terça-feira, 6 de outubro de 2026
Dos lábios do Senhor, mais que simples palavras...
Glorifiquemos o nome de Deus
Glorifiquemos o nome de Deus
Com o comentário sobre Ageu, escrito pelo bispo São Cirilo de Alexandria séc. V), refletimos sobre o nome de Deus, que é glorificado entre todas as nações.
“Por ocasião da vinda de nosso Salvador, o templo se manifestou sem comparação mais glorioso e mais divino, mais ilustre e excelente do que o antigo.
Assim o julga quem percebe a diferença entre o culto da religião da lei e o culto evangélico de Cristo, e entre a realidade e sua sombra.
A este respeito creio poder dizer o seguinte. Existia um só templo, unicamente, em Jerusalém, e um único povo, o israelita, ali oferecia sacrifícios. Todavia, depois que o Unigênito, sendo o Deus e Senhor que resplandeceu para nós (Sl 117,27), conforme a Escritura, Se tornou semelhante a nós, o restante do orbe da terra encheu-se de casas santas e de inumeráveis adoradores que honram com incenso e sacrifícios espirituais o Deus do universo.
Foi isto que, segundo me parece, predisse Malaquias, falando em nome de Deus: Porque sou Eu o grande rei, diz o Senhor, e meu nome é glorificado entre as gentes e em todo lugar se oferece incenso a meu nome e um sacrifício puro (cf. Mal 1,11).
É, portanto, verdade que a glória do último templo – entenda-se a Igreja – seria maior. Aos dedicados que trabalham em sua edificação será dada pelo Salvador, como recompensa e dom do céu, o Cristo, paz de todos: por quem temos acesso junto ao Pai no único Espírito (cf. Ef 2,18). É o que afirma: Darei a paz a este lugar e paz da alma para aumento de todos quantos houverem trabalhado para levantar este templo (Ag 2,9).
Em outro lugar também diz Cristo: Eu vos dou a minha paz (Jo 14,27). Qual seja sua atuação nestes que O amam, Paulo explica: A paz de Cristo, que ultrapassa todo entendimento, guarde vossos corações e inteligências (cf. Fl 4,7).
Igualmente o sábio Isaías orava: Senhor, nosso Deus, dá-nos a paz, pois Tu nos tratas como nossas ações merecem (Is 26,12). Porque para quem recebeu uma vez a paz de Cristo, torna-se fácil guardar a própria alma e dirigir o esforço para o dom da virtude bem exercida.
Por isto se declara que será dada a paz a todo aquele que constrói. Seja alguém edificador da Igreja e sacerdote, seja intérprete dos sagrados mistérios, foi estabelecido sobre a casa de Deus. E se cuidar de sua alma, vivendo como pedra viva e espiritual para o templo santo e habitação de Deus no Espírito (cf. Ef 2,22), alcançará por prêmio a salvação sem dificuldade.”
Glorifiquemos o nome de Deus, como Igreja que somos, vivendo como pedra viva e espiritual, para o templo santo e habitação de Deus no Espírito, como disse o apóstolo Paulo aos Efésios.
Como membros da Igreja, todos somos chamados, pelo batismo, a glorificar o nome de Deus, e assim o fazemos, quando nos tornamos alegres discípulos missionários do Senhor, com a força e presença do Espírito, que aquece nossos corações, e teremos a luz divina em nosso olhar.
Teremos, portanto, como os discípulos de Emaús, o coração ardente, os olhos abertos e os pés sempre a caminho, no anúncio e testemunho da Boa Nova do Reino de Deus.
Centralize Jesus em sua vida!
Sentemo-nos aos pés do Senhor!
Aos Teus pés, Senhor
"Os traços comuns dos Mistérios de Jesus"
"Os traços comuns dos Mistérios de Jesus"
À luz dos parágrafos n.516-518, reflitamos sobre os três traços comuns dos Mistérios de Jesus Cristo, nosso Salvador.
O primeiro Mistério é a Revelação do Pai: considerando que toda a Sua vida é revelação do Pai por Suas palavras, atos, silêncios, sofrimentos, modo de falar e de ser.
Ao Se encarnar no ventre de Maria e habitando entre nós (Jo 1,14), veio para cumprir plenamente a vontade do Pai (Hb 10,5-7).
Deste modo, pôde afirmar: “Quem Me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9); e o Pai pôde no-Lo apresentar: “Este é o meu Filho predileto: escutai-O” (Lc 9, 35), de modo que os pequenos pormenores de Seus Mistérios manifestam o imenso amor que Deus tem para conosco (1 Jo 4,9).
O segundo Mistério é o de Redenção: ela nos vem pelo Seu Sangue na Cruz (Ef 1,7; 1 Pd 1,18-19), mas revelado por Sua Encarnação, pela qual, fazendo-Se pobre, nos enriquece com a sua pobreza (2Cor 8,9); na vida oculta que, pela sua obediência, repara a nossa insubmissão (Lc 2,51); na palavra que purifica os seus ouvintes (Jo 15,3); nas curas e expulsões dos demônios, pelas quais “toma sobre Si as nossas enfermidades e carrega com as nossas doenças” (Mt 8, 17: Is 53,4); na ressurreição, pela qual nos justifica (Rm 4,25).
O terceiro Mistério é de Recapitulação: tudo o que Jesus fez, disse e sofreu tinha por fim restabelecer o homem decaído na sua vocação originária: “Quando Ele encarnou e Se fez homem, recapitulou em Si a longa história dos homens e proporcionou-nos, em síntese, a salvação, de tal forma que aquilo que havíamos perdido em Adão – isto é, sermos imagem e semelhança de Deus – o recuperássemos em Cristo Jesus” (Santo Irineu de Lion), e ainda –“Aliás, foi por isso que Cristo passou por todas as idades da vida, restituindo assim a todos os homens a comunhão com Deus” (idem).
Contemplemos o tríplice Mistério de Jesus: Revelação, Redenção e Recapitulação, e por Ele termos sido chamados para a missão evangelizadora, para firmarmos os pilares da evangelização (Palavra, Eucaristia, Caridade e Ação Missionária).
Contemplemos e glorifiquemos o divino Mistério de Jesus, que cremos e professamos não apenas com nossos lábios, mas com o coração e com toda a nossa vida. Amém.







