terça-feira, 15 de abril de 2025

A fé no Ressuscitado e a alegria da missão (15/04)

A fé no Ressuscitado e a alegria da missão

Na quarta-feira da 2ª semana do Tempo Pascal, ouvimos a passagem do Evangelho de João (Jo 3,16-21), em nos fala do imenso amor de Deus por nós por meio do Seu Filho Jesus Cristo.

O Evangelista São João convida a contemplar o Amor plenamente revelado por meio de Jesus, como o próprio exclama – “Deus amou tanto o mundo que nos deu o Seu Filho para que quem n’Ele crê não morra, mas tenha a vida eterna”  (Jo 3,16). 

No Antigo Testamento, encontramos na passagem do segundo Livro das Crônicas (2Cr 36,14-16.19-23), a possibilidade da contemplação do  o Amor de Deus.

Ele descreve com densidade própria o caminho da infidelidade do Povo de Deus que o levou ao exílio na Babilônia, e com a mesma beleza descreve a ação de Deus que, em Seu incansável Amor, através de um pagão, com Ciro e o seu Edito, possibilita que Seu povo volte para Jerusalém e recomece sua história. 

Com Deus é sempre possível recomeçar, pois é próprio do Amor de Deus criar novas perspectivas, possibilidades e horizontes.

O Apóstolo Paulo, escrevendo aos Efésios (Ef 2,4-10), também nos fala de um  Deus rico em misericórdia que nos concedeu a Salvação como dom. 

É pela graça que fomos salvos mediante a fé para a prática de boas obras: fomos salvos para as boas obras e não por causa de nossas obras, pois Ele morreu por nós quando ainda éramos pecadores. 

Nas mãos de Deus, somos frágeis instrumentos, e comunicamos o Seu Amor e bondade através de palavras, gestos, em atitudes de partilha e serviço.

No entanto, a contemplação do Amor de Deus deve levar cada um de nós a rever qual é a resposta de amor que estamos dando a Ele.

Reflitamos:

- Como testemunhamos o Mandamento do Amor a Deus e ao próximo?
 De que modo correspondemos ao imensurável Amor de Deus?

- Quais os compromissos que haveremos de renovar, para que os vivamos com maior ardor e sejamos testemunhas do Ressuscitado?

Plenos do Amor Divino, agradecidos pela Salvação que o Senhor nos concede, multipliquemos as boas obras para corresponder a este Amor, sem medir as dificuldades, e nem procurando desculpas diante do muito fazer, pois bem disse Santo Agostinho: “naquilo que se ama, ou não se sente a dificuldade ou ama-se a própria dificuldade...”

Alegremo-nos!  Fomos salvos para as boas obras e não por causa de nossas obras: quanto maior for a nossa gratidão pela Salvação que o Senhor nos alcançou, maior deverá ser a nossa resposta de amor.

Alegremo-nos com a Ressurreição do Senhor! Empenhemo-nos para viver com mais ardor e entusiasmo a nossa missão de discípulos missionários do Senhor, que tanto nos ama, e merece que sejamos melhores! Aleluia!  




PS: Fonte de pesquisa: www.Dehonianos.org/portal

sexta-feira, 11 de abril de 2025

O bom combate da fé (11/04)

O bom combate da fé

“Viver uma fé Pascal consiste em assumir,
com coragem, o bom combate da fé”

No dia 11 de abril a Igreja celebra a Memória de Santo Estanislau, Bispo e Mártir (séc. XI). Ele governou a Igreja como bom pastor, socorrendo os pobres e com grande apreço pelo clero em suas visitas. Foi morto em 1079, sob a ordem do rei Boleslau, ao qual tinha censurado. (1)

A Liturgia das Horas nos apresenta uma reflexão sobre a necessária confiança em Deus no combate da fé, a partir da Carta de São Cipriano, Bispo e Mártir (séc. III), que muito nos ajudará na caminhada de fé em todo o tempo.

“Enquanto combatemos o bom combate da fé, Deus, os Seus Anjos e o próprio Cristo nos contemplam. Como é sublime a glória e magnífica a ventura de lutar na presença de Deus e sermos coroados por Cristo Juiz!

Revestidos de coragem e fortaleza, irmãos caríssimos, preparemo-nos para a luta com pureza do espírito, fé inquebrantável e generosa confiança. Avance o exército de Deus para a batalha que se nos declara.

