sexta-feira, 11 de setembro de 2026
O Presbítero e os meios de comunicação social (2010)
Pétalas/sépalas
Pétalas/sépalasNo
jardim, as rosas se sobressaem pela beleza, perfume e cor.Suavidade
em cada pétala, por vezes desfolhadas,Em
“mal me quer, bem me quer”, brinquedo de enamorados. Pétalas
são conhecidas, variadas em cores e formatos,Em
poesias, músicas, entre páginas guardadas,Suaves
e doces lembranças de encontros vividos. Mas
não haveria as pétalas, não fossem as sépalas,Que
por um tempo as preservaram para que se abrissemEm
botões para decorações e selar puras emoções. Sépalas?
Quem delas poesia faria, e encanto despertaria?Sépalas,
no anonimato e escondimento, dobram-se suavemente,Quase
imperceptíveis aos olhos, mas ali estiveram e estarão. Penso
nas sépalas nossas de cada dia,Não
as da rosa do meu ou do teu jardim,Mas
aquelas que são fundamentais para mim. Sépalas
mães, que por um tempo, no ventre,Uma
vida fecundam no silêncio, por vezes na dor,Acolhidas
como sinais de bênção do Amado Senhor. Sépalas
pais, que em imprescindível presença, coragem, afeto, proteção,
pão de cada dia, força e confiança oferecem.
Sépalas, profissionais da saúde, cultura e educação.Outros tantos impossível serem aqui mencionados.Com seu suor e trabalho prolongam a obra da criação. Sépalas
de nossas comunidades de fé,Que
se desdobram, se curvam humildemente,Discípulos/as
do Servo que se fez Servidor. Em
formações, encontros, catequese,Cantos,
acolhidas, visitas, celebrações.Palavra
proclamada que arde corações. Assim
é a história da humanidade,A
beleza das “pétalas”, o escondimento das “sépalas”,Em
harmonia para que o Jardim do Senhor floresça. Pétalas,
beleza e encanto para os olhos.Sépalas,
beleza e encanto para o coraçãoEm
perfeita sintonia, sagrado abraço e comunhão. Amém.
PS: Sépalas são
as estruturas em forma de folha localizadas na parte mais externa de uma
flor, cuja principal função é proteger o botão floral antes de ele se abrir.Pétalas são folhas
modificadas que formam a parte colorida e mais visível de uma flor.
Comunidades Eclesiais missionárias e fecundas
Comunidades Eclesiais missionárias e fecundas
Nossas comunidades eclesiais missionárias são espaços sagrados em que se procura viver autenticamente a Palavra de Deus, como herdeiros da bênção que o Senhor nos agraciou.
Neste sentido, as Palavras do Apóstolo Pedro são iluminadoras:
“Sede todos unânimes, compassivos, fraternos, misericordiosos e humildes. Não pagueis o mal com o mal, nem ofensa com ofensa. Ao contrário, abençoai, porque para isto fostes chamados: para serdes herdeiros da bênção.” (1)
Oportunas as palavras atribuídas a diferentes autores, como nos falou o Papa São João XXIII:
“Mas é preciso manter também a norma comum que, expressa com palavras diversas, se atribui a diferentes autores: nas coisas necessárias, unidade; nas duvidosas, liberdade; em todas, caridade.” (2)
Supliquemos a Deus para que nos conceda a graça de assim vivermos, como discípulos missionários do Senhor, com o coração ardente e os pés sempre a caminho.
(1) Primeira Carta de São Pedro (1 Pd 3,8-9)
(2) Sobre o conhecimento da verdade, restauração da unidade e da paz na caridade – Papa São João XXIII – 29/06/1959
Em poucas palavras...
Mistério da Vida
“Dê vida a seus dias,
em vez de dar dias à sua vida.”
(1)
Autora: Rita
Levi-Montalcini – Prêmio Nobel de Medicina, citado em Lições de um século
de vida - Edgar Morin – Bertrand Brasil – p. 37
A honra do louvor e o poder de perdoar
A honra do louvor e o poder de perdoar
Sejamos enriquecidos pelos escritos do Bem-aventurado Isaac, Abade do Mosteiro de Stela (Séc. XII).
“Duas são as coisas convêm a Deus: a honra do louvor e o poder de perdoar. O louvor somos nós que lhe damos; o perdão, d’Ele nós esperamos. Pertence somente a Deus perdoar os pecados; por isso deve ser louvado.
Mas, tendo desposado o onipotente a fraqueza, o excelso, a humildade, da escrava fez uma rainha; aquela que estava atrás, a Seus pés, colocou-a a Seu lado. Pois de seu lado saiu, de onde a tomou para si como penhor. Tudo quanto é do Pai é do Filho, e o que é do Filho é do Pai, por serem um só por natureza. De modo semelhante, tudo quanto era Seu deu o esposo à esposa, e tudo da esposa o esposo tomou para Si; e dela, unida a Si, e do Pai fez também um só. Quero, disse o Filho ao Pai, intercedendo pela esposa, que, assim como Eu e Tu somos um, também estes sejam um conosco (cf. Jo 17,21).
Por conseguinte, o esposo com o Pai são um só, com a esposa é um. Rejeitou quanto de contrário encontrou na esposa, pregando-O na Cruz, e aí carregou Seus pecados no madeiro e pelo madeiro o destruiu.
O que era conforme à natureza e próprio dela, assumiu, e d'Ele se revestiu. O que lhe era próprio e divino, isto lhe concedeu. Expeliu o diabólico, assumiu o humano, concedeu o divino, para que tudo o que era da esposa fosse do esposo. É a razão por que Aquele, que não cometeu pecado nem Se encontrou engano em Sua boca, pode dizer: Tem piedade de mim, Senhor, porque estou enfermo (Sl 6, 3). E quem tem a enfermidade da esposa, tenha também o pranto, e seja tudo do esposo e da esposa. Donde, a honra do louvor e o poder do perdão; por isto devia dizer: Vai, mostra-te ao sacerdote (Mt 8, 4).
Portanto, sem Cristo nada pode a Igreja perdoar; nada quer Cristo perdoar sem a Igreja. A Igreja não pode perdoar a não ser ao penitente, isto é, àquele a quem Cristo tocou.
Cristo não quer ter por perdoado aquele que despreza a Igreja. O que Deus uniu, o homem não separe. Digo eu, é grande este sacramento no Cristo e na Igreja (Mt 19, 6; Ef 5, 32).
Não queiras, pois tirar do corpo a cabeça, de forma que em parte alguma haja o Cristo total: nem em parte alguma, o Cristo total sem a Igreja nem a Igreja toda sem Cristo em parte alguma. Pois Cristo completo e íntegro, entende-se cabeça e corpo, por isto diz: Ninguém subiu ao céu a não ser o Filho do homem que está no céu (Jo 3,13). É este o único homem que perdoa os pecados.”
Retomemos as palavras do Bem-Aventurado:
- “Duas são as coisas que só convêm a Deus: a honra do louvor e o poder de perdoar. O louvor somos nós que lhe damos; o perdão, d’Ele nós esperamos. Pertence somente a Deus perdoar os pecados; por isso deve ser louvado...”
- “Portanto, sem Cristo nada pode a Igreja perdoar; nada quer Cristo perdoar sem a Igreja. A Igreja não pode perdoar a não ser ao penitente, isto é, àquele a quem Cristo tocou.”
Como discípulos missionários do Senhor, demos a Deus toda a honra, a glória, o poder e o louvor, e reconhecedores de nossa miséria diante de Sua infinita Misericórdia, supliquemos perdão pelos pecados que cometemos, mas, de coração contrito e sincero, apresentamos.
Também, recorramos, tanto quanto possível, ao Sacramento da Penitência, pelo qual o presbítero concede o perdão dos pecados, cientes de que sem Cristo, a Igreja nada pode perdoar, pois, de fato, “nada quer Cristo perdoar sem a Igreja”.
Concluo com as palavras do Catecismo da Igreja Católica sobre o Sacramento da Penitência:
“Ao celebrar o sacramento da Penitência, o sacerdote exerce o ministério do bom Pastor que procura a ovelha perdida: do bom Samaritano que cura as feridas; do Pai que espera pelo filho pródigo e o acolhe no seu regresso; do justo juiz que não faz acepção de pessoas e cujo juízo é, ao mesmo tempo, justo e misericordioso. Em resumo, o sacerdote é sinal e instrumento do amor misericordioso de Deus para com o pecador.” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.1465
Evangelização e acolhida do sopro do Espírito
Viver com alegria a graça da missão
Viver com alegria a graça da missão
“Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” (1Cor 9,16)
Renovemos, em todo o tempo, a graça e a alegria da missão que o Senhor nos confia.
Não são poucos os que não conhecem ainda o Evangelho e a Pessoa de Jesus, bem como os que se tornam indiferentes à existência de Deus, até mesmo declarando Sua morte, em total indiferença e banalização da dimensão religiosa. Não podemos nos acomodar, precisamos anunciar e testemunhar a Boa Nova do Reino.
Vivamos a graça da missão, configurados e transformando-nos n’Aquele que recebemos na santíssima Eucaristia, indo ao encontro do outro, evangelizando oportuna e inoportunamente como disse São Paulo (2Tm 4,2).
Como numa grande aldeia global, a fé que professamos é desafiada; a esperança que cultivamos e o amor que testemunhamos devem cada vez ganhar maior expressão, ardor e vigor.
Como discípulos missionários do Senhor, participantes da construção do Seu Reino, servos de Sua vinha, coloquemo-nos humildemente como Seus instrumentos, renovando nosso sim para o trabalho na messe do Senhor, pois a messe é grande e poucos são os operários, como disse Jesus (cf. Lc 10,1-9).
Assim como a Igreja nos ensina, os cristãos leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo e homens e mulheres do mundo no coração da Igreja; são fermento na massa, luz do mundo; sal que dá gosto de Deus a todas as coisas.
Abertos ao projeto de amor do Pai, na fidelidade ao Filho, com o sopro e luz do Santo Espírito, renovemos a alegria e a graça da missão de discípulos missionários da vinha do Senhor, para desejados e saborosos frutos do Reino produzirmos, inspirados pelo exemplo de Nossa Senhora, a Estrela da Evangelização, a perfeita discípula missionária do Pai.







