sábado, 17 de outubro de 2026
Dar a cada um o que lhe pertence (XXIXDTCA)
Dar a cada um o que lhe pertence
Sejamos enriquecidos pelo Sermão escrito por São Lourenço de Brindisi (1559-1619), capuchinho, doutor da Igreja, para a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 22, 15-21).
“«Então, dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». É preciso dar a cada um o que lhe pertence. Eis uma palavra verdadeiramente cheia de sabedoria e de ciência celestial.
Porque nos ensina que há duas espécies de poder: um humano e terreno, outro divino e celeste. […] Ensina-nos que devemos estar sujeitos a uma dupla obediência: às leis dos homens e às leis divinas. […]
Temos de pagar a César a moeda que tem a efígie e a inscrição de César, e a Deus o que recebeu o sinete da imagem e semelhança divinas: «Resplandeça sobre nós, Senhor, a luz da Tua face!» A luz da Tua face deixou em nós a Tua marca, Senhor (Sl 4,7).
Fomos criados à imagem e semelhança de Deus (cf Gn 1,26). Tu és homem, ó cristão. És, portanto, moeda do tesouro divino, uma moeda que tem a efígie e a inscrição do Imperador divino.
Assim, pergunto com Cristo: «De quem é esta imagem e esta inscrição?» Tu respondes: «De Deus». E eu digo-te: «Então porque não dás a Deus o que é de Deus?»
Se queremos realmente ser imagem de Deus, devemos assemelhar-nos a Cristo, pois Ele é a imagem da bondade de Deus e «imagem fiel da Sua substância» (Hb 1,3). E Deus, «àqueles que Ele de antemão conheceu, também os predestinou para serem uma imagem idêntica à do Seu Filho» (Rm 8,29).
Cristo deu verdadeiramente a César o que era de César e a Deus o que era de Deus. Ele observou da maneira mais perfeita os preceitos contidos nas duas tábuas da lei divina, «tornando-Se obediente até à morte e morte de Cruz» (Fp 2,8), e por isso foi elevado ao mais alto grau de todas as virtudes visíveis e invisíveis.”
Somos verdadeiramente imagem e semelhança de Deus, assim o cremos, portanto, devemos dar a César o que é de César e a Deus o que a Ele pertence.
Dar a Deus a nossa vida, a vida do povo, de modo que tudo coloquemos em Suas mãos, ciente de nossas responsabilidades, como cidadãos, obrigações e direitos, mas que tudo seja revertido em prol do povo que a Deus pertence.
Urge que a vida humana seja promovida em todos os seus âmbitos, a fim de que possamos amá-Lo e adorá-Lo sobre todas as coisas, sobre todos os poderes, e cientes de que tudo a Ele pertence: toda honra, glória, poder e louvor. Amém.
Missão: uma questão de amor (XXIXDTCA)
Deve ser atuante, pascal, viva, sincera, comprometida, verdadeira e adubada, regada todos os dias de nossa vida para que possa produzir frutos agradáveis ao Senhor…
Deve ser firme, pois do contrário as coisas vão de água abaixo… Não ser derrotista, pessimista, arrasado… Crer contra toda humana esperança…
Que não é sentimento passageiro, mas mandamento e exercício constante; pede empenho, dedicação, esforço, vigilância… Não existe “amei e ponto final”, pois a cada dia se ama mais, ele é eterno é o esforço da eternidade e indefinível, indeterminado, como o próprio Paulo disse em Romanos (Rm 13,8), não fiqueis devendo nada ao outro a não ser o amor mútuo… Amar sempre, verdadeiramente, entre amigos e esposos, pais e filhos (o que está faltando em muitas famílias)…
É sempre tempo de devolver a Deus o que é de Deus: fé atuante, caridade esforçada e firme esperança… O mundo precisa de pessoas assim.
“Não existem duas esperanças” (XXIXDTCA)
Deus nos pede a Sua imagem (XXIXDTCA)
Afeição, ternura e carinho na evangelização (XXIXDTCA)
Sagrados compromissos com a promoção do bem comum
Sagrados compromissos com a promoção do bem comum
Em tempo de eleições e promessas, oportuno lembrar que o compromisso na promoção do bem comum é para todas as pessoas, de modo especial para aqueles que se propõem à cargos públicos.
Sejamos iluminados pelos parágrafos n.1905-1917 do Catecismo da Igreja Católica, sobre o que vem a ser o bem comum.
De acordo com a natureza social do homem e da mulher, o bem de cada um/a está necessariamente relacionado ao bem comum; e este, por sua vez, abrange o conjunto das condições sociais que permitem aos grupos e às pessoas atingir a sua perfeição, do modo mais pleno e fácil.
São três os elementos essenciais do bem comum:
1º. O respeito e a promoção dos direitos fundamentais da pessoa;
2º. A prosperidade ou desenvolvimento dos bens espirituais e temporais da sociedade (exigência do bem-estar social e o desenvolvimento da própria sociedade);
3º. A paz e a segurança do grupo e dos seus membros.
Concluindo, importa que o bem comum esteja sempre orientado para o progresso das pessoas, de modo que a ordem das coisas deve estar subordinada à ordem das pessoas, e não o inverso.
Esta ordem, por sua vez, constrói-se na justiça e é vivificada pelo amor e tem como base a verdade, cabendo ao Estado defendê-lo e promovê-lo na sociedade civil; em favor de toda a família humana e da sociedade internacional.
Que o Espírito do Senhor nos conduza e nos ilumine para sagrados compromissos com o bem comum, somando com quem realmente tem histórias e compromissos com ele, e não ajam com exclusivos interesses próprios.







