quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Em poucas palavras...

                                    


A tríplice função dos anjos

“Segundo a literatura judaica, a função dos anjos era tripla: 

a) Adoração e louvor de Deus; 

b) Agentes ou mensageiros divinos de assuntos humanos; 

c) Guardiães dos homens e das nações (Hb 12,15).”

 

(1) Comentários à Bíblia Litúrgica – Gráfica Coimbra 2 – pág.889

Santa Teresinha, padroeira das missões

                                       


Santa Teresinha, padroeira das missões

“No coração da Igreja, minha vocação é o amor...” 

De modo especial, a Igreja dedica o mês de outubro para aprofundar sobre as missões, a fim de que vivamos a dimensão sinodal, edificando uma Igreja misericordiosa, acolhedora e missionária, alcançando as realidades mais desafiadoras, que o Papa Francisco chama de periferias existenciais.

E como é importante podermos contar com a intercessão de Santa Teresinha do Menino Jesus (séc. XIX), declarada a “Padroeira das Missões”, por PIO XI, em 1927, e cuja memória celebramos no dia 1º de outubro.

Santa Teresinha pouco viveu, mas teve tamanha intensidade e amor, e ficará para sempre viva, sendo grande testemunha do Senhor.

Retomo suas palavras, quando procurava encontrar o lugar da sua vocação na Igreja: “Então, delirante de alegria, exclamei: Ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, Tu me deste este lugar, meu Deus. No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo se realizará”. 

Em oração, à luz da Palavra Divina, descobriu seu lugar na Igreja, e sua exclamação ressoa por todo o tempo: "No coração da Igreja minha vocação é o amor!” 

Com ela, aprendemos a nos perguntar: - “Qual é a minha vocação na Igreja, sobretudo uma Igreja Sinodal, Povo de Deus que caminha juntos, na comunhão, participação e missão?” 

Que a exemplo desta jovem, tenhamos intenso amor no coração, a fim de que pelo Amado Jesus seduzidos, com o fogo do amor do Espírito, vivamos maior fidelidade ao plano de amor que Deus tem para todos nós, edificando comunidades eclesiais missionárias, que se alimentam com o Pão da Palavra e da Eucaristia.


Aprendamos com Santa Teresinha a viver com ardor e amor a graça da vocação

                                               


Aprendamos com Santa Teresinha a viver com ardor e amor a graça da vocação

"No coração da Igreja minha vocação é o amor!” 

No dia 1º de outubro, celebramos a memória de uma grande testemunha do Senhor, Santa Teresinha do Menino Jesus (séc. XIX).

Santa Teresinha pouco viveu, mas teve tamanha intensidade e amor, que ficará para sempre viva, presente em nossa memória. Ela foi declarada a “Padroeira das Missões”, por Pio XI, em 1927.

Ela é uma das quatro doutoras da Igreja, ao lado de Santa Teresa de Ávila, Santa Catarina de Sena e Santa Hildegarda de Bingen. 

Em oração atenta, à luz da Palavra Divina, descobriu seu lugar na Igreja, e sua exclamação ressoa no nosso: "No coração da Igreja minha vocação é o amor!”, como encontramos em seus escritos.

Responderemos que somos bispo, padre, religiosa, seminarista, agente de pastoral, primeiros educadores da fé, pelo exemplo e palavra aos filhos, por Deus, confiados (pai e mãe)...

Com toda certeza, diremos o que somos, o que fazemos, os títulos que possuímos, o trabalho que já fizemos ou faremos etc. 

Somente uma jovem com intenso amor no coração, pelo Amado seduzido, com o fogo do Amor do Espírito, em fidelidade ao Pai de Amor, poderia ter dito de forma tão singular e tão marcante: “No coração da Igreja minha vocação é o amor...”

Sempre oportuno refletir sobre a nossa vocação na Igreja. Sejamos ou façamos o que for, mas façamos vocacionados para o Amor e pelo Amor, somente assim seremos fiéis e amados Discípulos Missionários do Senhor! 

Anjos que não vejo e anjos que vejo!

                                                     

Anjos que não vejo e anjos que vejo!

São Anjos e Arcanjos que não vemos; que nos trouxeram e nos trazem sempre alegres notícias. Como pedagogos e mestres, nos acompanham e nos defendem. Por isto toda reverência, gratidão e confiança.

Há Anjos que não vemos, mas cremos! Nossos pais deles nos falaram desde o ventre materno. Sentimos sua presença; sua amável e indispensável companhia, pois quis Deus que de nós fossem intrépidos defensores.

Na Bíblia, incontáveis passagens sobre eles encontramos, quer no Antigo, quer no Novo Testamento.

Mas, há também anjos que vemos. Anjos com nome e sobrenome, endereço:

- Anjos que fazem parte de nossa história.

- Anjos que vejo são mães que educam, acalentam e a semente do Verbo plantam no coração de seus filhos.

- Anjos que vejo são pais (também mães) que acordam de madrugada, ao trabalho acorrem (quando empregados), na busca do pão de cada dia, que a fome dos seus filhos sacia. Para além de todo cansaço, distâncias, congestionamentos, estresses, tensões... 

Anjos que nas comunidades espalhadas pelo campo e cidade evangelizam:

- Anjos que cantam, louvam e dançam;

- Anjos que cuidam das crianças para que nutridas sejam;

- Anjos que anunciam em tantos grupos de catequese;

- Anjos que nas Liturgias escrevem roteiros, criam, proclamam;

- Anjos que enfermos visitam, suas feridas tocam, lavam, curam, simplesmente por amor;

- Anjos que trabalham na prevenção, que acreditam na força e alegria da sobriedade, fruto da liberdade;

- Anjos que cestas enchem e partilham; que saciarão clementes barrigas vazias;

- Anjos que promovem festas; incentivam e cuidam do dízimo para que a Igreja evangelize;

- Anjos que acolhem, consolam; esperança plantam; sorrisos nos lábios colhem;

- Anjos que da vida cuidam, lutam contra a violação da vida, desde sua concepção até seu declínio natural – imortal teimosia e profecia.

Anjos...

Quantos anjos que vejo nos rostos de nossa Igreja! Talvez não tão “belos e televisivos”, mas sem eles, o mundo seria indiscutivelmente mais feio, gélido, sem brilho, vazio...

- Anjos que promovem a paz, que fazem da política o gesto sublime de caridade, exercício do poder que gera o bem comum.

- Anjos que comunicam boas novas à humanidade; reencantam a vida; refazem sonhos; revigoram esperanças...

O mundo precisa de anjos:

- Anjos sem asas para voar, mas com asas no coração, para que o amor alce voos mais altos.

- Anjos visíveis em ternas feições humanas que encantados e enamorados pela vida, por Cristo apaixonados, nos assegurem que vale a pena lutar, viver, sonhar, dias melhores buscar, paraíso construir.

- Anjos com rostos inocentes de crianças; com brilho imortal, pois por Deus plantado.

- Anjos com rosto da beleza da juventude, que nos desafiam com sua garra e inquietude.

- Anjos com rostos enrugados, cabelos agrisalhados, experiências adquiridas.

Anjos: anjos humanos, humanos anjos. Que não pairem nas nuvens, mas que conosco caminhem.

Comigo há sempre anjos que vejo e anjos que não vejo!

Mas, serei eu anjo na vida de alguém? 
É bom ter anjos! 
Mas, também é preciso que sejamos anjos na vida de alguém.


PS: A Igreja celebrará, no dia 02 de outubro, a Memória dos Anjos de Guarda (Ex 23,21-23; Salmo 91; Mt 18,1-5.10).

“Envia-me, Senhor”

                                                         

“Envia-me, Senhor”

"A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
 Por isso, pedi ao dono da messe
 que mande trabalhadores para a colheita” (Lc 10, 2)

Vejamos algumas exigências no discipulado, na fidelidade ao envio que o Senhor faz à luz da passagem do Evangelho de São Lucas (10,1-12), conforme Comentário do Missal Cotidiano:

1- A mansidão necessária na árdua missão de ser enviado como cordeiro em meio aos lobos (v.3);

2- A pobreza – não confiar nos bens materiais (bolsa, sacola, sandálias) – Sua Confiança é tão apenas na onipotência e força divina, para que o coração não fique dividido e a missão fragilizada, dando um contratestemunho indesejável (v.4);

3- Espírito de paz – é instrumento da paz compreendida como plenitude vida, alegria, comunhão, de todos os bens divinos necessários para que sejamos felizes plenamente (vv.5-6);

4- Não ter exigências e viver na gratuidade e na confiança na divina providência que nada nos deixa faltar (v.7);

5- Solicitude e interesse pelos necessitados anunciando a estes a alegria da Boa Nova do Reino que os acolhe, inclui, ama, perdoa, cura (v.8-9);

6- Perseverante – se rejeitado continuar em frente, sem jamais desistir do anúncio. Nada pode interromper sua missão, nenhuma rejeição, nenhum obstáculo encontrado no caminho.

7- Sendo enviado do Senhor, a acolhida implica em acolhida do próprio Deus, de outro lado a rejeição aos enviados do Senhor não ficará impune, pois Deus tratará com maior rigor aqueles que se fecharem a Boa Nova do Reino de Deus.

São sete orientações que Nosso Senhor apresenta aos Seus discípulos ao enviá-los, dois a dois. São 72 que vão à Sua frente, a toda cidade aonde Ele próprio devia ir (v. 1). De casa em casa comunicando a Boa Nova do Reino até que toda a cidade seja iluminada.

Sintamo-nos enviados a proclamar esta mesma Boa Notícia, sempre atual e transformadora da vida daqueles que foram enviados e daqueles que acolhem este anúncio, com a coragem por Deus em nós fortalecida para sermos prontos e perseverantes em nossa resposta: 

"Envia-me, Senhor, com Vosso Espírito,
Para anunciar o Reino de Deus,
Reino de amor, vida, verdade, justiça e paz.
Amém!”

PS: Apropriado para reflexão da passagem do Evangelho de São Lucas (Mt 9,36-10,8; Lc 10,1-12)

Com Jó, aprendamos e supliquemos

                                                        


Com Jó, aprendamos e supliquemos


Ó Deus, que aprendamos com Jó, oprimido por seus “amigos”, mas que em seu sofrimento jamais perdeu a confiança em Vós, porque sois o nosso Defensor, e quer conosco estabelecer vínculos de amor; e não tardais em realizar a divina justiça.

Como cristãos, discípulos missionários, peregrinando na esperança do Reino, creiamos que não perdendo o amor, nada, absolutamente nada estará perdido.

Nos passos do Vosso amado Filho, pela fé, também saibamos e creiamos que Cristo surge e Se faz presente em todo homem e mulher que sofre e ama.

Ajudai-nos, ó Deus, a viver o amor que Jesus nos deu como Mandamento,  dia após dia, deixando a vida impregnar-se, gota a gota, do zelo pelos outros, transformando-nos a nós mesmos e o mundo no qual estamos inseridos, como sal da terra e luz do mundo. Amém.

 

PS: Fonte inspiradora – Missal Cotidiano – Editora Paulus - Comentário da passagem do Livro de Jó (Jó 19,21-27) – pág. 1335-1336

“Fidelidade Constante”

                                                     

“Fidelidade Constante”

Na fidelidade a Ti, Jesus, felicidade encontrarei.
Na fidelidade a Ti, Jesus, para sempre eu viverei.

Fidelidade aos Mandamentos da Lei Divina,
Ao Projeto de Amor tão belo e imensurável,
À Missão por Jesus a Igreja confiada,
Com o Sopro do Espírito, indispensável.

Fidelidade ao anúncio do Evangelho,
Aos Mistérios a serem celebrados,
E na vida de conteúdo acompanhados,
Frutos de eternidade são garantidos.

Fidelidade na construção do Reino,
Como servos inúteis, mas por Deus queridos.
Incansáveis, corajosos, ardorosos,
Porque pelo Paráclito assistidos.

Fidelidade na busca de um novo céu,
De uma nova terra em que tudo se renovará;
Nem mais dor, luto e pranto.
Ó que alegria! Quem do coração a roubará?

Fidelidade constante em tudo e em todas as circunstâncias,
Dentro da Igreja e em todos os âmbitos da vida,
Em todos os espaços, atividades e promessas feitas,
em todos os compromissos, renovada,  vivida.

Fidelidade às promessas feitas
No Sacramento do Matrimônio diante do altar.
Fidelidade, amor e aliança para sempre,
Com tua força e sabedoria que não hão de faltar. 

Fidelidade às promessas feitas
Na ordenação de Seus eleitos
Que os sagrados compromissos se renovem,
Pastor e rebanho mais santos e perfeitos.

Assim são as coisas divinas:
Exigem de nós a “fidelidade constante”,
Sem a cruz renunciar, no amor a Deus,
Que será o nunca bastante.

Fidelidade a Ti, Jesus,
Felicidade encontrarei.
Fidelidade a Ti, Jesus,
Para sempre eu viverei.

Amém. Aleluia!

Passagens bíblicas: 1 Rs 21,1-16; Mt 19,3-12; 21,28-32; Mc 10,1-12; Lc 10,1-12

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