quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Em poucas palavras... (N.Sra. Aparecida)

 


Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações

“Infundi, Senhor, pela intercessão da Santa Virgem Maria, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, cheguemos por sua paixão e cruz, à glória da Ressurreição.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos. Amém.”

 

(1)        Oração da Coleta – Missa da Bem-Aventurada Virgem Maria do Rosário

Maria, modelo para o nosso discipulado (N.Sra. Aparecida)

                                                             

Maria, modelo para o nosso discipulado

Renovemos os sagrados compromissos para a ação evangelizadora, e reflitamos sobre o verdadeiro itinerário do discípulo/a perfeito/a. 

Maria é nos apresentada, à luz dos episódios da Anunciação (Lc 1,26-38), da Visitação (Lc 1,39-56) e em Caná da Galileia (Jo 2,1-11) (1), deste modo:

1º.  Ouve a Palavra de Deus e a guarda em seu coração (Lc 1,28; 2,19);

2º. Deixa-se questionar por Deus, ficando intrigada e refletindo sobre o significado da mensagem do Senhor (Lc 1,29);

3º. Como mulher madura, humana e espiritual, ela tem a  ousadia de questionar o próprio Deus (Lc 1,34);

4º. Ao perceber que é obra de Deus, ela não apenas cede, mas assume a condição de serva, permitindo que a Palavra do Senhor aconteça plenamente em sua existência (Lc 1,38);

5º. Nela, a Palavra é frutífera e fecunda, é vida gerada e se torna Carne (Lc 1,35);

6º. Nela, também, a Palavra se torna missão, pois ela não se contém em si, e sente a necessidade de comunicar esta alegre e esperançosa notícia ao mundo (Lc 1,39-45);

7º. Finalmente, em Caná, Maria se torna a pedagoga da fé, uma verdadeira mistagoga, conduzindo a comunidade dos discípulos a fazer tudo o que Jesus disser (Jo 2,5).

Com Maria, somos eternos aprendizes para um autêntico discipulado, para que edifiquemos uma Igreja Sinodal, fortalecendo nossas comunidades eclesiais missionárias, com seus pilares da Palavra, do Pão da Eucaristia, da Caridade e da Ação Missionária, tendo a Palavra de Deus como fonte, a Eucaristia como sustento, a comunhão como ideal e o amor como identidade (2)

 

(1) Documento n. 111 da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – “E a Palavra habitou entre nós” (Jo 1,14) – Animação Bíblica da pastoral a partir das comunidades eclesiais missionárias” – n. 297

(2) Documento da CNBB n. 112 - Critérios e itinerários para a Instituição de Ministério de Catequistas – n. 67

Em poucas palavras... (N.Sra. Aparecida)

                                                           



Rainha da Paz, rogai por nós!

Maria, no Mistério da Encarnação do Verbo é a humilde serva do Senhor que, pelas palavras do Arcanjo Gabriel, recebeu o anúncio e concebeu no seio Virginal o Príncipe da Paz, Jesus Cristo, Aquele que nos restituiu a paz, reconciliando em Si a terra e os céus (cf. Lc 1,26-38).


As duas naturezas do Senhor no ventre de Maria (N.Sra. Aparecida)

                                                                             

 

As duas naturezas do Senhor no ventre de Maria

 

“Uma virgem [...]; iria conceber um filho, Deus e homem,

primeiro em seu espírito, e depois em seu corpo”.

 

Sejamos enriquecidos pelo Sermão escrito pelo Papa São Leão Magno (séc. V):

 

“Uma virgem da descendência real de Davi foi escolhida para a sagrada maternidade; iria conceber um filho, Deus e homem, primeiro em seu espírito, e depois em seu corpo.

 

E para evitar que, desconhecendo o desígnio de Deus, ela se perturbasse perante efeitos tão inesperados, ficou sabendo, no colóquio com o Anjo, que era obra do Espírito Santo o que nela se realizaria.

 

Maria, pois, acreditou que, estando para ser em breve Mãe de Deus, sua pureza não sofreria dano algum. Como duvidaria desta concepção tão original, aquela a quem é prometida a eficácia do poder do Altíssimo?

 

A sua fé e confiança são ainda confirmadas pelo testemunho de um milagre anterior: a inesperada fecundidade de Isabel. De fato, quem tornou uma estéril capaz de conceber, pode também fazer com que uma virgem conceba.

 

Portanto, a Palavra de Deus, que é Deus, o Filho de Deus, que no princípio estava com Deus, por quem tudo foi feito e sem ela nada se fez (cf. Jo 1,2-3), a fim de libertar o homem da morte eterna, Se fez homem.

 

Desceu para assumir a nossa humildade, sem diminuir a Sua majestade. Permanecendo o que era e assumindo o que não era, uniu a verdadeira condição de escravo à condição segundo a qual Ele é igual a Deus; realizou assim entre as duas naturezas uma aliança tão admirável que, nem a inferior foi absorvida por esta glorificação, nem a superior foi diminuída por esta elevação.

 

Desta forma, conservando-se a perfeita propriedade das duas naturezas que subsistem em uma só Pessoa, a humildade é assumida pela majestade, a fraqueza pela força, a mortalidade pela eternidade.

 

Para pagar a dívida contraída pela nossa condição pecadora, a natureza invulnerável uniu-se à natureza passível; e a realidade de verdadeiro Deus e verdadeiro homem associa-se na única pessoa do Senhor.

 

Por conseguinte, Aquele que é um só mediador entre Deus e os homens (1Tm 2,5), como exigia a nossa salvação, morreu segundo a natureza humana e ressuscitou segundo a natureza divina.

 

Com razão, pois, o nascimento do Salvador conservou intacta a integridade virginal de sua mãe; ela salvaguardou a pureza, dando à luz a Verdade.  

 

Tal era, caríssimos filhos, o nascimento que convinha a Cristo, poder e sabedoria de Deus. Por este nascimento, Ele é semelhante a nós pela sua humanidade, e superior a nós pela Sua divindade. De fato, se não fosse verdadeiro Deus, não nos traria o remédio; se não fosse verdadeiro homem, não nos serviria de exemplo.  

 

Por isso, quando o Senhor nasceu, os Anjos cantaram cheios de alegria: 'Glória a Deus no mais alto dos céus, e anunciaram paz na terra aos homens por Ele amados'(Lc 2,14).

 

Eles veem, efetivamente, a Jerusalém Celeste ser construída pelos povos do mundo inteiro. Por tão inefável prodígio da bondade divina, qual não deve ser a alegria da nossa humilde condição humana, se até os sublimes coros dos Anjos se rejubilam?”

 

 

Contemplemos Maria, que concebeu o Verbo, primeiro em seu espírito e depois em seu corpo. Que também nós saibamos formar e gerar Cristo em nós, em nosso coração, para que d’Ele sejamos testemunhas credíveis e agradáveis ao Senhor.


Maria, a mãe de Jesus, a mãe da Igreja e nossa, nos ajuda a colocar em prática a Palavra do seu Filho, para que tão somente assim desta família façamos parte, pois a família de Jesus não se limita aos laços consanguíneos, mas à acolhida e prática de Sua Palavra, e do Seu Mandamento: “amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei”, somente assim seremos Seus discípulos.

 

Cremos que Deus quis  o Salvador da humanidade, de natureza invulnerável, incapaz de sofrer qualquer desgaste, prejuízo, demérito, viesse ao mundo e Se encarnasse no ventre de uma Virgem.

 

Assim aconteceu. Encarnando-Se assume uma natureza passível, ou seja, capaz de sofrer as realidades temporais.

 

Ele que era de condição divina de tudo Se desapegou e aceitou a morte humilhante na Cruz. Lágrimas, choro, pranto, fome, abandono, indiferença, humilhação, escárnio, morte... como vemos  abundantemente nos Evangelhos, Hebreus, Cartas Paulinas.

 

Reflitamos como o "Sim" de Maria a Deus aponta quatro belos propósitos, que devem estar no coração de todos aqueles que amam e querem seguir e servir seu Filho:

 

- Imitá-la, sobretudo nas suas virtudes, qualidades incontáveis;

 

- Ser contemplativo como Maria, cantora da esperança dos pobres. Pés no chão, coração voltado para Deus e olhos plenamente abertos para a sede do povo, como cantamos;

 

- Fazer a vontade do Pai sempre e acima de tudo;

 

- Colocar-se numa incansável atitude de conversão, para que tenhamos um coração atento e fiel ao Projeto de Deus, para que o nosso coração seja semelhante ao Coração de Jesus.

 

Maria não nos salva, mas melhor do que ninguém nos aponta Àquele que é Oo Caminho, a Verdade e a Vida (cf. Jo 14,6), Aquele que nos alcança a Salvação.

 

Reflitamos sobre o papel de Maria em nossa caminhada de fé, como peregrinos da esperança, e nos perguntemos, quem melhor do que Maria para nos:

 

- Ajudar a construir na terra o céu?

 

- Apontar o caminho que nos leva ao céu?

 

- Ensinar a crer na invulnerabilidade divina e passibilidade humana do Seu Filho?

 

Em Maria, no seu ventre:

 

- A natureza divina e a natureza humana encontraram-se, como que num abraço, para que ao tornar-se visível na forma de uma criança, toda a humanidade fosse abraçada;

 

- E desde o seu ventre, a nossa humanidade na Encarnação do Filho, para sempre foi redimida, resgatada.

 

Consagremo-nos a Maria, pois quanto mais consagrados a Ela, mais fiéis e próximos seremos do seu Amado Filho, e O adoraremos em espírito e verdade.

 

“Ó minha Senhora, e também minha mãe,

Eu me ofereço inteiramente todo a vós...”

 

Ave Maria cheia de graça... 

 

PS: Oportuno para reflexão da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 1,26-38) e também ao celebramos a Festa de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho); Nossa Senhora do Rosário (07 de outubro).

Fixemos nosso olhar no olhar de Maria (N.Sra. Aparecida)

                                                       


Fixemos nosso olhar no olhar de Maria


Contemplemos Maria como a mulher da alegria, do esplendor, da dor e da glória.

Contemplamos os mistérios da anunciação, morte e ressurreição:  Mistérios gozosos, luminosos, dolorosos, gloriosos.
 
Na passagem do Evangelho de Lucas (Lc 1,26-38), Maria é nos apresentada como mulher simples do povo; nada de extraordinário aos olhos da humanidade, mas muito especial aos olhos de Deus. Preservada do pecado; escolhida para ser a Mãe do Redentor.
 
Mãe Daquele que pelo mistério da ação do Espírito Santo nela Se encarna.
 
No mistério da cruz, mistério do amor de Deus Se entrega e Se doa, em amor que ama até o fim.

Mistério da Ressurreição que acalenta e anima nossa caminhada que transcende o tempo presente e até mesmo a morte.

Aquele que em Maria Se encarnou e o sangue na cruz por nós derramou, regou a vinha do Senhor que somos, para frutos de paz, justiça e amor produzir…

Fixemos nosso olhar no olhar de todos os olhares que para Deus se voltaram.
 
Contemplemos o olhar de Maria que os mais diversos momentos vivenciou e jamais a Deus se fechou.

Contemplemos o olhar de Maria, diante do arcanjo Gabriel que lhe anuncia que será Mãe do Salvador. Olhar de dúvida, incompreensão e, por que não, de medo, mas de sinceridade e confiança e transparência, com certeza…

Indaga ao anjo como assim pode ser?

Olhar iluminado pelo Mistério revelado e compreendido e que lhe faz ressoar o SIM que mudou a história da humanidade: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim conforme a Vossa vontade” (Lc 1,38).
 
Como não contemplar o olhar dos olhares que o menino em seu ventre acolheu e acarinhou?

Olhar que na criança deitada na manjedoura o Verbo de Deus reconheceu, nos ofereceu e nos apresentou.

Olhar de Mãe Maria que o procurou quando no templo, aos doze anos se perdeu.

Olhar que procura o filho, olhar de tantas mães que procuram seus filhos.
 
Olhar que o viu crescer dia a dia em tamanho, graça e sabedoria diante de Deus.

Olhar de Maria silenciosamente contemplando a pregação de Seu Filho, na planície e na montanha.

Olhar que maravilhou-se, incontáveis vezes, por tudo que falava; por tudo que fazia.

Olhar de Maria que o procurou e encontrou mergulhado em noites de vigília e oração.

O Olhar da mãe de todas as mães, que não se fechou e não se amedrontou, nem se acovardou no mistério de Sua Paixão e Morte.
 
Olhar lacrimoso, dolorido, sentido, vendo seu Filho covardemente condenado, desprezado, humilhado, desfigurado, das roupas despojado, sangue e suor derramados…

Olhos abertos contemplando mistério de iniquidade, mas mistério maior de amor e fidelidade: O mal não pode ter a última palavra.
 
Também seus ouvidos acolhiam gritos e lamentos, que ecoaram da boca de Seu Filho e de todos os seus filhos em todos os tempos!
 
Olhar que o acompanhou e o testemunhou na cruz: Pelos pregos cravados, coração trespassado.

Água e vinho verteram: nascimento e alimento ao mundo também ricamente oferecidos e em cada Eucaristia celebrados.

Olhar de Maria que pelo mistério da fé contemplou Sua descida a mansão dos mortos, para romper as correntes do pecado, dominar também as forças diabólicas do inferno – diabo e morte vencidos.
 
O olhar de Maria que jamais perdera o brilho, reluziu na madrugada da Ressurreição. A vida venceu a morte.

Olhar de Maria, olhar de quem crê na Vida Nova do Filho, Ressuscitado pelo Pai, que por Amor, no Amor e pelo Amor (Espírito Santo) jamais o abandonou.

Contemplemos o olhar de Maria nas primeiras vezes em que o apóstolo dizia: “Tomai todos, isto é meu corpo… Tomai todos, isto é o meu sangue” (Atos 1).

Aquele mesmo corpo que acolheu em seu ventre, agora ali diante dos olhos, no mistério da matéria transubstanciada: Mistério de fé, Mistério da Ceia, Mistério da Eucaristia.

Ela contemplando as marcas dos pregos no corpo do Ressuscitado!!! Que alegria tomou o coração de Maria.

Depois, Maria contemplando Sua subida aos céus, para que depois, um pouco depois, ela também aos céus fosse assunta, por Deus coroada.
 
Olhar de ternura, alegria, confiança, simplicidade, esperança, bondade, fraternidade, humanidade, solidariedade, amor, bondade, fidelidade, perdão, compreensão, mansidão…

Olhar que transcende a realidade da morte, porque és portadora e crente da Boa Nova da Ressurreição!

É deste olhar que precisamos, por isto mais, do que nunca, é tempo de fixarmos nosso olhar no olhar de Maria…

Somente com um olhar assim é que o mundo haveremos de mudar, a começar de nós mesmos!

Nada veremos de novo se, em primeiro lugar, não convertermos nosso olhar.
 
Maria te suplicamos:

Vem conosco caminhar para que tragas marcas, tantas e incontáveis, de teu olhar!

És Maria, mulher possuidora do olhar de todos os olhares.
 
És Rainha, és Senhora: “Volvei para nós estes vossos olhos misericordiosos…”
 
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia...

  

Em poucas palavras... (N.Sra. Aparecida)

                                                     


A esperança de Maria

“No Sábado Santo, quando, com a morte de Jesus, a escuridão mais completa desceu sobre o mundo, só ficou acesa a esperança de Maria.”  (1)

 

(1) hablarcomdios.org - Francisco Fernandez-Carvajal.

Rezando à luz dos Prefácios da Bem-Aventurada Virgem Maria (N.Sra. Aparecida)

                                      


Rezando à luz dos Prefácios da Bem-Aventurada Virgem Maria

Rezemos à luz dos cinco Prefácios da Bem-Aventurada Virgem Maria conforme Missal Romano:

I - A maternidade da Bem-Aventurada Virgem Maria:

“...Por obra do Espírito Santo ela concebeu o vosso Filho Unigênito e, sem perder a glória de sua virgindade, deu ao mundo a luz eterna, Jesus Cristo, Senhor nosso...”

II – A Igreja louva a Deus com as palavras de Maria:

- “...Na comemoração da Bem-aventurada, exaltamos, ainda mais, vossa clemência, inspirando-nos no mesmo hino que ela cantou em vosso louvor.

De fato, fizestes grandes coisas por toda a terra e, de geração em geração, manifestastes a vossa infinita misericórdia, quando olhastes para a humildade de vossa serva, e nos destes, por meio dela, o autor da salvação da humanidade, vosso Filho Jesus Cristo, Senhor nosso...”

III – Maria, imagem e Mãe da Igreja:

- “Acolhendo vosso Verbo no seu coração imaculado, ela mereceu concebê-lo em seu seio virginal, e dando à luz o Fundador, acalentou a Igreja que nascia.

Recebendo aos pés da cruz o testamento da caridade divina, ela assumiu todos os seres humanos como filhos e filhas, gerados para a vida eterna pela morte de Cristo.

Ao esperar com os Apóstolos o Espírito prometido, unindo suas súplicas às preces dos discípulos tornou-se modelo da Igreja orante...”

IV – Maria, sinal de consolação e esperança:

- “Nós vos louvamos e bendizemos na (...) da Bem-aventurada Virgem Maria, por Cristo, Senhor nosso.

Humilde serva, ela acolheu vossa palavra e a guardou no seu coração; admiravelmente unida ao mistério da redenção, perseverou com os apóstolos em oração, esperando a vinda do Espírito Santo; agora resplandece no caminho da nossa vida, como sinal de consolação e de firme esperança...”

V – Maria, imagem da nova humanidade:

“...Na plenitude dos tempos revelastes o mistério escondido nos séculos antigos para que o mundo inteiro recuperasse a vida e a esperança.

Pois, em Cristo, novo Adão, e em Maria, nova Eva, manifestastes o mistério da vossa Igreja como primícia da humanidade redimida.

Por este dom admirável, toda a criação, na força do Espírito Santo, retorna ao caminho original da Páscoa eterna...”

“Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida e doçura...”

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