“Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar!” (cf. Gn 3,19)
Quarta-feira de cinzas celebrada, Consciência de finitude renovada. Cinzas sobre a cabeça, Gesto simples e simbólico. É o que somos diante do Criador, Lembrança necessária nos acompanhe. Como nos falam as Escrituras, Do pó viemos, ao pó voltaremos, real finitude. A morte e a finitude para todos inevitável: Para eminentes ou não, distante ou iminente. Que as sombras e lembrança dos mortos Nos acordem enquanto é tempo: Com as cinzas, a penitência nos acompanhe, Conversão da mente e do coração desejáveis. Sem negligência que leva ao esquecimento, Esquecimento que, por sua vez, leva ao desejo e pecado. Dos pecados capitais despir, a alma libertar: Soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça. As cinzas recebidas, não como um mero e vazio rito, Nos coloca no mais belo itinerário quaresmal. Exercícios quaresmais nos acompanhem: Oração, jejum e esmola, em segredo do coração. Em empenho de conversão e reconciliação. A Cristo configurados: Mistério de Sua Paixão e Morte, Para que, com Ele, também possamos dessepultar, E a glória da Ressurreição, vida eterna alcançar. Amém.
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