quarta-feira, 1 de abril de 2026

Semana Santa: Tempo de recolhimento, silêncio e oração (Parte IV)

 


Semana Santa: Tempo de recolhimento, silêncio e oração (Parte IV)

 Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!” (Mt 26,42).

 “Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.”

Ó admirável poder da Cruz!, Ó inefável glória da Paixão! Na Vossa Cruz, Senhor, encontramos o Vosso tribunal, o julgamento do mundo, o poder de Vossa crucificação, porque ela se tornou fonte de todas as bênçãos e origem de todas as graças. Por ela, nós que cremos, recebemos, na fraqueza a força; na humilhação, a glória; na morte, a vida. Volvei para nós Vosso olhar de Misericórdia.

Ó admirável poder da Santa Cruz do Senhor  Jesus, Vós que sois ao mesmo tempo Sacerdote, Sacrifício, Templo e Deus; na qual Vós vos oferecestes tudo o quanto sabia ser necessário para a nossa Redenção. Seja nossa vida uma agradável oferenda a Deus.

Ó admirável poder da Santa Cruz: Vós que sois Sacerdote, por quem somos reconciliados; Sacrifício, pelo qual somos reconciliados; Templo, onde somos reconciliados; Deus, com quem somos reconciliados. Recebei nossa humilde adoração. Amém.

 

PS: Fontes -  Magistério e Tradição da Igreja e outras fontes litúrgicas que se encontram neste blog

 

Semana Santa: Tempo de recolhimento, silêncio e oração (Parte V)

 


Semana Santa: Tempo de recolhimento, silêncio e oração (Parte V)

“Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!” (Mt 26,42).

Oremos:

 “Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.”

Senhor Jesus, Inocente e Santíssimo, nós Vos adoramos, Vós que Vos esvaziastes de tudo, de toda Vossa condição divina, na Morte infame da Cruz, mas o Pai Vos exaltou e glorificou, dando ao Amor  a última palavra e a promessa da eternidade para todos que n’Ele crerem. Tenhamos os olhos fixos em Vós.

Nós vos adoramos Senhor Jesus, tão inocente, mas quisestes sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Vossa morte apagou nossos pecados e Sua Ressurreição nos trouxe vida nova. Purificai-nos de nossos pecados.

Cristo Jesus, salvai-nos e derramai a vossa misericórdia sobre o povo que vive na esperança da Ressurreição, e conservai-nos, hoje e sempre, livres de todo o mal, e enviai o Vosso Santo Espírito para que permaneçamos convosco em perfeita comunhão na Vossa agonia. Amém.

 

 PS: Fontes - Magistério e Tradição da Igreja e outras fontes litúrgicas que se encontram neste blog

 

Semana Santa: Tempo de recolhimento, silêncio e oração (Parte VI)

 


Semana Santa: Tempo de recolhimento, silêncio e oração (Parte VI)

 Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!” (Mt 26,42).

Oremos:

“Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.”

Com Maria, em Jerusalém, perto do seu Filho para celebrar a Páscoa: a última Páscoa judaica e a primeira Páscoa em que o seu Filho é o Sacerdote e a Vítima.

Com Maria, Vossa Amada e inseparável Mãe, tão serena e plena de liberdade, queremos permanecer convosco no “inverno” de Vossa Paixão e Morte.

Não permitais que dela nos separemos, e ensinai-nos a sermos constantes, a lutar até o fim, sem vacilar na fé, esmorecer na esperança ou esfriar na caridade, a fim de que cresçamos continuamente no amor por Vós.

Queremos ficar ao Vosso lado para contemplar, com ela, a Vossa Paixão, a Morte, e convosco Ressuscitarmos, e sabemos que com ela, lugar privilegiado não há. Amém.

 

 

 PS: Fontes: Magistério e Tradição da Igreja e outras fontes litúrgicas que se encontram neste blog

 

Lava-pés: sagrado compromisso de Amar e Servir

 


Lava-pés: sagrado compromisso de Amar e Servir

O Tríduo Pascal, iniciando na noite de Quinta-feira da Semana Santa nos envolve completamente e, se vivido intensamente, algo muda substancialmente na vida de quem o celebra ativa, consciente, piedosamente, para que seja abundante em frutos de alegria, vida e paz!

Na Quinta-feira Santa, com a Missa da Ceia do Senhor, agradecemos a Deus de infinita bondade, a Instituição da Eucaristia, como memorial da Sua Nova e Eterna presença; recebemos o Mandamento Novo do Amor e aprendemos com Jesus, numa lição de humildade, ao lavar os pés dos discípulos, a atitude de serviço em favor da vida de nosso semelhante, num gesto supremo de humildade.

Fundamental que reflitamos sobre a Eucaristia, ponto alto e fonte da vida cristã. Eucaristia celebrada no altar para no cotidiano ser vivida.

A Missa não tem fim em si mesma, continua em todo o nosso existir. Somos as testemunhas da sua presença, transformados n’Aquele que recebemos, vivendo o Novo Mandamento que Ele nos deu, criando laços mais humanos, belos e fraternos em atitude de servidores do Reino da Vida.

Em resumo, há um estreito vínculo indissolúvel entre a Eucaristia, a fraternidade universal, o amor e o serviço.

Eucarísticos que somos, urge que sejamos testemunhas críveis do amor, e nossa vida marcada por compromissos solidários em favor da vida, sobretudo dos mais empobrecidos – “Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que Eu fiz...” (Jo 13,15). 

Nisto consiste a beleza do lava-pés: Amar e Servir, nutridos pela força do Eucaristia, na mais bela expressão do Mandamento do Amor que nos deu Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Novos horizontes

                                                        

Novos horizontes

 “... continuai firmes no Senhor,
ó meus queridos” (Fl 4,1)

Recebi a graça de ocupar este espaço para partilhar a missão, a mim confiada pela Igreja, como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte – MG, em abril de 2017.

A Palavra de Deus, que é sempre uma Boa-Nova, expressa a minha relação com a Diocese de Guarulhos, neste novo momento de graça que estou vivendo, do mesmo modo que marcou e iluminou minha vida quando fui enviado em missão à Diocese de Ji-Paraná – RO, onde permaneci por três anos: “Portanto, meus queridos irmãos, dos quais sinto tanta saudade, minha alegria e minha coroa, continuai firmes no Senhor, ó meus queridos” (Fl 4,1).

Entretanto, apesar da saudade, a vida segue... E ancorado no lema da minha ordenação episcopal: “Para mim o viver é Cristo” (Fl 1,21), no dia 08 de abril, na Paróquia São Gonçalo – Contagem – MG, com a presença do Arcebispo, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, dos Bispos Auxiliares, de um grande número de Presbíteros, Religiosos e Religiosas, Seminaristas, e o Povo de Deus, teve início o meu Ministério, propriamente dito.

Belo Horizonte, bem como a Cidade de Guarulhos, nos apresenta grandes desafios, em que somos chamados a lançar redes em águas mais profundas, proclamando a Palavra, insistindo oportuna e inoportunamente, convencendo, repreendendo e exortando, com toda a paciência e preocupação de ensinar (2 Tm 4,2).

A Arquidiocese, que tem em torno de cinco milhões de habitantes, está dividida em 37 Foranias, com 270 Paróquias e, aproximadamente, 1400 comunidades, atendidas por 700 padres (diocesanos e religiosos), que são auxiliados pela expressiva presença de Congregações Religiosas, masculinas e femininas.

Devido à dimensão, a Arquidiocese está dividida em quatro Regiões Episcopais, confiadas, cada uma, a um Bispo Auxiliar, sendo a minha, a RENSA - Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida.

Na RENSA, tínhasmos 69 Paróquias, 464 comunidades e 112 padres. Como tantas outras realidades, precisamos de mais santas vocações sacerdotais e religiosas, para melhor acompanhar o rebanho, pois a messe é grande e poucos são os operários.

E é nesta realidade que estou aprendendo a ser Bispo, procurando conduzir o rebanho com carinho e zelo de pastor, empenhado em ser presença amiga e paterna junto aos padres, como tão bem nos exorta o Papa Francisco.

Ressalto, de modo especial, a receptividade do Povo de Deus desta Igreja particular de Belo Horizonte, que me acolhe carinhosamente. Com ele, celebramos a Semana Santa, vivenciando momentos fortes de espiritualidade, como o Sermão do Encontro e do Descendimento do Senhor da Cruz, além de Procissões e Vias-Sacras, Celebração Penitencial com os padres, no Santuário de Nossa Senhora da Piedade, a Missa da Unidade, na manhã da Quinta-feira Santa, com a Bênção dos Santos óleos e a renovação das promessas pelos Presbíteros. Desta celebração, aproximadamente 15 mil pessoas participaram, no Ginásio Mineirinho. Uma emoção indescritível!

Concluindo, asseguro minhas orações à Diocese de Guarulhos, e peço que não deixem de rezar por mim, para que eu cumpra o tríplice múnus de santificar, ensinar e governar o Povo de Deus.

Vivendo a alegria da Páscoa do Senhor, coloquemo-nos sob o amparo maternal de Maria, que nos acompanha em todos os momentos, ela que é Padroeira da Diocese de Guarulhos e da Arquidiocese de Belo Horizonte: Imaculada Conceição e Nossa Senhora da Boa Viagem, respectivamente.


PS: Publicado no jornal “Folha Diocesana” – Guarulhos – Edição nº243 - maio de 2017 - Escrito quando era Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte - MG

Virtudes divinas vividas para vencer as turbulências

                                                           

Virtudes divinas vividas para vencer as turbulências

Estamos numa barca, e os ventos são assustadores. Inquietos, recolhidos, revendo atitudes, valores, passos dados. Tempo de se rever como se vivia, para novos caminhos redescobrir.

São lições que estamos todos aprendendo, por um preço muito alto: vida de tantos e tantas, assim como a vida de nossa casa comum.

Tempo de revigorar a fé em nosso coração, de renovar o mais profundo de nós e plenificar o coração do absolutamente essencial: o amor, o amor que jamais passará.

Reflitamos sobre as virtudes divinas que nos ajudam nesta travessia em meio às turbulências a serem enfrentadas, conscientes de que estamos todos na mesma barca, e o Senhor conosco e nos diz – “Por que sois tão medrosos, ainda não tendes fé?” (Mc 4, 35-41).

Passagem do Evangelho -  Lc 17,5-6: sobre a virtude da fé:
“Os apóstolos disseram ao Senhor: ‘Aumenta a nossa fé!’ O Senhor respondeu: ‘Se tivésseis fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria”.

Todo o tempo e de modo especial neste tempo, temos que testemunhar nossa fé, confiantes na Palavra do Senhor, e crer na  onipotência do amor de Deus e de seu poder, que veio, vem e virá sempre ao nosso encontro, por meio do Seu Espírito.

Tempo de crer no melhor de Deus para todos nós, pois Deus é fiel à Sua Aliança de amor com a humanidade, e nunca nos abandonou e jamais nos abandonará.

Deus que tanto nos ama, espera que nos voltemos para Ele de coração puro e sincero, reconciliados com Ele e conosco, em novas relações mais humanas, justas, simples, fraterna; sem marcas de egoísmo, inveja, maldade, arrogância, prepotência, petulância que tão apenas nos afastam da vida e da felicidade querida por Ele para todos nós.

Passagem da Sagrada Escritura - (1 Pd 3,15): sobre a virtude da esperança:

“Antes, ‘santificai o Senhor Jesus Cristo’ em vossos corações e estais sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir”.

Esperança como virtude divina, jamais poderá ser compreendida com uma espera passiva, mas acompanhada de sagrados compromissos no testemunho da fé, em gestos multiplicados de amor, a virtude maior que nos conduz.

Esperança, portanto, é somar com o outro para o milagre do amor multiplicar; ousar na busca do inédito do melhor de Deus para todos nós; é não desistir jamais dos sonhos, das metas, das utopias, da alegria da contemplação do Reino já presente no meio de nós.

Passagem da Sagrada Escritura – 1 Cor 13, 1-13 – sobre a virtude divina do amor:

“Se eu falasse as línguas dos homens e a dos anjos, mas não tivesse amor; eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine...”

O Apóstolo nos apresenta o Hino ao amor-caridade, que a humanidade tem que reaprender e está reaprendendo, sobretudo neste momento tão obscuro, inquietante que a todos nos envolve.

É tempo de acolhermos e vivermos a essência da fé cristã, o novo Mandamento do Amor que Nosso Senhor nos ordenou:

“Eu vos dou um novo Mandamento: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns para com os outros”. (Jo 13, 34-35).

Sigamos em frente, iluminados e fortalecidos pelas palavras divinas fazendo nossa travessia, ora em mar agitado, ora deserto. Ambas as imagens representam bem o momento que todos estamos vivendo.

Se em mar agitado, ventos e tempestades não serão capazes de nos naufragar; urge que tenhamos fé na Palavra e Presença do Senhor, que dá sentido à nossa esperança e nos envolve com seu amor e sua presença por meio do Seu Espírito, enviado pelo Pai, em Seu nome.

Se no deserto, provação, aridez, privação se fizerem presentes,  tenhamos fé, supliquemos ao Senhor o colírio da fé, para ver o amanhecer com esperança, fazendo cada dia um tempo favorável e irrenunciável para amar, solidarizar e novas relações com o outro e com o planeta estabelecer. O Senhor sempre nos concederá um oásis, para saciarmos nossa sede de água viva de amor, vida e paz.

Mar ou deserto, Ele está conosco: coragem! Tenhamos fé, esperança e caridade.

Um refrão para concluir: “Eu confio em Nosso Senhor, com fé, esperança e amor...”

PS: Escrito em abril de 2020

terça-feira, 31 de março de 2026

Rezando com os Salmos - Sl 142(143),1-11

 


Jamais percamos a confiança e esperança no Senhor


“–1 Ó Senhor, escutai minha prece,
ó meu Deus, atendei minha súplica!
– Respondei-me, ó Vós, Deus fiel,
escutai-me por Vossa justiça!

=2 Não chameis Vosso servo a juízo,
pois diante da Vossa presença
não é justo nenhum dos viventes.

–3 O inimigo persegue a minha alma,
ele esmaga no chão minha vida
– e me faz habitante das trevas,
como aqueles que há muito morreram.
–4 Já em mim o alento se extingue,
o coração se comprime em meu peito!

=5 Eu me lembro dos dias de outrora
e repasso as Vossas ações,
recordando os Vossos prodígios.
=6 Para Vós minhas mãos eu estendo;
minha alma tem sede de Vós,
como a terra sedenta e sem água.

–7 Escutai-me depressa, Senhor,
o espírito em mim desfalece!
= Não escondais Vossa face de mim!
Se o fizerdes, já posso contar-me
entre aqueles que descem à cova!

–8 Fazei-me cedo sentir Vosso amor,
porque em Vós coloquei a esperança!
– Indicai-me o caminho a seguir,
pois a Vós eu elevo a minha alma!
–9 Libertai-me dos meus inimigos,
porque sois meu refúgio, Senhor!

–10 Vossa vontade ensinai-me a cumprir,
porque sois o meu Deus e Senhor!
– Vosso Espírito bom me dirija
e me guie por terra bem plana!

–11 Por Vosso nome e por Vosso amor
conservai, renovai minha vida!
– Pela Vossa justiça e clemência,
arrancai a minha alma da angústia!”

O Salmo 142(143),1-11 é uma prece na aflição:

“Diante de Deus que tanto fez por seu povo, o salmista invoca a misericórdia divina, pois sente-se culpado. Espera o auxílio divino para conseguir uma vida renovada.” (1)

O Apóstolo Paulo afirma que ninguém é justificado por observar a Lei de Moisés, mas por crer em Jesus Cristo (Gl 2,16).

Em todos os momentos, de modo especial nas aflições, renovemos nossa confiança e esperança no Senhor, pois a esperança jamais nos decepciona, porque o Amor de Deus foi derramado em nossos corações (cf. Rm 5,5).

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p 849

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