segunda-feira, 28 de julho de 2025
Supliquemos a Sabedoria Divina, nossa maior riqueza (XVIIIDTCC)
Unidos ao Senhor, uma fé viva e frutuosa (27/07)
domingo, 27 de julho de 2025
Mensagem do Santo Padre Leão XIV para o V Dia Mundial dos Avós e dos Idosos (Síntese) (26/07)
Mensagem do Santo Padre Leão XIV
para o V Dia Mundial dos Avós e dos Idosos (Síntese)
A mensagem para o V Dia
Mundial dos avós e dos idosos, escrita pelo Papa Leão XIV, tem como inspiração
bíblica a passagem do Livro do Eclesiástico: “Bem-aventurado aquele que não perdeu a esperança”
(cf. Sir 14, 2)
Vivendo o Ano Jubilar da Esperança, o Papa destaca
a importância da esperança em todas as idades, lembrando algumas personagens
bíblicas: Abraão, Sara, Moisés, Zacarias, Isabel.
Diante
da constatação do aumento daqueles que estão avançados em idade, como valorizar
estas experiências; quais são os gestos e compromissos que podem ser assumidos
para que haja sinais de libertação, superação de abandonos e solidão? – “Cada paróquia, associação ou grupo eclesial
é chamado a tornar-se protagonista da “revolução” da gratidão e do cuidado, a
realizar-se através de visitas frequentes aos idosos, criando para eles e com
eles redes de apoio e oração, tecendo relações que possam dar esperança e
dignidade àqueles que se sentem esquecidos".
Considerando
que a fragilidade dos idosos precisa do
vigor dos jovens, é igualmente verdade que a inexperiência dos jovens precisa
do testemunho dos idosos para projetar o futuro com sabedoria, afirma o Papa.
Urge
que sejamos sinais de esperança para os idosos – “Este ano é o momento propício para realizá-la: a fidelidade de Deus às
Suas promessas ensina-nos que há uma bem-aventurança na velhice, uma alegria
autenticamente evangélica que nos convida a derrubar os muros da indiferença na
qual os idosos estão frequentemente encerrados”.
Conclui a sua mensagem com um convite para que sejamos sinais de
esperança em todas as idades – “Transmitamos
com amor a fé que vivemos na família e nos encontros quotidianos durante tantos
anos: louvemos sempre a Deus pela Sua benevolência, cultivemos a unidade com as
pessoas que nos são caras, abramos o nosso coração aos que estão mais longe e,
em particular, aos necessitados. Assim, seremos sinais de esperança, em todas
as idades.”
PS: Confira
a Mensagem na íntegra
https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/messages/grandparents/documents/20250626-messaggio-nonni-anziani.html
Vinde habitar em nosso coração (XVIIDTCC) (26/07)
Vinde habitar em nosso coração
Assim nos falou o
Senhor – “Vendei vossos
bens e dai esmola. Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não
se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói. Porque onde está o vosso
tesouro, aí estará também o vosso coração.” (Lc 12,33-34)
Há um antigo
relato oriental que nos ajuda a compreender a alegoria do tesouro – “...quando os deuses criaram
o homem, puseram nele algo de sua divindade; mas o homem fez um mal uso dessa
divindade e os deuses decidiram tirá-la. Reuniram-se em grande assembleia para
ver onde podiam esconder esse tesouro que lhe haviam dado. Um disse: ‘vamos
colocá-lo no pico da montanha mais alta’. Um outro, porém, retrucou: ‘não, o
homem acabará escalando a montanha e encontrará o tesouro’. Um outro disse: ‘vamos
escondê-lo no fundo do oceano’. Mas, alguém respondeu: ‘Não, o homem poderá
descer às profundezas e descobrir o tesouro’. Por fim, um terceiro disse: ‘Já
sei onde vamos esconder esse tesouro: no mais profundo do coração do homem! Ali,
ele nunca o buscará’” (1).
A alegoria nos
ajuda a compreender as palavras do Senhor: onde se encontra nosso tesouro ali
estará nosso coração.
É sempre tempo
favorável para refletirmos:
- quais são os
tesouros pelos quais nos consumimos e corremos atrás?
- quais são os
tesouros que mais precisamos e pelos quais somos capazes de nos sacrificar?
Sejam nossos
tesouros a Igreja que somos, cuja Cabeça é o Cristo e nós o seu corpo.
Sejam nossa
família, pequena Igreja Doméstica, espaço de comunhão, amor, perdão, diálogo,
solidariedade;
Sejam a fé, dom
que Deus nos concedeu, irmanada com as virtudes da esperança e da caridade;
Bem como, sejam
também nossos compromissos pastorais dentro e fora da Comunidade que
participamos.
Roguemos a Deus
para que jamais nos percamos entre as “bijuterias” que o mundo nos
oferece insistentemente, e que jamais poderão nos preencher e nos conceder a
felicidade e vida plena, que tão somente o Senhor Jesus pode nos dar, e nós
temos o maior de todos os tesouros que habita em nós: – O Espírito Santo (1 Cor
6,19).
Nem montanha, nem
mar, Deus quis habitar no mais profundo de nós. Amém.
Oremos:
“Ó Deus, sois o amparo dos que em Vós
esperam e, sem Vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de
amor para conosco, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens que
passam, que possamos abraçar os que não passam. Por nosso Senhor Jesus Cristo,
Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!”. (2)
(1) Pe. Adroaldo
Palaoro (SJ)
(2) Oração do dia - 17º Domingo do Tempo Comum
Aprendamos com o Divino Multiplicador! (XVIIDTCB) (26/07)
Aprendamos a Matemática de Deus (XVIIDTCB) (26/07)
Aprendamos a Matemática de Deus
Na Liturgia da Palavra do 17º Domingo do Tempo Comum (ano B), ouviremos a passagem do Evangelho de São João (Jo 6, 1-15), em que narra o sinal que Jesus fez no deserto, celebrando com a multidão o Banquete da Vida, em oposição ao banquete de Herodes, o banquete da morte: Sacrifício voraz de vidas inocentes e justas, como a vida de João Batista. No Banquete de Jesus, há credenciais exigidas para autêntica participação: O amor de compaixão, a solidariedade, a confiança na providência de Deus, a gratidão, a bênção, e a consciência de que os bens de graça, d’Ele, recebidos devem ser generosamente partilhados. O pão que de Deus, cotidianamente, recebemos, por Ele abençoado e por nós partilhado, ganha um novo sabor. No Banquete da Vida de Nosso Senhor, não há como se omitir diante da dor, da fome, da miséria da existência humana: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16) É possível superar esta brutal realidade que rouba a beleza do Projeto Divino. O Profeta Isaías já anunciara a promessa messiânica, de restauração da vida, em que Deus nos chama a comer e a beber sem paga: Vinho e leite, deleite e força, alegria, revigoramento... (Is 55,1-8). O Profeta Eliseu também soube partilhar o pouco para saciar a fome de muitos (2 Rs 4,42-44). Uma última exigência: Aprender a nova matemática de Deus: Na racionalidade da matemática humana 5+ 2 = 7, indiscutivelmente, logo os 5000 homens, sem contar mulheres e crianças, estariam condenados à fome, ao desalento... Na racionalidade da Matemática Divina, 5 + 2 = plenitude, perfeição, tudo! Temos tudo para saciar a fome da humanidade, pois os bens que de Deus recebemos, quando partilhados, são multiplicados.O milagre da multiplicação dos 5 pães e 2 peixes foi um sinal do Banquete Eucarístico que celebramos. Alimentando-nos de um pedaço de Pão e um pouco de Vinho, Corpo e Sangue do Senhor, prolongamos a celebração na vida, multiplicando gestos de compaixão, partilha, solidariedade, tornamo-nos promotores da justiça, da fraternidade, da vida e da paz. Santo Inácio de Antioquia, Bispo e Mártir, no séc. I, num contexto de dominação e perseguição, nos exortava com sabedoria indiscutível: “Vosso Batismo seja a vossa arma; a fé, o vosso capacete; a caridade, a vossa lança; a paciência, a vossa armadura completa. As vossas obras sejam vosso depósito para receberdes em justiça o que vos é devido”. Quando aprendizes da matemática divina, nada nos separará do Amor de Deus (Rm 8,35-39): nem a tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada... Quando aprendizes da matemática divina, intensificaremos nosso relacionamento com Deus, que é misericórdia, piedade, amor, paciência, compaixão, muito bom para com todos e pleno de ternura que abraça toda criatura (Sl 144). Quando aprendizes da matemática divina, aprenderemos, como disse um autor desconhecido, que:
“Somente a água que damos de beber ao próximo poderá saciar nossa sede. Somente a roupa que doamos poderá vestir nossa nudez. Somente o doente que visitamos poderá nos curar. Somente o pão que oferecemos ao irmão poderá nos satisfazer.Somente a palavra que suaviza a dor poderá nos consolar.Somente o prisioneiro que libertamos poderá nos libertar”. Somente a partir da matemática de Deus é que teremos o sinal de um novo céu e uma nova terra, pois não é a lógica fria e irracional, mas a lógica da compaixão, amor, solidariedade e partilha que multiplica, abundantemente, em nós, todas as graças divinas. Matemática de Deus... Uma bela lição a aprender.
O Senhor sacia a nossa fome... (XVIIDTCB) (26/07)
Vivamos não mais sob o jugo da Lei, mas iluminados e conduzidos pelo Espírito, saibamos colocar nossos pães e peixes em comum, para que todos tenham vida plena e feliz.


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