terça-feira, 6 de outubro de 2026

Glorifiquemos a Deus

                                          


Glorifiquemos a Deus

Glorifiquemos a Deus e vivamos nosso compromisso batismal, na ação evangelizadora, jamais deixando que o orgulho, vaidade, prestígio, domínio nos ceguem, a fim de que não façamos perder a beleza de nosso anúncio, ou o colocando em descrédito por ausência de autêntico testemunho.

Glorifiquemos a Deus e não deixemos que os “espinhos da carne” sufoquem nosso amor e dedicação a Ele e ao próximo, ainda que surjam dificuldades e obstáculos, multipliquemos os gestos expressivos de caridade e solidariedade.

Glorifiquemos a Deus enfrentando com força e coragem tudo que possa nos aprisionar, roubando-nos a liberdade que o Senhor  nos alcançou; suportando açoites, perseguições, incompreensões, calúnias por causa de Jesus, se vierem inevitavelmente; pacientes na tribulação, resistentes na tentação e agradecidos a Deus  na prosperidade.

Glorifiquemos a Deus, caminhando todos juntos, como Igreja Sinodal, a serviço do Reino de amor, justiça, verdade, liberdade, vida, santidade, fraternidade e verdadeira comunhão; pela luz da Palavra, iluminados e conduzidos, e  pelo Pão da Eucaristia, alimentados e fortalecidos. Amém.


Fontes inspiradoras: Mt 5,1-12; 2 Cor 11,18-21b-30; Gl 5,1

 

Rezando com os Salmos - Sl 46 (47)

 


Senhor, venha a nós o Vosso Reino...


“–1 Ao maestro do coro. Salmo dos filhos de Coré.

–2 Povos todos do universo, batei palmas,
gritai a Deus aclamações de alegria!
–3 Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,
o soberano que domina toda a terra.

–4 Os povos sujeitou ao nosso jugo
e colocou muitas nações aos nossos pés.
–5 Foi Ele que escolheu a nossa herança,
a glória de Jacó, seu bem-amado.

–6 Por entre aclamações Deus se elevou,
o Senhor subiu ao toque da trombeta.
–7 Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,
salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!

–8 Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,
ao som da harpa acompanhai os Seus louvores!
–9 Deus reina sobre todas as nações,
está sentado no seu trono glorioso.

–10 Os chefes das nações se reuniram
com o povo do Deus santo de Abraão,
– pois só Deus é realmente o Altíssimo,
e os poderosos desta terra lhe pertencem!”

O Salmo 46(47) é um hino de júbilo pela vitória de Israel, sob a poderosa assistência de Deus, o Senhor  e Rei do Universo, a quem se deve todo o triunfo.

Ao rezarmos este Salmo, professamos nossa fé em Jesus Cristo, Rei e Senhor de todo o Universo. No entanto, Reinar com Jesus é traduzir a Oração do Senhor em realidade em nossa vida: “Venha a nós, Senhor, o Vosso Reino…”

Reinar com Jesus é fazermos o máximo que pudermos, por amor e com amor, para que “Deus seja tudo em todos” (cf. 1 Cor 15,23-28)

Concluo com as palavras do Prefácio da Missa de Cristo Rei do Universo, sobre o Reino que o Senhor inaugurou com a Sua vinda ao nosso encontro:

“Reino eterno e universal: Reino de verdade e vida, Reino de santidade e graça, Reino da Justiça, do amor e da paz”.

 

Hospitalidade e acolhimento

                                                         

Hospitalidade e acolhimento

Com a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 10,38-42) que nos apresenta a visita de Jesus à casa dos Santos Marta, Maria e Lázaro, temos a possibilidade de refletir sobre a hospitalidade e o acolhimento.

Não se trata de acentuar a oposição que se faz entre ação e contemplação, antes se trata de uma advertência para que não caiamos num ativismo desenfreado que nos esgote levando ao vazio, e nem tão pouco caiamos num espiritualismo sem compromissos concretos de solidariedade para com o próximo.

Vemos que o verdadeiro encontro com Jesus, acompanhado da escuta de Sua Palavra, dará o real sentido e vigor para nossa ação e missão.  

A “escuta” de Sua Palavra torna-se o ponto de partida e nos projeta para novos compromissos, coloca-nos em perfeita sintonia com a vontade de Deus.

É preciso que aprendamos e reaprendamos a sentar aos pés do Senhor, pois somente Ele tem Palavra de Vida Eterna.

É preciso dar tempo à Oração, ao silêncio e à escuta do que Deus tem a nos dizer: é preciso ter ouvidos e coração de Maria, e mãos de Marta, para que assim façamos melhor a vontade de Deus.

Escutar o Senhor nos reenvia diferenciados para a vida cotidiana, para o muito fazer.

Reflitamos:

- O que elas nos ensinam para que tenhamos maior fidelidade ao Senhor, no testemunho uma fé autêntica?
- Qual a acolhida que Deus encontra em nosso coração?

- Qual o tempo que dedicamos à escuta de Sua Palavra?
- Quanto que sou capaz de sofrer por amor à Igreja, completando em minha carne o que falta à Paixão de Cristo por amor a Sua Igreja?

Somente enraizados, vivificados n’Ele é que frutos de vida eterna produziremos (Jo 15). Somente com a linfa vital do Seu Amor é que tornaremos a vida mais bela e fraterna.

Importa que saibamos parar e nos assentar aos pés do Senhor para O acolhermos, e consequentemente a Sua Palavra, que nos renova e revigora, prolongando-a no cotidiano, pois somente assim celebraremos e viveremos uma autêntica Eucaristia.

Recuperemos o “fôlego”

                                                        

Recuperemos o “fôlego”

Contemplemos Marta, Maria e Lázaro que acolhem o Senhor, à luz da passagem do Evangelho (Lc 10,38-42).

A cena é conhecida: Maria acolhe Jesus e se assenta aos Seus pés, para escutar o amigo e Divino Mestre, escolhendo a melhor parte que não lhe será tirada, garantiu o Senhor; de outro lado, vemos Marta agitada, inquieta, de certo modo até advertindo Aquele que havia recebido como hóspede.

Marta ainda não havia compreendido, e com ela pudemos aprender, que a atenção prestada ao Senhor não nos afasta da vida, mas ao contrário: “confere ao nosso viver um fôlego maior”. 

Ela é, na exata medida, cada um de nós esgotados, estressados pelo muito a fazer, sem parar diante do Senhor, privando-nos do essencial: o tempo da oração, e o maior de todos os momentos, o Banquete da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã.

A atitude de Maria nos convida a contemplar tantas pessoas muito ativas que, embora no meio de muitas ocupações, vivem interiormente em profunda paz, numa contemplação secreta, com o coração unido ao Senhor, porque assíduos na participação do Banquete da Eucaristia, ouvem e conduzem sua vida pela Palavra proclamada, ouvida, acolhida e na vida em prática colocada, com a força do Espírito que nos assiste e nos conduz.

São tantas as pessoas que no viver a fé, dando razão da esperança e na prática da caridade, fazem tudo o que devem fazer, não num desapego artificial das coisas, mas com a plena tranquilidade de quem, mesmo nos serviços mais abrangentes, ama o Senhor e O serve no próximo.

Recuperemos o “fôlego”, assentando-nos aos pés do Senhor. Ele não apenas quer ser acolhido, mas quer nos dirigir Sua Palavra, que nos reorienta, revigora, e dá um sentido ao nosso existir, pois com Ele, e somente com Ele, fazemos bem e melhor todas as coisas.

Recuperemos o “fôlego”, acolhamos o sopro do Espírito para que não esmoreçamos na missão que o Senhor nos confia, vivendo com zelo, amor e alegria, pois somente quem para diante do Senhor é capaz de ir bem mais longe, até que alcance o fim desejado, a eternidade, e a contemplação definitiva de Sua face.

Por ora, é tempo de recuperar o “fôlego”...


Fonte inspiradora: Lecionário Comentado - Ed Paulus - Lisboa Portugal - p.769.

Em poucas palavras...

                                            


Contemplativos na ação e ativos na contemplação 

Na autêntica e fecunda espiritualidade cristã, precisamos promover a integração, harmonia e equilíbrio entre as duas atitudes (escuta e serviço): “contemplativos na ação” e “ativos na contemplação”.  

Bem afirmou Santo Agostinho: “Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração enquanto não repousa em Ti.” Amém.


PS: Passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 10,38-42)

Contemplação e ação

                                                        

Contemplação e ação

Reflexão à luz da passagem do Evangelho (Lc 10,38-42), sobre a hospitalidade e o acolhimento.

O verdadeiro encontro com Jesus, acompanhado da escuta de Sua Palavra, dará o real sentido e vigor para nossa ação e missão.  

A “escuta” de Sua Palavra torna-se o ponto de partida, e nos projeta para novos compromissos, colocando-nos em perfeita sintonia com a vontade de Deus.

Esta passagem, em que Jesus visita a casa de Marta e Maria, não tem propósito para acentuar a oposição que se faz entre ação e contemplação, antes se trata de uma advertência para que não caiamos num ativismo desenfreado que nos esgote levando ao vazio, e nem tão pouco caiamos num espiritualismo sem compromissos concretos de solidariedade para com o próximo.

É preciso dar tempo à Oração, ao silêncio e à escuta do que Deus tem a nos dizer: é preciso ter ouvidos e coração de Maria, e mãos de Marta, para que assim façamos melhor a vontade de Deus.

É preciso que aprendamos e reaprendamos a sentar aos pés do Senhor, pois somente Ele tem Palavra de Vida Eterna.

Escutar o Senhor nos reenvia diferenciados para a vida cotidiana, para o muito fazer. Somente enraizados, vivificados n’Ele é que frutos de vida eterna produziremos (Jo 15). Somente com a linfa vital do Seu Amor é que tornaremos a vida mais bela e fraterna.

Reflitamos:

- O que Marta e Maria nos ensinam para que tenhamos maior fidelidade ao Senhor, no testemunho de uma fé autêntica?

- Qual a acolhida que Deus encontra em nosso coração?
- Qual o tempo que dedicamos à escuta de Sua Palavra?

- Quanto somos capazes de sofrer por amor à Igreja, completando em nossa carne o que falta à Paixão de Cristo por amor a Sua Igreja?

Urge que aprendamos a parar e nos assentarmos aos pés do Senhor para O acolhermos, e consequentemente a Sua Palavra, que nos renova e revigora, prolongando-a no cotidiano, pois somente assim celebraremos e viveremos uma autêntica Eucaristia.

"Mãos de Marta e o coração de Maria"

                                                                


"Mãos de Marta e o coração de Maria"

Reflexão à luz da passagem do Evangelho (Lc 10,38-42), sobre a hospitalidade e o acolhimento.

Jesus visita a casa de Marta e Maria não tem propósito para acentuar a oposição que se faz entre ação e contemplação, antes se trata de uma advertência para que não caiamos num ativismo desenfreado que nos esgote, levando ao vazio, e nem tão pouco caiamos num espiritualismo sem compromissos concretos de solidariedade para com o próximo.

Vemos que o verdadeiro encontro com Jesus, acompanhado da escuta de Sua Palavra, dará o real sentido e vigor para nossa ação e missão.  

A “escuta” de Sua Palavra torna-se o ponto de partida e nos projeta para novos compromissos, coloca-nos em perfeita sintonia com a vontade de Deus.

É preciso dar tempo à Oração, ao silêncio e à escuta do que Deus tem a nos dizer.

Como se afirma, é preciso ter ouvidos e coração de Maria e mãos de Marta, para que assim façamos melhor a vontade de Deus.

É preciso que aprendamos e reaprendamos a sentar aos pés do Senhor, pois somente Ele tem Palavra de Vida Eterna.

Escutar o Senhor nos reenvia diferenciados para a vida cotidiana, para o muito fazer.

Somente enraizados, vivificados n’Ele é que frutos de vida eterna produziremos (Jo 15). Somente com a linfa vital do Seu Amor é que tornaremos a vida mais bela e fraterna.

Reflitamos:

- O que elas nos ensinam para que tenhamos maior fidelidade ao Senhor, no testemunho de uma fé autêntica?
- Qual a acolhida que Deus encontra em nosso coração?

- Qual o tempo que dedicamos à escuta de Sua Palavra?
- Quanto que sou capaz de sofrer por amor à Igreja, completando em minha carne o que falta à Paixão de Cristo por amor a Sua Igreja?

Importa que saibamos parar e nos assentar aos pés do Senhor para O acolhermos, e consequentemente a Sua Palavra, que nos renova e revigora, prolongando-a no cotidiano, pois somente assim celebraremos e viveremos uma autêntica Eucaristia.

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