segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Em poucas palavras...

 


Os olhares de Natanael

“Nazaré era uma aldeiazinha da Palestina; aquele Jesus de quem falavam não era senão um pobre carpinteiro.

A expectativa do Messias apoiava-se em outros valores (de prestígio, de riqueza, de poder...). Porém, ao convite do amigo, ‘Vem ver’ (v.46), Natanael aceitou encontrar-se com Jesus, iluminado pelo Espírito, logra ver naquele Filho de homem o Filho de Deus... O olhar humano havia lhe revelado a humanidade de Jesus; a fé, a sua divindade.” (1)

 

(1)               Comentário do Missal Cotidiano - Editora Paulus sobre a passagem do Evangelho de João (Jo 1,43-51)  p. 136-137

Em poucas palavras...

 


Com Natanael, aprendamos...

“Também nós devemos aproximar-nos de Jesus com olhar simples e sincero: a capacidade de conhecê-Lo, de amá-Lo, de crer n’Ele é estreitamente ligada à nossa disponibilidade para o encontro com Deus e com os irmãos.

Só aceitando entrar como Natanael em comunhão com Cristo, conseguiremos ter confiança no homem, amá-Lo, servi-Lo, sacrificar-nos por Ele, merecendo participar em seus triunfos e em sua glória no céu.” (1)

 

(1)               Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus - passagem do Evangelho de João (Jo 1,43-51) - p. 137

Os Arcanjos, enviai-nos, Senhor

                                        


Os Arcanjos, enviai-nos, Senhor

Enviai, Senhor, Vossos Arcanjos ao nosso encontro,
Sobretudo nestes momentos tão difíceis por que passamos,
Em que o sol parece se pôr como que para sempre,
Sem perspectivas de contemplar um novo amanhecer.
 
Devido a uma enfermidade, a partida de quem amamos
Para a eternidade, doce lembrança de momentos vividos,
Amargo gosto da ausência para um abraço, uma palavra,
Ainda que os tenhamos vivos na memória e coração.
 
Não fosse a fé que temos na Ressurreição,
Como suportaríamos a dor da saudade que nos consome?
Ah, se não fosse a presença amável dos Anjos e Arcanjos conosco,
Revelando-nos a divina onipotência de amor que nos envolve!
 
Vossos Arcanjos enviai-nos, Senhor, suplicamos-Vos.
Enviai Vosso Arcanjo Miguel, cujo nome revela uma missão:
“Quem é como Deus?”, para com Ele vencermos os combates
De nomes tantos do cotidiano, bem como a força do Maligno.
 
Vossos Arcanjos, enviai-nos, Senhor, suplicamos-Vos,
Enviai Vosso Arcanjo Gabriel, para renovar em nós
A fé, a coragem e a confiança incondicional em vosso poder,
Vossa força que vem em socorro de nossa humana fraqueza.
 
Vossos Arcanjos enviai-nos, Senhor, suplicamos-Vos.
Enviai Vosso Arcanjo Rafael, trazendo-nos de Vós a Cura
De nossas enfermidades físicas ou espirituais,
Que nos fragilizam no carregar da cruz cotidiana.
 
Vossos Arcanjos enviai-nos, Senhor, suplicamos-Vos.
Rafael, para a cura de nossas enfermidades múltiplas,
Gabriel, para nos comunicar a força divina,
Miguel, para vencermos o bom combate da fé. Amém.
 

Trilhemos nos passos de Jesus

                                                  

Trilhemos nos passos de Jesus

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de João (Jo 1,43-51) sobre o chamado dos primeiros discípulos, e oportuna é a Homilia do Bispo São João Crisóstomo (séc. IV).

“Por meio de homens ignorantes a Cruz persuadiu, e mais, persuadiu a terra inteira. Não falava de coisas sem importância, mas de Deus, da verdadeira religião, do modo de viver o Evangelho e do futuro juízo. De incultos e ignorantes fez amigos da sabedoria. Vê como a loucura de Deus é mais sábia que os homens e a fraqueza, mais forte.

De que modo mais forte? Cobriu toda a terra, cativou a todos por Seu poder. Sucedeu exatamente o contrário do que pretendiam aqueles que tentavam apagar o nome do Crucificado. Este nome floresceu e cresceu enormemente.

Mas Seus inimigos pereceram em ruína total. Sendo vivos, lutando contra o morto, nada conseguiram. Por isso, quando o grego me chama de morto, mostra-se totalmente insensato, pois eu, que a seus olhos passo por ignorante, me revelo mais sábio que os sábios.

Ele, tratando-me de fraco, dá provas de ser o mais fraco. Tudo o que, pela graça de Deus, souberam realizar aqueles publicanos e pescadores, os filósofos, os reis, numa palavra, todo o mundo perscrutando inúmeras coisas, nem mesmo puderam imaginar.

Pensando nisto, Paulo dizia: O que é fraqueza de Deus é mais forte que todos os homens (1Cor 1,25). Com isso se prova a pregação divina.

Quando é que se pensou: doze homens, sem instrução, morando em lagos, rios e desertos, que se lançam a tão grande empresa? Quando se pensou que pessoas que talvez nunca houvessem pisado em uma cidade e, em sua praça pública, atacassem o mundo inteiro?

Quem sobre eles escreveu, mostrou claramente que eles eram medrosos e pusilânimes, sem querer negar ou esconder os defeitos deles. Ora, este é o maior argumento em favor de sua veracidade. Que diz então a respeito deles? Que, preso o Cristo depois de tantos milagres feitos, uns fugiram, o principal deles O negou.

Donde lhes veio que, durante a vida de Cristo, não resistiram à fúria dos judeus, mas, uma vez Ele morto e sepultado – visto que, como dizeis, Cristo não ressuscitou, nem lhes falou, nem os encorajou – entraram em luta contra o mundo inteiro?

Não teriam dito, ao contrário: 'Que é isto? Não pôde salvar-Se, vai proteger-nos  agora? Ainda vivo, não socorreu a Si mesmo, e morto, nos estenderá a mão? Vivo, não sujeitou povo algum, e nós iremos convencer o mundo inteiro, só com dizer Seu nome? Como não será insensato não só fazer, mas até pensar tal coisa?'. Por este motivo é evidente que, se não O tivessem visto ressuscitado e recebido assim a grande prova de Seu poder, jamais se teriam lançado em tamanha aventura.”

Como vemos, os discípulos, entre eles Natanael, identificado com Bartolomeu, homens simples, incultos, entre outras limitações, conseguiram irradiar a força do Evangelho.

Cremos na Ressurreição, na força que dela emana em nossa missão, e assim, cremos que somos e podemos mais do que possamos ser e pensar, na força do Ressuscitado, como falou o apóstolo Paulo – “Tudo posso n'Aquele que me fortalece!” (Fl 4,13).

Cremos e aspiramos as coisas do alto onde Deus está, e também, se com Ele morrermos, com Ele ressuscitaremos, nos eternizaremos.

Cremos que em nós foi, um dia, pelo Batismo, lançada a semente da imortalidade, de modo que somos templos do Espírito. Morte experimentada, não como epílogo, rompimento sem horizonte, mas passagem, nascimento para o que de mais precioso desejamos: a Face Divina contemplar...

Cremos na Vida do Ressuscitado, e seduzidos por Ele, com o coração de amor inflamado, caridade testemunhada, fé e esperança irmanadas, numa ciranda provisória, que se perpetuará na eternidade.

Cremos que tão somente assim, nenhuma dificuldade será o bastante forte para aniquilar nossa força e apagar a  chama do fogo do Espírito do Ressuscitado em nosso coração, onde Ele quis habitar, para nos divinizar. 
Oremos:
“Ó Deus, sede a luz dos vossos fiéis e abrasai seus corações com o esplendor da vossa glória, para reconhecerem sempre o Salvador e a Ele aderirem totalmente. Por N.S.J.C. Amém.”


PS: Apropriado para a Festa dos Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael, quando se proclama a passagem do Evangelho de João (Jo 1,47-51)

Arcanjo São Miguel, rogai por nós

                                                           



                  Arcanjo São Miguel, rogai por nós
 
                                                                  “Quem é como Deus?”
 
Com a Igreja, celebramos no dia 29 de setembro a Festa dos Arcanjos, cada qual com uma missão peculiar: São Miguel - “quem é como Deus?”; São Gabriel – “a força de Deus”; São Rafael - “Deus curou”.
 
Tendo nossa Diocese de Guanhães São Miguel como padroeiro, reflitamos sobre este arcanjo e a sua missão, pedindo a sua intercessão em nossa ação evangelizadora, para o autêntico e fecundo testemunho de nossa fé, esperança e caridade, sobretudo quando vierem as dificuldades e provações próprias da condição humana, pois tão somente assim, seremos alegres discípulos missionários do Senhor.
 
São Miguel, segundo as Escrituras, insurgiu contra satanás e seus seguidores (Jd 9; Ap 12,7; Zc 13,1-2); é o defensor dos amigos de Deus (Dn 10,12.21), e protetor do Seu povo (Dn 12,1). 
 
No Novo testamento, na Carta de São Judas (v.9), ele é nos apresentado numa luta contra Satanás pelo corpo de Moisés; e no Livro do Apocalipse (Ap 12,7), vemos a luta em que Miguel e os anjos combatem contra o dragão. 
 
Muito cedo, São Miguel se tornou popular no culto cristão; inclusive, na Liturgia dos mortos, é pedido a ele que acompanhe as almas ao céu. 
 
OremosEnviai-nos, Senhor os Vossos Arcanjos, e de modo especial o Vosso Arcanjo Miguel, cujo nome revela uma missão: “Quem é como Deus?”, para com Ele vencermos os combates do cotidiano, bem como a força do Maligno. Amém.

Oração aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

                                                             

Oração aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

No dia 29 de setembro, celebramos a Festa dos Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael.

Rezemos esta oração feita pelo Papa em homilia no dia 29 de setembro de 2017, na Casa Santa Marta. Embora simples, muito nos ajuda a viver a graça da missão que o Senhor nos confia.

Sejam os Arcanjos, que contemplam a face de Deus, presentes em nosso testemunho de fé, em nossa ação evangelizadora, nas pequenas e grandes batalhas do cotidiano, como tão bem expressou o Papa na mesma homilia:

“Somos – por assim dizer – ‘irmãos’ na vocação’. E eles estão diante do Senhor para servi-Lo, louvá-Lo e também para contemplar a glória do rosto do Senhor. Os anjos são os grandes contemplativos. Eles contemplam o Senhor; servem e contemplam. Mas também o Senhor os envia para nos acompanhar no caminho da vida.”

Rezemos com o Papa:

“Miguel, ajude-nos na luta; cada um sabe qual luta tem em sua vida hoje. Cada um de nós conhece a luta principal, que faz arriscar a salvação.

Ajude-nos, Gabriel, traga-nos notícias, traga-nos a Boa Notícia da Salvação, que Jesus está conosco, que Jesus nos salvou e nos dê esperança.

Rafael, segure a nossa mão e nos ajude no caminho para não errarmos a estrada, para não permanecermos parados. Sempre caminhando, mas ajudados por você”. Amém.

Com a proteção dos Arcanjos, contemos

                                                 

Com a proteção dos Arcanjos, contemos 

Batalha, cura e missão 

No dia 29 de setembro, a Igreja celebra a Festa dos Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael, tendo como textos bíblicos: Dn 7,9.13-14 (ou Ap 12,7-12a); Sl 137 (138); Jo 1,47-51). 

Os nomes dos arcanjos revelam uma missão, e no Missal Romano, temos o comentário que nos apresenta cada Arcanjo com uma missão específica: 

Miguel: nome hebraico que significa – “Quem é como Deus?”. 

É o Arcanjo que se insurgiu contra satanás e seus seguidores (Jd 9; Ap 12,7; Zc 13,1-2); é o defensor dos amigos de Deus (Dn 10,12.21), e protetor do Seu povo (Dn 12,1). 

No Novo testamento, encontramos na Carta de São Judas (v.9), em que ele é nos apresentado numa luta contra Satanás pelo corpo de Moisés. 

Também encontramos no Livro do Apocalipse (Ap 12,7), em que Miguel e os anjos combatem contra o dragão. 

Celebra-se, no dia 29 de setembro, em Roma, o aniversário da dedicação de uma Igreja a este Arcanjo. 

Cedo se tornou muito popular no culto cristão; inclusive na Liturgia dos mortos é pedido ao mesmo que acompanhe as almas, ao céu. 

Gabriel: significa - “A força de Deus”.

É um dos espíritos que estão junto de Deus (Lc 1,19), e revela a Daniel os segredos do Plano de Deus (Dn 8,16; 9,21-22); anuncia a Zacarias o nascimento de João Batista (Lc 1,11-20); anuncia a Maria o Nascimento do Salvador, Jesus Cristo, Lc 1,26-38). 

Rafael: significa – “Deus curou”.

Está entre os sete Anjos que estão diante do Trono de Deus (Tb 12,15; Ap 8,2); acompanha e protege Tobias nas peripécias de sua viagem como portador de salvação e cura-lhe o pai cego. 

O Evangelista São Lucas apresenta muitas vezes a intervenção dos anjos nas origens da Igreja, porque com a vinda de Cristo, a humanidade entrou num novo tempo, no qual Deus Se faz próximo da humanidade e o céu está unido a terra. 

Na passagem da Epístola aos Hebreus (Hb 1,14), os anjos vêm de Deus, como “enviados a serviço, para vantagem daqueles que devem ser salvos”. 

Afirma o Missal Romano, especialmente na Liturgia Eucarística, que a Igreja, peregrina sobre a terra, associa-se às multidões dos Anjos que, na Jerusalém Celeste, cantam a glória de Deus (Ap 5,11; SC 8). 

Na primeira Oração da Missa, reconhecemos a bondade divina que nos colocou seus Anjos que servem a Deus no céu, como nossos protetores aqui na terra. 

Na Oração sobre as Oferendas, pedimos que os Anjos levem à presença de Deus, nossas oferendas de louvor, apresentadas com humildes preces, e que sejam por Deus recebidas com agrado, por meio de Cristo, que é Nosso Senhor. 

Na última Oração, uma vez alimentados pela força do Pão do Céu, a Eucaristia, pedimos a Deus que, sob a proteção dos Seus Anjos, progridamos no caminho da Salvação, pelo mesmo Cristo e Senhor Nosso. 

Finalmente, no Prefácio dos Anjos desta Missa, assim rezamos:

“... É a Vós que glorificamos (Deus Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso), ao louvarmos os Anjos, que criastes e que foram dignos do Vosso amor. A admiração que eles merecem nos mostra como sois grande e como deveis ser amado acima de todas as criaturas...”. 

Contemos sempre com suas presenças, ainda que não os vejamos, para experimentarmos, em todos os momentos, a força de Deus, curados de nossas enfermidades, fraquezas, para que assim sejamos, também, alegres anunciadores da Boa Notícia do Reino, sobretudo aos que mais precisarem. 

Concluindo, contemos sempre com a presença e a companhia dos anjos e arcanjos, a fim de que vivamos o bom combate da fé, sobretudo quando surgirem dificuldades e provações, na realização de nossa missão por Deus confiada, como discípulos missionários do Senhor, pois também precisamos da cura, para que, sãos de corpo e espírito, não esmoreçamos em nosso testemunho de fé, rejuvenescendo nossa esperança no fortalecimento da caridade. 

Oremos: 

“Ó Deus, que organizais de modo admirável o serviço dos Anjos e dos homens, fazei sejamos protegidos na terra por aqueles que Vos servem no céu. Por N.S.J.C. Amém”.


Fonte: Missal Cotidiano – Editora Paulus – pp.1752-1754


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