terça-feira, 9 de junho de 2026
A suavidade da sincera caridade
Crer, esperar e amar
Nossa cruz de cada dia
Peregrinar na fé
Não sejamos peso sobre o povo
Não sejamos peso sobre o povo
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 11,28-30) em que Jesus diz: “vinde a mim todos vós que estais cansados, porque meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11,30). Contemplando a ação de Jesus, e repensando nossa atividade pastoral, ou qualquer outra responsabilidade sobre o mesmo, a mensagem iluminadora é de que o povo deve ser amado, ajudado no seu desenvolvimento integral. É preciso que todos nos deixemos envolver pelo amor de Deus. E ao mesmo tempo ser testemunha misericórdia divina, e quando misericordiosos, poderão ouvir de Jesus estas palavras: “Vinde a mim porque Sou manso e humilde de coração...Vinde a mim vós que estais cansados e fatigados, porqueMeu fardo é leve e meu jugo é suave!” (Mt 11,28-30). Urge que estas atitudes estejam presentes em nossa vida, a fim de que sejamos iluminados e iluminadores, afastando toda treva que teima em subsistir, como nos falou o Abade São Columbano (séc. VII): “Que Tu, Cristo, dulcíssimo Salvador nosso,Te dignes acender nossas lâmpadas,de modo a refulgirem para sempre emTeu templo, receberem perene luz de Ti,que és a luz perene, para iluminar nossas trevase afugentar de nós as trevas no mundo”. E, com o Abade São Máximo (séc. VII), concluímos: “Só Ele (Jesus), qual lâmpada,desfaz a escuridão da ignorância,repele o negrume da maldade e do vício” Quando vivemos a misericórdia, o Amor de Deus arde em nós e Sua luz ilumina todo o mundo. Para sermos luz Deus nos criou: “Vós sois a luz do mundo! Vós sois o sal da terra” (cf. Mt 5,13-16).
segunda-feira, 8 de junho de 2026
“Nascido de uma mulher”
“Quando se completou o tempo previsto,Deus enviou o Seu Filho, nascido de uma mulher,nascido sujeito à Lei” (Gl 4,4)
Na passagem da Carta de Paulo aos Gálatas (Gl 4, 4-7), mais uma vez, contemplamos o amor de Deus, que vem ao nosso encontro “nascido de uma mulher” (segundo a carne), Maria, e por meio deste Filho nos tornamos livres e amados e podemos nos dirigir a Deus chamando-O de “Abbá” (papai), consequentemente, filhos de Deus; e sujeito a lei (situado no contexto da cultura judaica).
E foi na “plenitude do tempo” – “Quando se completou o tempo previsto” (Gl 4,4), que se deu o cumprimento do tempo messiânico ou escatológico, encerrando de modo perfeito uma longa expectativa, e fundamental participação teve Maria:
“O aparecimento de Cristo na história humana não foi uma mera irrupção vertical que tocou a periferia do acontecer mundano de uma maneira simplesmente tangencial. O Filho de Deus emergiu no meio da história, como qualquer homem, suportando todas as consequências da alienação humana: ‘nascido de uma mulher, nascido sob o domínio da lei’” (1).
De fato, Jesus, o Filho de Deus, assumiu a natureza humana no seio de uma mulher e Se inseriu na realidade histórica de determinado povo, colocando-Se, portanto, sob a Lei (Gl 4,4. Rm 1,3); e com isto, veio nos resgatar da Lei para nos tornar filhos no Filho, filhos de Deus porque nascidos d’Ele (Jo 1,12-13; 3,3.5):
“Aqui, como em Fl 2,6-11), apresenta-nos Cristo realizando o único esquema de toda a ação libertadora. Este esquema tem três tempos:
1 – Inserção na miséria que é preciso salvar.
2 – Autolibertação com base num acréscimo de força salvadora.
3 – Arrasto dos outros companheiros de miséria” (2).
Como o libertador perfeito, em primeiro lugar, partilha a alienação legal, da qual haveria de salvar a humanidade. Abre mão de todos os privilégios e Se coloca em favor dos últimos, dos oprimidos e por fim, arrasta consigo aqueles que O seguem com mesma missão e destino.
E como Igreja Sinodal que somos, fazendo esta experiência de filhos amados de Deus, a comunidade é vocacionada a criar e fortalecer os laços fraternos, sem marginalização ou exclusão, ou escravidão, como tão bem acenou o Papa Francisco em sua Mensagem para o dia Mundial da paz (2015): – “Já não escravos, mas irmãos".
A exemplo de Maria, a serva do Senhor e bendita entre todas as mulheres no fruto do seu seio, cantemos hinos de ação de graças ao Pai, que nos plenificou de todos os bens através de Seu Amado Filho, feito homem por nós, e por nós, morto e ressuscitado.
(1) (2) - Comentários à Bíblia Litúrgica – Gráfica Coimbra 2 – pág.1558
Fonte de pesquisa: Missal Dominical – Editora Paulus – 1995 – p. 115







