Santa Teresinha, padroeira das missões

                                       


Santa Teresinha, padroeira das missões

“No coração da Igreja, minha vocação é o amor...” 

De modo especial, a Igreja dedica o mês de outubro para aprofundar sobre as missões, a fim de que vivamos a dimensão sinodal, edificando uma Igreja misericordiosa, acolhedora e missionária, alcançando as realidades mais desafiadoras, que o Papa Francisco chama de periferias existenciais.

E como é importante podermos contar com a intercessão de Santa Teresinha do Menino Jesus (séc. XIX), declarada a “Padroeira das Missões”, por PIO XI, em 1927, e cuja memória celebramos no dia 1º de outubro.

Santa Teresinha pouco viveu, mas teve tamanha intensidade e amor, e ficará para sempre viva, sendo grande testemunha do Senhor.

Retomo suas palavras, quando procurava encontrar o lugar da sua vocação na Igreja: “Então, delirante de alegria, exclamei: Ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, Tu me deste este lugar, meu Deus. No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo se realizará”. 

Em oração, à luz da Palavra Divina, descobriu seu lugar na Igreja, e sua exclamação ressoa por todo o tempo: "No coração da Igreja minha vocação é o amor!” 

Com ela, aprendemos a nos perguntar: - “Qual é a minha vocação na Igreja, sobretudo uma Igreja Sinodal, Povo de Deus que caminha juntos, na comunhão, participação e missão?” 

Que a exemplo desta jovem, tenhamos intenso amor no coração, a fim de que pelo Amado Jesus seduzidos, com o fogo do amor do Espírito, vivamos maior fidelidade ao plano de amor que Deus tem para todos nós, edificando comunidades eclesiais missionárias, que se alimentam com o Pão da Palavra e da Eucaristia.


Aprendamos com Santa Teresinha a viver com ardor e amor a graça da vocação

                                               


Aprendamos com Santa Teresinha a viver com ardor e amor a graça da vocação

"No coração da Igreja minha vocação é o amor!” 

No dia 1º de outubro, celebramos a memória de uma grande testemunha do Senhor, Santa Teresinha do Menino Jesus (séc. XIX).

Santa Teresinha pouco viveu, mas teve tamanha intensidade e amor, que ficará para sempre viva, presente em nossa memória. Ela foi declarada a “Padroeira das Missões”, por Pio XI, em 1927.

Ela é uma das quatro doutoras da Igreja, ao lado de Santa Teresa de Ávila, Santa Catarina de Sena e Santa Hildegarda de Bingen. 

Em oração atenta, à luz da Palavra Divina, descobriu seu lugar na Igreja, e sua exclamação ressoa no nosso: "No coração da Igreja minha vocação é o amor!”, como encontramos em seus escritos.

Responderemos que somos bispo, padre, religiosa, seminarista, agente de pastoral, primeiros educadores da fé, pelo exemplo e palavra aos filhos, por Deus, confiados (pai e mãe)...

Com toda certeza, diremos o que somos, o que fazemos, os títulos que possuímos, o trabalho que já fizemos ou faremos etc. 

Somente uma jovem com intenso amor no coração, pelo Amado seduzido, com o fogo do Amor do Espírito, em fidelidade ao Pai de Amor, poderia ter dito de forma tão singular e tão marcante: “No coração da Igreja minha vocação é o amor...”

Sempre oportuno refletir sobre a nossa vocação na Igreja. Sejamos ou façamos o que for, mas façamos vocacionados para o Amor e pelo Amor, somente assim seremos fiéis e amados Discípulos Missionários do Senhor! 

Anjos que não vejo e anjos que vejo!

                                                     

Anjos que não vejo e anjos que vejo!

São Anjos e Arcanjos que não vemos; que nos trouxeram e nos trazem sempre alegres notícias. Como pedagogos e mestres, nos acompanham e nos defendem. Por isto toda reverência, gratidão e confiança.

Há Anjos que não vemos, mas cremos! Nossos pais deles nos falaram desde o ventre materno. Sentimos sua presença; sua amável e indispensável companhia, pois quis Deus que de nós fossem intrépidos defensores.

Na Bíblia, incontáveis passagens sobre eles encontramos, quer no Antigo, quer no Novo Testamento.

Mas, há também anjos que vemos. Anjos com nome e sobrenome, endereço:

- Anjos que fazem parte de nossa história.

- Anjos que vejo são mães que educam, acalentam e a semente do Verbo plantam no coração de seus filhos.

- Anjos que vejo são pais (também mães) que acordam de madrugada, ao trabalho acorrem (quando empregados), na busca do pão de cada dia, que a fome dos seus filhos sacia. Para além de todo cansaço, distâncias, congestionamentos, estresses, tensões... 

Anjos que nas comunidades espalhadas pelo campo e cidade evangelizam:

- Anjos que cantam, louvam e dançam;

- Anjos que cuidam das crianças para que nutridas sejam;

- Anjos que anunciam em tantos grupos de catequese;

- Anjos que nas Liturgias escrevem roteiros, criam, proclamam;

- Anjos que enfermos visitam, suas feridas tocam, lavam, curam, simplesmente por amor;

- Anjos que trabalham na prevenção, que acreditam na força e alegria da sobriedade, fruto da liberdade;

- Anjos que cestas enchem e partilham; que saciarão clementes barrigas vazias;

- Anjos que promovem festas; incentivam e cuidam do dízimo para que a Igreja evangelize;

- Anjos que acolhem, consolam; esperança plantam; sorrisos nos lábios colhem;

- Anjos que da vida cuidam, lutam contra a violação da vida, desde sua concepção até seu declínio natural – imortal teimosia e profecia.

Anjos...

Quantos anjos que vejo nos rostos de nossa Igreja! Talvez não tão “belos e televisivos”, mas sem eles, o mundo seria indiscutivelmente mais feio, gélido, sem brilho, vazio...

- Anjos que promovem a paz, que fazem da política o gesto sublime de caridade, exercício do poder que gera o bem comum.

- Anjos que comunicam boas novas à humanidade; reencantam a vida; refazem sonhos; revigoram esperanças...

O mundo precisa de anjos:

- Anjos sem asas para voar, mas com asas no coração, para que o amor alce voos mais altos.

- Anjos visíveis em ternas feições humanas que encantados e enamorados pela vida, por Cristo apaixonados, nos assegurem que vale a pena lutar, viver, sonhar, dias melhores buscar, paraíso construir.

- Anjos com rostos inocentes de crianças; com brilho imortal, pois por Deus plantado.

- Anjos com rosto da beleza da juventude, que nos desafiam com sua garra e inquietude.

- Anjos com rostos enrugados, cabelos agrisalhados, experiências adquiridas.

Anjos: anjos humanos, humanos anjos. Que não pairem nas nuvens, mas que conosco caminhem.

Comigo há sempre anjos que vejo e anjos que não vejo!

Mas, serei eu anjo na vida de alguém? 
É bom ter anjos! 
Mas, também é preciso que sejamos anjos na vida de alguém.


PS: A Igreja celebrará, no dia 02 de outubro, a Memória dos Anjos de Guarda (Ex 23,21-23; Salmo 91; Mt 18,1-5.10).

Em poucas palavras...

                                     


A proteção e companhia dos anjos

“Ó Deus, que na vossa misteriosa inefável Providência vos dignais enviar os vossos Santos Anjos para nos guardar, concedei que sejamos sempre defendidos pela sua proteção e gozemos eternamente de sua companhia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.” (1)

 

(1)         Oração da Coleta da Missa dos Santos Anjos da Guarda – Memória celebrada dia 02 de outubro.

Em poucas palavras...

                                    


A tríplice função dos anjos

“Segundo a literatura judaica, a função dos anjos era tripla: 

a) Adoração e louvor de Deus; 

b) Agentes ou mensageiros divinos de assuntos humanos; 

c) Guardiães dos homens e das nações (Hb 12,15).”

 

(1) Comentários à Bíblia Litúrgica – Gráfica Coimbra 2 – pág.889

“Envia-me, Senhor”

                                                         

“Envia-me, Senhor”

"A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
 Por isso, pedi ao dono da messe
 que mande trabalhadores para a colheita” (Lc 10, 2)

Vejamos algumas exigências no discipulado, na fidelidade ao envio que o Senhor faz à luz da passagem do Evangelho de São Lucas (10,1-12), conforme Comentário do Missal Cotidiano:

1- A mansidão necessária na árdua missão de ser enviado como cordeiro em meio aos lobos (v.3);

2- A pobreza – não confiar nos bens materiais (bolsa, sacola, sandálias) – Sua Confiança é tão apenas na onipotência e força divina, para que o coração não fique dividido e a missão fragilizada, dando um contratestemunho indesejável (v.4);

3- Espírito de paz – é instrumento da paz compreendida como plenitude vida, alegria, comunhão, de todos os bens divinos necessários para que sejamos felizes plenamente (vv.5-6);

4- Não ter exigências e viver na gratuidade e na confiança na divina providência que nada nos deixa faltar (v.7);

5- Solicitude e interesse pelos necessitados anunciando a estes a alegria da Boa Nova do Reino que os acolhe, inclui, ama, perdoa, cura (v.8-9);

6- Perseverante – se rejeitado continuar em frente, sem jamais desistir do anúncio. Nada pode interromper sua missão, nenhuma rejeição, nenhum obstáculo encontrado no caminho.

7- Sendo enviado do Senhor, a acolhida implica em acolhida do próprio Deus, de outro lado a rejeição aos enviados do Senhor não ficará impune, pois Deus tratará com maior rigor aqueles que se fecharem a Boa Nova do Reino de Deus.

São sete orientações que Nosso Senhor apresenta aos Seus discípulos ao enviá-los, dois a dois. São 72 que vão à Sua frente, a toda cidade aonde Ele próprio devia ir (v. 1). De casa em casa comunicando a Boa Nova do Reino até que toda a cidade seja iluminada.

Sintamo-nos enviados a proclamar esta mesma Boa Notícia, sempre atual e transformadora da vida daqueles que foram enviados e daqueles que acolhem este anúncio, com a coragem por Deus em nós fortalecida para sermos prontos e perseverantes em nossa resposta: 

"Envia-me, Senhor, com Vosso Espírito,
Para anunciar o Reino de Deus,
Reino de amor, vida, verdade, justiça e paz.
Amém!”

PS: Apropriado para reflexão da passagem do Evangelho de São Lucas (Mt 9,36-10,8; Lc 10,1-12)

Com Jó, aprendamos e supliquemos

                                                        


Com Jó, aprendamos e supliquemos


Ó Deus, que aprendamos com Jó, oprimido por seus “amigos”, mas que em seu sofrimento jamais perdeu a confiança em Vós, porque sois o nosso Defensor, e quer conosco estabelecer vínculos de amor; e não tardais em realizar a divina justiça.

Como cristãos, discípulos missionários, peregrinando na esperança do Reino, creiamos que não perdendo o amor, nada, absolutamente nada estará perdido.

Nos passos do Vosso amado Filho, pela fé, também saibamos e creiamos que Cristo surge e Se faz presente em todo homem e mulher que sofre e ama.

Ajudai-nos, ó Deus, a viver o amor que Jesus nos deu como Mandamento,  dia após dia, deixando a vida impregnar-se, gota a gota, do zelo pelos outros, transformando-nos a nós mesmos e o mundo no qual estamos inseridos, como sal da terra e luz do mundo. Amém.

 

PS: Fonte inspiradora – Missal Cotidiano – Editora Paulus - Comentário da passagem do Livro de Jó (Jó 19,21-27) – pág. 1335-1336

“Fidelidade Constante”

                                                     

“Fidelidade Constante”

Na fidelidade a Ti, Jesus, felicidade encontrarei.
Na fidelidade a Ti, Jesus, para sempre eu viverei.

Fidelidade aos Mandamentos da Lei Divina,
Ao Projeto de Amor tão belo e imensurável,
À Missão por Jesus a Igreja confiada,
Com o Sopro do Espírito, indispensável.

Fidelidade ao anúncio do Evangelho,
Aos Mistérios a serem celebrados,
E na vida de conteúdo acompanhados,
Frutos de eternidade são garantidos.

Fidelidade na construção do Reino,
Como servos inúteis, mas por Deus queridos.
Incansáveis, corajosos, ardorosos,
Porque pelo Paráclito assistidos.

Fidelidade na busca de um novo céu,
De uma nova terra em que tudo se renovará;
Nem mais dor, luto e pranto.
Ó que alegria! Quem do coração a roubará?

Fidelidade constante em tudo e em todas as circunstâncias,
Dentro da Igreja e em todos os âmbitos da vida,
Em todos os espaços, atividades e promessas feitas,
em todos os compromissos, renovada,  vivida.

Fidelidade às promessas feitas
No Sacramento do Matrimônio diante do altar.
Fidelidade, amor e aliança para sempre,
Com tua força e sabedoria que não hão de faltar. 

Fidelidade às promessas feitas
Na ordenação de Seus eleitos
Que os sagrados compromissos se renovem,
Pastor e rebanho mais santos e perfeitos.

Assim são as coisas divinas:
Exigem de nós a “fidelidade constante”,
Sem a cruz renunciar, no amor a Deus,
Que será o nunca bastante.

Fidelidade a Ti, Jesus,
Felicidade encontrarei.
Fidelidade a Ti, Jesus,
Para sempre eu viverei.

Amém. Aleluia!

Passagens bíblicas: 1 Rs 21,1-16; Mt 19,3-12; 21,28-32; Mc 10,1-12; Lc 10,1-12

Missão e espiritualidade

                                                        

Missão e espiritualidade

“A missão precisa do ‘pulmão da oração’, da mística,
da espiritualidade, da vida interior”

Neste mês em que a Igreja dedica especial reflexão sobre a sua dimensão missionária, é oportuno reavivarmos a chama da fé acesa no dia do batismo, para sermos sinais de esperança e testemunhas do mandamento do amor, que nos foi confiado, assim como desejou Jesus Cristo ao enviar os discípulos pelo mundo a fora, para proclamar a Sua Boa-Nova a todos os povos (Mt 28,19-20; Mc 16, 15-20).

Disse-nos o Papa Francisco que “não servem as propostas místicas desprovidas de um vigoroso compromisso social e missionário, nem os discursos e ações sociais e pastorais sem uma espiritualidade que transforme o coração. Essas propostas parciais e desagregadoras alcançam só pequenos grupos e não têm força de ampla penetração, porque mutilam o Evangelho. É preciso cultivar sempre um espaço interior que dê sentido cristão ao compromisso e à atividade” (Evangelii Gaudium n.70).

E ressoando as palavras do Papa, no recente Documento 105, sobre a missão dos cristãos leigos e leigas, na Igreja e na sociedade, para que sejam sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-14), os Bispos da Igreja do Brasil afirmam: “A missão precisa do ‘pulmão da oração’, da mística, da espiritualidade, da vida interior”.

Portanto, somente uma Igreja que ofereça momentos intensos de oração, aprofundamento da mística para os que dela participam, iluminando com a luz da Palavra de Deus abundantemente proclamada e refletida, através da prática da Leitura Orante, que tanto se tem insistido, nutridos pelo Pão Eucarístico no Banquete indispensável, a Santa Missa, é que poderemos, de fato, dar um sentido novo ao nosso viver, à nossa missão e nossas ações, fora e dentro da própria Igreja, comprometidos em construir uma nova sociedade com vida plena e feliz para todos.

Não podemos ficar indiferentes à realidade a qual estamos inseridos, mas, com coragem, sermos como o sal, que se dissolve para conservar e dar sabor ao alimento. É nossa missão conservar a vida, cuidando, sobretudo do planeta, nossa casa comum; ser luz que não se esconde, mas a todos ilumina; ter um olhar luminoso e o coração sábio para gerar luz; sabedoria para alargar novos horizontes de comunhão, partilha, fraternidade, solidariedade, misericórdia e paz.

Sendo a Igreja “perita em humanidade” não pode se omitir em sua missão de oferecer princípios e fundamentos para os que dela fazem parte, e assim não se omitam em sagrados compromissos no vasto e complicado mundo da família, da economia, da política, dos meios de comunicação, da cultura e muito mais que possa ser mencionado.

E como nos diz o Papa, em uma de suas Mensagens para o dia Mundial das Missões é preciso que sejamos uma “Igreja missionária, testemunha de misericórdia”, que não se fecha em si mesma, e se põe em atitude de permanente missão, aberta a ouvir e se solidarizar misericordiosamente com todos os que clamam por vida e dignidade, fazendo a Palavra de Deus chegar a todos os lugares, sobretudo os que tanto nos desafiam (escolas, universidades, penitenciárias, prédios, condomínios, shoppings, meios de comunicação social, migrantes etc.)

Alegria e ardor na permanente missão evangelizadora

                                                                          

Alegria e ardor na permanente missão evangelizadora

Neste mês, a Igreja nos convida a refletir sobre a temática das Missões; embora todo dia e todo lugar sejam oportunos para realizarmos a missão que recebemos no dia de nosso Batismo, como profetas, sacerdotes, reis e pastores.

Vivemos num mundo marcado por inúmeros desafios, perplexidade, incertezas, por uma pobreza espiritual fomentada pelo processo de secularização e secularismo; culto do prazer (hedonismo); materialismo, às vezes até negando Deus, pregando e afirmando a Sua morte; acentuado relativismo, onde o que conta é a verdade de cada pessoa e de cada tempo (verdades passageiras e transitórias).

Sendo assim, os frutos amargos são consequências inevitáveis: incertezas, vazios, cansaços inúteis, ausência de sentido, depressão e violação da sacralidade da vida, perda do valor e da beleza da dignidade de cada pessoa.

E, é neste vasto e complicado mundo que somos desafiados a proclamar a Boa Nova do Evangelho, com alegria, coragem, ardor, criatividade, disponibilidade, confiança.

Urge um novo modo de ser cristão e viver o Evangelho, sem jamais negá-lo, sem nos acomodarmos diante da realidade - como nos disse o Apóstolo Paulo, não podemos nos conformar a este século.

O Evangelho é que deve fermentar o mundo, iluminá-lo, transformá-lo, jamais o contrário e, assim, se cumpra a ordem do Senhor: “Ide pelo mundo pregai o Evangelho a toda criatura...” (Mc 16,15).

É tempo favorável para nos revigorarmos na missão evangelizadora, comunicando a Boa Nova do Evangelho em todos os meios, em novos areópagos, santificando e estruturando nossas famílias, assumindo atitudes de conversão pessoal e estrutural da Igreja, na comunhão e participação de todos, construindo uma paróquia, como comunidade de comunidades e a inadiável e evangélica opção preferencial pelos pobres, no serviço à vida plena.

Como bem diz as Diretrizes da Ação Evangelizadora do Brasil (Doc. 94): “Jesus Cristo, o grande missionário do Pai, envia, pela força do Espírito, Seus discípulos em constante atitude de missão (Mc 16,15). Quem se apaixona por Jesus Cristo deve igualmente transbordar Jesus Cristo, no testemunho e no anúncio explícito de Sua Pessoa e Mensagem. A Igreja é indispensavelmente missionária. Existe para anunciar, por gestos e palavras, a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo. Fechar-se à dimensão missionária implica fechar-se ao Espírito Santo, sempre presente, atuante, impulsionador e defensor (João 14,16; Mt 10,19-20)...”.

Cremos que se a missão evangelizadora por todos, com alegria e ardor, for assumidas, transformaremos inúmeras realidades. Poderemos transfigurar o “cinza” triste da cidade, com seus sinais de morte, num Jardim do Éden, não perdido, mas como horizonte e compromisso, sobretudo daqueles que têm fé.   

É preciso, portanto, impregnar a todas as atividades um sentido missionário. Não se trata de uma atividade a mais, mas  de empenharmos todas as forças, criatividade no  testemunho corajoso do Senhor e de Sua Boa Nova.

Seduzidos pelo Senhor, enraizados e solidificados em Sua Palavra, como bem falou o Apóstolo Paulo: “Proclama a Palavra, insiste, no tempo oportuno e no inoportuno, refuta, ameaça, exorta com toda paciência e doutrina” (2Tm 4,2).

É tempo da Primavera de Deus em nossas vidas, em nossas comunidades. No canteiro de nosso coração e do mundo semeemos as Sementes do Verbo, até que um dia possamos contemplar a Primavera Divina da Eternidade!

Santa Teresinha: A Padroeira das Missões

                                                    


Santa Teresinha: A Padroeira das Missões

“No coração da Igreja minha vocação é o amor...” 

A Igreja dedica, de modo especial, o mês de outubro para aprofundar sobre as Missões, mas é evidente que todos os dias são favoráveis para que vivamos a graça da missão. 

Santa Teresinha do Menino Jesus (séc. XIX) pouco viveu, mas teve tamanha intensidade e amor, e ficará para sempre viva, presente em nossa memória. 

Grande testemunha do Senhor, cuja Memória celebramos no dia 1º de outubro, e foi declarada a “Padroeira das Missões”, por PIO XI, em 1927.

Retomo suas palavras, quando procurava encontrar o lugar da sua vocação na Igreja: “Então, delirante de alegria, exclamei: Ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, Tu me deste este lugar, meu Deus. No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo se realizará”. 

Em oração atenta, deleitando-se com a Palavra Divina, descobriu seu lugar na Igreja, e sua exclamação ressoa por todo o tempo: "No coração da Igreja minha vocação é o amor!”  

Vivendo a graça do tempo que antecede o Sínodo 2021-2023, também podemos nos perguntar - “Qual é a minha vocação na Igreja, sobretudo uma Igreja Sinodal, Povo de Deus que caminha juntos, na comunhão, participação e missão?” 

Com toda certeza, diremos o que somos, o que fazemos, os títulos que possuímos, o trabalho que já fizemos ou faremos etc.  Mas, que a exemplo desta jovem, tenhamos intenso amor no coração a fim de que pelo Amado Jesus seduzidos, com o fogo do Amor do Espírito, vivamos maior fidelidade ao Plano de Amor que Deus tem para todos nós.

Sejamos ou façamos o que for, mas façamos vocacionados para o Amor e pelo Amor, somente assim seremos fiéis e amados Discípulos Missionários do Senhor, edificando comunidades eclesiais missionárias.

Aprendizes da linguagem do Espírito

                                              


Aprendizes da linguagem do Espírito

Neste mês, de modo especial dedicado à temática das Missões, revigoremos o ardor de nossa missão de evangelizadores, para que como discípulos e missionários de Jesus Cristo, nos empenhos para que n’Ele nossos povos tenham vida.

Como Igreja, somos desafiados à criatividade para que em cada realidade, busquemos caminhos para o verdadeiro discipulado e missionariedade.

Fomos desafiados pela Conferência de Aparecida (2007) a uma grande missão continental, que não conhece ocaso, porque a missão do Senhor desabrocha na aurora da eternidade...

Não estamos sozinhos neste desafio, pois somos enriquecidos por preciosos e maravilhosos dons de Deus, como disse o Papa São Clemente no século I:

“... Vida na imortalidade, esplendor na justiça,
verdade na liberdade, fé na confiança,
temperança na santidade...”

Numa palavra, o dom maior do Espírito Santo que acompanha e ilumina os passos da Igreja.

A vida das primeiras comunidades é e será sempre um projeto a ser construído. Como aprendizes da linguagem do Espírito, precisamos voltar ao primeiro amor das Comunidades, não como saudosismo inconsequente, mas como compromisso evangélico:

“Eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos apóstolos, a comunhão fraterna, a fração do pão e às Orações” (At 2,42).

Urge intensificar a vivência comunitária aprofundada e enraizada na Comunhão da Santíssima Trindade, modelo da verdadeira comunidade, nutrindo-se do Pão da Palavra e do Pão da Eucaristia, expressa na comunhão e participação.

Construamos comunidades, como espaço privilegiado, onde se viva:

- A acolhida amorosa, dando ao seu membro o sentido de pertença, superando o anonimato e individualismo;

- A experiência concreta de Cristo e Sua Igreja;
- O amadurecimento no enfrentamento das crises diversas por que se passa;

- O fortalecimento espiritual (fé/esperança/caridade);
- A abertura e fortalecimento dos diversos ministérios;

- A solidariedade, fazendo da comunidade uma escola da paz, justiça e amor;
- A formação permanente para o discipulado nos mais diversos aspectos (bíblico-teológico, humano/afetivo, espiritual, compromisso sócio político...); 

- O revigoramento e irradiação missionária que garanta ao cristão leigo (a) uma sadia inserção no mundo, logo ela deve ser como um Centro de formação permanente:

- A união de esforços entre as paróquias na formação permanente;
- A valorização da formação em nível diocesano e em outros níveis (Escola de Ministérios, Encontros Diocesanos, outros espaços formativos) etc.

Que a caridade e a luz do Espírito inspirem nossa mente e nosso coração, para que continuemos trilhando o caminho da evangelização, realizando a vocação que Deus nos predestinou: a santidade.

“Vinde Espírito Santo, enchei o coração dos Vossos fiéis.
E acendei neles o fogo do Vosso amor...”

“No coração da Igreja minha vocação é o amor...”

                                                             

“No coração da Igreja minha vocação é o amor...” 

No dia 1º de outubro, celebramos a memória de uma grande testemunha do Senhor, Santa Teresinha do Menino Jesus (séc. XIX), sejamos enriquecidos por sua autobiografia. 

“Meus imensos desejos me eram um autêntico martírio. Fui, então, às cartas de São Paulo a ver se encontrava uma resposta. Meus olhos caíram por acaso nos capítulos doze e treze da Primeira Carta aos Coríntios. 

No primeiro destes, li que todos não podem ser ao mesmo tempo apóstolos, profetas, doutores, e que a Igreja consta de vários membros; os olhos não podem ser mãos ao mesmo tempo. Resposta clara, sem dúvida, mas não capaz de satisfazer meu desejo e dar-me a paz.

Perseverei na leitura sem desanimar e encontrei esta frase sublime: Aspirai aos melhores carismas. E vos indico um caminho ainda mais excelente (1Cor 12,31).

O Apóstolo esclarece que os melhores carismas nada são sem a caridade, e esta caridade é o caminho mais excelente que leva com segurança a Deus. Achara enfim o repouso.

Ao considerar o Corpo místico da Igreja, não me encontrara em nenhum dos membros enumerados por São Paulo, mas, ao contrário, desejava ver-me em todos eles. A caridade me deu o eixo de minha vocação. 

Compreendi que a Igreja tem um corpo formado de vários membros e neste corpo não pode faltar o membro necessário e o mais nobre: entendi que a Igreja tem um coração e este coração está inflamado de amor. 

Compreendi que os membros da Igreja são impelidos a agir por um único amor, de forma que, extinto este, os apóstolos não mais anunciariam o Evangelho, os mártires não mais derramariam o sangue. 

Percebi e reconheci que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo, abraça todos os tempos e lugares, numa palavra, o amor é eterno. 

Então, delirante de alegria, exclamei: Ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, Tu me deste este lugar, meu Deus. No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo se realizará”. 

Santa Terezinha pouco viveu, mas teve tamanha intensidade e amor, que ficará para sempre viva, presente em nossa memória. Ela foi declarada a “Padroeira das Missões”, por Pio XI, em 1927. 

Entre as quatro doutoras da Igreja, ela está ao lado de Santa Teresa de Ávila e Santa Catarina de Sena e Santa Hildegarda de Bingen. 

Em oração atenta, deleitando-se com a Palavra Divina, descobriu seu lugar na Igreja, e sua exclamação ressoa no nosso: "No coração da Igreja minha vocação é o amor!” 

Reflitamos:

- “Qual é a minha vocação na Igreja?”

Responderemos que somos padre, religiosa, primeiros educadores da fé, pelo exemplo e palavra aos filhos, por Deus, confiados (pai e mãe).

Com toda certeza, diremos o que somos, o que fazemos, os títulos que possuímos, o trabalho que já fizemos ou faremos etc. 

Somente uma jovem com intenso amor no coração, pelo Amado seduzido, com o fogo do Amor do Espírito, em fidelidade ao Pai de Amor, poderia ter dito de forma tão singular e tão marcante:

“No coração da Igreja minha vocação é o amor...”

Sejamos ou façamos o que for, mas façamos vocacionados para o Amor e pelo Amor, somente assim seremos fiéis e amados Discípulos Missionários do Senhor!