quarta-feira, 9 de abril de 2025

Rezando com os Salmos (Sl 2)

 


Confiemos n'Aquele que tanto nos amou
 
“1 Por que os povos agitados se revoltam?
por que tramam as nações projetos vãos?
2 Por que os reis de toda a terra se reúnem,
e conspiram os governos todos juntos
contra o Deus onipotente e o seu Ungido?
 
3 ‘Vamos quebrar suas correntes’, dizem eles,
‘e lançar longe de nós o seu domínio!’
Ri-se deles o que mora lá nos céus;
zomba deles o Senhor onipotente.
5 Ele, então, em sua ira os ameaça,
e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz:
 
6 ‘Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei,
e em Sião, meu monte santo, o consagrei!’
7 O decreto do Senhor promulgarei,
foi assim que me falou o Senhor Deus:
‘Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!
 
8 Podes pedir-me, e em resposta eu te darei
por tua herança os povos todos e as nações, 
e há de ser a terra inteira o teu domínio.
9 Com cetro férreo haverás de dominá-los, 
e quebrá-los como um vaso de argila!’
 
10 E agora, poderosos, entendei;
soberanos, aprendei esta lição:
11 Com temor servi a Deus, rendei-lhe glória
e prestai-lhe homenagem com respeito!
 
12 Se o irritais, perecereis pelo caminho,
pois depressa se acende a sua ira!
Felizes hão de ser todos aqueles
que põem sua esperança no Senhor!
 
Este Salmo (Sl 2), tanto a tradição judaica como a cristã, o consideram como messiânico, da mesma forma que o Salmo 110, do qual poderia depender. Suas perspectivas são messiânicas e escatológicas (cf. nota da Bíblia de Jerusalém).
 
Um convite a que confiemos plenamente em Deus e em Sua onipotência, em todos os momentos, favoráveis ou adversos, na fidelidade a Jesus, nosso Rei e Salvador, Senhor de todo o Universo, a quem damos toda a honra, glória, poder e louvor.
 
Retomemos a passagem da Carta de São Paulo aos Romanos, para continuarmos nossa reflexão (Rm 8, 31-38) – “Mas em tudo isto somos mais que vencedores, graças Àquele que nos amou” (Rm 8,37).
 
Oportunas as palavras do Comentário ao Salmo 2, escrito pelo bispo e doutor Santo Agostinho (Séc. V):
 
“Quando em breve se inflamar a Sua cólera, felizes todos os que n’Ele confiam”, isto é, quando vier o castigo preparado para os ímpios e pecadores, não atingirá os que confiam no Senhor e ainda lhes será de grande utilidade, instruindo-os e exaltando-os em vista do reino...”  Amém.

segunda-feira, 7 de abril de 2025

A proximidade com o Senhor nos faz luminosos

 

                                      
A proximidade com o Senhor nos faz luminosos
       
Senhor Jesus, suave é a Vossa luz, extremamente boa, para nossos olhos, penetrantes, iluminai os mais sombrios caminhos que tenhamos que trilhar, até que possamos alcançar a luminosidade eterna, a plenitude de luz, em que, com Vossa Morte e Ressurreição, chegastes e um lugar nos prometestes.
 
É como contemplar um sol esplêndido, porque sem a luz o mundo não teria beleza, a vida não seria vida, e com Moisés, também dizemos: E Deus viu a luz e declarou-a boa, e nós temos a graça de Vos contemplar, a verdadeira e eterna luz que ilumina a todo homem que vem a este mundo, o Redentor do  mundo, que, feito homem, quisestes  assumir ao máximo a nossa  condição humana.
 
Vós, que sois a luz do mundo, nos dissestes – “Quem me segue não caminha nas trevas, mas terá a luz da vida” e ainda “Este é o juízo: a luz veio ao mundo” (Jo 8,12), e viestes para conviver com nossa pequenez e fragilidade, e não distanciastes de nossa enfermidade, e restituístes a vista aos cegos, fizestes os coxos andarem, os surdos ouvirem, limpastes os leprosos, aos mortos devolvestes a vida.
 
É um deleite vê-Lo com olhos espirituais e contemplarmos demoradamente Vossa simples e divina beleza, e pela união e comunicação convosco, tornar-nos luminosos, com o espírito banhado de doçura e revestido de santidade, com o dom do entendimento, vibrarmos de uma alegria divina todos os dias.
 
Exultemos com todos os juntos, diante de Vossa presença, que nos revela a face do Pai de Misericórdia, ternura e bondade, e  com os que trilham os retos caminhos, somemos nossos cantos e louvores para que subam mais fortes a Vós, que mereceis toda a honra, glória, poder e louvor! Amém!
 
PS: Livre Adaptação - Do Comentário sobre o Eclesiastes, do Bispo São Gregório de Agrigento, (Séc. VI). 
 


sábado, 5 de abril de 2025

Campanha no momento, compromisso sempre! (CF 2025)

 


Campanha no momento, compromisso sempre!


A Igreja no Brasil realiza mais uma Campanha da Fraternidade, com uma proposta extremamente atual e de importância indiscutível.
 
Tema: “FRATERNIDADE E ECOLOGIA INTEGRAL”

Lema: “Deus viu que tudo era muito bom ” (cf. Gn 1,31)

Exorto que nos empenhemos em acompanhar, refletir e ajudar a desenvolver esta Campanha, que não se encerra, como se diz, indevidamente, com a Páscoa.

 

Oração da Campanha da Fraternidade 2025 – CNBB


Ó Deus, nosso Pai, 
ao contemplar o trabalho de tuas mãos,
viste que tudo era muito bom!
O nosso pecado, porém, feriu a beleza de tua obra,
e hoje experimentamos suas consequências.

 

Por Jesus, teu Filho e nosso irmão,
humildemente te pedimos:
dá-nos, nesta Quaresma, 
a graça do sincero arrependimento
e da conversão de nossas atitudes.
 

Que o teu Espírito Santo reacenda em nós
a consciência da missão que de ti recebemos:
cultivar e guardar a Criação,
no cuidado e no respeito à vida.
 

Faz de nós, ó Deus, 
promotores da solidariedade e da justiça.
Enquanto peregrinos, 
habitamos e construímos nossa Casa Comum,
na esperança de um dia sermos acolhidos
na Casa que preparaste para nósnoCéu.
Amém!

 

PS: A Campanha da Fraternidade inicia na Quarta-feira de Cinzas.

Três luminares da fé (05/04)

                                                          


Três luminares da fé

Dom João Bergese:
Dez primaveras entre nós, como primeiro Bispo e Pastor.
Lema Episcopal: “Chamados para a comunhão”.

Como jardineiro do Senhor, o terreno preparar,
Literalmente, terrenos na periferia comprar:
Construções, Centros Comunitários, proximidade do povo.

Olhar também atento para a realidade urbana,
Que crescia desordenada e velozmente.
Como Igreja, o diálogo e a desafiadora profética presença.

Como Pastor do Senhor, empenho incontestável
De promover a sagrada comunhão das diferenças,
Com Presbíteros, em sua maioria, aqui missionários.

Homem de fina sensibilidade e abertura à Igreja,
Acolheu o sopro do Concílio Vaticano II, Medellín e Puebla,
Deu os primeiros passos para uma Pastoral Orgânica.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini:
Quase vinte primaveras entre nós, como segundo Bispo e Pastor
Lema Episcopal: “É necessário que Ele cresça” (Jo 3,30).

Como jardineiro do Senhor, sementes lançar,
A preocupação de suscitar novas vocações sacerdotais,
Seminário, Formação dos Presbíteros e do Povo de Deus.

Como Pastor do Senhor, promoveu a criação de novas Paróquias,
Para que os Padres, pastores do rebanho confiado,
Mais perto, solícitos, generosos, disponíveis ficassem.

Assembleias Diocesanas, desafios na cidade multiplicados;
Entre outras pautas, com estas questões muito se ocupava,
E criava condições para que novos caminhos encontrássemos.

Homem simples, pobre, de fé comprovada pela dor.
A enfermidade e cirurgias submetido, sem jamais reclamar.
Com paciência e mansidão, a vida na mão de Deus entregou.

Dom Joaquim Justino Carreira:
Quase duas primaveras entre nós.
Lema Episcopal: “PAX VOBIS” (“A paz esteja convosco”) Jo 20,21s.

Como jardineiro do Senhor, sementes multiplicar,
No chão da cidade, e, em todos os âmbitos, espalhar, plantar.
Para ser, na Cidade, presença luminosa, sal e fermento.

Sua mensagem ficou para sempre gravada em nós:
Somos obras do amor divino, para a felicidade criados.
No alcance da felicidade possível, fazendo o outro feliz.

Como Pastor do Senhor, sua palavra ressoava
Nos ouvidos de cada ovelha do rebanho a ele confiado:
“Coragem, a Paz esteja convosco”, “só temos hoje para o bem fazer”.

Um tempo tão curto e tão densamente vivido,
Como que se da brevidade de sua existência soubesse, exortava:
Na evangelização, jamais se acomodar, mas se incomodar.

Cada Bispo com seu lema e tempo,
Cada um com estilo e jeito próprio de ser.
Tão diferentes, mas tão complementares!

Três jardineiros dedicados, três pastores por Cristo apaixonados,
Como tecelões, souberam tecer a rede da vida com a Santa Palavra,
Para que a vida fosse preservada em sua totalidade e dignidade.

Os três, na glória, agora estão, mas luminares de Deus entre nós.
Viveram o bom combate da fé e, com fidelidade, guardaram-na;
Completaram a corrida, e a coroa, das mãos divinas, receberam.

Que são as palavras para dizer algo sobre estes,
Que a serviço da Palavra se colocaram corajosamente?
Que na comunhão continuemos, e para águas profundas avancemos.

E que eles, na companhia dos Anjos e Santos,
Do Banquete Celestial agora partícipes,
Nos ajudem a ser uma Igreja a serviço do Reino. Amém.


PS: Publicado no Jornal Folha Diocesana – Guarulhos – Edição nº 206 - editado para publicação.

Dom João Bergese morreu dia 21 de março de 1996
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini morreu dia 12 de junho de 2012
Dom Joaquim Justino Carrera morreu dia 01 de setembro de 2013

“A Caridade é o compêndio de todas as virtudes” (05/04)

“A Caridade é o compêndio de todas as virtudes”

O Presbítero São Vicente Ferrer (nascido na Espanha - 1350 e morto na França - 1419) em seu Tratado sobre a vida espiritual (Cap. 13, pp. 513-514) nos oferece uma reflexão muitíssimo oportuna sobre o modo de pregar, quer para Presbíteros ou não.

“Nas pregações e exortações, utiliza palavras simples, em tom de conversa, quando se tratar de explicar os deveres particulares.

Na medida do possível, serve-te de exemplos, para que o pecador culpado de determinada falta se sinta interpelado como se a pregação fosse só para ele.

No entanto, na tua maneira de falar deve transparecer claramente que as advertências não procedem de um espírito soberbo ou irascível, mas de sentimentos de caridade e amor paterno; como um Pai que sofre ao ver um filho que erra, gravemente enfermo ou caído no fundo do poço, e se esforça para salvá-lo, livrá-lo do perigo e cuidar dele como se fosse uma mãe.

Faze sentir ao pecador tua alegria pelo seu progresso e pela glória que o espera no Paraíso. Este modo de proceder costuma ser proveitoso para os ouvintes.

Porque falar em geral sobre as virtudes e os vícios não atrai muito o interesse de quem te escuta também nas confissões, quando confortas os fracos com delicadeza ou quando advertes com severidade os obstinados no mal, mostra sempre sentimentos de amor, para que o pecador sinta a todo momento que tuas palavras são ditadas unicamente pelo amor sincero.

Por isso, as palavras carinhosas e mansas antecedem sempre as que atemorizam. Se desejas, portanto, ser útil ao próximo, recorre primeiro a Deus de todo o coração.

Pede-lhe com simplicidade que se digne infundir em ti aquela caridade que é o compêndio de todas as virtudes e a melhor garantia de êxito nas tuas atividades”.

Concluo citando as inesquecíveis palavras do Papa Paulo VI na Evangelli Nuntiandi n.41:

“[...] para a Igreja, o testemunho de uma vida autenticamente cristã, entregue nas mãos de Deus, numa comunhão que nada deverá interromper, e dedicada ao próximo com um zelo sem limites, é o primeiro meio de evangelização. ‘O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, dizíamos ainda recentemente a um grupo de leigos, ou então se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas’”.

Esta reflexão se conhecida, acolhida no mais profundo do coração nos fará mais que bons pregadores, pois não tão apenas pregaremos com palavras, mas com a própria vida porque estaremos sempre inflamados pela “caridade que é o compêndio de todas as virtudes”, como bem se expressou São Vicente.

Oremos por todos os pregadores para que sejamos abertos à ação do Espírito e inflamados por Seu Amor na exortação e fortalecimento do rebanho por Deus confiado.

“Pai Nosso que estais nos céus...“



PS: Presbítero São Vicente Ferrer - memória celebrada pela Igreja no dia 5 de abril.

quinta-feira, 3 de abril de 2025

E agora me digam... João, Pedro e Maria (05/04)

 


E agora me digam... João, Pedro e Maria


Sob uma árvore, sol escaldante, cansaço me consumiu forças do caminho.

Uma parada para refletir sobre o Mistério da fé na Ressurreição do Senhor.

Hipotético diálogo com Maria Madalena, Pedro e o discípulo Amado, João.

Maria Madalena, não houvesse o Senhor Ressuscitado, como se sentiria?

- “Meus sonhos teriam sido com Ele enterrados. Para sempre lembraria de Suas palavras que me deram razão para novo viver. Não teria muito a fazer.

Apenas memória de alguém que teria passado e para sempre ficado em minha vida.

Mas não, Ele Ressuscitou, eu creio, vive para sempre quem tanto amei, e não posso d’Ele deixar de falar, como assim o fiz ao correr ao encontro dos discípulos (cf. Jo 20,1-21).

Senti que era apenas o começo de minha missão, em resposta d’Aquele que ocupou o mais profundo das entranhas de meu coração, com Seu olhar de ternura, acolhida e Palavra que nos liberta de todos os espíritos (tinha sete - totalidade).

Quem mais poder tem que o meu Senhor? Amém. Aleluia!”

João, você, o discípulo amado, não houvesse o Senhor Ressuscitado, como se sentiria?

“Ficariam as lembranças dos sinais que vi com meus olhos. Recordaria aquele momento memorável quando reclinei em Seu peito, em expressão de afeto e sincera amizade.

Lembraria também do Tabor, como momento memorável, mas uma página apenas para ser lembrada. (Mt 17,1-9).

Reviveria a tragicidade daquele momento aos pés da cruz com Sua Mãe, quando a me confiou como Mãe (cf. Jo 19,25-34).

Faria como me pediu, mas sem a compreensão de Suas Palavras e de Seu cuidado com o rebanho, que não pereceria sem pastores, tão pouco, sem uma Mãe, Maria, com quem pude compartilhar alguns memoráveis momentos.

Mas não! Ele Ressuscitou! Não pude guardar contido e escondido todo amor que por Ele senti, pois ninguém ama como Ele ama, e é este amor que haveremos de viver e testemunhar, pois tão somente quem ama conhece a Deus, e viverá na Verdade e na Luz, que é Ele próprio. Amém. Aleluia!”

Pedro, não houvesse o Senhor Ressuscitado, como se sentiria?

“Irreversivelmente condenado ao peso da consciência culposa de tê-Lo, por três vezes o negado, ainda que o conhecesse, e com Ele vivesse.

Teria sem Ele outras vezes, insucessos de pescas frustradas com redes vazias.

Não creria mais em minhas confissões de fidelidade e perseverança, de modo que nem em meus projetos poderia dar crédito.

Teria o sentimento de renegação, impossível de ser curado, permanecendo para sempre não somente as cicatrizes da negação, mas a vergonha e mediocridade criado raízes para sempre, irreversivelmente vivas, em meu coração.

Mas não. Ele Ressuscitou. Minhas chagas de traição, pelas Chagas Gloriosas, foram curadas.

Ele me deu a possibilidade de viver a compunção de meu pecado, e as lágrimas vertidas na face, também puderam lavar as máculas que teimavam permanecer para sempre em minha alma.

Como houvera feito tríplice negação, antes de o galo cantar, como Ele dissera, tive a graça de declarar, da mesma forma, de modo tríplice, por Ele, meu amor - “Senhor, Tu sabes tudo. Tu sabes que Te amo” (cf. Jo 21, 15-19)

E agora, “pescador de homens” que me fez, cumpro a missão por Ele a mim confiada. As chaves em minhas mãos, peregrinando na esperança de que possa corresponder ao que Ele espera de mim, com a presença do Espírito Santo, a nós comunicado. Amém. 

terça-feira, 1 de abril de 2025

Sábado Santo: celebremos a vitória do amor divino (04/04)

                                                             

Sábado Santo: celebremos a vitória do amor divino

“...Desceu à mansão dos mortos...”

Segundo uma antiquíssima tradição, celebraremos amanhã, Sábado Santo, a Vigília Pascal em honra do Senhor, “a Mãe de todas as Vigílias”, como nos fala o Bispo e Doutor da Igreja, Santo Agostinho.

Ela deve ser realizada à noite (mas não começar antes do início da noite, terminando antes da aurora do Domingo, dia da Ressurreição do Senhor).

Trata-se da maior e a mais nobre de todas as Solenidades do Ano Litúrgico, pois nela celebramos em Memória da noite Santa em que Cristo Ressuscitou.

Com a Vigília, mantemos a vigilância à espera da Ressurreição do Senhor, e são celebrados os Sacramentos da Iniciação Cristã.

A Missa da Vigília é, por sua vez, a Missa Pascal do Domingo da Ressurreição, e consta de quatro partes:

a)          A bênção do fogo com o acender do Círio Pascal, sinal do Cristo Ressuscitado, seguido pelo precônio Pascal.
b)          A Liturgia da Palavra;
c)           A Liturgia Batismal com a renovação das promessas do Batismo ou mesmo Batismo (quando houver).
d)          Liturgia Eucarística

Enquanto aguardamos a Celebração da Vigília, reflitamos:

“Hoje, no Sábado Santo – o grande sábado, como foi chamado pelos Padres da Igreja -, não há nenhuma celebração Eucarística.

Somente as horas do Ofício Divino são rezadas, e são celebradas a capela, isto é, sem qualquer acompanhamento instrumental.

A Igreja observa um silêncio reverente neste dia em que o Senhor ‘repousou de toda a obra que fizera’ (Gn 2,2), toda a obra de amor e entrega que Ele realizou no Lenho da Cruz.

O grande teólogo suíço, Hans Urs Von Balthasar vê neste dia o ponto culminante da obra redentora de Cristo.

Descido à região dos mortos, Cristo se coloca no lugar da máxima distância do Pai – a distância entre o céu e o inferno.

Mas, como o eterno Filho, inseparável do Pai, Cristo transforma este lugar desprovido de Deus, fora do alcance de Deus, em um lugar dentro do abraço que une o Pai e o Filho.

Para Von Balthazar, assim a vitória do amor divino se manifesta como completa.

Por isto, todo joelho, ‘no céu, na terra e debaixo da terra se dobra e toda língua proclama ‘ Jesus Cristo é o Senhor’, para a glória de Deus Pai’ (Fl 2,10-11)”. (1)

“Creio em Deus Pai todo-poderoso...”


(1)         Igreja em Oração – Nossa Missa do dia a dia – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB - Ano V – n. 64 – abril 2020 – p.68

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