domingo, 12 de outubro de 2025
Devoção a Maria, compromisso com a paz!
Iluminados pela bodas de Caná
Iluminados pela bodas de Caná
A passagem do Evangelho de João (Jo 2,1-11) descreve as bodas de Caná, em que acontece o primeiro sinal realizado por Jesus.
Temos algumas lições para nossa espiritualidade, como discípulos missionários do Senhor.
1ª – Assim como nas bodas, Maria nos acompanha e está sempre atenta às nossas necessidades em todos os âmbitos e tempos.
Ela percebeu a falta do vinho e interveio, para que acontecesse o primeiro sinal realizado por Jesus.
Podemos contar com ela que sempre intercede junto ao Filho em nosso favor, para que jamais nos falte o essencial, o Vinho do Amor, da alegria, da vida e da paz, como celebramos em toda Eucaristia.
O sinal acontece revelando sua onipotência suplicante, enquanto Jesus é a onipotência por essência.
2ª - Ainda não havia chegada a hora, Ele nos falou antes da realização do sinal. A grande hora seria no Mistério da consumação de Sua Paixão e Morte.
Chegaria a hora em que o Filho do Homem seria glorificado: “Em verdade, em verdade Eu vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só, mas se morrer, dará muito fruto” (Jo 12,23-24).
Contemplemos o que indica “esta hora”, segundo o quarto Evangelho:
- é a hora que não havia chegado ainda na realização do primeiro sinal, ao transformar a água em vinho nas bodas de Caná;
- Ele veio para esta hora, a hora temida, a hora de agonia e, no entanto, profundamente desejada por ser a hora do sacrifício perfeito da Sua obediência ao Pai, hora da Sua glorificação;
- a hora em que os próprios pagãos reconhecerão n’Ele o Filho de Deus;
- a hora de olhar de fé para Aquele que foi trespassado, o caminho da Salvação, a grande hora da Páscoa do Senhor, Sua Morte e Ressurreição.
E na “grande hora”, Ela nos foi dada por Mãe, por Jesus (Jo 19, 25-27).
3ª – Jesus realiza o sinal, e transforma a água em vinho bom e melhor. No entanto, não dispensa nossa participação. Foi preciso que se enchessem as talhas com a água.
Ele poderia ter produzido o vinho sem qualquer participação dos presentes. Assim é Deus, que continua fazendo milagres todos os dias, mas quer contar com a nossa colaboração.
4ª- Maria é a discípula missionária do Senhor por excelência, e nos ensina que este caminho deve ser feito em plena fidelidade e obediência à Palavra de Jesus, o Verbo, que é o Seu Filho – “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Maria não apenas escutou, mas em tudo fez a vontade Deus, e é, como afirmou o Papa São Paulo VI, a "Estrela da Evangelização".
Discípulos missionários do Senhor se perguntam:
- o que o Senhor me diz nesta situação?
- o que o Senhor quer que eu faça neste acontecimento?
Urge a perfeita sintonia entre a escuta e a prática de Sua Palavra, daquilo que Ele nos diz em todos os momentos.
5ª – Maria, presente na vida de Jesus, com papel proeminente. Sejam momentos como as bodas, como também nos momentos de dor, agonia e sofrimento. Em todo o momento experimentava indescritível proximidade do Filho e ao mesmo tempo a sua separação.
Retomo um trecho da reflexão feita pelo Bispo Dom Bruno Forte (2014), na 52ª Assembleia dos Bispos do Brasil, em que retrata esta proximidade e separação:
“Maria é capaz de um amor atento, concreto, alegre e terno... Maria se aproxima sob o signo da ternura, isto é, do amor que gera alegria, que não cria distâncias, que antes aproxima os distantes, fazendo com que se sintam acolhidos e os enche com o espanto e a beleza de descobrir-se objeto de puro dom...
Mãe atenta e terna, vive as expectativas, os silêncios, as alegrias e as provas que toda mãe é chamada a atravessar: é significativo que nem sempre compreenda tudo sobre Ele.
Mas vai adiante, confiando em Deus, amando e protegendo a seu modo aquele Filho, tão pequeno e tão grande, numa mistura de proximidade e de dolorosas separações, que a tornam modelo de maternidade: os filhos são gerados na dor e no amor por toda a vida”.
É sempre tempo favorável para aprofundarmos nossa devoção mariana, que consiste num empenho permanente em imitar suas virtudes, para maior fidelidade a Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6), nosso Redentor e Senhor.
Oração de Nossa Senhora Aparecida (Papa Francisco)
Oração
de Nossa Senhora Aparecida (Papa Francisco)
"Mãe
Aparecida, como Vós um dia, assim me sinto hoje diante do vosso e meu Deus, que
nos propõe para a vida uma missão cujos contornos e limites desconhecemos,
cujas exigências apenas vislumbramos.
Mas,
em vossa fé de que “para Deus nada é impossível”, Vós, ó Mãe, não hesitastes, e
eu não posso hesitar. Assim, ó Mãe, como Vós, Eu abraço minha missão. Em vossas
mãos coloco minha vida e vamos Vós-Mãe e Eu-Filho caminhar juntos, crer juntos,
lutar juntos, vencer juntos como sempre juntos caminhastes vosso Filho e Vós.
Mãe
Aparecida, um dia levastes vosso Filho ao templo para O consagrar ao Pai, para
que fosse inteira disponibilidade para a missão. Levai-me hoje ao mesmo Pai,
Consagrai-me
a Ele com tudo o que sou e com tudo o que tenho. Mãe Aparecida, ponho em vossas
mãos, e levai até o Pai a nossa e vossa juventude, a Jornada Mundial da
Juventude: quanta força, quanta vida, quanto dinamismo brotando e explodindo e
que podem estar a serviço da vida, da humanidade.
Finalmente,
ó Mãe, vos pedimos: permanecei aqui, sempre acolhendo vossos filhos e filhas
peregrinos, mas também ide conosco, estai sempre ao nosso lado e acompanhai na
missão a grande família dos devotos, principalmente quando a cruz mais nos
pesar, sustentai nossa esperança de nossa fé".
PS: Oração rezada pelo Papa Francisco diante da imagem de Nossa
Senhora Aparecida (julho de 2013)
Contagem tem seu primeiro Santuário
Maria, tu tens um coração pleno de fé
Em poucas palavras...
Maria, sinal de esperança e de consolação
“Entretanto, a Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há de consumar no século futuro, assim também, na terra, brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor (cf. 2 Pd. 3,10)”. (1)
(1) Vaticano II: Lumen Gentium n. 68
quarta-feira, 8 de outubro de 2025
“Mestre, ensina-nos a rezar” (XVIIDTCC)
Na passagem do Evangelho de Lucas (Lc 11,1-13), Jesus nos ensina a rezar, de modo que a Oração daquele que crê, deve ser um diálogo confiante, como uma criança em relação ao pai.