O santo Apóstolo nos indica como nos devemos armar e preparar: Cingidos os rins com o cinturão da verdade, revestidos com a couraça da justiça, de pés calçados com o zelo de anunciar o Evangelho da paz, embraçando o escudo da fé para apagar todos os dardos inflamados do Maligno e tomando o capacete da salvação e a espada do Espírito que é a Palavra de Deus.

Estas são as armas que devemos tomar, estas as defesas espirituais e celestes com que havemos de nos proteger, para podermos resistir e vencer os assaltos do demônio no dia da prova.

Revistamo-nos com a couraça da justiça, para que o nosso peito fique protegido e seguro contra os dardos do inimigo. Estejam os nossos pés calçados e armados com a doutrina evangélica, para que, ao pisarmos e esmagarmos a serpente, não sejamos mordidos nem vencidos.

Embracemos fortemente o escudo da fé, para que nele se extingam as setas inflamadas do inimigo. Tomemos também o capacete espiritual da salvação para proteger a nossa cabeça: os ouvidos, para não ouvirem os anúncios funestos; os olhos, para não verem as imagens detestáveis; a fronte, para conservar incólume o sinal de Deus; a boca, para confessar vitoriosamente a Cristo, o Senhor.

Armemos finalmente a nossa mão direita com a espada espiritual, para rejeitar com energia os sacrifícios funestos e, lembrando-nos da Eucaristia, tomemos o Corpo do Senhor e vivamos em união com Ele, esperando receber mais tarde das mãos do Senhor o prêmio das coroas celestes.

Fiquem estes pensamentos, irmãos caríssimos, bem gravados nos vossos corações. Se o dia da perseguição nos encontrar nestes pensamentos e meditações, o soldado de Cristo, instruído pelas suas ordens e conselhos, não temerá o combate e estará pronto para a coroa.”

Esta Carta é fundamental para que do bom combate não fujamos, lembrando do ensinamento da Igreja que diz“na vida de fé quem não avança, recua”.

Viver na fé, jamais foi sinônimo de evasão e facilidades. Desde o princípio, e até mesmo antes do Verbo fazer moradia entre nós, Profetas, justos, tementes a Deus não renunciaram ao Amor de Deus e Sua fidelidade.

O sangue de justos e inocentes banhou e marcou a história da humanidade, como o sangue de Santo Estanislau.

Que exemplos como estes, do Apóstolo Paulo, na Carta citado, e do próprio São Cipriano, nos encorajem no bom combate da fé, para que sejamos dignos de alcançar a coroa da glória (2Tm 4, 1-8).


quinta-feira, 10 de abril de 2025

Celebremos mais um ano de Ministério Presbiteral (I) (10/04)

                                                          

Celebremos mais um ano de Ministério Presbiteral (I)

O que é bom poderá ser ainda melhor! 
Rever o caminho, alargar o horizonte...

Celebrar mais um ano de Ministério Presbiteral é tempo favorável para que o Presbítero retome o que ouviu no dia do Sacramento da Ordenação:

“Transmite a todos a Palavra de Deus, que recebeste com alegria. Meditando na Lei do Senhor, procura crer no que leres, ensinar o que creres, praticar o que ensinares. Seja, portanto, a tua pregação alimento para o Povo de Deus e a tua vida, estímulo para os fiéis, de modo a edificares a casa de Deus, isto é, a Igreja, pela palavra e pelo exemplo”.

Somente com o tempo é que se vai tomando consciência do que estas palavras implicam, quão profundas e exigentes o são.

Aponto algumas respostas para esta questão ora apresentada:

- De que modo o Presbítero é sal da terra e luz do mundo, haja vista que já o seria pelo Batismo recebido?

- É preciso configurar-se a Cristo, o Bom Pastor, tendo feito um encontro com Sua pessoa;

- Cultivar intensa e crescente amizade e intimidade com Ele, para levar a tantos outros ao mesmo encontro e amizade;

- Ter Sua Palavra na mente, porque antes impregnou toda sua vida e criou raízes no coração. A Palavra a ser proclamada deverá antes ser interiorizada, por meio da escuta e da meditação, para partilhar ricamente o Evangelho com todos; de modo que será o homem da Palavra e um homem de palavra...

- Ensinar não a sua sabedoria, mas a Sabedoria do Verbo de Deus convidando a todos à conversão e à santidade;

- Mais que anunciador da Palavra ser testemunha viva e eficaz desta Palavra – como crerão na Palavra anunciada, se pelo anunciador não for vivenciada, testemunhada?

- Tornar-se amigo dos pobres para gozar de predileção e amizade de Deus, pois os pobres são por excelência os amigos de Deus;

- Somar-se com o outro em comunidade para romper barreiras que impeçam a luz divina resplandecer (e não poucas são as barreiras que separam povos, famílias, amigos, comunidades...);

- Alimentar-se da Eucaristia, para edificar a comunidade a ele confiada, tornando-a uma comunhão de fiéis, por isto a humildade resplandece em tudo que fala e faz, do menor ao maior compromisso;

- Deixar Deus trabalhar suas limitações, imperfeições próprias de todo ser. O Presbítero não é nunca um super-homem, um super-herói, mas alguém que descobriu e se abriu a graça de Deus, e por isto a alegria lhe tomou conta do coração, e jamais poderá recuar na auspiciosa, maravilhosa, deleitosa missão;

- Por estar sujeito a todas as virtudes e fraquezas da condição humana, cultivar a vigilância ativa, sem perder o horizonte da santidade, que não é algo para amanhã, mas para cada instante – o horizonte da santidade é o momento presente, o aqui e agora de nossa existência;

- Viver uma vigilância ativa acompanhada da busca e revigoramento do equilíbrio afetivo, sexual, psicológico, buscando a maturidade humana e espiritual, a superação das instabilidades, reveses, crises e tentações inerentes ao seu estado de vida e ministério;

- Consumir-se por uma caridade pastoral, ininterruptamente, mantendo acesa permanentemente a chama profética.

- Consumir-se não implicará em ativismo estressante, “esvaziador” de suas forças, fuga de si mesmo ou de algo que o perturbe ou o inquiete. O fazer do presbítero e todo cristão tem apenas uma motivação: o amor, com os olhos fixos em Jesus, coração com Ele em perfeita sintonia;

- Encontrar a profunda e verdadeira liberdade que procede do Espírito e por isto colocar-se profética e incansavelmente contra todo jugo de opressão que ceifa vidas, culturas, valores e povos;

- Falar a linguagem do Espírito, uma linguagem inteligível somente pelos simples, como bem disse Santo Antônio: “Quem está repleto do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, a saber: a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência.”;

- Enamorar-se por Cristo e assim não saberá fazer outra coisa se não possibilitar ao Povo de Deus a mesma experiência; Cristo Homem Deus, o mesmo da Cruz que ora à direita glorioso está... Não um Cristo que signifique evasão, alienação, distanciamentos, fugas, solidão empobrecedora.

Celebremos mais um ano de Ministério Presbiteral (II) (10/04)

                                                        

Celebremos mais um ano de Ministério Presbiteral (II)

Rever o caminho, alargar o horizonte...

- deve ser um homem sacramental, sinal visível do Amor de Deus, em todos os momentos, sobretudo quando celebra os Sacramentos, e celebra não para os outros, mas com os outros, deixando-se impregnar pelo Mistério celebrado, na mais perfeita mistagogia, sobretudo quando celebra a Eucaristia, quando a Palavra prega, quando o Mistério celebra...;

- Deve ser, portanto, um “mistagogo”, homem do Mistério e não misterioso;

- Ser um homem com autoridade não merecida, que não a confundirá com autoritarismo;

- Ter no coração a paciência e serenidade necessárias para ver as sementes do Reino crescer, sem imediatismos estéreis e inconsequentes...;

- Dar testemunho da pobreza, do desapego, da confiança incondicional em Deus, vivendo o celibato não como privação, mas como total liberdade para amar e servir o Povo de Deus, a Igreja que pelo Sacramento da Ordem se entregou;

- Ser alguém que experimentou a misericórdia de Deus quando chamado, porque não o foi por méritos, talvez até por não ter nenhum, mas para que Deus manifeste Sua onipotência através da misericórdia e muitas vezes multiplicada no Sacramento da Penitência;

- Ter a vida iluminada por Deus, portanto iluminadora, como bem disse o Profeta Isaías – “... Se acolheres de coração aberto o indigente e prestares o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia”;

- Fazer com sua vida, obras, gestos de amor evangélico multiplicados, muito mais do que com suas palavras, a luz de Deus brilhar diante dos homens, multiplicando assim os louvores que sobem aos céus, ao Pai, porque a honra, a glória, o louvor somente a Ele pertencem;

- Ser consciente de que nada somos e poderíamos não fosse a graça de Deus. Se méritos há, a Deus tão apenas, porque servos inúteis o somos. Bem disse Santo Agostinho: “Vão pregador da Palavra de Deus externamente, quem não a escuta interiormente” e São Gregório Magno – “Que o pastor seja discreto no silêncio, útil na fala, para não falar o que deve calar, nem calar o que deve dizer”, pois tanto uma palavra inoportuna quanto o silêncio podem arrastar ao erro ou deixar de instruir. O mesmo acrescenta – “Muitas vezes, pastores imprudentes, temendo perder as boas graças dos homens, têm medo de falar abertamente o que é reto, por isso, agem como mercenários que fogem à vinda do lobo... Quando o pastor tem medo de dizer o que é reto, não é o mesmo que dar as costas, calando-se?”. Nunca é demais repetir nosso padroeiro: “Cessem as palavras, falem as obras, estamos cansados de palavras vazias...”;

- deve empenhar-se, incansavelmente, para tornar o mundo mais iluminado e segundo os desígnios de Deus; portanto, dever ter o gosto de Deus nos lábios, na boca, no coração, no fundo da alma; 

- Jamais parar no tempo, pois vive num contexto de mudança de época, pôr-se em atitude de formação permanente em todos os níveis, portanto não ter uma fé que o afaste do mundo, mas no diálogo com as ciências, procurar dar pertinência ao seu discurso, pregação, anúncio, denúncia. Não há presbítero que tudo saiba e nada mais tenha de aprender. A comunidade precisa de sábios Presbíteros que a ajude a compreender o mundo, que estejam inseridos no tempo presente vivido. Nisto consiste ser luz que brilha e não ofuscada, sem penetração, irradiação, iluminação...;

- Não ser arauto do relativismo de valores, subjetivismos, moralismos, dogmatismos, individualismos, egolatrias, e outros tantos empecilhos à moral cristã...

quarta-feira, 9 de abril de 2025

Rezando com os Salmos - Salmo 28 (29)

 


Peregrinar na esperança, confiantes na Palavra de Deus


“–1 Filhos de Deus, tributai ao Senhor,
tributai-lhe a glória e o poder!
–2 Dai-lhe a glória devida ao seu nome;
adorai-o com santo ornamento!

–3 Eis a voz do Senhor sobre as águas,
sua voz sobre as águas imensas!
=4 Eis a voz do Senhor com poder!
Eis a voz do Senhor majestosa,
sua voz no trovão reboando!

–5 Eis que a voz do Senhor quebra os cedros,
o Senhor quebra os cedros do Líbano.
–6 Faz o Líbano saltar qual novilho,
e o Sarion como um touro selvagem!

=7 Eis que a voz do Senhor lança raios,
8 a voz de Deus faz tremer o deserto, *
faz tremer o deserto de Cades.
=9 Voz de Deus que contorce os carvalhos,
voz de Deus que devasta as florestas!
No seu templo os fiéis bradam: 'Glória!'

–10 É o Senhor que domina os dilúvios,
o Senhor reinará para sempre.
–11 Que o Senhor fortaleça o seu povo,
e abençoe com paz o seu povo!”

O Salmo 28(29) nos fala sobre a necessária confiança na voz poderosa de Deus, que sempre intervém em nosso favor, e nos comunica suas maravilhas e vontade.

O Salmista nos apresenta um maravilhoso e desafiador convite divino:

“Convite a ver na tempestade a manifestação do poder e da majestade divina. Aconteça o que acontece, Deus vela sobre nós. A tranquilidade depois da chuva é símbolo da garantia da paz que o salmista deseja ao povo.”(1)

Assim como foi no dia do Batismo de Jesus – “Do céu veio uma voz que dizia: 'Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado' “(Mt 3,17), ou ainda em sua Transfiguração no Monte Tabor (cf. Mt 17,1–9, Mc 9,2–8; Lc 9,28–36).

Peregrinando na esperança, abramos os ouvidos de nosso coração à voz de Deus, na travessia do árido deserto da existência, e que Sua Palavra nos anime, conforte e encoraje no bom combate da fé (cf. 2 Tm 4).

Renove em nosso coração a serenidade e a paz, pois Deus, por infinito amor, vela sobre nós. Amém.


(1) Bíblia Edições CNBB – página 748

Rezando com os Salmos - Sl 27(28),1-3.6-9

 



O Senhor é nossa força e nosso escudo

“–1 A Vós eu clamo, ó Senhor, ó meu rochedo,
não fiqueis surdo à minha voz!
– Se não me ouvirdes, eu terei a triste sorte
dos que descem ao sepulcro!

–2 Escutai o meu clamor, a minha súplica,
quando eu grito para Vós;
– quando eu elevo, ó Senhor, as minhas mãos
para o Vosso santuário.

–3 Não deixeis que eu pereça com os malvados,
com quem faz a iniquidade;
– eles falam sobre paz com o seu próximo,
mas têm o mal no coração.

–6 Bendito seja o Senhor, porque ouviu
o clamor da minha súplica!
–7 Minha força e escudo é o Senhor;
meu coração n’Ele confia.
– Ele ajudou-me e alegrou meu coração;
eu canto em festa o Seu louvor.

–8 O Senhor é a fortaleza do seu povo
e a salvação do seu Ungido.
–9 Salvai o Vosso povo e libertai-o;
abençoai a vossa herança!
– Sede Vós o seu pastor e o seu guia
pelos séculos eternos!”

O Salmo 27(28),1-3.6-9 é uma súplica e ação de graças:

“Deus parece distante e o ataque dos inimigos com isso torna-se mais ameaçador. O salmista confia que será protegido de todo o mal, pois Deus é o seu escudo E faz um agradecimento, sentindo que sua oração foi ouvida.” (1)

 

Quando rezamos este salmo, somos iluminados pelas próprias palavras do Senhor Jesus – “Pai, eu te dou graças, porque me ouviste” (Jo 11,41):

Elevemos, em todo o tempo, e em todas as situações, favoráveis ou adversas, súplica e ação de graças a Deus, que é nossa força e escudo, como confessou o salmista e,  também nós,  assim o fazemos. Amém.


(1) Bíblia Edições CNBB – pág. 748

Rezando com os Salmos - Salmo 25 (26)

 


Supliquemos confiantes ao Senhor

“–1 Fazei justiça, ó Senhor: sou inocente,
e confiando no Senhor não vacilei.
–2 Provai-me, ó Senhor, e examinai-me,
sondai meu coração e o meu íntimo!

–3 Pois tenho sempre vosso amor ante meus olhos;
vossa verdade escolhi por meu caminho.
–4 Não me assento com os homens mentirosos,
e não quero associar-me aos impostores;
–5 eu detesto a companhia dos malvados,
e com os ímpios não desejo reunir-me.

–6 Eis que lavo minhas mãos como inocente
e caminho ao redor de vosso altar,
–7 celebrando em alta voz vosso louvor,
e as vossas maravilhas proclamando.
–8 Senhor, eu amo a casa onde habitais
e o lugar em que reside a vossa glória.

–9 Não junteis a minha alma à dos malvados,
nem minha vida à dos homens sanguinários;
–10 eles têm as suas mãos cheias de crime;
sua direita está repleta de suborno.
–11 Eu, porém, vou caminhando na inocência;
libertai-me, ó Senhor, tende piedade!
–12 Está firme o meu pé na estrada certa;
ao Senhor eu bendirei nas assembleias.”

 

O Salmo 25(26) é uma prece de um inocente com total e incondicional confiança em Deus, e podemos rezá-lo, suplicando a graça e força divinas, para que vivamos a santidade querida por Deus para todos nós, pois “Em Cristo, Deus nos escolheu para que sejamos santos e irrepreensíveis” (Ef 1,4):

“O orante entra no santuário, onde encontra sua alegria, livre dos pecados que o tornariam indigno de entrar em contato com a divindade. Pede a Deus para ser conservado longe de toda maldade.” (1)

Oportuno que retomemos para aprofundamento sobre a santidade a  Exortação Apostólica “Gaudete et exultate”, escrita pelo Papa Francisco, sobre a chamada à santidade no mundo atual. (2018).

(1) Comentário da Bíblia – Edição CNBB – pág. 746

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