quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Um Ano que termina, outro que inicia...
Um Ano que termina, outro que inicia...
Textos, obras, escritos, a história;
A arte, a música, a ideologia,
O sonho, a utopia, a reflexão espiritual...
Um relacionamento de amizade ou conjugal...
Mais um Ano que termina...
Tempo favorável para retrospectivas frutuosas:
Rever as atitudes, avaliar os sentimentos.
Tudo pode ser uma auspiciosa procura e encontro, ou não...
Que cada um faça suas buscas.
faça seus encontros e reencontros.
Refaça seus caminhos e concretize seus sonhos.
Tenhamos coragem de olhar para trás,
E erros, mais que dar conta, admitir, perdão a Deus pedir.
Acertos, mais que exaltação, aprimoramentos...
E louvores a Deus elevar.
Um Ano Novo que inicia...
Deixemos algumas coisas para trás, outras nem tanto.
Que olhemos para frente,
Com olhar de confiança e esperança;
Ousadia e coragem...
Assim é a história de cada um:
Aprendizado com o passado
Para um presente mais amadurecido.
No futuro, por certo, flores e frutos,
Colher com alegria e gratidão,
Por ter a vida, com graça e encanto,
Deliciosamente vivido!
Deus quer sempre o melhor de nós para nós mesmos.
Faço votos que esta reflexão nos propicie esta necessária avaliação:
Simples, mas não menos ousadas propostas fazer,
Para a que a Luz de Deus em mais um Ano venha a resplandecer.
Haverá melhor forma de amá-Lo e adorá-Lo?
Deus seja louvado pelo ano que encerra.
Deus abençoe o novo ano que iniciaremos...
Gratidão e súplica
Gratidão e súplica
“O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a Sua face, e Se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o Seu rosto e te dê a paz!” (Nm 6,24-26).
Fim de mais um ano, momento de fazer planos para o próximo.
Revisar e repassar o calendário e a agenda...
Quantos acontecimentos para relembrar e, também, celebrar.
Grafei com a cor dourada os dias com acontecimentos memoráveis.
Não foram dezenas, mas ainda que um apenas, impulso para os demais.
Precisamos destes como um oásis, em travessia de árido deserto, que por vezes enfrentamos.
Com a cor prateada, os dias também expressivos,
Com acontecimentos e a beleza e densidade próprias,
Que refazem nossas forças para passos firmados pelos sonhos.
Com cinza escuro de uma nuvem pronta para desaguar,
Os dias marcados por preocupações, na espera de que passem,
Como uma tempestade, que depois deixa sua leveza e pureza no ar.
Com o verde, aqueles que ficaram marcados por pequenos gestos,
Como sementes lançadas e a serem cultivadas,
Para flores e frutos saborosos serem colhidos, ainda que não os veja.
Com o azul da rosa exótica de um jardim cultivado,
Os dias com acontecimentos que me fizeram sentir
Que o céu é possível, se buscarmos as coisas do alto.
Com o amarelo, os dias que clamaram por vigilância e cuidado, para que a vida e a nossa casa comum
não fossem vilipendiadas, destruídas, dor e sofrimento dos empobrecidos amenizados.
Embora as cores múltiplas tão diferenciadas,
Em todo o tempo e circunstâncias
A Deus gratidão pelo ano que finda,
Acompanhada de súplicas ao que se inicia.
Em poucas palavras...
Deus quer que sejamos santos...
Deus Pai de Amor deseja que, através da ação do Espírito Santo em nós, nos pareçamos cada vez mais com o Seu Filho Jesus Cristo.
Deste modo, seremos testemunhas de santidade, e esta é possível a todos os membros da Igreja, como ela nos ensina, pois Deus quer que todos sejamos Santos, participantes de Sua Vida e Amor.
Feliz Ano Novo!
Ano Novo: Um olhar contemplativo é preciso
Ano Novo: Um olhar contemplativo é preciso
“Maria conservava todas estas palavras,
meditando-as no seu coração” (Lc 2, 19)
Maria se abismava com a indizível ação de Deus Libertador,
Transbordava alegria pelo Amor de Deus em favor do Seu povo,
Exalava o odor de Cristo, que em seu seio habitava:
Odor do Divino Amor que veio ao nosso encontro.
Em suas entranhas um Encontro se deu:
Da imensidão de Deus com a fragilidade
E a pequenez de uma humana criatura,
Jesus, verdadeiramente homem e Deus.
Quantas vezes Maria apenas silenciou,
E, em seu Imaculado Coração, Mistérios guardou.
Apenas reluzia nas pupilas dos olhos seus
A Luz Divina que por algum tempo carregou.
Aquele dia inesquecível, na visita dos pastores,
Ao contemplarem na manjedoura o Deus-Menino,
E todos que os ouviam, maravilhados ficavam,
E Maria apenas silenciava e meditava...
Como não pensar naquele olhar de Mãe,
Naquele olhar de ternura, tão confiante,
Sem ainda muito entender, pelo que haveria de vir,
Ainda não ouvira de Simeão inesquecível profecia.
Aquele olhar de Mãe, singelo, sereno, contemplativo,
Da ausência de palavras... E, palavras para quê,
Se era a Mãe da Palavra que Se fez Carne
E veio conosco habitar, o amor viver e ensinar?
Quero no Ano Novo este olhar contemplativo.
Pretensão, talvez possa ser dito, não importa.
Quero aprender o silêncio necessário
Para, como Maria, os Mistérios Divinos contemplar.
Olhar contemplativo de quem observa
Coisas santas e belas e no coração conserva;
De quem não se curva diante das dificuldades,
E acredita na força do amor-fraternidade.
Quero somar com os olhares contemplativos
Que, como Maria, sonham e com a vida se encantam,
Que a fé não deixam, apesar das dificuldades, enfraquecer;
Fé que, vivenciada com caridade, a esperança faz acontecer.
Que Deus nos conceda um olhar contemplativo,
Um olhar de Maria, com Maria e como Maria,
Contemplando a presença de Deus em nosso meio,
Em mais um ano conosco haverá de caminhar...
Feliz Ano Novo com um olhar contemplativo!
Celebrar o Natal: promover a cultura do encontro e da paz
Celebrar o Natal: promover a cultura do encontro e da paz
Sejamos enriquecidos por um dos Sermões escrito pelo papa São Leão Magno (Séc. V) que nos apresenta o Natal do Senhor como o Natal da paz:
“O estado de infância, que o Filho de Deus assumiu sem considerá-la indigna de sua grandeza, foi-se desenvolvendo com a idade até chegar ao estado de homem perfeito e, tendo-se consumado o triunfo de sua paixão e ressurreição, todas as ações próprias do seu estado de aniquilamento que aceitou por nós tiveram o seu fim e pertencem ao passado.
Contudo, a festa de hoje renova para nós os primeiros instantes da vida sagrada de Jesus, nascido da Virgem Maria. E enquanto adoramos o nascimento de nosso Salvador, celebramos também o nosso nascimento.
Efetivamente, a geração de Cristo é a origem do povo cristão; o Natal da Cabeça é também o natal do Corpo. Embora cada um tenha sido chamado num momento determinado para fazer parte do povo do Senhor, e todos os filhos da Igreja sejam diversos na sucessão dos tempos, a totalidade dos fiéis, saída da fonte batismal, crucificada com Cristo na sua Paixão, ressuscitada na sua Ressurreição e colocada à direita do Pai na sua Ascensão, também nasceu com Ele neste Natal.
Todo homem que, em qualquer parte do mundo, acredita e é regenerado em Cristo, liberta-se do vínculo do pecado original e, renascendo, torna-se um homem novo. Já não pertence à descendência de seu pai segundo a carne, mas à linhagem do Salvador, que se fez Filho do homem para que nós pudéssemos ser filhos de Deus.
Se Ele não tivesse descido até nós na humildade da natureza humana, ninguém poderia, por seus próprios méritos, chegar até Ele.
Por isso, a grandeza desse dom exige de nós uma reverência digna de seu valor. Pois, como nos ensina o santo Apóstolo, nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos os dons da graça que Deus nos concedeu (1Cor 2,12). O único modo de honrar dignamente o Senhor é oferecer-Lhe o que Ele mesmo nos deu.
Ora, no tesouro das liberalidades de Deus, que podemos encontrar de mais próprio para celebrar esta festa do que a paz, que o canto dos anjos anunciou em primeiro lugar no nascimento do Senhor?
É a paz que gera os filhos de Deus e alimenta o amor; ela é a mãe da unidade, o repouso dos bem-aventurados e a morada da eternidade; sua função própria e seu benefício especial é unir a Deus os que ela separa do mundo.
Assim, aqueles que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus mesmo (Jo 1,13), ofereçam ao Pai a concórdia dos filhos que amam a paz, e todos os membros da família adotiva de Deus se encontrem naquele que é o Primogênito da nova criação, que não veio para fazer a sua vontade, mas a vontade daquele que o enviou. Pois a graça do Pai não adotou como herdeiros pessoas que vivem separadas pela discórdia ou oposição, mas unidas nos mesmos sentimentos e no mesmo amor. É preciso que tenham um coração unânime os que foram recriados segundo a mesma imagem.
O Natal do Senhor é o Natal da paz. Como diz o Apóstolo, Cristo é a nossa paz, ele que de dois povos fez um só (cf. Ef 2,14); judeus ou gentios, em um só Espírito, temos acesso junto ao Pai (Ef 2,18).” (1)
Oportuno retomar as palavras do Papa Francisco que nos exortava a promover a Cultura do Encontro, que se torna expressivo compromisso com a paz:
“A cultura do encontro constrói pontes e abre janelas para os valores e princípios sagrados que inspiram os outros. Derruba os muros que dividem as pessoas e as mantêm prisioneiras do preconceito, da exclusão ou da indiferença.” (2).
Ao celebrar o Natal do Senhor, sejamos comprometidos com a cultura do encontro e da paz em todos os dias do ano novo a ser iniciado, e que o Natal do Senhor seja, de fato, o Natal da Paz!
(1) Segunda Leitura do Ofício das Leituras – dia 31 de dezembro
(2) Papa Francisco à delegação de monges budistas de Taiwan (16/03/23)
“O Verbo Se fez Carne”
“O Verbo Se fez Carne”
Na Missa do Dia de Natal, celebramos o Mistério da Encarnação numa atitude de serena alegria e de ação de graças por tão maravilhoso acontecimento:
- O Filho eterno do Pai fez-Se homem;
- O Verbo que tudo criou fez-Se carne da nossa carne;
- Aquele que habitava nos Céus pôs a Sua morada no meio de nós;
- A “verdadeira luz” que veio ao mundo, deu a conhecer a Deus “a quem nunca O tinha visto”.
Na passagem da primeira Leitura, proclamamos o oráculo do Profeta Isaías (Is 52, 7-10). Um oráculo em forma de poema, com um lirismo surpreendente:
“Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a Boa Nova, que proclama a Salvação...” (Is 52.7).
Somos convidados a contemplar a Pessoa do recém-nascido reclinado numa manjedoura, e assim contemplamos a imensurável humildade de um Deus, cuja força se manifesta na fraqueza.
Na passagem da segunda Leitura, ouvimos o início da Epístola aos Hebreus (Hb 1,1-6). Deus, ao contrário dos ídolos mudos, falou conosco e por muito tempo, de modo especial pelos Profetas.
“Nestes tempos, que são os últimos”, enviou a Sua própria Palavra, 'imagem do Seu ser divino'”, do Seu desígnio, da Sua vontade. Ele mesmo Se faz Palavra e vem ao nosso encontro. Ele, Palavra viva e eficaz (Hb 4,12)."
Na proclamação da passagem do Evangelho de São João, ouvimos os primeiros versículos (Jo 1,1-18).
Com extrema beleza e estilo próprio, o Evangelista, ao mesmo tempo, sóbrio e solene, nos apresenta a Encarnação de Jesus através de um grande hino litúrgico, como que a abertura de uma “Sinfonia do Novo Mundo”.
Enuncia os temas que, logo a seguir, se desenvolverão em múltiplas variações com contrapontos sutis, de modo que o realismo da Encarnação do Filho de Deus constitui o centro desta vigorosa introdução do Evangelho.
A Palavra feita Carne é a revelação do Pai, do Seu amor. Receber, acolher e crer nesta Palavra é ter a vida eterna, como afirma nos capítulos posteriores.
Verdadeiramente assim cremos: Deus, movido por amor, desce misericordiosamente ao nosso encontro, porque havíamos caído miseravelmente, conforme nos falou o Bispo Santo Agostinho.
Agora que celebramos o Mistério desta Presença em nosso meio, urge que sejamos alegres mensageiros do Verbo, num mundo marcado por vezes por realidades sombrias, tristes e de morte.
A Encarnação do Verbo é, ao mesmo tempo, a nossa elevação, porque Ele Se faz hóspede de nossa alma e nos envia para sermos, no mundo, sinal de Sua presença, como alegres discípulos da misericórdia divina, dando razão de nossa esperança, no corajoso testemunho de nossa fé, inflamados pelo fogo do Seu indizível Amor.
Enfim, contemplar a Encarnação e ver a glória de Deus, é viver de modo a favorecer que vejam e sintam a presença de Deus em nós e em todas as pessoas.
PS: Missal Quotidiano, Dominical e Ferial – Ed Paulus – Lisboa - pp.178-180
Apropriado para dia 31 de dezembro, em que se proclama a passagem do Evangelho de São João (Jo 1,1-18).
Olhando pela janela...

Olhando pela janela...
Vendo a vida com o olhar realista:
A vida em nossos dias é muito dura
para a maior parte da humanidade.
A concorrência é desumana e com ela a desigualdade social.
A concorrência é desumana e com ela a desigualdade social.
Segurança profissional existirá para alguém?
O relaxamento dos costumes cresce de maneira inquietadora,
os Sagrados princípios são violados.
O recrudescimento da ditadura do relativismo,
a desconfiança reinante e de modo generalizado.
Aumenta assustadoramente a delinquência.
Os índices da mortalidade infantil ainda são deploráveis.
O sofrimento não poupa ninguém e a morte continua a ser o pavor de todos,
porque ronda fazendo-nos sombra.
Pesa sobre a humanidade o perigo de guerras e da autodestruição,
bem como a destruição do planeta (fala-se em agonia planetária).
Reina ainda na terra, deploravelmente, o estado da injustiça que clama vingança.
Reina ainda na terra, deploravelmente, o estado da injustiça que clama vingança.
Os clamores do Terceiro Mundo bradam aos céus,
famélicos ainda se multiplicam e com isto a morte ainda faz seus números assustadores.
Há outros sinais que vejo pela janela que me fazem chorar.
Experimentamos, às próprias custas,
sem podermos nos esquivar e dizer que não temos culpa.
Ø Quais as consequências quando o pecado domina?
Ø Quem pode sentir-se em segurança?
Ø O que é possível fazer?
Meu olhar que é funesto e assustador ou a própria realidade que descrevo?
Não se apresse em conclusões precipitadas.
Não desista de procurar um novo olhar.
Não desistamos de construir pontes que nos aproximam,
e derrubar os muros que nos separam.
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