quarta-feira, 1 de abril de 2026
Semana Santa: a dor de um amor não correspondido
Oremos pelos sacerdotes em crise
Oremos pelos sacerdotes em crise
Em nome do Pai, e do Filho,
e do Espírito Santo. Amém.
Senhor Jesus,
Bom Pastor e companheiro de caminhada,
hoje colocamos nas tuas mãos todos os sacerdotes,
especialmente os que atravessam momentos de crise,
quando a solidão pesa, as dúvidas obscurecem o coração
e o cansaço parece mais forte do que a esperança.
Tu que conheces as suas
lutas e feridas,
renova neles a certeza do teu amor incondicional.
Faz-lhes sentir que não são
funcionários nem heróis solitários,
mas filhos amados, discípulos humildes e estimados,
e pastores amparado pela oração do teu povo.
Pai bom,
ensina-nos, como comunidade, a cuidar dos nossos presbíteros:
a escutá-los sem julgar,
a agradecer sem exigir perfeição,
a partilhar com eles a missão batismal
de anunciar o Reino com gestos e palavras,
e a acompanhá-los com proximidade e oração sincera.
Que saibamos amparar aqueles que tantas vezes nos amparam.
Espírito Santo,
reacende nos nossos sacerdotes a alegria do Evangelho.
Concede-lhes amizades sãs, redes de apoio fraterno,
sentido de humor quando as coisas não correm como esperavam,
e a graça de redescobrir sempre a beleza da sua vocação.
Que nunca percam a confiança em Ti,
nem a alegria de servir a tua Igreja com um coração humilde e generoso.
Amém. (1)
(1) Autor: Papa Leão XIV
O Jubileu e os clamores por sinais de esperança
O Jubileu e os clamores por sinais de
esperança
O Papa na Bula da
Proclamação Ano Jubilar 2025 – Peregrinos da Esperança, com o lema
– “A esperança não nos decepciona”
(Rm 5,5), apresenta algumas realidades que clamam por esperança, acompanhadas
de compromissos expressos na compaixão, proximidade e solidariedade (parágrafos
n. 7-15):
1- Apelo pela paz para todo o mundo – superação de conflitos e
guerras. Em outro momento, o Papa fala em “terceira
guerra mundial em pedaços”.
2- Abertura e cuidado da vida - paternidade
e maternidade responsáveis; promoção da vida desde sua concepção ao seu
declínio natural.
3- Realidade
dos presos - os privados de liberdade; reinserção social; preservação da
dignidade; respeito aos direitos humanos; fim da pena de morte
4- Doentes
– em casa ou nos hospitais; e gratidão
aos profissionais de saúde, que atuam em
condições tantas vezes difíceis.
5- Jovens: desmoronamento de sonhos; falta
de perspectiva e emprego; a ilusão das drogas; risco da transgressão e da busca
do efêmero. É necessária a proximidade com os jovens, que são a alegria e
esperança da Igreja e do mundo.
6- Idosos
– valorização do tesouro que são; experiência, vida e sabedoria que trazem
consigo.
7- Pobres
– são milhões; escândalo do gasto com armas. São quase sempre vítimas e não os
culpados. A superação da pobreza tem que estar na pauta dos debates políticos e
econômicos internacionais.
Concluímos com a Oração do Jubileu:
Pai que estás nos céus,
a fé que
nos deste no Teu filho Jesus Cristo, nosso irmão,
e a chama de caridade
derramada nos nossos corações pelo Espírito
Santo
despertem em nós a bem-aventurada esperança
para a vinda do teu Reino.
A Tua graça nos transforme
em cultivadores diligentes das sementes do
Evangelho
que fermentem a humanidade e o cosmos,
na espera confiante
dos novos céus e da nova terra,
quando, vencidas as potências do Mal,
se manifestar para sempre a Tua glória.
A graça do Jubileu
reavive em nós, Peregrinos de Esperança,
o desejo dos bens celestes
e derrame sobre o mundo inteiro
a alegria e a paz
do nosso Redentor.
A Ti, Deus bendito na eternidade,
louvor e glória pelos séculos dos séculos.
Amém. (1)
(1) Papa Francisco - escrito em 2025
Rezando com os Salmos - Sl 35 (36)
O
Senhor é fonte de vida, graça e luz
“–1 Ao mestre do coro. De Davi, servo do Senhor.
–2 O pecado sussurra
ao ímpio
lá no fundo do seu coração;
– o temor do Senhor, nosso Deus,
não existe perante seus olhos.
–3 Lisonjeia a si mesmo pensando:
‘Ninguém vê nem condena o meu crime’.
–4 Traz na boca maldade e engano;
já não quer refletir e agir bem.
=5 Arquiteta a maldade em seu leito,
nos caminhos errados insiste
e não quer afastar-se do mal.
–6 Vosso amor chega aos céus, ó Senhor,
chega às nuvens a Vossa verdade.
–7 Como as altas montanhas eternas
é a vossa justiça, Senhor;
– e os vossos juízos superam
os abismos profundos dos mares.
– Os animais e os homens salvais:
8 quão preciosa é, Senhor, vossa graça!
– Eis que os filhos dos homens se abrigam
sob a sombra das asas de Deus.
–9 Na abundância de Vossa morada,
eles vêm saciar-se de bens.
– Vós lhes dais de beber água viva,
na torrente das Vossas delícias.
–10 Pois em Vós está a fonte da vida,
e em Vossa luz contemplamos a luz.
–11 Conservai aos fiéis Vossa graça,
e aos retos, a vossa justiça!
–12 Não me pisem os pés dos soberbos,
nem me expulsem as mãos dos malvados!
–13 Os perversos, tremendo, caíram
e não podem erguer-se do chão.”
Com o Salmo 35(36) refletimos sobre a malícia do pecador e a
bondade de Deus que vem em socorro dos justos, iluminando seus caminhos:
“Em
dois quadros bem distintos descreve-se a maldade do pecador que não quer
converter-se (v.2-5) e, depois, a infinita misericórdia de Deus, que coloca a
salvação ao alcance de todos (v. 6-13).” (1)
Peregrinos do Senhor, experimentamos cotidianamente as delícias
de Deus em nosso favor; e Ele nos comunica vida, graça e luz, como tão bem se
expressou e rezou o Salmista.
Firmemos nossos passos confiantes na presença do Senhor, porque
quem o Segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida (cf. Jo 8,12).
(1)
Comentário da Bíblia Edições CNBB – pág. 755
Amemos como o Senhor nos amou
Ora, a Mesa do poderoso é a Mesa em que se recebe o Corpo e o Sangue D'Aquele que deu a Sua vida por nós. Sentar-se à Mesa significa aproximar-se com humildade.
Por isso, quando nos aproximamos da Mesa do Senhor, não recordamos os mártires do mesmo modo como aos outros que dormem o sono da paz, ou seja, não rezamos por eles, mas antes pedimos para que rezem por nós, a fim de seguirmos os seus passos.
Finalmente, ainda que os irmãos morram pelos irmãos, nenhum mártir derramou o seu sangue pela remissão dos pecados de seus irmãos, como Ele fez por nós. Isto, porém, não para que O imitássemos, mas como um motivo para agradecermos.







