terça-feira, 30 de junho de 2026

Exemplos de coragem e fidelidade ao Senhor

                                                             

Exemplos de coragem e fidelidade ao Senhor

Celebramos no dia 30 de junho a Memória dos Santos Protomártires da Igreja de Roma, como veremos na Carta do Papa São Clemente I aos Coríntios (séc. I):

“Deixemos de lado os exemplos dos antigos e falemos de nossos atletas mais recentes. Apresentemos os generosos exemplos de nosso tempo.

Vítimas do fanatismo e da inveja, aqueles que eram as maiores e mais santas colunas da Igreja, sofreram perseguição e lutaram até a morte.

Tenhamos diante dos olhos os bons apóstolos. Por causa de um fanatismo iníquo, Pedro teve de suportar duros tormentos, não uma ou duas vezes, mas muitas; e depois de sofrer o martírio, passou para o lugar que merecia na glória. Por invejas e rivalidades, Paulo obteve o prêmio da paciência: sete vezes foi lançado na prisão, foi exilado e apedrejado, tornou-se pregoeiro da Palavra no Oriente e no Ocidente, alcançando assim uma notável reputação por causa da sua fé. Depois de ensinar ao mundo inteiro o caminho da justiça e de chegar até os confins do Ocidente, sofreu o martírio que lhe infligiram as autoridades. Partiu, pois, deste mundo para o lugar santo, deixando-nos um perfeito exemplo de paciência.

A estes homens, mestres de vida santa, juntou-se uma grande multidão de eleitos que, vítimas de um ódio iníquo sofreram muitos suplícios e tormentos, tornando-se, desta forma, para nós um magnífico exemplo de fidelidade. Vítimas do mesmo ódio, mulheres foram perseguidas, como Danaides e Dirceia. Suportando graves e terríveis torturas, correram até o fim a difícil corrida da fé e mesmo sendo fracas de corpo, receberam o nobre prêmio da vitória.

O fanatismo dos perseguidores separou as esposas dos maridos, alterando o que disse nosso pai Adão: ‘É osso dos meus ossos e carne de minha carne’ (cf. Gn 2,23). Rivalidades e rixas destruíram grandes cidades e fizeram desaparecer povos numerosos.

Escrevemos isto, não apenas para vos recordar os deveres que tendes, mas também para nos alertarmos a nós próprios. Pois nos encontramos na mesma arena e combatemos o mesmo combate. Deixemos as preocupações inúteis e os vãos cuidados, e voltemo-nos para a gloriosa e venerável regra da nossa tradição.

Consideramos o que é belo, o que é bom, o que é agradável ao nosso Criador. Fixemos atentamente o olhar no Sangue de Cristo e compreendamos quanto é precioso aos olhos de Deus, Seu Pai, esse Sangue que, derramado para nossa salvação, ofereceu ao mundo inteiro a graça da penitência.” (1)

Muitos cristãos foram martirizados com terríveis tormentos, como vimos na Carta do Papa e também no testemunho dado pelo escritor pagão, Tácito.

Foram vítimas da primeira perseguição desencadeada pelo Imperador Nero, depois do incêndio da cidade de Roma no ano 64.

Como o Papa disse: “vítimas de um ódio iníquo sofreram muitos suplícios e tormentos, tornando-se, desta forma, para nós um magnífico exemplo de fidelidade”.

Os tempos hoje são outros, mas as provações, dificuldades, cansaços, desilusões também têm suas marcas e desafiam o testemunho de nossa fé, sem jamais deixarmos de dar a razão de nossa esperança, na prática incansável e frutuosa da caridade.

Quando fazemos memória dos Apóstolos, Pedro e Paulo e tantos que deram a vida por causa de Jesus e do Evangelho, reavivamos a chama do Espírito que em nosso peito habita.

Não podemos jamais vacilar na fé, esmorecer na esperança e esfriar na caridade, como nos ensina a Igreja. Professemos nossa fé com palavras e obras, porque tão somente assim para Deus se torna agradável.


(1) Liturgia das horas – Editora Paulus - Vol. III - pp.1401-1402

Coragem! O Senhor está conosco

                                                              

Coragem! O Senhor está conosco

“E Jesus perguntou:
Por que este medo, gente de pouca fé?
Então, levantando-se, deu ordens aos ventos
e ao mar, e fez-se uma grande calmaria.” (Mt 8, 26)

Senhor, somos Teus discípulos missionários,
E queremos viver com fidelidade e autenticidade
O seguimento de Ti, por isto suplicamos:
Dá-nos, Senhor, coragem para assumir as implicações desta missão,
Para levar a bom termo o bom combate da fé,
Pois não bastam entusiasmo e boa vontade.

Senhor, ajuda-nos a ter disposição de deixar muitas coisas para trás,
inclusive o conforto, os costumes, a cultura, se necessário,
e até mesmo os grandes valores que não forem os Teus.

Dá-nos a disposição de seguir em frente, de ir além,
sempre buscando o novo, para que a boa-nova aconteça,
escrevendo linhas de uma vida marcada por novos desafios.

Senhor, fica conosco e nos dê segurança para atravessar o lago
e buscar a outra margem, onde novas pessoas esperam
para serem evangelizadas, porque têm sede de vida e paz,
que somente encontrarão em Ti e em Tua Palavra,
portanto, que nada se anteponha ou sobreponha à Tua vontade, .
porque seguir-Te é colocar a evangelização acima de tudo.

Senhor, nesta travessia, nossa vida é constantemente marcada por turbulências
que nem sempre são fáceis de serem vencidas,
Muitas vezes temos a impressão de que seremos naufragados.
Tantas situações nos desafiam, e parecem maiores do que possamos suportar.
Reconhecemos, Senhor, nossa impotência diante de determinadas situações,
Faça com que nossa fé em Ti fale mais alto.

Senhor, não permita que nossa vida seja marcada pelo medo paralisante,
pela covardia ou pela transferência da responsabilidade para Ti.
Esteja conosco no assumir com coragem os desafios;
Reaviva em nós a certeza de que és nosso grande companheiro
E que sendo nosso eterno aliado, seremos mais que vitoriosos,
porque não realizaremos uma obra que é nossa, mas, antes de tudo, Tua.

Senhor, fica em nossa barca nesta longa travessia,
Tua Palavra nos dá força e coragem
Para enfrentar ventos contrários e ondas que geram medo;
Contigo nada poderá nos fragilizar, porque tens poder,
Tens poder sobre tudo e todos, sobre a vida e a morte,
E Teu amor na Cruz vivenciado, vitória do Ressuscitado.

Senhor, que jamais Te recusemos ou reneguemos,
Que jamais nos fechemos à evidência do Teu amor,
E com a sabedoria que vem do Teu Espírito,
Na fidelidade a Deus, Teu Pai e nosso Pai,
Saibamos discernir o que é essencial e mais importante
E nunca colocar nenhum bem material acima de Ti,
Porque és para nós o supremo bem, o bem maior. Amém.


PS: Fonte inspiradora - Mt 8, 23-27

A fé no Senhor na travessia do mar da vida

                                              

A fé no Senhor na travessia do mar da vida
 
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 8,23-27), em que contemplemos o Amor de Deus, que está sempre de braços dados com a humanidade.
 
Sua mão está sempre estendida ao nosso alcance. Mais ainda, na travessia do mar, a partir da fé de Pedro, somos convidados a renovar nossa fé e confiança no poder de Deus e atravessar para a outra margem, comprometidos com o Reino de Deus.
 
A barca da Igreja fará a travessia para a outra margem, e Deus nos garante o êxito nesta travessia.
 
Tenhamos fé! A Salvação de Deus é para todos, mas depende do empenho de cada um de nós; de nossa abertura, da nossa entrega, do nosso compromisso e confiança.
 
Jesus está sempre nos dirigindo a Sua Palavra: “Vem, não temais, tende confiança...".
 
A escuridão de nossas noites será sempre iluminada; o medo será afastado; as forças devoradoras da vida serão vencidas; os ventos contrários cessarão e as tempestades serão acalmadas, pois elas não são e não serão para sempre. Em outro momento Jesus disse: “Coragem, eu venci o mundo!”
 
O simbolismo da passagem é extremamente rico: O mar é sinal de morte, frustração, desânimo, desilusão.
 
Vençamos as forças da morte! Façamos a mesma experiência de fé das primeiras comunidades.
 
A outra margem é o Banquete do Reino, que só será alcançado por quem não sucumbir, não submergir na luta. É preciso enfrentar o mar de dificuldades com fé.

Reflitamos:
 
- Qual o tempo reservo e dedico para a minha intimidade com Deus?
- Sei fazer silêncio para que Deus e Sua presença possa sentir?
 
- Quais são as raízes que não posso perder, ou que devo revitalizar, para corresponder ao Projeto de Salvação que Deus tem para mim e para a humanidade, para não ficar mergulhado num estéril intimismo que d’Ele, ao contrário, me afasta?
 
- Abro-me à Salvação que Deus me oferece e correspondo com gestos, compromissos, atitudes?
- Sou fiel aos valores do Reino?
 
- A Celebração Eucarística tem sido para mim o maior e o melhor momento do meu encontro com Deus e com os meus irmãos e irmãs?
- Tenho uma proposta credível, iluminadora,  para ao mundo apresentar e testemunhar?
 
Concluindo, crer no Cristo Ressuscitado é a certeza de que jamais seremos vencidos. 

Como disse o Apóstolo Paulo: “Nada nos separe do Amor de Cristo porque n’Ele somos mais que vencedores” (Rm 8,37).
 
Coragem!
 
Com o Senhor atravessaremos as noites escuras 

e enfrentaremos os ventos contrários. 
 
“Creio em Deus Pai todo Poderoso...

Com o Senhor, serenidade nas travessias

                 


Com o Senhor, serenidade nas travessias

Sejamos enriquecidos pelo Sermão n.63,1-3, de Santo Agostinho:

“Subiu Ele a uma barca com seus discípulos. De repente, desencadeou-se sobre o mar uma tempestade tão grande, que as ondas cobriam a barca. Ele, no entanto, dormia.

Os discípulos achegaram-se a ele e o acordaram, dizendo: Senhor, salva-nos, nós perecemos! E Jesus perguntou: Por que este medo, gente de pouca fé?

Então, levantando-se, deu ordens aos ventos e ao mar, e fez-se uma grande calmaria. Admirados, diziam: Quem é este homem a quem até os ventos e o mar obedecem?” (Mt 8,23-27).

Vamos comentar, com a ajuda de Deus, a leitura que o Santo Evangelho nos propõe hoje, não aconteça que tenham a fé adormecida nos vossos corações, no meio das tempestades e ondas deste tempo.

Cristo não teve poder sobre a morte ou o sono? Ou por acaso o sono pôde dominar a vontade do Navegador Todo-Poderoso? Se pensardes assim, sem dúvida, Cristo e a fé estão adormecidos em vossos corações. Mas se Cristo vela em vós, a vossa fé também está acordada. ‘Que Ele faça Cristo habitar em vossos corações pela fé’ (Ef 3,17), disse o Apóstolo.

O sono de Cristo é sinal de mistério. Os ocupantes da barca representam as almas que atravessam a vida deste mundo agarradas ao madeiro da cruz. Por outro lado, a barca é símbolo da Igreja. Sim, verdadeiramente […] o coração de cada fiel é uma barca que navega no mar e que não se afundará se o espírito mantiver bons pensamentos.

Insultaram-te: é o vento que te fustiga. Encolerizaste-te: é a onda que se levanta. Surgiu a tentação: é o vento que sopra. A tua alma está perturbada: são as vagas que se elevam. Insultaram-te e desejas vingança; castigaste sem temperança e estás caído. E por quê? Porque Cristo dorme no teu coração. O que significa que Cristo dorme? Que tu te esqueceste dele. Acorda Cristo, deixa que Ele te fale.

O que querias? Vingança. Não te lembras de que quando o crucificaram, ele disse: ‘Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem’(Lc 23,34)? O que dormiu em teu coração não quis vingar-se. Acorda-o! Contempla-o. A sua memória são as suas palavras; a sua memória é a sua Lei. E se Cristo cuida de ti, te dirás: Quem sou eu, para querer punir? Quem, para ameaçar a alguém? Talvez eu morra antes de me vingar. E se morrer, inflamado pela ira, com anseio e sede de vingança, aquele que não quis punir me receberá? Aquele que disse: ‘Perdoai, e sereis perdoados, dai, e dar-se-vos-á’ (Lc 6,36-38)? Portanto, reprimirei a minha ira e pacificarei o meu coração. Cristo deu ordem ao mar e este ficou calmo (cf. Mt 8,27).

O que disse acima sobre a ira, aplicai-o a todos os tipos de tentações. És tentado e estás perturbado: são o vento e as ondas que se levantam. Desperta Cristo e fala com ele. ‘Quem é Este, a quem até o vento e o mar obedecem?’ (Mt 8,26) Quem é Ele? ‘Dele é o mar, pois foi Ele quem o formou’ (Sl 95,5): ‘por Ele é que tudo começou a existir’ Jo 1,3).

Imita, pois, os ventos e o mar: obedece ao Criador. O mar mostra-se dócil à voz de Cristo e tu continuas surdo? O mar obedece, o vento acalma-se e tu continuas a soprar? Que queremos dizer com isso? Falar, agitar-se, meditar na vingança: não será tudo isto continuar a soprar e não querer ceder diante da palavra de Cristo? Quando o teu coração está perturbado, não te deixes submergir pelas vagas.

No entanto, se o vento nos virar — porque somos apenas humanos — e acicatar as emoções más do nosso coração, não desesperemos. Acordemos Cristo, para que possamos prosseguir a nossa viagem por mares mais calmos.”

Nossa vida consiste numa constante travessia pelo mar da vida, e por vezes os mares são agitados pelos ventos.

Precisamos confiar na presença do Senhor na barca de nosso coração, e confiantes em Sua Palavra, superar todo o medo, vivendo a fé, em atitude orante, confiantes, suplicantes na mais autêntica relação com o Senhor que jamais nos abandona.

Creiamos que Ele está em nossa barca seja de nosso coração, como na barca de Sua Igreja em todo o tempo: e a última e poderosa Palavra somente Ele tem a nos dirigir e a serenidade nos devolver nas travessias cotidianas. Amém.

 

PS: Sermão apropriado para a passagem do Evangelho de Marcos (Mc 6,24-34).

Rezando com os Salmos - Sl 69 (70)

                                                    


Nosso auxílio, confiança e esperança estão no Senhor 

“–1 Ao maestro do coro. De Davi. Para lembrar.

“–2 Vinde, ó Deus, em meu auxílio, sem demora,
apressai-Vos, ó Senhor, em socorrer-me!
–3 Que sejam confundidos e humilhados
os que procuram acabar com minha vida!

– Que voltem para trás envergonhados
os que se alegram com os males que eu padeço!
–4 Que se retirem, humilhados, para longe,
todos aqueles que me dizem: 'É bem feito!'

–5 Mas se alegrem e em vós se rejubilem
todos aqueles que procuram encontrar-Vos;
– e repitam todo dia: 'Deus é grande!'
os que buscam Vosso auxílio e salvação.

–6 Quanto a mim, eu sou um pobre e infeliz;
socorrei-me sem demora, ó meu Deus!
– Sois meu Deus libertador e meu auxílio:
não tardeis em socorrer-me, ó Senhor!”

O Salmo 69(70) é uma súplica para que Deus venha em nosso auxílio:

“Este salmo repete o final do Salmo 40. É uma súplica urgente a Deus, defensor do pobre, para que salve o justo perseguido e confunda seus adversários, para alegria dos que buscam a Deus (Sl 40,14-18).”(1)

Esta realidade, vemos expressa na passagem do Evangelho de Mateus (Mt 8,23-27), sobre a tempestade acalmada:

“Eles se dirigiram a Jesus e o despertaram, dizendo: ‘Senhor, salva-nos, estamos perecendo’ ‘Por que tendes medo, fracos na fé?’, respondeu ele (Jesus). Então, levantou-se e repreendeu o ventos e o mar, e se fez grande calmaria.” (Mt 8,25-26).

Esteja no Senhor nosso auxílio e esperança, pois Ele vem sempre em auxílio dos que O procuram com incondicional confiança:

“Na realidade, é difícil muitas vezes compreender porque acontecem certos fatos, mas o cristão sabe que Deus o vê e n’Ele confia, não fica inerte, se esforça, reza, porém, acima de tudo tem grande esperança, põe sua confiança em Deus.” (2)

Oremos:

Senhor, Tua Palavra nos dá força e coragem.
Fica em nossa barca nesta longa travessia,
Para que, com coragem, enfrentemos os ventos contrários
e as ondas que geram medo.
 
Contigo nada poderá nos fragilizar, porque tens poder,
sobre tudo e todos, sobre a vida e a morte,
Cremos que és glorioso, a quem damos
Toda honra, glória, poder e louvor. Amém.

 

 

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – pág. 784

(2) Comentário do Missal Cotidiano - Editora Paulus - passagem do Evangelho de Mateus (Mt 8,23-27) - p.969

Em poucas palavras...

                                                  


Em Deus, nossa confiança e esperança

“Na realidade, é difícil muitas vezes compreender porque acontecem certos fatos, mas o cristão sabe que Deus o vê e n’Ele confia, não fica inerte, se esforça, reza, porém, acima de tudo tem grande esperança, põe sua confiança em Deus.” (1)

 

(1)         Comentário do Missal Cotidiano - Editora Paulus - passagem do Evangelho Mt 8,23-27 - pág. 969

 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Aperfeiçoamento espiritual constante

                                              

                                  Aperfeiçoamento espiritual constante

Reflexão à luz da passagem da Carta aos Colossenses (Cl 1,9b-11): 

“Que chegueis a conhecer plenamente a vontade de Deus, com toda a sabedoria e com o discernimento da luz do Espírito. Pois deveis levar uma vida digna do Senhor, para lhe serdes agradáveis em tudo. Deveis produzir frutos em toda a boa obra e crescer no conhecimento de Deus, animados de muita força, pelo poder de Sua glória, de muita paciência e constância, com alegria.” (1)

O apóstolo Paulo exorta a comunidade de Colossas e a nós, em todo o tempo, a fim de que tenhamos um aperfeiçoamento espiritual constante, vivamos uma vida agradável a Deus:

São imprescindíveis suas exortações para a vida cristã: 

- O conhecimento pleno da vontade de Deus;

- Viver uma vida digna do Senhor para ser agradáveis a Ele em tudo;

- Produzir frutos em toda a boa obra;

- Crescer no conhecimento de Deus. 

Ressoem as palavras do Senhor, que ouvimos na passagem do Evangelho de Mateus: 

“Assim brilhe a Vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,16)

Oportuno o Comentário do Missal Cotidiano:

"A comunidade cristã procura em todas as coisas o que faz caminhar com Deus. Descobrir antes de tudo um encontro com Deus... Contemplá-Lo também na face do irmão e restituir um rosto humano ao homem desfigurado. Sim o conhecimento é para o amor. Sem amor, de que vale o conhecimento de Deus. De que vale dar o próprio corpo às chamas?"(1)

Oremos:

Senhor Deus, ajudai-nos a conhecer plenamente a Vossa vontade, com toda a sabedoria e discernimento da luz do Espírito, e uma vez conhecida, com Vosso Espírito, a vivamos concretamente, dia a dia.

Ajudai-nos a levar uma vida digna, na fidelidade aos Vossos divinos mandamentos, para que, em tudo, sejamos agradáveis a Vós, irradiando a Vossa Luz a quantos precisarem, e sermos sal da terra e fermento na massa, a serviço do Vosso Reino.

Concedei-nos a graça de produzir frutos em toda boa obra, de modo especial os frutos do Espírito: caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, lealdade, mansidão, continência (Gl 5,2).

Iluminai nossa mente e as entranhas mais profundas de nosso coração, para que ao Vos conhecermos, cada vez mais Vos amemos, até que um dia possamos contemplá-lo face a face, na glória da eternidade. 

“Ensinai-me a Vos procurar e mostrai-Vos quando Vos procuro; pois não posso prourar-Vos  se não me ensinais nem encontrar-Vos se não Vos mostrais. Que desejando eu Vos procure, procurando Vos deseje, amando Vos encontre,  e encontrando Vos ame”.  (2)

Dai-nos, Senhor Deus, a graça de crescermos no conhecimento de Vós, bem como no conhecimento pleno de Vossa vontade, para que a realizando, vivamos uma vida digna e que Vos agrade, sobrepondo sempre a Vossa à nossa, e tão somente assim produziremos frutos em toda a boa obra. 

Ajudai-nos a levar muitos a Vos dar glória ao virem as obras que fazemos, resplandecendo a Vossa luz no mundo, e sendo sal da terra, vivendo assim a graça do batismo que recebemos, na fidelidade às Palavras de Vosso Filho, em comunhão com o Espírito Santo. Amém. 


1) Comentário do Missal Cotidiano - Editora Paulus - pág. 1231 

     ) Santo Anselmo – séc. XII

  

  PS: Apropriado para reflexão da passagem da Carta de Paulo aos Colossenses (Cl, 1,9-14), proclamada na quinta-feira da 22ª Semana do Tempo Comum.



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