domingo, 19 de outubro de 2025

A Oração não dispensa compromissos (XXIXDTCC) (18/10)

                                         


A Oração não dispensa compromissos

As mãos que elevamos aos céus
são as mesmas que na terra estendemos ao outro...

A Liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum (Ano C) nos convida a refletir sobre a verdadeira Oração, que consiste numa relação estreita e íntima com Deus, num diálogo intenso e insistente.

A Oração, deste modo, leva-nos à compreensão do silêncio de Deus, respeito ao Seu ritmo, que não necessariamente é o nosso e, sobretudo, nos leva ao crescimento no Seu Amor.

Na primeira Leitura, ouvimos uma passagem do Livro do Êxodo (Ex 17,8-13a) em que o autor nos apresenta uma belíssima catequese sobre a Oração como força em nossa luta cotidiana.

A Oração de Moisés é a grande intercessão em favor do povo hebreu contra os amalecitas. Enquanto Moisés mantém as mãos levantadas, há a vantagem sobre os inimigos, mas quando vencido pelo cansaço, suas mãos se abaixam, os inimigos dominam.

A Oração é importante, e deve ser perseverante, persistente. Por isto, Aarão e Hur, ao lado de Moisés, amparam-lhe as mãos e assim os hebreus vencem os inimigos.

De fato, a libertação pressupõe a Oração de Moisés e a intervenção de Deus, mas não dispensa a ação do povo. 

A mensagem catequética é explícita: a libertação se deve mais à ação de Deus do que aos esforços do Povo.

Deus não cruza os braços no processo de libertação do Seu Povo e a Oração se torna a grande força para o combate e a vitória:

“A conquista é dom de Deus. Se Israel reza e confia no Senhor, o próprio Senhor combate e vence; se Israel se apoia apenas nas suas forças é derrotado” (1).

Na passagem da segunda Leitura (2 Tm 3,14-4,2), aprofundamos sobre a importância da Palavra de Deus como fonte privilegiada de Oração.

O texto foi escrito para as comunidades que viviam um contexto de perseguição, da falta do entusiasmo. 

Era mais do que necessário a redescoberta deste entusiasmo pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e etomar a fidelidade à doutrina, como grande herança dos Apóstolos, que é acompanhada pela fidelidade às Escrituras, fonte de formação e educação cristã, tornando o discípulo mais configurado ao Senhor.

Paulo exorta a uma proclamação da Palavra sem medo, sem pudores e com entusiasmo: Palavra que é oportuna para ensinar, persuadir, corrigir e formar.

Reflitamos:

- Qual é lugar da Palavra de Deus em nossa vida?
- Como a valorizamos e que formação procuramos para melhor compreendê-la e melhor vivê-la?
-  Preparamo-nos para bem proclamá-la, acolhê-la e vivê-la?

Na passagem do Evangelho (Lc 18,1-8), Jesus, a caminho de Jerusalém, nos exorta à prática da verdadeira Oração, como diálogo contínuo e perseverante e que nos leva à abertura do coração ao Projeto de Salvação.

Muitas são as inquietações que nos cercam em todos os âmbitos (pessoal, familiar, comunitário e social, mundial...). Por vezes não entendemos o “silêncio de Deus”. 

Mas aqui a grande notícia: Deus não é indiferente aos nossos sofrimentos. Porém, é preciso uma Oração feita com paciência e com perseverança, até que o Projeto de Deus se cumpra.

A Oração é sempre o momento em que nos colocamos diante de Deus, para reencontrarmos forças para perseverarmos no caminho do encontro de Seu Amor; é o abastecer para acolher e realizar, com coragem e entusiasmo, o Projeto de Salvação que Deus tem para nós.

Quando nos envolvemos pelo Amor de Deus, sabemos esperar em Sua aparente ausência, que é a mais verdadeira presença.

A Oração há de ser sempre uma atitude que brota da fé em Deus, na confiança e na perseverança. 

Rezarmos sempre, sem nos desencorajarmos, com a certeza de que Deus nos escuta depressa, sem tardar. Se Deus não nos atende pode ser porque não pedimos o necessário, e nossa Oração não está devidamente sintonizada com o Seu Projeto de Vida e Salvação.

Na Parábola, vemos que “Não corresponde ao estilo de Jesus Cristo um ensinamento que induz o discípulo a forçar a vontade de Deus, para O fazer mudar de ideias e obrigá-Lo a fazer aquilo que o homem quer! Pelo contrário, a Parábola é provocatória e, para compreendermos bem, temos de entender a inversão de perspectiva”  (2)

Importante dizer que Oração não é transferência de responsabilidade para Deus: Ele fará o que a nós é impossível, e jamais nos dispensará de sinceros compromissos para que a graça seja alcançada.

“Como para Israel no deserto, também na nossa vida se trata de combater contra um adversário poderoso, que não pode ser vencido apenas com as nossas forças humanas.

A Oração constante e convicta, é sinal de quem confia na ajuda divina, ‘levanta as mãos’ (Ex 17,11) e clama continuamente (cf. Lc 18,7), tirando proveito da Palavra que escutou, convencido de que pode realizar-se.” (3)

Quando orarmos pela paz, nos empenhemos pela paz. Quando orarmos pelos pobres, multipliquemos gestos de solidariedade para com eles. Quando orarmos pela paz na família, façamos sincera revisão de nossas atitudes para que não venham ferir esta paz.

Toda Oração que elevamos aos céus, nos compromete, imediatamente com Deus, com o outro e conosco.

Reflitamos:

-    O que é Oração?
-    Como e para que a Oração?

-    Quais são as pessoas que nos ensinam a beleza da oração em nossa vida?

-    O que precisamos fazer para redescobrir o gosto, a beleza e a força da Oração?

-    Quais são os conteúdos de nossas Orações?
-    Como a Oração repercute em nossa vida?

Há ainda uma questão última fundamental, para nos ajudar na necessária conversão para que melhores discípulos missionários do Senhor sejamos:

“O problema, então, está na fé; temo-la, esta fé? Isto é, temos a atitude crente e confiante, para desejar fortemente aquilo que é conforme ao projeto de Deus?” (4)

(1) Lecionário Comentado – Editora Paulus - pág. 600
(2) Idem – pág. 602
(3) (4) Idem – pág. 603

PS: Apropriada para o sábado da 32ª Semana do Tempo Comum.

A verdadeira tradução do Amor de Jesus (XXIXDTCB) (18/10)

                                                      


                    A verdadeira tradução do Amor de Jesus        

No 29º Domingo do Tempo Comum (ano B), damos mais um passo no seguimento de Jesus, aprendendo a assumir com Ele e como Ele a condição do amor e do serviço, numa entrega total, vivendo assim a lógica de Deus, rompendo com a lógica do mundo (acomodação, egoísmo, ganância, glória a qualquer custo).

"É então necessário que cada um vele sobre si mesmo e desmascare, a partir de si, as formas de lógica competitiva que invadem as relações e corrompem muitos projetos comunitários" (1).

A passagem da primeira Leitura (Is 53,10-11), nos apresenta o quarto cântico do Servo sofredor, retratando a fase final do Exílio (entre 550 e 539 a. C.).

O autor tem uma clara mensagem: uma vida vivida na simplicidade, na humildade, no sacrifício, na entrega e no dom de si mesmo, não é aos olhos de Deus uma vida maldita, perdida e fracassada, ao contrário é uma vida fecunda e plenamente realizada que trará libertação, verdade, esperança e amor à humanidade.

Os primeiros cristãos, pela beleza e profundidade desta passagem, atribuíram-na à figura de Jesus, que como professamos, morreu pela nossa salvação. Somente em Jesus esta figura enigmática do “Servo de Javé” encontra seu pleno significado.

Deste modo, temos como mensagens:

-  Deus Se encontra nos simples, humildes, desfigurados, naquilo que enche o coração de paz.

-  O sofrimento pelo sofrimento não tem sentido. Jamais na Bíblia encontramos o elogio, a apologia do sofrimento pelo sofrimento, (que se denomina masoquismo). O sofrimento só tem sentido se gerar vida.

-  Somos questionados sobre a lógica pela qual pautamos nossa vida: a lógica do mundo ou a lógica de Deus?

A passagem da segunda Leitura (Hb 4,14-16) foi escrita para uma comunidade fragilizada, cansada e marcada pelo desalento, que precisa redescobrir o seu entusiasmo inicial, revitalizar o seu compromisso com Cristo e viver uma fé mais coerente e mais compromissada.

Deve confiar no Sumo Sacerdote que é Jesus Cristo, o Sacerdote fiel e misericordioso, que o Pai enviou ao mundo para mudar o coração da humanidade, reconciliando-a com Ele.

Jesus é o Servo fiel que venceu as tentações e nos ensinou o mesmo fazer. Experimentando e entendendo nossa fragilidade, intercede em nosso favor. Com Ele e como Ele podemos vencer os momentos dramáticos de nossa caminhada na história.

Não estamos sós: “Jesus é um mediador que nos permite reconhecer um Deus misericordioso pronto a nos socorrer”. (2)

Aprender com Jesus a viver um amor sem limites, que desce ao encontro dos últimos, dos desclassificados, dos marginalizados, dos sofredores, para comunicar o Seu Amor.

Ser discípulo do Senhor é ter a mesma atitude: compreender esta lógica de Deus, assumindo e testemunhando concreta e cotidianamente.

Como Jesus, despir-se/despojar-se do egoísmo, da acomodação, da preguiça, da indiferença, e viver alegre e confiante a lógica da doação por amor, simplesmente.

Como cristãos, sermos pessoas serenas e com o coração em paz, conscientes de que, apesar de nossas fragilidades, Deus quer contar conosco para comunicar o Seu Amor, a fim de que todos tenham vida plena:

“Só um amor assim (proposto e vivido por Ele) sabe aceitar os cálices amargos e o naufrágio dos próprios sonhos, a fim de que isso seja para vantagem daqueles que se amam”(3)

A passagem do Evangelho (Mc 10,35-45) nos apresenta a exigência de quem se põe a caminho, no seguimento de Jesus:

“A todos, Jesus recorda que a Sua comunidade está fundada sobre a lei do serviço, de que é modelo supremo o Filho do Homem”. (4)

É preciso viver a lógica do poder que se realiza na doação, na entrega, no serviço, na gratuidade, sem esperar nada em troca, embora o Senhor nos garanta o cêntuplo de retorno, mas não sem perseguições.

A glória de Deus é a vida do homem, mesmo que alguém tenha que se sacrificar para que o outro viva, favorecendo sua promoção.

Em nossas famílias e comunidades esta deve ser a lógica a pautar e orientar a nossa vida; este é o critério de pertença a uma comunidade do Reino.

Beber do Cálice do Senhor, participar de Seu destino e assentar-se no Seu Trono, é assumir a Cruz, o legítimo Trono do Senhor.

As mensagens do Evangelho:

-  A presidência da comunidade é uma expressão de amor e serviço, pois esta é a lógica do Reino: amor sem limites, doação, entrega...

-  Contemplar na Cruz do Senhor o ponto culminante da Sua vida, expressão máxima e total do Seu amor e doação à humanidade. 

É preciso que os discípulos missionários do Senhor tenham diante do mundo a atitude do serviço e da promoção do bem comum, somente assim encontrarão sentido e felicidade. Nisto consiste a nossa missão.

Quando do Cálice do Senhor participamos, cada momento de nossa vida deve ser consumido por uma atitude de amor, doação e serviço.

Confiantes de que comungando do Seu Corpo, bebendo do Seu Sangue somos fortalecidos, para que não vacilemos na fé, não esmoreçamos na esperança e tão pouco esfriemos na caridade. 



(1) Lecionário Comentado - Editora Paulus - Lisboa - pág. 597;
(2) Idem pág. 595;
(3) Idem pág. 597;
(4) Idem pág. 596.

sábado, 18 de outubro de 2025

Agraciados pelo Senhor para continuar Sua Missão(17/10)

                                                    

Agraciados pelo Senhor para continuar Sua Missão

No sábado da 28ª Semana do Tempo Comum (ano par), ouvimos a passagem da Carta do Apóstolo Paulo aos Efésios (Ef 1,15-23), e refletimos sobre a missão da Igreja.

