quinta-feira, 18 de junho de 2026

Em poucas palavras... (Pai-Nosso)

                                                 


A esperança nossa de cada dia, nos dai hoje

“A esperança cristã manifesta-se, desde o princípio da pregação de Jesus, no anúncio das Bem-Aventuranças.

As Bem-Aventuranças elevam a nossa esperança para o céu, como nova terra prometida e traçam-lhe o caminho através das provações que aguardam os discípulos de Jesus.

Mas, pelos méritos do mesmo Jesus Cristo e da sua paixão, Deus guarda-nos na «esperança que não decepciona» (Rm 5, 5). A esperança é «a âncora da alma, inabalável e segura» que penetra [...]«onde entrou Jesus como nosso precursor» (Hb 6, 19-20).

É também uma arma que nos protege no combate da salvação: «Revistamo-nos com a couraça da fé e da caridade, com o capacete da esperança da salvação» (1 Ts 5, 8).

Proporciona-nos alegria, mesmo no meio da provação: «alegres na esperança, pacientes na tribulação» (Rm 12, 12). Exprime-se e nutre-se na oração, particularmente na oração do Pai-Nosso, resumo de tudo o que a esperança nos faz desejar.” (1)

 

(1) Parágrafo do Catecismo da Igreja Católica – n.1820

Enamorados por Cristo o sejamos!

                                                          

Enamorados por Cristo o sejamos!

“Pois aquele que é amado, sem temor
 passeia no íntimo do coração do que ama” 

A Liturgia das Horas nos apresenta uma homilia do bispo São João Crisóstomo (séc. IV), sobre a segunda Carta de Paulo aos Coríntios, possibilitando-nos uma reflexão sobre a verdadeira caridade. 

Nosso coração se dilatou. Aquilo que produz calor costuma dilatar. Assim é próprio da caridade dilatar, pois é uma virtude cálida e fervente.

Ela abria também a boca de Paulo e lhe dilatava o coração. 'Não amo só de boca, diz ele; meu coração, em verdade, harmoniza-se com o amor; por isso falo confiante, com toda a voz e toda a mente'.

Nada mais amplo do que o coração de Paulo que, à semelhança de um enamorado, abraçava a todos os fiéis com intenso amor, sem dividir e enfraquecer a amizade, mas conservando-a indivisa.

Que há de admirar ser assim em relação aos homens piedosos, se até aos infiéis da terra inteira seu coração os abraçava?

Por isto não diz apenas 'Amo-vos', mas faz com maior ênfase: Nossa boca se abre, nosso coração se dilata. 

Guarda-os a todos dentro de nós e não de qualquer jeito, mas com imensa amplidão.

Pois aquele que é amado, sem temor passeia no íntimo do coração do que ama.

Assim diz: Não estais apertados em nós, mas sim em vossos corações.  Vê a censura temperada com a não pequena indulgência. Isto é bem de quem amaNão disse: 'Vós não me amais', e sim: 'Não do mesmo modo'. De fato, não queria atormentá-los com maior severidade.

Em várias passagens, extraindo textos de cada epístola sua, pode-se ver de que amor incrível ardia para com os fiéis. 

Aos romanos escreve: Desejo ver-vos: e muitas vezes fiz o propósito de ir até vós; e, também: Se de qualquer modo puder ir fazer-vos boa visita.

Aos gálatas escreve: Meus filhinhos, aos quais gero de novo; e aos efésios: Por esta razão dobro meus joelhos por vós.

E aos tessalonicenses: Qual a minha esperança ou gáudio, ou coroa da glória? Não sois vós? Dizia também carregá-los em suas cadeias e em seu coração.

Igualmente aos colossenses, escreve: Desejo que vejais vós e aqueles que ainda não viram meu rosto, a grande luta que sustento por vós, para que vossos corações se fortaleçam.

Aos tessalonicenses: À semelhança de uma mãe que acalenta seus filhos, assim amando-vos, desejávamos vos dar não só o Evangelho, mas nossas vidas. Não estais apertados em nós.

Não diz apenas que os ama, mas que é amado por eles, para deste modo atraí-los melhor. Pois assim escreve: Tito chegou e contou-nos vosso desejo, vossas lágrimas, vosso zelo”.

Notável o enamoramento do apóstolo por Jesus Cristo, fazendo de Cristo a razão de seu viver, e sua vida foi transformada; fez deste amor fonte de relacionamento amoroso com as comunidades fundadas e acompanhadas.

Somente nutridos da Fonte do amor, enamorados por Ele, é que chegaremos à maturidade do amor pela Igreja que somos.

Invoquemos o fogo do Espírito, para que aqueça e dilate nosso coração; e assim, “os amados” de Deus, no íntimo d’Ele passeiem sem medo algum, como nos falou São João Crisóstomo.

Reflitamos:

- Sinto-me enamorado por Cristo?

- A caridade dilata meu coração para que nele caibam os irmãos e irmãs da comunidade que faço parte?


- Como vivencio este amor por Cristo em relação a Sua Igreja?

- O que significa para mim a comunidade que participo?

- O que mais me toca ao contemplar o testemunho de Paulo em relação a Cristo e a Sua Igreja? 

Concluindo, no coração onde o amor está presente, alargado e redimensionado fica, para amar na mesma medida de Deus: um amor verdadeiramente imensurável!


PS: Celebramos dia 13 de setembro a Memória do Bispo São João Crisóstomo 

Em poucas palavras... (Pai-Nosso)

                                                


A Oração dominical

“«A oração dominical é verdadeiramente o resumo de todo o Evangelho»(Tertuliano). «Depois de o Senhor nos ter legado esta fórmula de oração, acrescentou ‘Pedi e recebereis’ (Jo 16, 24).  Cada um pode, portanto, dirigir ao céu diversas orações segundo as suas necessidades, mas começando sempre pela oração do Senhor, que continua a ser a oração fundamental» (Tertuliano).”  (1) 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.2761 - sobre a Oração do "Pai-Nosso"

Em poucas palavras... (Eucaristia)

                                                           


A Santíssima Eucaristia

 

“A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço do céu que se abre sobre a terra – é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da história e vem iluminar nosso caminho.” (1)

 

(1)Papa São João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia – 2003.

 

 

 

Em poucas palavras... (Pai-Nosso)

                                                   


Meditação sobre o "Pai-Nosso"

"É entrando no santo nome do Senhor Jesus que podemos acolher, desde dentro, a oração que Ele nos ensina: «Pai nosso!».

A sua oração sacerdotal inspira, a partir de dentro, as grandes petições do Pai-nosso: a preocupação com o nome do Pai  (Jo 17,6,11,12,26), a paixão pelo seu Reino (a glória) (Jo 17, 1.5.10.22.23-26.42), o cumprimento da vontade do Pai, do seu desígnio de salvação (Jo 17, 2.4.6.9.11.12.24) e a libertação do mal (Jo 17,15)." (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n.2750

A necessária discrição em todo o viver

                                                    


A necessária discrição em todo o viver

“Perguntaram a um ancião: ‘Como encontrarei a Deus?’ Ele disse: ‘No jejum, nas vigílias, nas labutas, nos atos de misericórdia e, sobretudo, também com discrição.

Digo-vos: muitos mortificaram sua carne sem discrição e saíram vazios, sem realizar nada.

Nossa boca cheira mal por causa do jejum; aprendemos as Escrituras de cor; aperfeiçoamos nosso conhecimento dos Salmos de Davi e, no entanto, não possuímos o que Deus busca: amor e humilhação.” (1)

Na passagem do Evangelho de Mateus (Mt 6,1-18), Jesus nos convida à prática da esmola, da oração e do jejum, e também nos ensina a oração do “Pai-Nosso”.

As três práticas mencionadas devem ser feitas no segredo do coração, e Deus, que é Pai, nos dará a retribuição (Mt 6,4.6.18).

Vemos quão necessária a discrição, acompanhada do “amor e humilhação”.

Se assim fizermos, crescerá nossa paixão pelo Senhor Jesus, e fascinados por Sua Pessoa e Palavra, seremos autênticos e apaixonados discípulos missionários do Reino.

Fundamental que tenhamos a necessária sensibilidade contemplativa, para a percepção dos clamores de nossos irmãos e irmãs, bem como de nossa Casa Comum, e seremos revigorados para a sensibilidade oblativa, renovando os sagrados compromissos com a Boa Nova do Reino de Deus, como tão bem expresso no Prefácio da Missa da Solenidade de Cristo Rei:

“Com óleo de exultação, consagrastes Sacerdote Eterno e Rei do universo Vosso Filho único, Jesus Cristo, Senhor nosso. Ele, oferecendo-Se na Cruz, vítima pura e pacífica, realizou a redenção da humanidade. Submetendo ao Seu poder toda criatura, entregará à Vossa infinita majestade um Reino eterno e universal: Reino da verdade e da vida, Reino da santidade e da graça, Reino da justiça, do amor e da paz...”

Oremos:

Ó Deus, nós Vos suplicamos a necessária discrição, para que nossa vida seja marcada pelo “amor e humilhação”, de tal modo que,  mais que enraizados em nosso coração, sejamos libertos de toda petrificação da sensibilidade, e não nos sejam roubadas a ternura e a Paixão pelo Reino. Amém.

  

(1)   Ditos anônimos dos Padres do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n.222 – p.166 

Rezando com os Salmos - Sl 64 (65)

 


Elevemos cantos e louvores a Deus


“–1 Ao maestro do coro. Salmo de Davi. Cântico.

–2 Ó Senhor, convém cantar vosso louvor
com um hino em Sião!
–3 E cumprir os nossos votos e promessas,
pois ouvis a oração.

– Toda carne há de voltar para o Senhor,
por causa dos pecados.
–4 E por mais que nossas culpas nos oprimam,
perdoais as nossas faltas.

–5 É feliz quem escolheis e convidais
para morar em vossos átrios!
– Saciamo-nos dos bens de vossa casa
e do vosso templo santo.

–6 Vossa bondade nos responde com prodígios,
nosso Deus e Salvador!
– Sois a esperança dos confins de toda a terra
e dos mares mais distantes.

–7 As montanhas sustentais com vossa força:
estais vestido de poder.
–8 Acalmais o mar bravio e as ondas fortes
e o tumulto das nações.

–9 Os habitantes mais longínquos se admiram
com as vossas maravilhas.
– Os extremos do nascente e do poente
inundais de alegria.

–10 Visitais a nossa terra com as chuvas,
e transborda de fartura.
– Rios de Deus que vêm do céu derramam águas,
e preparais o nosso trigo.


–11 É assim que preparais a nossa terra:
vós a regais e aplainais,
– os seus sulcos com a chuva amoleceis
e abençoais as sementeiras.

–12 O ano todo coroais com vossos dons,
os vossos passos são fecundos;
– transborda a fartura onde passais,
13 brotam pastos no deserto.

– As colinas se enfeitam de alegria,
14 e os campos, de rebanhos;
– nossos vales se revestem de trigais:
tudo canta de alegria!”

O Salmo 64(65) é uma Solene ação de graças em Sião, que significa a cidade celeste (Orígenes). Trata-se de uma ““Exortação a louvor a Deus no seu santuário, onde ele concede o perdão das culpas e outras graças. O salmista louva o poder divino manifestado na criação e agradece a Deus pela abundante colheita.” (1).

Unamo-nos ao salmista, elevando a Deus nossos louvores por sua presença e ação em nossas vidas, por nos conceder a  graça, o perdão e a força necessárias para o bom combate da fé, ancorados na esperança que não decepciona, abertos a acolhida do Seu amor abundantemente derramado em nossos Corações (Rm 5,5).

 

 

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – pág. 778

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