sábado, 29 de novembro de 2025
Em poucas palavras...
Tempo do Advento do Senhor
“No início
do Ano Litúrgico, ao longo de quatro semanas, a Igreja entoa um canto
vigilante, amoroso e alegre, à espera da vinda do Senhor, o Príncipe da Paz, o
Emanuel, Deus-Conosco.
Este
canto, antes entoado pelos profetas, continua ressoando no seio da Igreja que
clama: ‘Vem, Senhor, nos salvar. Vem, sem demora, nos dar a paz’” (1)
(1) Guia Litúrgico-Pastoral – revisado e atualizado – 4ª Edição 2025
– CNBB – p.147
Vigiar e orar em todo o tempo
Vigiar e orar em todo o tempo
"Eis que venho em breve, trazendo comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo as suas obras." (Ap 22,12)
Num
amanhecer, entardecer ou anoitecer,
Não
sabemos a hora que Ele voltará:
Ele
que veio, vem e virá – Maranathá!
Em
poucos dias, iniciaremos o Tempo do Advento,
Marcado
pela leveza e suavidade dos fatos
Que
nos revelam a incansável ação divina.
Preparemos
a celebração do Natal do Senhor.
Mais
que presépios, luzes a piscar,
É
no coração que a Sua Luz deve brilhar.
E Ele virá de modo
inesperado,
Importa
a vigilância necessária:
Tempo
fecundo de preparação.
“Preparai
o Caminho do Senhor”,
Ressoará
para sempre a voz do Profeta,
Nas
ruas e praças de nossa cidade.
Será
a celebração do Natal do Deus Menino,
Que
veio, vem e virá, na fragilidade de sempre,
Para
caminhar conosco e iluminar nosso destino.
Soarão
alegremente, nas capelas e igrejas, os sinos.
Suores
de lutas e empenhos a serem derramados,
Deus
Se revelará na face de uma criança: frágil Menino. Amém.
Advento: Tempo de fecundar o coração
Uma súplica em tempo de Advento...
Uma súplica em tempo de Advento...
O Tempo do Advento é marcado, essencialmente, pela vigilância e Oração bem feita.
Deste modo, nossa alma se eleva até Deus, e faz com que nos sintamos em Seu colo, deleitando-nos om Sua Palavra que nos ilumina, revigora, nos acalenta tão ternamente...
Sejamos envolvidos pelo Amor de Deus, que nos dirige Sua Palavra na hora certa, desde que saibamos ouvi-la, acolhê-la e vivê-la, ainda que exija renúncia, conversão de mentalidades e atitudes.
Vivamos este Tempo preparando o caminho do Senhor, transformando o árido deserto de nosso coração em terreno favorável para frutuosa semeadura, uma vez que o Advento de nossa existência exige o permanente suportar das perdas humanas outonais para ganhos primaveris divinos!
Um caminho a percorrer para que vivamos este Tempo fecundo, em preparação ao Natal do Senhor:
- superar toda forma de individualismo, que impede a acolhida da Palavra de Deus, que nos pede vida em comunhão, no relacionamento aberto e fraterno com o próximo;
- evitar o perigo do ativismo, criando tempos próprios para experimentar a Palavra de Deus e Seus frutos criando e multiplicando espaços e tempos de oração e diálogo com Deus, em íntima amizade com Ele;
- romper todo acorrentamento do racionalismo, a conceituação de tudo e de todos, abrindo espaço para o afeto, os sentimentos como compaixão, perdão, solidariedade e fé, alargando nossos horizontes para o novo de Deus que nos surpreende permanentemente;
- evitar a gravidade da separação entre a fé e a vida;
- superar todo o superficialismo em nosso agir e nossos compromissos como discípulos missionários do Senhor.
Oremos:
Ó Deus, vivendo intensamente o Tempo do Advento, preparando-nos para a chegada de Teu Filho, que veio, vem e virá, ajuda-nos a derrubar o monte empobrecedor do individualismo que teima em corroer relações fraternas na família, na comunidade e em todo lugar.
Ó Deus, que não sejamos devorados pelo tanto a fazer, mas consumidos no amor vivido em cada pequena ação, sabedores de que a mais bela floresta não existiria sem a menor folha, bem como o oceano em relação às gotas d’água.
Ó Deus, que a razão ande de mãos dadas com a fé, em necessário relacionamento, para que nem uma nem outra nos mergulhem em indesejáveis incredulidades, superficialidades ou fideísmos estéreis que nos afastem de Ti, o verdadeiro Deus, fonte de toda sabedoria, conhecimento, inteligência, conselho, fortaleza, temor e piedade!
Ó Deus, que a chegada do Teu Filho nos encontre vigilantes e orantes, para que acolhendo o Verbo, o Deus Menino, com Sua fragilidade, sejamos fortalecidos, por Sua eterna ternura, envolvidos, sem jamais termos merecido! Amém!
Tempo do Advento: preparação para renascer o melhor de Deus em nós
Tempo do Advento:
preparação para renascer o melhor de Deus em nós
O Tempo do Advento consiste em quatro
semanas para uma intensa preparação para a Celebração do Natal do Menino Jesus,
nossa Luz e Salvador de toda a humanidade.
Devemos viver intensamente este Tempo,
com Missas, novenas, grupos de reflexão, celebrações etc.
É o tempo de renascer algumas coisas em
nós: a humildade é uma delas. Renascida e revigorada, frutos de paz nascerão em
nosso coração.
Advento é tempo de reconhecer que somos
terra, húmus, que do pó viemos e ao pó retornaremos; que precisamos aprender
usar as coisas que passam e abraçar as que não passam.
Tempo de necessários nivelamentos das montanhas
do egoísmo, que possam teimar em permanecer dentro de nós e, ao mesmo tempo,
elevar os vales da nossa fragilidade, para nos revigorarmos da força divina,
para o bom combate da fé.
Advento é tempo de aplainar caminhos
tortos e retirar todas as asperezas que marcam relacionamentos próximos e mesmo
distantes, para que sejamos mais humanos e mais fraternos.
Advento é tempo de nos prepararmos para
reter Cristo em nós: “Mas não com laços de injustiça, nem com nós de corda,
mas com laços da caridade, com as rédeas do Espírito e pelo afeto da alma”,
como disse Santo Ambrósio (séc. IV). E ainda: “Se queres também reter o
Cristo, tenta fazê-lo e não tenhas medo dos sofrimentos. Pois, não raro, é no
meio dos suplícios do corpo, nas mãos dos perseguidores, que O encontramos mais
facilmente”.
Dia a dia novas páginas
são, por Deus, a nós concedidas para serem bem escritas, e tão somente assim
escreveremos as linhas do Advento, e o parágrafo de uma vida para uma história
de permanente Natal, porque cremos que Ele, Jesus, nasce a cada instante de
nossa História!
Advento: a missão da Igreja na espera do Senhor!
Advento: a missão da Igreja na espera do Senhor!
Senhor Jesus, como membros de Vossa Igreja, todos somos chamados por Vós a alcançar a graça da santidade, certos de que, somente na glória celeste, alcançaremos a sua plena realização, quando vierdes para a restauração de todas as coisas, e o mundo chegará à plenitude em Vós.
Senhor Jesus, cremos que fostes, elevado sobre a terra, e atraístes todos a Vós, Ressuscitado de entre os mortos, infundistes nos discípulos o Vosso Espírito vivificador e por Ele constituístes a Igreja, Vosso Corpo, como Sacramento universal da Salvação.
Senhor Jesus, cremos que, o gênero humano e o universo inteiro, alcançarão o fim esperado, quando tudo for perfeitamente por Vós e em Vós restaurado.
Senhor Jesus, cremos que estais sentado à direita do Pai, e atuais continuamente na terra, a fim de levardes para junto de Vós todos por Vós resgatados e alimentados com o Vosso próprio Corpo e Sangue.
Senhor Jesus, cremos que já chegou para nós a plenitude dos tempos, e a restauração do mundo já foi realizada, definitivamente, e, de certo modo, encontra-se já, antecipada neste mundo.
Senhor Jesus, contemplamos a prometida restauração que esperamos, mas já começada, pois, em Vós, progride com o Espírito Santo e, por Ele, continua na missão evangelizadora da Igreja.
Senhor Jesus, fortalecei nossa fé e ensinai-nos o sentido da nossa vida temporal, com a esperança dos bens futuros, revigorados na missão que o Pai nos confiou no mundo, e empenhados na nossa salvação e de toda a humanidade.
Senhor Jesus, conduzi, na terra, Vossa Igreja, santa e pecadora, na espera de novos céus e da nova terra, em que habitará a plena justiça.
Senhor Jesus, conduzi com Vosso Espírito a Vossa Igreja peregrina, revigorada pelos Sacramentos, passageira neste mundo e vivendo no meio das criaturas, que gemem e sofrem as dores de parto, esperando a manifestação dos filhos de Deus (Rm 8,19-22).
Maranathá! Vem, Senhor Jesus! Amém.
PS: Conferir o Documento Conciliar “Lumen Gentium”, capítulo VII, que nos fala da índole escatológica da Igreja peregrina e sua união com a Igreja celeste (n.48). - (Lumen Gentium n.48)