Como Igreja, é preciso assumir com coragem, no tempo presente, a missão por Deus a nós confiada: anunciar o Evangelho a todos os povos, empenhados, decididamente, no Projeto de Salvação Divina.

Da mesma forma, é preciso superar a passividade alienante: ir para o meio do mundo, como sal, luz e fermento; levar a humanidade a viver a comunhão querida por Deus, a fim de que todos sejamos um em Cristo Jesus.

O Apóstolo Paulo, escrevendo aos Efésios, refere-se à Comunidade como um corpo. Cristo é a cabeça e a Igreja é o corpo. Nisto consiste o “pleroma”, ou seja, na Igreja reside à plenitude, a totalidade de Cristo.

À Igreja nada falta para cumprir a missão universal de ser portadora da plenitude de Cristo, lugar onde Ele Se torna presente no mundo, e atrai a Si o universo inteiro, até que Ele “seja tudo em todos”.

A Ressurreição/Ascensão/Glorificação de Jesus é a garantia da nossa própria ressurreição/glorificação, por isto é preciso avançar no caminho superando as dificuldades.

Deste modo, a vida dos discípulos não está livre da desilusão, sofrimento, frustração... Mas está presente uma certeza que alimenta a coragem na missão - "Eu estarei convosco até o fim dos tempos" ((Mt 28,20).

Reflitamos:

- Tenho consciência da universalidade da missão?
- Como discípulo, procuro aprender, assimilar e viver os ensinamentos de Jesus para que a missão tenha crédito e seja uma luz para o mundo?

- Estou instalado, acomodado, de braços cruzados, ou fascinado por Cristo e pela missão confiada?

- Procuro a sabedoria e força do Espírito para corresponder à altura?
- Quais são os medos que temos a enfrentar no desempenhar na missão evangelizadora?
- Sentimos a presença do Ressuscitado em nossa missão?

- Temos sentimentos de gratidão pela confiança de Deus em nós depositada para levar adiante a missão?

Concluindo, no seguimento de Jesus, não podemos nos instalar. Ser cristão é ser pessoa do tempo, sem medo de novidades.  É ser alguém que deixou se levar pelo grande sopro do Espírito; é saber que pode contar com Ele na missão.

Como Igreja, assistida pelo Espírito, não meçamos esforços para encontrar Cristo, tanto na Palavra como na Eucaristia e nos demais Sacramentos, para que então renovados, revigorados, nos empenhemos apaixonadamente por Cristo na construção do Reino de Deus, em compromissos solidário e fraterno com nosso próximo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Santo Inácio de Antioquia: Apaixonadamente devotado a Cristo(17/10)

                                                          

Santo Inácio de Antioquia: 
Apaixonadamente devotado a Cristo

Santo Inácio de Antioquia, cuja Memória celebramos dia 17 de outubro, escreveu várias Cartas, com profunda sabedoria e erudição, de grande valor na organização da Igreja, oferecendo os princípios fundamentais da vida cristã; e dentre elas a Carta aos romanos. 

“Tenho escrito a todas as Igrejas e a todas elas faço saber que morro por Deus com alegria, desde que vós não me impeçais. Suplico-vos:

Não demonstreis por mim nenhuma benevolência inoportuna. Deixa-me ser alimento das feras; por elas pode-se alcançar a Deus.

Sou trigo de Deus, serei triturado pelos dentes das feras para tornar-me puro pão de Cristo…

Nem delícias do mundo, nem os reinos terrestres são vantagens para mim. Mais me aproveita morrer em Cristo Jesus do que imperar até os confins da terra.

Procuro-O, a Ele que morreu por nós; quero-O, a Ele que por nossa causa ressuscitou…

Não me entregueis ao mundo, nem me fascineis com o que é material. Deixai-me contemplar a luz pura. Quando lá chegar, serei homem.

Concedei-me ser imitador da Paixão de meu Deus… Meu amor está crucificado, a matéria não me inflama, porque uma água viva e murmurante dentro de mim diz em segredo: ‘Vem para o Pai’.

Não sinto prazer com o alimento corruptível, nem com os prazeres do mundo. Quero o pão de Deus, a carne de Jesus Cristo, que nasceu da linhagem de Davi; e quero a bebida, o Seu sangue, que é a caridade incorruptível…

Se for martirizado, vós me quisestes bem; se rejeitado, vós me odiastes”. (1).

Provavelmente de origem Síria, foi Bispo e Mártir da Igreja. Sucedeu Pedro no governo da Igreja de Antioquia.

Condenado às feras, foi conduzido a Roma, no tempo do imperador Trajano. Como muitos, no início do cristianismo, recebeu a gloriosa coroa do martírio. Faleceu no ano 107.

Santo Inácio também se denominava como Teóforo: aquele que traz em si Deus; portador da mansidão; paciência e tolerância; e como Santo Inácio, é preciso que sejamos Teóforos nas dificuldades da vida.

Cultivar a mansidão, paciência, tolerância, com coragem e ousadia: apaixonadamente devotados a Cristo, como discípulos missionários d'Ele.



(1) Liturgia das Horas - Vol. IV - pp.1387-9.

Em poucas palavras...(17/10)

                                            


Peregrinar com fé, coragem e esperança

“Vosso batismo seja a vossa arma; a fé o vosso capacete; a caridade, a vossa lança; a paciência, a vossa armadura completa.

As vossas obras sejam vosso depósito para receberdes em justiça o que vos é devido.” (1)

 

 

(1) Santo Inácio de Antioquia - bispo e mártir (séc. I)

 

domingo, 12 de outubro de 2025

Bodas de Caná: Maria caminha conosco

                                                  


Bodas de Caná: Maria caminha conosco
 
Bodas de Caná: os ruídos da festa não desviaram tua atenção,
E não foram bastante para anular tua sensibilidade.
Prevendo a iminente falta do vinho e o fiasco da festa,
Intervieste junto ao teu Filho, com candura e doçura.
 
Memoráveis palavras que expressam confiança em súplica:
“Eles não têm mais vinho” (Jo 2,3).
Não ficariam sem resposta, palavras regadas de tanta ternura.
“Que queres de mim, mulher? Minha hora ainda não chegou”
 (Jo 2,4).
 
Tuas palavras nos acompanharão para sempre:
“Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5).
Festa do amor, da alegria, da vida e da paz,
Em cada Banquete da Eucaristia celebrado no Santo Altar.
 
Seis talhas de pedras com água, pelos serventes são enchidas.
Não pelos discípulos, afastando resquícios de fraude e suspeita.
Talhas com água para ritos de purificação,
Mas que se tornaria o vinho melhor, até então não bebido.
 
Aquele que transformou água em vinho, primeiro sinal,
É o mesmo que na grande hora da agonia, dor e paixão,
O Sangue Redentor no cálice, verdadeira Bebida
Por nós oferecida, que nos redime e nos inebria.
 
Maria, ajudai-nos, como Povo de Deus a caminho,
Plenamente confiar e viver a Palavra de Teu Filho,
Na comunhão, participação e missão, com ardor assumida:
Sagrados compromissos, renovados com o Reino da plena vida.
 
Maria, embora os sinais de morte se multipliquem,
Ajudai-nos a não perder a esperança de que o melhor está por vir,
E que a nossa fé seja comprometida, com o coração transbordante
Do amor divino, em nós derramado pelo Santo Espírito. Amém.

Em poucas palavras...

                                                  


Maria ora e intercede na fé

“O Evangelho revela-nos como é que Maria ora e intercede na fé: em Caná (Jo 2,1-12), a Mãe de Jesus roga a seu Filho pelas necessidades dum banquete de bodas, sinal dum outro banquete, o das bodas do Cordeiro que dá o seu corpo e o seu sangue a pedido da Igreja, sua esposa . 

E é na hora da Nova Aliança, ao pé da cruz (Jo 19,25-27), que Maria é atendida como a Mulher, a nova Eva, a verdadeira «mãe dos vivos».”  (1)

 

(1)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo 2618

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG