quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

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Em poucas palavras... (Mãe de Deus)

                                                                 


“Maria é, verdadeiramente, Mãe de Deus”

“Chamada nos Evangelhos «a Mãe de Jesus» (Jo 2, 1; 19, 25; Mt 13,55), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito Santo e desde antes do nascimento do seu Filho, como «a Mãe do meu Senhor» (Lc 1, 43).

Com efeito, Aquele que Ela concebeu como homem por obra do Espírito Santo, e que Se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne, não é outro senão o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima Trindade.

 A Igreja confessa que Maria é, verdadeiramente, Mãe de Deus («Theotokos») (Concílio de Éfeso – 431 d.C).” (1)

 

(1)       Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.495


A Solenidade de Maria, Mãe de Deus

                                                                  


A Solenidade de Maria, Mãe de Deus

“Maria, a totalmente santa, toda consagrada
ao amor de Deus e ao amor dos homens.”

No dia 1º de janeiro, iniciaremos um Novo Ano, celebrando a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e o dia Mundial da Paz, instituído pelo Papa São Paulo VI em 1968.

Contemplamos a figura de Maria que, com o sim dado ao Projeto de Deus, oferece ao mundo, Jesus, o Salvador da humanidade:

“A Solenidade da Mãe de Deus, no coração das celebrações do Natal, é um renovado momento de graça oferecido a todos nós para nos ajudar a aprofundar a contemplação do Mistério da Encarnação, para nos dizer uma vez mais que o Filho de Deus veio verdadeiramente na nossa carne humana, no tempo, através do corpo de uma mulher: Maria, a totalmente santa, toda consagrada ao amor de Deus e ao amor dos homens.” (1)

Na passagem da primeira Leitura (Nm 6,22-27), ouvimos a Bênção Sacerdotal, que nos revela a presença de Deus que caminha sempre conosco e nos derrama Sua bênção, comunicando vida em plenitude, uma comunicação de vida real e eficaz, agraciando àquele que foi abençoado com vigor, força, êxito, felicidade, prosperidade.

Com a bênção, O Senhor, além de conceder vida e proteção, faz brilhar Sua face, revela um rosto sorridente e favorável, concedendo a necessária graça, olhando-nos com benevolência e nos concedendo a paz, que consiste na plenitude dos bens e na felicidade plena.

Tudo recebemos de Deus: vida, saúde, força, amor e incontáveis sinais de Sua bondade, entretanto, é evidente que a bênção não é sinônimo de mágica, pois a bênção de Deus, derramada sobre nós continuamente, precisa ser acolhida com amor e gratidão e depois transformada concretamente em gestos de amor e paz. É preciso que nosso coração se abra à ação divina, para que esta nos atinja e nos transforme totalmente.

Na passagem da segunda Leitura (Gl 4,4-7), mais uma vez, contemplamos o amor de Deus, que vem ao nosso encontro nascido de uma “mulher”, Maria, e por meio deste Filho nos tornamos livres e amados e podemos nos dirigir a Deus chamando de “abbá” (“papai”), consequentemente, filhos de Deus.

E fazendo esta experiência de filhos amados de Deus, a comunidade é vocacionada a criar e fortalecer os laços fraternos, sem marginalização ou exclusão, ou escravidão, como tão bem acenou o Papa Francisco em sua Mensagem para o dia Mundial da paz (2015): – “Já não escravos, mas irmãos".

Na passagem do Evangelho (Lc 2,16-21), refletimos sobre a alegria e felicidade daqueles que acolhem o Menino Deus, que veio fazer morada entre nós e em nós, realizando assim o desígnio libertador de Deus no meio da humanidade.

Trata-se de um texto profundamente catequético, sem pretensões de “noticiário jornalístico”; tem o intuito de comunicar uma Boa-Nova e uma nova atitude.

Reflitamos:

- Jesus veio trazer a libertação. Qual é a nossa resposta?

Os pastores (pobres e marginalizados de todos os tempos) vão apressadamente ver o Menino, expressando o desejo de liberdade e a disponibilidade de coração; glorificam a Deus e dão testemunho do Menino.

Ressalte-se também a atitude de Maria, que “conservava todas estas Palavras, meditando-as no seu coração”, comunicando uma atitude de quem é capaz de abismar-se, encantar-se com a ação do Deus libertador; tem a sensibilidade para entender os sinais de Deus e a sabedoria da fé para compreendê-los à luz do Plano de Deus.

Tanto a atitude meditativa e contemplativa de Maria, como a atitude missionária dos pastores, devem ser atitudes que marquem a vida daquele que se torna discípulo missionário do Senhor: meditação, contemplação, missão, que deve ser realizada com alegria, como alegres mensageiros do Verbo que Se fez Carne e habitou entre nós (Cf. Jo 1,14).

“Fortalecidos com esta certeza de fé, somos impelidos, como os pastores do Evangelho, a anunciar aos irmãos a alegre Notícia de que Deus fez homem para tornar o homem participante da vida divina. O Salvador – nascido de uma mulher, como nós – assumiu a nossa humanidade para nos dar a Sua glória. Somos filhos no Filho bendito, que é também a nossa paz.” (2)

Finalizando, contemplemos a ação de Deus que agiu em nosso favor neste ano que termina, e peçamos Sua bênção e proteção para mais um ano, com a certeza de que também podemos contar com a presença e a ternura de nossa Mãe, Maria, Mãe de Deus e nossa em todos os momentos.
Feliz Ano Novo!



(1) Lecionário Comentado - Editora Paulus - Lisboa - Tempo Advento / Natal - pp. 293/294
(2) Idem p.294

Com Maria, coração aberto à graça divina

                                                             

Com Maria, coração aberto à graça divina

“Alegra-te, Cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,28)

Abertos à graça divina, voltamos nossos olhares para Maria, aquela que é “cheia de graça”, como o Anjo Gabriel a saudou, Mãe tão serena e plena de liberdade e graça.

Permaneçamos firmes na fé, contando com Maria, nossa Mãe, com esforços necessários; abrindo-nos ao Espírito, para que, com criatividade, conduzamos muitos até Jesus e Sua presença, que nos envolve e nos plenifica de Amor.

Sejamos revitalizados na vivência de nossa vocação, para vivermos com alegria a nossa missão; seguindo o exemplo de Maria, na fidelidade a Deus, termos a necessária obediência, e conversão contínua para correspondermos aos desígnios de Deus.

Urge que nossa devoção a Maria consista em abrir sempre o coração para a graça que Seu Filho veio ao mundo comunicar: Graça como a seiva do amor, favores e bens necessários, que nos fortalecem no carregar da cruz quotidiana, com renúncias necessárias, e deste modo, nossa devoção a Maria é expressa no viver o Sim incondicional a Deus, como ela viveu.

Maria, mãe tão serena, plena de amor, liberdade e graça, rogai por nós, hoje e sempre.  Amém.

Natal verdadeiro é compromisso com a fraternidade

Natal verdadeiro é compromisso com a fraternidade

Sejamos iluminados pela reflexão escrita pelo Bispo e Doutor da Igreja, Santo Atanásio:

O Verbo de Deus veio em auxílio da descendência de Abraão, como diz o Apóstolo. Por isso devia fazer-Se em tudo semelhante aos irmãos (Hb 2,16-17) e assumir um corpo semelhante ao nosso.

Eis por que Maria está verdadeiramente presente neste Mistério; foi dela que o Verbo assumiu, como próprio, aquele corpo que havia de oferecer por nós.

A Sagrada Escritura, recordando este Nascimento, diz: Envolveu-O em panos (Lc 2,7); proclama felizes os seios que O amamentaram e fala também do sacrifício oferecido pelo Nascimento deste Primogênito.

O Anjo Gabriel, com prudência e sabedoria, já O anunciara a Maria; não lhe disse simplesmente: Aquele que nascer em ti, para não se julgar que se tratava de um corpo extrínseco nela introduzido; mas: de ti (cf. Lc 1, 35Vulg.), para se acreditar que o fruto desta concepção procedia realmente de Maria.

Assim foi que o Verbo, recebendo nossa natureza humana e oferecendo-a em sacrifício, assumiu-a em Sua totalidade, para nos revestir depois de Sua natureza divina, segundo as palavras do Apóstolo: É preciso que este ser corruptível Se vista de incorruptibilidade; é preciso que este ser mortal Se vista de imortalidade (1Cor 15,53).

Estas coisas não se realizaram de maneira fictícia, como julgam alguns, o que é inadmissível! Nosso Salvador fez-Se verdadeiro homem, alcançando assim a salvação do homem na sua totalidade. Nossa salvação não é absolutamente algo de fictício, nem limitado só ao corpo; mas realmente a salvação do homem todo, corpo e alma, foi realizada pelo Verbo de Deus.

A natureza que Ele recebeu de Maria era uma natureza humana, segundo as divinas Escrituras, e o corpo do Senhor era um corpo verdadeiro. Digo verdadeiro, porque era um corpo idêntico ao nosso. Maria é, portanto, nossa irmã, pois todos somos descendentes de Adão.

As palavras de João: O Verbo Se fez carne (Jo 1,14) têm o mesmo sentido que se pode atribuir a uma expressão semelhante de Paulo: O Cristo fez-Se maldição por nós (cf. Gl 3,13). Pois da intima e estreita união com o Verbo, resultou para o corpo humano em engrandecimento sem par: de mortal tornou-se imortal; sendo animal, tornou-se espiritual; terreno, transpôs as portas do céu.

Contudo, mesmo tendo o Verbo tomado um corpo no seio da Maria, a Trindade continua sendo a mesma Trindade, sem aumento nem diminuição.

É sempre perfeita, e na Trindade reconhecemos uma só Divindade; assim, a Igreja proclama um único Deus no Pai e no Verbo.”

Celebramos o Natal, o maior de todos os acontecimentos da História: o Nascimento do Salvador, e com ele o maravilhoso encontro da Divina Fonte de Amor, que no ventre de Maria foi concebido, realizando o encontro da imensidão divina do Verbo e a pequenez da criatura humana.

Deus veio ao nosso encontro, fez-Se um de nós, assumiu nossa condição humana vivendo as vicissitudes desta condição, exceto o pecado.

Contemplemos o Mistério que nos envolve, tempo tão esperado, na plenitude dos tempos, realizado e, no Altar Sagrado, celebrado.

No ventre de Maria, o encontro de duas naturezas, o encontro da imensidão e da pequenez que nos convida ao silêncio e à Oração.

Deus se tornou tão próximo de nós sem nenhum mérito de nossa parte.

Tendo celebrado o Mistério do Natal do Senhor, empenhemo-nos na realização da aspiração da fraternidade, fazendo dela o fundamento e o caminho para a paz e façamos de cada dia do ano novo, uma contemplação e correspondência ao Mistério imensurável do Amor de Deus.


“Hino à Mãe de Deus”

                                                       

“Hino à Mãe de Deus”

Hino à Mãe de Deus: trata-se de um antigo hino siríaco de Tiago de Saroug, em que nos apresenta Maria, a Bem-Aventurada.

Também nós, como discípulos missionários do Senhor, somos chamados a trilhar o caminho das Bem-Aventuranças, como Ele nos falou no Sermão da Montanha (Mt 5,1-12).

Seja nossa devoção Mariana a imitação das virtudes de Sua Mãe, a Mãe de Deus, pois somente assim nossa devoção será frutuosa e agradável aos olhos de Deus, como nos ensina a Igreja.

“Ela é bem-aventurada: recebeu o Espírito que a fez pura e imaculada; tornou-se o templo onde habita o Filho das celestes alturas.

Ela é bem-aventurada: por ela foi restaurada a raça de Adão e reconduzidos os que tinham abandonado a casa do Pai.

Ela é bem-aventurada: sem conhecer as uniões humanas, pôde sem confusão contemplar seu Filho como as outras mães.

Ela é bem-aventurada: seu corpo permaneceu sem mancha e foi glorificado pelo terno fruto da sua virgindade.

Ela é bem-aventurada: os limites do seu seio contiveram a grandeza sem limite que enche os céus, sem que estes possam sustentá-la.

Ela é bem-aventurada: deu a vida ao antepassado comum que gerou Adão e renovou todas as criaturas degeneradas.

Ela é bem-aventurada: deu o seio àquele que levanta as ondas do mar.

Ela é bem-aventurada: carregou o poderoso gigante que sustenta o mundo com secreto vigor; beijou-O e ternamente O cobriu de carícias.

Ela é bem-aventurada: seus lábios tocaram aquele cuja chama faz recuar os ardentes serafins.

Ela é bem-aventurada: suscitou aos prisioneiros um libertador que subjugou o carcereiro e devolveu a paz à terra.

Ela é bem-aventurada: alimentou com seu leite aquele que deu a vida a todos os mundos.

Ela é bem-aventurada: pois todos os santos devem ao seu Filho a felicidade. Bendito é o Santo de Deus que brotou da sua pureza!
Amém.” 

Em poucas palavras...

                                                        


Maria, modelo de vida cristã

“Maria não é a meta da existência cristã, mas seu modelo e, neste sentido é insubstituível.”  (1)

 

(1)       Comentário Missal Cotidiano – Editora Paulus – pág. 1767

Sua amável presença é sentida como o exalar de um suave perfume

                                                         


Sua amável presença é sentida como o exalar de um suave perfume

Por vezes, parece que estamos caminhando num árido deserto, sem fim.
Nada mais a ver, a não ser areia a ser pisada e o sucessivo pôr do sol,
E o tão apenas nascer de um novo dia a viver, sabe-se como.

Árido deserto, sem a esperança de um oásis, seria um triste fim.
Sem perspectivas de superações, quem assim suportaria?
Mas em situações assim, não podemos deixar morrer a esperança e a alegria.

Quantas vezes no deserto árido de nossa história,
Sentimos a presença de alguém, modelo de coragem e ousadia,
Que nos acompanha em todos os momentos? Sim, é ela: Maria.

Sua terna presença é sentida como o exalar de um suave perfume,
Que nos assegura que há desertos na vida, mas possível é a travessia.
Podemos contar com ela, que caminha conosco, mil noites e dias.

Sua amável presença é sentida como o exalar de um suave perfume,
Que nos aponta a confiança em Seu Filho, fonte de água viva,
Que as sedes de todas as sedes, a sede do amor, somente Ele sacia.

Sua amável presença é sentida como o exalar de um suave perfume,
E ainda que caminhemos em tempos sórdidos, com páginas não memoráveis,
Em seu colo de mãe acolhidos, de nossos cansaços, forças refeitas.

Sua amável presença é sentida como o exalar de um suave perfume,
Ainda há um longo caminho a percorrer, à espera da vinda gloriosa de Seu Filho,
Que veio, vem virá. E quem melhor do que Maria, poderá esta espera nos ensinar?

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG