais livres o seremos. A ausência do amor remete-nos ao passado da escravidão, da vida centrada em si mesmo, marcada pela falsa liberdade que se confunde com libertinagem, que se manifesta no egoísmo, no isolamento, no orgulho, na autossuficiência, no individualismo, no egocentrismo.

Somente se é livre quando se ama… Na resposta ao chamado de Deus, em todo o tempo, exige-se a paciência e confiança em Sua Misericórdia, renúncias, radicalidade da entrega, despojamento, disponibilidade, generosidade, entusiasmo, perseverança, constância, confiança, alegria, liberdade, amor, etc.

Urge que cortemos toda e qualquer amarra que nos impeça de fazer da nossa vida doação total, entrega incondicional, expressa no amor que ama até o fim, até as últimas consequências, assim como fez Jesus, que por amor Se entregou em favor de todos nós – “Tendo nos amado, amou-nos até o fim” (Jo 13, 1).

Nossas comunidades, hoje, são levadas a refletir se, de fato, são comunidades voltadas para o amor, se servem ao Reino na liberdade e alegria.

A Deus se ama e se serve sem hesitações e restrições. Urge que nos coloquemos a caminho, no bom combate da fé, como nos exorta Paulo em sua Carta a Timóteo (1Tm 6,12).

Ao convite amoroso de Deus, só nos resta responder na liberdade, com amor, em alegre e profunda adesão, a serviço do Reino nos colocando…

Deste modo, vemos que a salvação é oferecida a todas as pessoas, e podemos ter atitudes de ingratidão, marcada pela infidelidade, indiferença, fechamento ou docilidade expressa em alegre resposta e adesão contínua e incondicional ao Senhor, com o coração por Ele mais que seduzido, apaixonado, e assim, verdadeiros discípulos missionários d’Ele ser.

Deus, que tanto nos ama, chama a cada um de nós, quer Se encontrar conosco, como alguém assim expressou: “É agora que te amo, é agora que quero encontrar-te, estar contigo”.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

A vigilância e a caridade vivida (28/08)

 


A vigilância e a caridade vivida

“Levai o azeite convosco...”

Reflexão sobre a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 25,1-13), em que nos apresenta a parábola das dez virgens.

Sejamos enriquecidos pelo Sermão n.93 ao Evangelho feito pelo Bispo e Doutor da Igreja Santo Agostinho (354-430), em seu Ser, bispo de Hipona (Norte de África).

“Todas aquelas virgens despertaram, então, e aprontaram as lamparinas. «A meio da noite, ouviu-se um brado». Que brado é este senão aquele de que fala o apóstolo Paulo: «Num instante, num abrir e fechar de olhos, ao som da trombeta final»? «Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados» (1Co 15,52).

Depois deste brado, que soará a meio da noite, que acontecerá? «Todas despertaram». Que quer isto dizer? O próprio Senhor nos diz: «É chegada a hora em que todos os que estão nos túmulos hão de ouvir a Sua voz e sairão» (Jo 5,28) […].

Que querem dizer estas palavras: «Não levaram azeite consigo»? Consigo, quer dizer nos seus corações. […] As virgens insensatas, que não levaram azeite com elas, procuraram agradar aos homens pela sua continência e pelas suas boas obras, simbolizadas pelas candeias.

Ora, se o motivo das suas boas obras é agradar aos homens, elas não levam azeite com elas. Mas vós, levai o azeite convosco; levai-o no vosso interior, onde penetra o olhar de Deus; trazei aí o testemunho de uma boa consciência. […] Se evitais o mal e se fazeis o bem para recolher lisonjas dos homens, então não tendes azeite no interior das vossas almas […].

Antes de estas virgens terem adormecido, não se disse que as suas candeias estivessem apagadas. As candeias das virgens prudentes brilhavam com um vivo fulgor, alimentadas pelo azeite interior, pela paz da consciência, pela glória secreta da alma, devido à caridade que a abrasa.

As candeias das virgens insensatas também brilhavam. E porquê? Porque a sua luz era mantida pelos louvores humanos. Quando se levantaram, isto é, na ressurreição dos mortos, começaram a pegar nas candeias, ou seja, a preparar as contas que deviam prestar a Deus pelas suas obras. Mas, nessa altura, já não haverá ninguém para as elogiar. […] Elas tentarão, como sempre tinham feito, brilhar com o azeite alheio, viver das lisonjas dos homens: «Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas candeias estão a apagar-se»”.

Urge que levemos o azeite no interior de nosso coração, o qual somente Deus pode ver:

“Mas vós, levai o azeite convosco; levai-o no vosso interior, onde penetra o olhar de Deus; trazei aí o testemunho de uma boa consciência”. 

Ressoa aqui as palavras do Senhor, apresentadas por Mateus no desenvolvimento das Bem-Aventuranças:

“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”. (Mt 5,16).

Na vigilância, esperando o Senhor que virá gloriosamente, é preciso que mantenhamos acesas nossas lâmpadas, vivendo a nossa fé que age pela caridade, como falou o Apóstolo Paulo (Gl 5,6).

Levemos, portanto, o “azeite” conosco, no mais profundo de nós, e que nossas obras, discipulado sejam a mais pura expressão do amor de Deus que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm 5,5).

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG