quinta-feira, 31 de julho de 2025

Não nos curvemos diante das dificuldades...

                                                        


Não nos curvemos diante das dificuldades...

Olhando ao nosso redor, as múltiplas atividades cotidianas, as menores e maiores ações, podemos afirmar sem medo de errar que a correspondência ao amor divino é a garantia da transposição de todos os obstáculos: Quando se ama como Deus ama, são vencidas as dificuldades.

De outro lado, sem amor as mínimas dificuldades ganham novo tamanho, dimensão, e até mesmo se tornam insuperáveis e insuportáveis. 

Quão necessária é a correspondência ao Amor de Deus em perfeita união e sintonia com Seu mais profundo e imensurável Amor por nós!

Bem se expressou o Bispo Santo Agostinho:

Todas estas coisas, não obstante, parecem difíceis aos que não amam; aos que amam, pelo contrário, isso mesmo lhes parece leve. Não há padecimento, por mais cruel e insolente que seja, que o amor não torne fácil ou quase inexistente”.

A alegria deve ser mantida em meio às dificuldades sendo o sinal mais cristalino e indiscutível de que o Amor de Deus inflama e motiva nossas ações:

“Naquilo que se ama, ou não se sente a dificuldade ou ama-se a própria dificuldade [...]. Os trabalhos dos que amam nunca são penosos" (Santo Agostinho).

Esta reflexão é um convite a revermos o modo como realizamos nossas atividades cotidianas e qual a intensidade com que fazemos as coisas que nos são confiadas nos mais diversos espaços em que convivemos.

Iluminado pelas palavras do Bispo, contemplo neste momento tantas situações que são a mais pura expressão do que ele disse:

Contemplo mães/pais que amam seus filhos, embora muitas vezes incompreendidos e até mesmo convivendo com a ingratidão;

Contemplo filhos que cuidam com carinho de seus pais, mesmo quando o declínio natural se manifesta com as limitações próprias da existência;

Contemplo profissionais que cuidam da vida do outro, enfrentando realidades humanas por vezes tão desafiadoras, mas o que conta é o amor com que realizam...

Contemplo agentes de pastorais que não se curvam diante das dificuldades que vão surgindo no desenvolver dos trabalhos; que não recuam, mas avaliam, reorientam, redimensionam, relativizam em nome de um bem maior, do valor absoluto do Reino; que amam a Pastoral e a Igreja, inseparavelmente, que amam as alegrias e as tristezas; amam no êxito, amam no fracasso daquilo que poderia ter sido diferente...

Contemplo outras tantas situações, pessoas de tantos nomes... Contemplo os que não fazem por fazer; não vivem por viver. 

Continuemos esta contemplação...

Movidos pelo amor e pela oração, seremos verdadeiramente contemplativos na ação, como muito bem disse Santo Inácio de Loyola, e retomemos uma afirmação a ele atribuída:  

“Aja como se tudo dependesse de você, sabendo bem que, na realidade,  tudo depende de Deus.” (1)

Jamais nos curvemos diante das dificuldades. Amando como Deus nos ama, o que nos poderá reter, recuar, desistir? 

Concluímos com as palavras do Apóstolo Paulo “Tudo posso n’Aquele que me fortalece.” (Fl 4,13).
 


(1)  (cf. Pedro de Ribadeneira, Vida de S. Inácio de Loyola, Milão, 1998)

Santa Missa: centro, fonte, cume e coração de nossa vida

 


Santa Missa: centro, fonte, cume e coração de nossa vida

“Se, com a ajuda da graça, nos esforçarmos, a Santa Missa será o centro para o qual convergirão todas as nossas práticas de piedade, os deveres familiares e sociais, o trabalho, o apostolado...;

converter‑se‑á também na fonte onde recuperaremos diariamente as forças para prosseguir a nossa caminhada;

no cume para o qual dirigiremos os nossos passos, as nossas obras, os nossos anseios apostólicos, os mais íntimos desejos da alma;

será também o coração onde aprenderemos a amar os outros, com os seus defeitos, parecidos aos nossos, e com as suas facetas menos agradáveis.” (1)

 

(1) Fonte: http://www.hablarcondios.org

Sejamos contemplativos na ação


Sejamos contemplativos na ação

Em tempos difíceis que estamos vivendo, em quarentena, devido a pandemia do novo coronavírus, muito oportuna esta reflexão do Papa Bento XVI, no Ângelus do dia 17 de junho de 2012, na Praça de São Pedro, em que reflete a passagem do Evangelho de Marcos (Mc 4,26-34):

“Queridos irmãos e irmãs,
A liturgia de hoje nos oferece duas breves parábolas de Jesus: a da semente que cresce por si próprio e da semente de mostarda (cfr Mc 4,26–34). Através de imagens referentes ao mundo da agricultura, o Senhor apresenta o mistério da Palavra e do Reino de Deus, e indica as razões da nossa esperança e do nosso empenho.

Na primeira parábola, a atenção é colocada sobre o dinamismo da semeação: a semente que é lançada sobre a terra, enquanto o agricultor dorme e acorda, germina e cresce sozinha.

O homem semeia com a confiança que o seu trabalho não será infecundo. Aquilo que sustenta o agricultor nos seus afazeres cotidianos é justamente a confiança na força da semente e na bondade do terreno.

Esta parábola se refere ao mistério da criação e da redenção, da obra fecunda de Deus na história. Ele é o Senhor do Reino, o homem é seu humilde colaborador, que contempla e aprecia a ação criadora divina e espera pacientemente os frutos.

A colheita final nos faz pensar na intervenção final de Deus no fim dos tempos, quanto Ele realizara plenamente o seu Reino. O tempo presente é o tempo de semear e o crescimento da semente é assegurado pelo Senhor.

Cada cristão, então, sabe bem que pode fazer tudo aquilo que puder, mas que o resultado final depende de Deus: esta consciência é o sustenta no cansaço de cada dia, especialmente nas situações difíceis.

A tal propósito escreve Santo Inácio de Loyola: ‘Aja como se tudo dependesse de você, sabendo bem que, na realidade, tudo depende de Deus’ (cfr Pedro de Ribadeneira, Vida de S. Inácio de Loyola, Milão, 1998).

Também a segunda parábola utiliza a imagem da semente. Aqui, porém, se trata de uma semente específica, o grão de mostarda, considerada a menor de todas as sementes.

Embora tão miúda, no entanto, é plena de vida, desde sua ruptura, vem um rebento capaz de quebrar o solo, e chegar até a luz do sol e crescer até se tornar ‘maior de todas as plantas da horta’ (cfr Mc 4,32): a fragilidade é a força da semente, a ruptura é sua potência: assim é o Reino de Deus: uma realidade humanamente pequena, composta por quem é pobre de coração, por quem não confia na própria força, mas naquela do amor de Deus, por quem não é importante aos olhos do mundo; e ainda, justamente através da ruptura deles, explode a força de Cristo e transforma aquilo que é aparentemente insignificante.

A imagem da semente é particularmente querida para Jesus, porque expressa bem o mistério do Reino de Deus. Nas duas parábolas de hoje, isso representa um ‘crescimento’ e um ‘contraste’: o crescimento que vem graças a um dinamismo inserido na própria semente e o contraste que existe entre a pequenez da semente e a grandeza daquilo que produz.

A mensagem é clara: o Reino de Deus, também exige nossa colaboração, é antes de tudo, dom do Senhor, graça que precede o homem e suas obras. A nossa pequena força, aparentemente impotente diante dos problemas do mundo, se colocada naquela de Deus, não teme obstáculos, porque certa é a vitória do Senhor.

É o milagre do amor de Deus, que faz germinar e crescer cada semente de bem lançada na terra. E a experiência deste milagre de amor nos faz otimistas, apesar das dificuldades, sofrimentos e o mal que encontramos.

A semente germina e cresce, porque o que a faz crescer é o amor de Deus. A Virgem Maria, que acolheu como ‘terra boa’ a semente da Palavra divina, reforça em nós essa fé e esta esperança”.
Reflitamos sobre a graça do Reino de Deus que Jesus inaugurou, e que nos chama para sermos colaboradores e trabalhar pelo mesmo.

“...Venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade...”, assim rezamos na Oração que o Senhor nos ensinou.

O Reino cresce no silêncio e na aparente insignificância de nossos trabalhos. No entanto, são preciosos aos olhos de Deus, se feitos com amor.

Retomemos as palavras de Santo Inácio de Loyola (séc. XVI) ao longo destes dias de recolhimento e oração:

“Aja como se tudo dependesse de você, sabendo bem que, na realidade, tudo depende de Deus”.



(1) (cf. Pedro de Ribadeneira, Vida de S. Inácio de Loyola, Milão, 1998).
PS: Escrito em 23 de março de 2020


quarta-feira, 30 de julho de 2025

A comunhão das mesas e a Mesa da Comunhão!

                                                          

A comunhão das mesas e a Mesa da Comunhão!

Jesus Ressuscitado está em perfeita comunhão com o Espírito. Cremos também piamente que depois veio juntar-se a Ele Sua querida Mãe... Poderemos ter o mesmo destino.

Ele foi o primeiro que conquistou o Reino. Com Sua morte, Jesus demonstrou que a entrada no Reino é um privilégio que não se restringe a alguns, impossibilitando que outros o tenham também.

No entanto, depende do quanto nos empenhamos em amá-Lo e segui-Lo, do quanto estamos dispostos a morrer por Ele e com Ele.

O convite se destina a todos e a passagem se deu pela Sua morte, morte de Cruz. Estreita porta da eternidade que se abriu na morte de Cruz!

Destruiu a morte abrindo-nos acesso aos céus, onde a vida não conhece o ocaso, onde o sol jamais se põe, onde o amor jamais se ausenta.

Não há outra forma de nos credenciarmos para a eternidade a não ser amar e viver como Jesus viveu!

A comunhão que criamos com o próximo no tempo presente, em mesas passageiras, é indispensável para que entremos na alegria do Reino e sejamos partícipes da Mesa do Banquete Eterno que se prefigura na Mesa da Eucaristia.

O que ora experimentamos já nos dá um sinal, uma pequena amostra do que será o Banquete dos céus.

Como não desejá-lo e não buscá-lo?

Por outro lado, como o fazemos e fazem nossas comunidades?

Concluindo:

Assim é a lógica da vida: comunhão de mesas que se voltam para a Mesa da Eucaristia, que aponta para a Mesa do Banquete Eterno.

Há mesas e Mesas!
O convite à Mesa do Banquete Eterno
tem uma única resposta:
Dar a vida a exemplo de Cristo!

Somente com Ele se assentará quem a vida por amor viver,
por amor consumir, por amor se entregar,
por amor ao próximo em gestos multiplicar. Amém.


PS: Oportuno para a reflexão da passagem do Livro de Neemias (Ne 8,2-4a.5-6.8-10)

Com a Sabedoria do Espírito, busquemos o Reino de Deus

                                                       

 Com a Sabedoria do Espírito, busquemos o Reino de Deus

Na Liturgia da Palavra da quarta-feira da 17ª Semana do Tempo Comum, ouviremos as Parábolas da pérola, do tesouro escondido, sobre o Reino de Deus, questionando nossas prioridades diante de Jesus.

É preciso que o Reino seja para nós o valor supremo e que, a exemplo de Salomão, peçamos a sabedoria para fazer as devidas escolhas, sem nos prendermos aos valores efêmeros, passageiros, mas aos valores eternos.

A súplica de Salomão (1 Rs 3,5.7-12), questiona nossas súplicas: ele pediu um coração sábio para governar com justiça.

Enquanto oração foi perfeita, leva-nos a refletir sobre o que pedimos, o que recebemos de Deus e o que fazemos com o que recebemos. 

A Salomão, Deus acrescentou riqueza, glória, longa vida. Deus nunca deixará faltar nada, mas bem sabemos que Salomão foi seduzido pelos valores passageiros, e é para nós, em todos os tempos, um sinal de advertência para que não incorramos no mesmo erro.

Vivemos numa constante decisão entre o ilusório ou real, passageiro ou eterno, sendo assim podemos nos questionar sobre o que, de fato, fundamenta nossa felicidade.

Voltando às Parábolas exclusivas de Mateus que tinha diante de si uma comunidade imersa na monotonia, na falta de empenho, numa vivência morna da fé, logo, pouco exigente e comprometida.

Colocava-se uma questão fundamental: como perseverar diante das perseguições e hostilidades, dificuldades que vão se apresentando na caminhada da comunidade?

Aqui está a beleza das Parábolas: revigoram o ânimo, reavivam o entusiasmo, ajudam no discernimento e fortalecem no seguimento.

A comunidade deve ver no Reino a grande pérola ou tesouro pelo qual todo sacrifício deve ser feito e toda renúncia não será em vão.

É preciso rever a escala de valores que pautam nossa vida, o que nos seduz, o que consome nossas forças, nosso tempo; bem como refletir sobre a alegria que devemos ter por sermos instrumentos, colaboradores na realização do Reino.

Na conclusão do Evangelho os discípulos são chamados a compreender, acolher o novo ensinamento proposto, num renovado compromisso e empenho.

Deste modo, o Reino de Deus é o nosso maior tesouro. Participemos de sua realização como herdeiros da graça em Cristo Jesus pelo Espírito Santo no amor do Pai.

Renúncias, relativizações, discernimentos são para nós pedidos, para que não nos percamos no que é efêmero, passageiro, ilusório,  buscando o que é eterno.

É preciso buscar e se abrir a Sabedoria divina para acolher e compreender e se comprometer com o Reino.

Devemos renunciar de modo absoluto ao pecado, como assim prometemos no dia de nosso Batismo, e para melhor servir ao Reino renunciar àquilo que não é mal em si (riquezas, prestígio, poder). 

Temos um valor maior, sermos instrumentos do Reino vale muito mais do que tudo isto.

Reflitamos:

- O que pedimos quando dizemos: “Venha a nós o Vosso Reino”?
- Qual tem sido o conteúdo de nossas súplicas?

- Temos consciência de nosso papel na realização do Reino? 
- Como Igreja, estamos a serviço do Reino?

- Sentimos alegria contagiante ao trabalhar para que o Reino de Deus aconteça?

O melhor Ele já nos deu: O Espírito Santo e os sete Dons: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.

Empenhemo-nos alegremente na construção do Reino, o Espírito nos assiste, a Sabedoria nos é comunicada incessantemente.  Saibamos fazer as renúncias necessárias pelo mais Belo Tesouro - Jesus.

Deus é misericordioso e paciente conosco

                                                            

Deus é misericordioso e paciente conosco


Como o joio é recolhido e queimado ao fogo,
assim também acontecerá no fim dos tempos”
(Mt 13,40)

Reflitamos sobre a Parábola do joio e do trigo, apresentada por Jesus para nos falar Reino de Deus, na passagem do Evangelho proclamada na terça-feira da 17ª Semana do Tempo Comum (Mt 13,36-43).

A Parábola do joio e do trigo é um apelo à humildade e à misericórdia que se irradia. É um compromisso concreto que assumimos ao celebrar a Eucaristia neste Domingo, dentro e fora da comunidade:

“Se há alguém que errou, que no próximo encontro ele possa ver em nossos olhos que estamos reconciliados com ele, que não o condenamos mais, porque a Palavra de Deus nos fez cair o gadanho da mão.” (1)

Segundo o Bispo Santo Agostinho, “Os maus existem no mundo ou para que se convertam, ou para que por eles, os bons, exercitem a paciência.”

Tomemos consciência de que todos nós somos trigo e joio ao mesmo tempo. Apenas Jesus foi o puro trigo, sem joio algum, ou seja, não conheceu o pecado, ao contrário, o destruiu.

Jesus é o grão que um dia caiu na terra e morreu. Um grão que foi transformado em Pão Eucarístico que vem a nós e Se entrega por nós como Salutar Alimento, para que nos tornemos trigos de Deus.



(1) “O Verbo Se faz Carne” – Pe Raniero Cantalamessa - Editora Ave Maria - 2013 - p. 157

“Buscai primeiro o Reino de Deus”

                                                           


“Buscai primeiro o Reino de Deus”

Reflexão à luz da passagem do Evangelho (Mt 13,44-46), em que Jesus nos fala do Reino comparando a duas conhecidas Parábolas: do tesouro escondido que foi encontrado e da pérola de grande valor, que para sua aquisição tudo se vendeu. 

Procura e encontro, venda e compra. Procura inquietante, desapego para o essencial buscado.

São iluminadoras as palavras do Apóstolo Paulo aos Filipenses:

“Mas o que era para mim lucro tive-o como perda, por amor de Cristo. Mais ainda: tudo considero perda, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, Por Ele, perdi tudo e tudo tenho como esterco, para ganhar a Cristo e ser achado n’Ele, não tendo como minha justiça, aquela que vem da Lei, mas aquela pela fé em Cristo, aquela que vem de Deus e se apoia na fé” (Fl 3,8-9).

Vejamos o comentário do Missal Cotidiano:

“O Evangelho é uma alegre mensagem, não um anúncio fúnebre! Jesus quer enriquecer-nos de bens superiores, e por isso, nos pede renunciar aos bens inferiores. É uma renúncia, mas àquilo que não merece ser supervalorizado, porque transitório. Renúncia, positivamente calculada, capacidade de aquisição. É preferir o mais, o melhor, é dar tudo pelo ‘tudo’, eis porque é ‘alegria’. Tesouro, pérola preciosíssima é a Palavra de Cristo, o Reino, o próprio Cristo. Dar tudo por Ele é ‘lucro’”.

Se o Reino de Deus for tudo para mim, se Deus for tudo para mim, procura, renúncia, desapegos, uma hierarquia onde os bens espirituais e eternos se sobreponham serão necessários e notáveis na minha vida, em todo meu existir.

Reflitamos:

- O que motiva minha vida?
Quais são minhas riquezas?

Quais são os valores maiores que norteiam meus pensamentos e decisões?
- Deus é, de fato, meu “Tudo”? Por Ele tudo sou capaz de renunciar, em incondicional amor e fidelidade?

Concluímos com um canto e uma Oração:

Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo mais vos será acrescentado, Aleluia...”.

Oremos:

“Ó Deus, sois o amparo dos que em Vós esperam e, sem Vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.”.

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