domingo, 24 de maio de 2026

Creio no Espírito Santo... (Pentecostes)

Creio no Espírito Santo...

Que no princípio da Criação pairava sobre as águas,
Que dá verdadeiramente Vida a todas as coisas;

Que falou pelos Profetas, com palavras incandescentes,
Inspirou os autores sagrados ao escrever a Sagrada Escritura,

Que nos inspira, para que, mais leitura e escuta,
Em prática colocada, vida nova iluminada.

Creio no Espírito Santo
Que fecundou o seio da Virgem Maria,
Assim como ungiu o Seu Amado Filho,

Que o Pai enviou por meio d’Ele, Morto e Ressuscitado,
Para corações animar e o mundo santificar, renovar.

Creio no Espírito Santo
Que foi dado e comunicado por Jesus Ressuscitado;
Naquele sopro, a Igreja para sempre ser assistida;

Que acompanha na missão da Igreja para sempre,
No comunicar o perdão para todos que pecaram;

Que nos lança e nos confia com a égide de misericórdia,
Pelo Filho comunicada, face do Pai tão bem revelada.

Creio no Espírito Santo
Que infunde nas entranhas de nossa intimidade
Marca indelével, selo de pertença, semente de eternidade,

Que acompanha a vida e a história da Humanidade
Assistindo a Igreja em missão de vida, comunhão e alegria.

Que guarda, anima e renova nossa esperança
De novos céus e nova terra, com justiça e paz.

Creio no Espírito Santo
Que nos conforta quando estamos frágeis e entristecidos,
E as palavras cedem lugar para a Verdadeira Palavra.

Creio no Espírito Santo
Que é Luz para iluminar o caminho,
Que corajosamente precisa ser feito, livre de medo;

Que fala aos corações e que sonda todas as coisas,
Iluminando o mais profundo de nosso ser;

Que nos cumula com a diversidade dos dons:
Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza,
Ciência, temor e piedade.

Creio no Santo Espírito,
Com o Pai e Filho sempiterno,
Que cria vínculos de Amor verdadeiro e eterno;

Creio no Espírito,
Terceira Pessoa da Trindade Santa,
Comunhão de Pessoas Divinas, com o Pai e o Filho.

Creio no Espírito Santo,
Pelo Pai enviado, em nome de Jesus,
Vivo, Glorioso e Ressuscitado.

Amém! 

Em poucas palavras... (Pentecostes)

 


“Vinde, Espírito de Deus...”

 

“Vinde, Espírito de Deus,

e enchei os corações dos fiéis com vossos dons!

Acendei neles o amor como um fogo abrasador!

Vós que unistes tantas gentes, tantas línguas diferentes

numa fé, na unidade e na mesma caridade. Aleluia” (1)

 

 

 

(1)        Antífona das Vésperas de Pentecostes

Pentecostes: a efusão do Espírito Santo (Pentecostes)

 


Pentecostes: a efusão do Espírito Santo

No dia de Pentecostes, a Páscoa de Cristo se completou com a efusão do Espírito Santo que Se manifestou, Se deu e Se comunicou como Pessoa divina: da Sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito (At 2,33-36).

Neste dia, revelou-Se plenamente a Santíssima Trindade, e a partir deste dia, o Reino anunciado por Cristo abriu-se aos que n'Ele creem.

Na humildade da carne e na fé, eles participam já na comunhão da Santíssima Trindade.

Pela vinda do Espírito, que não cessará jamais, faz entrar no mundo nos «últimos tempos», no tempo da Igreja, no Reino já herdado, mas ainda não consumado:

«Nós vimos a verdadeira Luz, recebemos o Espírito celeste, encontramos a verdadeira fé: adoramos a Trindade indivisível, porque foi Ela que nos salvou» (Liturgia Bizantina).

De fato, o Espírito da promessa foi derramado sobre os discípulos, «reunidos no mesmo lugar» (At 2,1), enquanto O esperavam, «todos [...] perseveravam unânimes na oração» (At 1,14), e é Ele que vai ensinar a Igreja e recordar tudo quanto Jesus disse (Jo 14,26) vai também formá-la na vida de oração.

Vejamos quem é o Espírito Santo e a finalidade de Sua Missão.

O Espírito Santo é «o princípio de toda a ação vital e verdadeiramente salvífica em cada uma das diversas partes do Corpo» (Pio XII, e realiza, de múltiplas maneiras, a edificação de todo o Corpo na caridade (Ef 4,16):

- pela Palavra de Deus, «que tem o poder de construir o edifício» (At 20, 32);

- mediante o Batismo, pelo qual forma o Corpo de Cristo (1 Cor 12,13);

-  pelos sacramentos, que fazem crescer e curam os membros de Cristo;

- pela «graça dada aos Apóstolos que ocupa o primeiro lugar entre os seus dons» (Lumen Gentium n.7);

- pelas virtudes que fazem agir segundo o bem; enfim, pelas múltiplas graças especiais (chamadas «carismas») pelos quais Ele torna os fiéis «aptos e disponíveis para assumir os diferentes cargos e ofícios proveitosos para a renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja» (Lumen Gentium 12).

Quanto à finalidade, a missão do Espírito Santo em toda a ação litúrgica é nos colocar em comunhão com Cristo, para formarmos o Seu corpo.

Deste modo, o Espírito Santo é como que a seiva da Videira do Pai, que dá fruto nos ramos (Jo 15,1-17; Gl 5,22); e é na liturgia, que se realiza a mais íntima cooperação do Espírito Santo com a Igreja, pois o Espírito de comunhão, permanece indefectivelmente na Igreja, e é por isso que a Igreja é o grande sacramento da comunhão divina que reúne os filhos de Deus dispersos.

Assim acontece, e o fruto do Espírito na liturgia é, inseparavelmente, comunhão com a Santíssima Trindade e comunhão fraterna (1 Jo 1,3-7), e epiclese é também oração pelo pleno efeito da comunhão da assembleia no mistério de Cristo.

Concluindo, «A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo» (2 Cor 13, 13) devem estar sempre conosco para dar frutos, para além da celebração eucarística.

Como Igreja, é fundamental que peçamos ao Pai que envie o Espírito Santo, para que faça da vida dos fiéis uma oferenda viva para Deus pela transformação espiritual à imagem de Cristo, pela preocupação com a unidade da Igreja e pela participação na sua missão, mediante o testemunho e o serviço da caridade, como Igreja Sinodal que somos, caminhando sempre juntos, com a presença e a ação do Espírito Santo.

 

Fontes: Parágrafos do Catecismo da Igreja Católica – nn.731-732; 798; 1108-1109; 2623

A imensurável riqueza dos Dons do Espírito (Pentecostes)

                                                                   


A imensurável riqueza dos Dons do Espírito

A vida sem o Espírito Santo, bem como a Igreja, todos os Ministérios, Ordenados ou não, é impensável e não resistiria à orfandade divina.

O Espírito enriquece a Igreja, ao longo da história, com todos os dons necessários, porque Ele é o Dom de Deus, Dom dos dons, Fonte inexaurível de todos os dons.

Mais uma vez voltemos às palavras do Patriarca Atenágoras (1886-1972) que assim se expressou acerca do Espírito Santo:
  
“Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o Evangelho é uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos. Mas no Espírito Santo, o cosmos é enobrecido pela geração do Reino, o Cristo Ressuscitado está presente, o Evangelho se faz força do Reino, a Igreja realiza a Comunhão Trinitária, a autoridade se transforma em serviço, a Liturgia é memorial e antecipação, a ação humana se diviniza”.
  
Tendo em conta a imprescindibilidade do Espírito na ação evangelizadora da Igreja, através dos mais diversos ministérios, vejamos como todos podemos ser enriquecidos com os Sete Dons que d’Ele procedem.  

O Dom da Sabedoria...
Jamais poderemos prescindir deste dom para avaliarmos  todas as coisas à luz do Evangelho e ler nos acontecimentos da vida os Projetos de amor do Pai.

O Dom do Entendimento...
Dom que nos é dado para nos assistir na compreensão mais profunda da verdade, para anunciar a Salvação com maior firmeza e convicção.

O Dom do Conselho...
Para que tenhamos  a vida iluminada e possamos  a muitos com a luz divina iluminar, orientando toda ação pessoal e eclesial segundo os desígnios da Divina Providência.

O Dom da Fortaleza...
Que nos sustentará em meio a tantas dificuldades, e renovará a coragem para o anúncio e testemunho do Evangelho.

O Dom da Ciência...
Que nos possibilitará distinguir o “Único Necessário”, fonte de toda vitalidade, em meio a tantas coisas meramente importantes, efêmeras, dispensáveis, passageiras...

O Dom da Piedade...
Para reanimar, reavivar e aprofundar sempre mais a íntima comunhão com a Trindade Santíssima, em imprescindível reapaixonamento, sem o qual lhe faltará motivação necessária para o ardor na ação evangelizadora.

O Dom do Temor...
Para que, conscientes das fragilidades que constitui a existência humana, reconheçamos  a força da graça divina, pois quando somos fracos, então é que somos fortes, como nos falou o Apóstolo Paulo. 

Iluminados, enriquecidos, assistidos pelo Espírito Santo renovemos nosso coração para que, novas criaturas, com toda a Igreja, o sejamos.

E, a melhor conclusão consistirá numa súplica a se renovar a cada instante de nossa vida e de nossas atividades:

“Vinde Espírito Santo, enchei o coração dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor...” 

Em poucas palavras...

                                                       


Maria presente com os Doze

“No termo desta missão do Espírito, Maria torna-se a «Mulher», a nova Eva «mãe dos vivos», Mãe do «Cristo total» (Jo 19,25-27). 

É como tal que Ela está presente com os Doze, «num só coração, assíduos na oração» (At 1, 14), no alvorecer dos «últimos tempos», que o Espírito vai inaugurar na manhã do Pentecostes, com a manifestação da Igreja.” (1)    

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 726

Invoquemos os Dons do Espírito Santo (Pentecostes)

Invoquemos os Dons do Espírito Santo

Senhor, dai-nos o dom da SABEDORIA, para que aprendamos e nos comprometamos decididamente com um Projeto de vida e paz, e assim sejamos iluminados para governar nossa vida segundo os desígnios divinos, revelados pelos sagrados Mandamentos,  sentindo e dando gosto de Deus à vida.

Dai-nos, o dom do ENTENDIMENTO para discernir o que é justo e bom, sem ilusões e erros, de modo que nossos pensamentos e sentimentos e ações se tornem a expressão do viver para Deus, que conosco sempre estais, jamais nos desamparando.

Senhor, dai-nos o dom do CONSELHO, para que nos empenhemos na correspondência à vossa vontade, vivendo e ensinando sagrados valores com sinceridade, pureza e retidão de coração, participando da realização do plano divino de salvação, na mais perfeita sintonia entre o que celebramos e vivemos, jamais separando a fé da vida cotidiana.

Sejamos enriquecidos pelo dom da FORTALEZA, e cumulados da graça divina, intensificando e aprofundando nossos momentos de intimidade Convosco, na oração, mas de modo especialíssimo no sublime Sacramento da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã; vivendo com fidelidade o Mandamento do Amor, que se expressa concretamente no amor ao próximo; testemunhando a fé, com serenidade e firmeza.

Senhor, agraciados pelo dom da CIÊNCIA, busquemos o conhecimento pleno da verdade do Evangelho do Reino, com docilidade ao Espírito nas mais diversas situações, agradáveis ou não, favoráveis ou adversas, sem lamentações estéreis, mas com olhar e compromisso renovados, porque acompanhados da fina flor da esperança.

Renove em nós o dom da PIEDADE, para que correspondamos ao Vosso amor, numa profunda comunhão Convosco, acompanhado de maior fidelidade às Sagradas Escrituras, tornando-nos mais fraternos e solidários, comprometidos com a promoção da justiça e da paz, para que misericordiosos como o Pai o sejamos.

Finalmente, Senhor, com dom do TEMOR, solidifiquemos nossa relação filial convosco, adorando-Vos em espírito e verdade, buscando, em primeiro lugar, o Seu Reino e a Sua justiça, e assim, tudo mais nos será acrescentado. Amém.

“Creio na Santa Igreja Católica...” (Pentecostes)

 

 


 

“Creio na Santa Igreja Católica...”

Cremos que ser una é a própria essência da Igreja: «Que admirável mistério! Há um só Pai do universo, um só Logos do universo e, também, um só Espírito Santo, idêntico em toda a parte; e há também uma só mãe Virgem, à qual me apraz chamar Igreja» (São Clemente de Alexandria).

Cremos que a Igreja é una, graças à sua fonte: «O supremo modelo e princípio deste mistério é a unidade na Trindade das pessoas, dum só Deus, Pai e Filho no Espírito Santo».

Cremos que a Igreja é una graças ao seu fundador: «O próprio Filho encarnado [...] reconciliou todos os homens com Deus pela sua Cruz, restabelecendo a unidade de todos num só povo e num só Corpo».

Cremos que a Igreja é una graças à sua «alma»: «O Espírito Santo que habita nos crentes e que enche e rege toda a Igreja, realiza esta admirável comunhão dos fiéis e une-os todos tão intimamente em Cristo que é o princípio da unidade da Igreja».

 

Fonte: Livre adaptação do parágrafo n.813 do Catecismo da Igreja Católica


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