sexta-feira, 31 de julho de 2026

Ser Padre...

                                                      

Ser Padre...

Unamo-nos em oração para que seja reavivada a chama da vocação que, pelo Senhor, um dia foi acesa no coração do Presbítero. E assim, ele possa dizer todos os dias: 

“Como é bom ser Igreja, assim como é muito bom ser Padre!”

Ressoem sempre estas palavras: “Tu és sacerdote para sempre”, que entranham na alma quando pela Assembleia é cantado.

Ser Padre é ser por excelência o homem da Palavra de Deus; homem do Banquete da Eucaristia, oferecendo o Pão que não se estraga, o Pão da eternidade, que liga  a Mesa da Eucaristia à outras mesas do cotidiano (casa, trabalho, etc.).

Aprende a cada dia a viver bem a vocação, o Ministério Presbiteral, escrevendo uma história de amor, como Poeta do Reino, e por sua vida e modo de ser revela a paternidade de Deus e a maternidade de Maria.

Assim, ele é o pai que gera a Igreja, por isso deve ser plenamente feliz por gerar filhos espirituais; e ainda que não tenha gerado nenhum biologicamente, sabe que há muitas crianças para serem amadas.

Acompanhado e assistido pela oração da comunidade, trilhando o caminho vocacional um dia começado, com as suas limitações, finitude, é servidor do Amor infinito, Deus. E assim é possível,  porque conta com a graça divina e com a força e a luz do Espírito Santo. Amém!

Senhor, sois para mim...

                                                          

Senhor, sois para mim...

Senhor, sois para mim o Messias desde sempre esperado,
E na plenitude dos tempos, na história da humanidade encarnado.

O descendente de Abraão,
E exulto por Vos conhecer, crer e testemunhar.

Sois muito mais do que Moisés,
Pois por ele veio a Lei, por Vós, Amor e fidelidade.

Sois o Filho de Davi prometido,
A quem clamo Hosana no mais alto dos céus;

A grande promessa por Deus feita,
E em nada decepcionastes a promessa, em fidelidade incondicional.

Senhor, sois a Divina Fonte da Sabedoria,
Muito mais que qualquer humano, até mesmo Salomão;

Mais do que João Batista,
Porque ele a voz no tempo, Vós a Palavra eterna, desde sempre...

Sois a máxima expressão do Amor de Deus,
Que, desde sempre, pelos Profetas anunciado, promessa realizada.

Aquele que entra em nossos sonhos e desejos,
Não para sufocá-los, mas para ampliá-los, elevá-los e realizá-los.

Sois o Dom do Pai ao mundo enviado,
E para sempre em nosso meio, com o Santo Espírito, Ressuscitado.

Sois o Amor perene e irrevogável,
Que suporta inconstâncias e infidelidades.

A Palavra que se fez Carne,
Palavra que vivifica e garante a perfeita liberdade;

Sois a revelação maravilhosa de Deus Pai,
Pois dissestes: “Quem me vê, vê o Pai que me enviou”.

Sois um Deus incompreendido, rejeitado,
Que esperais como resposta tão apenas ser amado;

Um Deus que Se fez homem, por Amor;
Entrastes no mundo com humildade para transformá-lo e renová-lo.

Sois a mais bela História da Salvação Divina,
E a cada dia que vivo, posso escrever uma página nesta história.

Sois Aquele que, assumindo a natureza humana,
Sem pecado, a elevou a uma esfera mais alta, a esfera divina.

Senhor, sois para mim o meu Tudo,
Porque sem Vós, sou simplesmente nada.

Sois Aquele de quem ainda que muito tenha falado
Ainda nada disse, porque Mistério inesgotável.

Aquele que está sempre comigo.
Quantas vezes esta presença suave tenho sentido:

Presença no Pão da Palavra e no Pão da Eucaristia,
Mas também presença em cada irmã e irmão.

Sois Aquele que me chama,
Me envia, me acompanha no carregar da cruz cotidiana.

Aquele que não me deixa desfalecer,
Porque há um mundo a ser iluminado, fermentado.

Senhor, sois Aquele que não permite minha insipidez,
Porque há um mundo que precisa o sabor de Deus conhecer. Amém.

PS: Apropriado para as passagens do Evangelho de São Mateus (Mt 13,54-58; Mt 16,13-19)

Sois o Amor, Senhor!

                                                                     

Sois o Amor, Senhor!

Senhor, não sois para mim um simples personagem histórico, tão pouco um mero objeto da razão humana, fruto dos estudos e conhecimento teórico, como alguém que existiu e passou como tantos passam, ficando apenas na memória frutuosa lembrança.

Senhor, sois para mim uma Pessoa viva, uma Pessoa que somente pode ser verdadeiramente conhecida através do encontro e do relacionamento, que se renova a cada instante, de modo especial no Banquete da Eucaristia, e quando O acolhemos nos pequeninos, Vossos rostos de tantos nomes.

Senhor, sois para mim glorioso, Ressuscitado, e para sempre presente e atuante na história minha pessoal e comunitária, caminhando, como fizestes com os discípulos de Emaús, fazendo o coração arder quando comunicais Vossa Palavra, abrindo os olhos quando Vos dais no Pão partilhado sobre o Altar.

Senhor, sois para mim o Cristo e creio, firmemente, Á que sois verdadeiramente o Messias, o Ungido de Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Deus Encarnado, o Redentor de toda a humanidade.

Senhor, sois para mim o Caminho, a Verdade e a Vida, e sei que me chamastes e me escolhestes e me enviastes para, com a Seiva do Amor, com a Seiva do Vosso Espírito, muitos frutos, e frutos eternos, produzir.

Senhor sois para mim Aquele que tem a Palavra de vida eterna e não quereis que eu seja  mero ouvinte de Vossa Palavra, mas  praticante, sem o que  me distanciaria de Vós e não me reconheceríeis no dia do juízo final. Amém.



PS: Breve profissão de fé à luz das passagens dos Evangelhos: Mt 13,54-58; Mc  8,27-35; 12,35-37;Lc 9, 18-22;  Lc 24,12-35.

Em poucas palavras...

 


A essência da religião

“A palavra do profeta é, entretanto, um convite a viver a essência da religião: a conversão interior (v.3) e a observância da Lei (v.4) e da Palavra de Deus (v.5) são os elementos determinantes de uma nova presença benévola de Javé entre o seu povo.” (1)

(1)        Comentário Missal Cotidiano – Editora Paulus – p. 1092 – passagem do Livro do Profeta Jeremias (Jr 26,1-9)

 

Em poucas palavras...

 


Não procuremos a glória externa

“O Evangelho nos ensina que seguir a Cristo é procurar não a glória externa, mas a claridade interior: que Jesus foi rejeitado porque se mostrava ‘um dentre os outros’.

Mas é exatamente nestes que Ele passa ao nosso lado e quer ser reconhecido (Mt 25,35-45)...

Diz-se: não há mais milagres porque são impossíveis; Jesus mostra que eles não existem porque não existe fé.” (1)

 

 

(1)Comentário Missal Cotidiano – Editora Paulus – p. 1094 – passagem do Evangelho de Mateus (Mt 13,54-58).

Milagres: o que diz a Igreja Católica?

                                                                  

Milagres: o que diz a Igreja Católica?

Vejamos o que nos diz o Catecismo da Igreja sobre os milagres:

“A Bíblia é riquíssima em passagens nas quais Jesus acompanha suas palavras com numerosos "milagres, prodígios e sinais" (At 2,22) que manifestam que o Reino está presente nele. Os milagres atestam que Jesus é o Messias anunciado.

Os sinais operados por Jesus testemunham que o Pai o enviou. Convidam a crer nele. Aos que a Ele se dirigem com fé, concede o que pedem. Assim, os milagres  fortificam a fé nAquele que realiza as obras de seu Pai: testemunham que Ele é o Filho de Deus. Eles podem também ser "ocasião de escândalo". Não se destinam a satisfazer a curiosidade e os desejos mágicos, especulações vãs” (§547/8).

“O motivo de crer não é o fato de as verdades reveladas aparecerem como verdadeiras e inteligíveis à luz de nossa razão natural. Cremos "por causa da autoridade de Deus que revela e que não pode nem enganar-se nem enganar-nos". "Todavia, para que o obséquio de nossa fé fosse conforme à razão, Deus quis que os auxílios interiores do Espírito Santo fossem acompanhados das provas exteriores de sua Revelação. Por isso, os milagres de Cristo e dos santos, as profecias, a propagação e a santidade da Igreja, sua fecundidade e estabilidade "constituem sinais certíssimos da Revelação, adaptados à inteligência de todos", "motivos de credibilidade" que mostram que o assentimento da fé não é "de modo algum um movimento cego do Espírito" (§156).

Em síntese, a Igreja nos permite dizer que muitos fatos podem ser explicados à luz da razão natural e outros não, porque se devem a autoridade de Deus, que se manifesta em sinais que ultrapassam toda e qualquer racionalidade, expressando-se como graças divinas que trazem em si a revelação de quão imensurável é o Seu Amor por nós.

O que aos nossos olhos e razão parece ser impossível para Deus não é. Não temos o poder de enquadrar a força divina, e Seu poder ultrapassa toda possibilidade de racionalização, quantificação.

Certamente o leitor já presenciou transformações, curas e outros fatos que a ciência não soube explicar. Mas quem disse que a ciência tem que tudo explicar? Pela fé somos e podemos muito mais do que possamos pensar, porque ela é força que nos move no romper de barreiras aparentemente intransponíveis.

Bem exclamou o Senhor aos Apóstolos– “Se vocês tivessem fé do tamanho de uma semente de mostarda, poderiam dizer a esta amoreira: Arranque-se daí e plante-se no mar. E ela obedeceria vocês” (Lc 17,6).

Portanto, por menor que seja a fé,
se acrisolada no fogo da caridade,
faz reacender a esperança de que a Ação Divina
se multiplicará e os milagres como
Graça Divina se tornarão imensuráveis.

Em poucas palavras...

                                                   


Palavras, milagres, prodígios e sinais feitos por Jesus

“Jesus acompanha as suas palavras com numerosos «milagres, prodígios e sinais» (At 2,22), os quais manifestam que o Reino está presente n'Ele. Comprovam que Ele é o Messias anunciado (Lc 7,18-23).” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 547

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