domingo, 1 de novembro de 2026

As Bem-Aventuranças e o discipulado (Todos os Santos)

                                                     

As Bem-Aventuranças e o discipulado

Como discípulos missionários do Senhor, somos chamados a viver na planície do cotidiano as Bem-Aventuranças (Mt 5,1-12a), e assim sermos, de fato, sal da terra e luz do mundo.

As quatro primeiras Bem-Aventuranças definem a atitude fundamental do discípulo missionário de Jesus Cristo: pobre, aflito, manso e sedento de justiça.

As quatro seguintes referem-se à vida de relação com o outro: ser misericordioso, puro de coração, promotor da paz e testemunha corajosa.

Vejamos o que nos diz cada Bem-Aventurança do Sermão da Montanha:

1ª - pobres em espírito: trata-se de uma condição espiritual e não a pobreza material em si. Na linguagem hebraica pode ser entendido como devoto, fiel, aquele que coloca a sua confiança em Deus;

2ª - o discípulo é enviado não apenas para levar a Boa Notícia aos pobres, mas também consolar os aflitos, em situações difíceis, para que reencontrem a esperança, certos de que Deus intervirá e acabará com os motivos da aflição;

3ª - o discípulo viverá a mansidão na imitação de Jesus, com domínio dos instintos, e sabe que, mesmo em situações de oposição, respeita ao outro e não reage recorrendo à violência. A este é prometida a posse da terra que consiste na vida eterna no Reino dos céus, a Salvação;

4ª - o discípulo é faminto e sedento de justiça, empenha-se no cumprimento da Lei de Deus e se compromete em viver conforme a Sua vontade acima de tudo; e encontrará pleno cumprimento no Banquete Messiânico, que nos será oferecido na eternidade e que já experimentamos em cada Celebração da Eucaristia;

5ª - o discípulo se reconhece pecador e tem continuamente a necessidade da misericórdia divina, e esta acolhida o leva a viver as obras de misericórdia (corporais e espirituais);

6ª - o discípulo é puro de coração, e entende-se coração como a sede dos sentimentos e dos desejos, dos pensamentos e das ações. Ser puro de coração é ser sincero no proceder, que não pensa de um modo e age de outro. Não cultiva más intenções para com o próximo, e sua pureza diante de Deus não se obtém pela prática de alguns ritos, mas numa conduta de vida boa, sincera que se concretiza na prática do bem;

7ª - é promotor da paz em todos os âmbitos (família, comunidade e no mundo). Empenha-se concretamente no cultivo dos sentimentos de paz em atitudes de conciliação, compreensão e paciência. Sabe que a paz é dom de Deus, que nos criou à Sua imagem e semelhança, seremos chamados filhos de Deus, por isto o compromisso inadiável e irrenunciável na promoção da paz;

8ª - o discípulo pobre em espírito, aflito, com fome e sede de justiça será perseguido. Sabe que encontrará hostilidades, mas tem plena convicção da presença de Deus, sabe que o Reino e suas Bem-Aventuranças lhe pertencerão. A perseguição enfrentada é um sinal de que se está ao lado de Cristo, na vivência de seu batismo e da dimensão profética.

Oremos:

“Ó Deus, que prometestes aos pobres e aos humildes as alegrias do Vosso Reino, fazei que a Igreja não se deixe seduzir pelos poderes do mundo, mas, à semelhança dos pequenos do Evangelho, siga confiante o Seu Esposo e Senhor, para que possa experimentar a força do Vosso Espírito. Amém.”



PS: Fonte de pesquisa: Lecionário Comentado – Ed. Paulus – 2011
pp.159-160.

Em poucas palavras... (Todos os Santos)

                                                


“As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus”

“As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus Cristo e descrevem-nos a sua caridade: exprimem a vocação dos fiéis associados à glória da Sua Paixão e Ressurreição; definem os atos e atitudes características da vida cristã; são as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações; anunciam aos discípulos as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas; já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos” (1) 

 

(1)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1717

PS: Passagens do Evangelho - (Lc 6,17.20-26; Mt 5,1-12)

Conduzidos e iluminados pelas Bem-Aventuranças (1) (Todos os Santos)

                                                               

Conduzidos e iluminados pelas Bem-Aventuranças

 “Bem-Aventurados os pobres em espírito...”

Ouvimos, na Solenidade de Todos os Santos, a passagem do Evangelho (Mt 5, 1-12), em que Jesus nos apresenta as Bem-Aventuranças, no alto da Montanha.

Na realização das atividades pastorais é sempre oportuno rever objetivos e estratégias para melhor anunciarmos e testemunharmos a Boa-Nova do Evangelho, e somente na vivência das Bem-Aventuranças, realizaremos nosso Projeto de vida no encontro da verdadeira felicidade, que é, ao mesmo tempo, o caminho de santidade que todos somos chamados a trilhar, para que mereçamos alcançar a glória da eternidade.

Conduzidos e iluminados pelas Bem-Aventuranças, seremos pobres em espírito, com absoluta e incondicional confiança em Deus; possuiremos a mansidão necessária para enfrentarmos as situações adversas; viveremos as aflições cotidianas, certos de que Deus jamais nos desampara, e nos dá Seu consolo, força e proteção.

Nossa fome e sede de justiça serão saciadas, e não nos omitiremos nos sagrados compromissos por um novo céu e uma nova terra, com relações que expressem maior fraternidade e comunhão.

Viveremos a misericórdia, expressa na acolhida, no perdão, na solidariedade, capacitando-nos e nos colocando com alegria como instrumentos da paz, para sinalizar a presença do Reino em nosso meio.

Iluminados por elas, teremos a pureza de coração e de alma necessária, gerando e formando Cristo em nós e nos outros, com maturidade e coragem para suportar eventuais insultos, calúnias, tormentos, perseguições e, até mesmo a morte, se ela se fizer presente, ainda que indesejável, como assim testemunharam os profetas, apóstolos, mártires e tantos cristãos, nesta longa história de amor e fidelidade ao Senhor.

Pelas Bem-Aventuranças iluminados evangelizaremos com amor, zelo e alegria, com a presença do Espírito do Senhor que repousa sobre nós (Lc 4,18).

Evidentemente, viver as Bem-Aventuranças, como projeto e desafio permanente, exige que carreguemos a cruz cotidianamente com suas necessárias renúncias, o que somente será possível se crermos piamente que Jesus viveu, morreu e desceu à mansão dos mortos, mas Ressuscitou triunfalmente ao terceiro dia.

Crendo no Cristo vivo e Ressuscitado, glorioso, sentado à direita do Pai, renovemos a alegria de combatermos o bom combate da fé, no tempo presente, (como Igreja militante), rumando ao céu, para nos juntarmos àqueles que já se encontram na glória da eternidade (Igreja triunfante), sem deixar de elevarmos orações por aqueles que entre nós viveram, mas ainda não podem contemplar a face divina, devido aos seus pecados (Igreja padecente).

Sejamos sempre conduzidos e iluminados pelas Bem-Aventuranças, com a convicção de que seremos julgados por Deus: “No entardecer de nossa vida seremos julgados pelo amor” (São João da Cruz).

Conduzidos e iluminados pelas Bem-Aventuranças (2) (Todos os Santos)

                                                                

Conduzidos e iluminados pelas Bem-Aventuranças

 “Bem-Aventurados os pobres em espírito...”

É sempre necessário rever objetivos e estratégias para melhor anunciarmos e testemunharmos a Boa-Nova do Evangelho, iluminados pelo Sermão da Montanha, as Bem-Aventuranças, que Jesus nos apresentou como um Projeto de vida, para o encontro da verdadeira felicidade, que é, ao mesmo tempo, o caminho de santidade que todos somos chamados a trilhar, para que mereçamos alcançar a glória da eternidade.

Conduzidos e iluminados pelas Bem-Aventuranças, seremos pobres em espírito, com absoluta e incondicional confiança em Deus; possuiremos a mansidão necessária para enfrentarmos as situações adversas; viveremos as aflições cotidianas, certos de que Deus jamais nos desampara, e nos dá Seu consolo, força e proteção.

Nossa fome e sede de justiça serão saciadas, e não nos omitiremos nos sagrados compromissos por um novo céu e uma nova terra, com relações que expressem maior fraternidade e comunhão.

Viveremos a misericórdia, expressa na acolhida, no perdão, na solidariedade, capacitando-nos e nos colocando com alegria como instrumentos da paz, para sinalizar a presença do Reino em nosso meio.

Conduzidos e iluminados por elas, teremos a pureza de coração e de alma necessária, gerando e formando Cristo em nós e nos outros, com maturidade e coragem para suportar eventuais insultos, calúnias, tormentos, perseguições e, até mesmo a morte, se ela se fizer presente, ainda que indesejável, como assim testemunharam os profetas, apóstolos, mártires e tantos cristãos, nesta longa história de amor e fidelidade ao Senhor.

Evangelizaremos com amor, dedicação e alegria, vivendo as Bem-Aventuranças, como projeto e desafio permanente, carregando a cruz cotidianamente com suas necessárias renúncias, o que somente será possível se crermos piamente que Jesus viveu, morreu e desceu à mansão dos mortos, mas Ressuscitou triunfalmente ao terceiro dia.

Crendo no Cristo vivo e Ressuscitado, glorioso, sentado à direita do Pai, renovemos a alegria de combatermos o bom combate da fé, no tempo presente, (como Igreja militante), rumando ao céu, para nos juntarmos àqueles que já se encontram na glória da eternidade (Igreja triunfante), sem deixar de elevarmos orações por aqueles que entre nós viveram, mas ainda não podem contemplar a face divina, devido aos seus pecados (Igreja padecente).

Sejamos sempre conduzidos e iluminados pelas Bem-Aventuranças, com a convicção de que seremos julgados por Deus: “No entardecer de nossa vida seremos julgados pelo amor” (São João da Cruz).

sábado, 31 de outubro de 2026

“Peregrinando na penumbra da Fé”

                                                      

“Peregrinando na penumbra da Fé”

Acontecimento: Missa de renovação das promessas batismais das crianças da Catequese, com vistas à Primeira Eucaristia.

Liturgia do dia: Solenidade de todos os Santos e Santas, com a riqueza da Palavra Proclamada: Ap 1; Sl 23; 1Jo 3,1-3; Mt 5, 1-12a.

Acenei para os cinco vitrais, entre tantos, que enriquece a Igreja em que nos encontrávamos.

1 – O primeiro vitral: o Batismo de Jesus no Rio Jordão por João Batista, remetendo-nos ao acontecimento celebrado: a renovação de nosso Batismo. Para que o vivamos precisamos fazer renúncias cotidianas, e professar, com alegria, as verdades da fé que nos movem e nos solidificam neste caminho de santidade.

2 – O segundo vitral: uma das pregações de Santo Antônio, que embora encontrando indiferença da parte de alguns, não encontrou da parte dos peixes, que segundo consta, puseram-se a ouvi-lo, atentamente.  Acenei para a caminhada catequética feita, o anúncio da Palavra, o conhecimento da Doutrina Católica, a fome que todos temos da Palavra de Deus, de modo especial, comunicada na Missa com a Liturgia da Palavra em que Cristo Se faz Pão.

3 – O terceiro vitral: a famosa cena da mula, que depois de dias sem comer, curva-se diante da Eucaristia por Santo Antônio apresentada. Motivei a perseverança na caminhada catequética, dando mais alguns passos para que cheguemos ao grande dia de reconhecermos a presença de Jesus na Eucaristia, o Mistério da fé que cremos. Ele está verdadeiramente no Pão e no Vinho Consagrado, transubstanciado. Em cada Missa também somos alimentados pelo Pão da Eucaristia e inebriados pelo Sangue de Cristo, Verdadeira Comida e Bebida para o caminho que fazemos, na penumbra da fé, esperançosos da Jerusalém Celeste, aguardando a segunda vinda do Senhor.

4 – O quarto vitral: Santo Antonio partilhando um pedaço de pão.
Inspira-nos a vivência da caridade, do amor, da partilha, da solidariedade, como viveram as primeiras comunidades, aqueles que se encontram para a Fração do Pão, para o Encontro Eucarístico. Quem se alimenta do Pão da Palavra e do Pão da Eucaristia, como discípulo missionário, é enviado ao mundo para ser sinal de alegre partilha, promovendo a vida plena para todos.

5 – O quinto vitral: Santo Antonio segura o Menino Jesus, como que O ofertando, apresentando ao mundo. Esta é nossa missão, formar e gerar Cristo em nós, em cada Banquete Eucarístico que participamos, oferecendo a luz e o Amor de Deus ao mundo, sendo sinal de Sua presença para tantos quantos precisam.

Todo batizado em nome da Trindade Santa tem esta maravilhosa missão, como discípulo missionário do Senhor: nutrido pela Palavra e pela Eucaristia, dar razão de sua esperança, viver o o seu Batismo, testemunhar a sua fé, com gestos concretos de amor e partilha.

O convite da Missa: sermos Santos como Deus é Santo! Vivendo na comunhão com todos os Santos e Santas que nos precederam na Glória Celeste; que lavaram e alvejaram as suas vestes no Sangue do Cordeiro.

Por isto, em cada Eucaristia que celebramos, subimos à Montanha Sagrada, nos assentamos aos pés do Senhor, que nos ensina e nos propõe um Projeto de vida, santidade e felicidade: as Bem-Aventuranças...

Inspirado nos cinco vitrais e iluminados pela Palavra proclamada não nos percamos no caminho, nesta trilha iluminada da Santidade.

Ainda que o leitor não conheça os referidos vitrais, poderá conhecer outros que também levam a reflexões e Orações; que elevam a alma e iluminam nossa caminhada na penumbra da fé, esperançosos da Jerusalém Celeste que há de vir, como também expressa o Prefácio desta Missa Solene:

“Festejamos hoje a cidade do céu, a Jerusalém do alto, nossa mãe, onde nossos irmãos, os Santos, Vos cercam e cantam eternamente o Vosso louvor. Para essa cidade caminhamos pressurosos, peregrinando na penumbra da Fé”.


PS: Celebração em novembro de 2013, na Paróquia Santo Antônio de Gopoúva - Diocese de Guarulhos - SP - em novembro de 2013. 

Santidade é vocação de todos nós

                                                             

Santidade é vocação de todos nós

Uma reflexão à luz desta passagem da Primeira Epístola de São Pedro (1 Pd 1,15-16):

“Como é Santo Aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. Pois está na Escritura: Sede santos, porque Eu sou Santo”.

Oportuno o que nos diz a Igreja na Constituição “Lumen Gentium”: 

“... Todos os fiéis, qualquer que seja sua posição na Igreja ou na sociedade, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. A santidade promove uma crescente humanização. Que todos, pois, se esforcem, na medida do dom de Cristo, para seguir Seus passos, tornando-se conformes à Sua imagem, obedecendo em tudo a vontade do Pai, consagrando-se de coração à glória de Deus e ao serviço do próximo. A história da Igreja mostra como a vida dos santos foi fecunda, manifestando abundantes frutos de santidade no Povo de Deus” (n.40)

De fato, a santidade é a vocação de todos aqueles que se propõem a seguir Jesus Cristo, como membros da Igreja, não importando o lugar que tenhamos na Igreja ou na sociedade.

Somos chamados à “plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade”, procurando retidão no proceder, como nos exortou o Apóstolo na passagem bíblica; movidos pela Verdade do Evangelho, pautando a existência pelo amor, verdade, justiça, liberdade e fraternidade.

Quanto maior o empenho em santidade, mais promotores da humanização dos relacionamentos e mais fecunda será a vida de todos nós, produzindo “frutos de santidade”.

Neste sentido, o Papa Francisco, através da “Gaudet et Exsultat”, que deve ser sempre retomada e refletida por nossas comunidades, nos exortou a crescermos em santidade, vivendo a alegria da santidade.

Concluindo, é sempre tempo favorável de avaliarmos o progresso que tenhamos feito no testemunho da santidade, dentro e fora da Igreja, em sagrados e renovados compromissos com o Reino de Deus.


PS: Oportuno para a passagem - 1 Pd 1,10-16, proclamada na terça-feira da oitava semana do Tempo Comum

A Santidade desejável por Deus

                                                          

A Santidade desejável por Deus

Santidade é o estar bem com Deus, por isto ela é dom e missão. Deus no-la dá, mas nós devemos realizá-la em nossa vida e irradiá-la em todos os lugares.

Santidade: Dom e Missão.
Para que seja dom precisará de corações que não estejam cheios de si mesmos. Exige empenho para que aconteça a justiça de Deus e a promoção de Sua paz. Exige, portanto, desprendimento, conversão, abandono da autossuficiência.

A Santidade não é o destino de uns poucos, mas de uma imensa multidão. Todos os que, de alguma maneira, mesmo sem o saber, aderiram à causa de Cristo e o Seu Reino.

Ser Santo significa ser totalmente de Deus, vivendo um cristianismo libertado, esperançoso, comprometido e exigente, numa vida espiritual sólida e permanente.

Jamais Santidade poderá ser sinônimo de “beatice”, medo de viver, fuga, evasão, alienação. O mundo precisa de Santos e Santas que nos revelem a Face de Cristo, que nos comuniquem o Amor do Pai e nos iluminem com a Luz do Espírito.     

A Santidade é possível a todos os membros da Igreja, ela nos ensina, pois Deus quer que todos sejamos Santos, participantes de Sua Vida e Amor. O Pai deseja que, através da ação do Espírito Santo em nós, nos pareçamos cada vez mais com o Seu Filho Jesus Cristo.

Ela é o desenvolvimento da nossa filiação divina: “Desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como Ele é” (1Jo 3,2).

Concluamos com as palavras do Missal Dominical:

“A Santidade cristã manifesta-se, pois, como uma participação na vida de Deus, que se realiza com os meios que a Igreja nos oferece, particularmente com os Sacramentos. A Santidade não é o fruto do esforço humano, que procura alcançar Deus com suas forças, e até com heroísmo; ela é dom do Amor de Deus e resposta do homem à iniciativa divina.” (1)

(1) Missal Dominical - Editora Paulus - 1995 - pág. 1367
Passagem do Evangelho - Mt 5,1-12a

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG