sábado, 31 de maio de 2025

Oração a Santa Maria Eterna

 


Oração a Santa Maria Eterna

Oh, Virgem Filha do Deus Criador! Oh, Mãe de Jesus, nosso Salvador! Oh, Esposa do Espírito Santo, Consolador! A nossa Paróquia a venera com o título de Santa Maria Eterna, e por isso vem pedir a vossa intercessão junto à Trindade Santa para que vele sobre nós, alimentando-nos a fé num Deus que Salva e liberta.

Livrai-nos das insídias dos inimigos e fortalecei-nos a cada dia. Ensinai-nos a fazer tudo o que o vosso Filho Jesus nos disser.

Vem, Oh Mãe Santíssima, caminhar conosco e concedei-nos merecer as mais auspiciosas graças concedidas por vosso Filho Jesus. Assim, vos pedimos e confiamos em vossa Maternal proteção para que sejamos verdadeiros discípulos missionários do Evangelho do vosso Filho Jesus, Palavra encarnada do Pai. Amém!

 

Pe. Dilton Maria Pinto - Ano Mariano 2017

Imprimatur: + Jeremias Antônio de Jesus

Em poucas palavras...

                                               


Com Maria, caminhar com alegria

“Maria compreende e age. Sua adesão à vontade de Deus e sua obediência não traduzem preguiça e dificuldade, e sim alegria e decisão.

Quem segue a Deus e está cheio de seu espírito, caminha de coração alegre, de ânimo aberto, mesmo por estradas fatigantes.”(1)

 

 

(1)              Comentário do Missal Cotidiano - passagem do Evangelho de Lucas (Lc 1,39-45) - pág. 91

Súplica a Nossa Senhora da Pena

 


Súplica a Nossa Senhora da Pena 

Virgem Santíssima, dulcíssima Senhora que, sob a expressiva invocação de Senhora da Pena, reinais como rainha da Beleza e do amor.

Dirigi piedosa sobre nós o vosso olhar maternal e impetrai-nos a verdadeira ciência das coisas divinas, para que possamos, em todo o tempo da nossa vida, professar com coragem as verdades da fé, seladas com o sangue do vosso divino Filho Jesus.

Vós sois a estrela da manhã, prenúncio do sol da justiça e da eterna sabedoria.

Estrela que mais resplandece ao aparecer o sol da Divindade, a todos ilumina, dirige e beneficia.

Estrela da manhã, rogai por nós, vos pedimos com o coração nos lábios.

Rogai por este mundo que prevarica em nome de uma faIsa ciência, se vangloria de ter chegado ao século em que a ciência destronou a fé!

Soberana iluminadora das inteligências, harmonizai a ciência com a fé e  fé e ciência, lidas entre si, possam convosco cantar na Terra e no Céu o hino da glória de Deus, que é o senhor das Ciências. Amém!

 

 

PS: Oração rezada pela Paróquia Nossa Senhora da Pena - Rio Vermelho - MG - autor desconhecido

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Espírito Santo de Deus, vinde em nosso auxílio (Pentecostes) (24/05)

 


Espírito Santo de Deus, vinde em nosso auxílio

Fundamental que reflitamos sobre a ação e a presença do Espírito Santo na Igreja, para que edifiquemos uma Igreja verdadeiramente sinodal, com a participação ativa de todos os seus membros:

“Neste ponto o Novo Testamento é bastante claro: o Espírito Santo é princípio constituinte da Igreja, a saber, sem Ele não haveria simplesmente Igreja, pois não teríamos fé em Jesus Cristo  (1 Cor 12,30), nem haveria Batismo (1 Cor 12,13), ministérios ordenados(1Tm 4,14; 2 Tm 1,6), perdão dos pecados (Jo 20,22s), tampouco saberíamos rezar como se deve (Rm 8,26), viver como cristãos (Gl 5,25) ou esperar uma vida eterna (Rm 8,11). Sendo assim, a adesão na fé, a escuta da Palavra de Deus como tal, a oração, a recepção dos sacramentos, a vida cristã, a missão da Igreja, tudo isso depende da ação do Espírito Santo. A Igreja não foi fundada somente em sua origem, porque Deus a constrói ativamente sem cessar.” (1)

Somos remetidos às palavras do Patriarca Atenágoras (1886-1972), acerca do Espírito Santo:

“Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o Evangelho é uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos.

Mas no Espírito Santo o cosmos é enobrecido pela geração do Reino, o Cristo Ressuscitado está presente, o Evangelho se faz força do Reino, a Igreja realiza a Comunhão Trinitária, a autoridade se transforma em serviço, a Liturgia é memorial e antecipação, a ação humana se diviniza”.

Oremos:

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito Santo, para que edifiquemos uma Igreja em que a sinodalidade vivida não seja apenas força de expressão, mas fato real e visto pela ativa participação de todos os seus membros, na mais perfeita sintonia e conexão entre o que se celebra e o que se vive nas orações e sacramentos.

Iluminai-nos, para que sejamos alegres discípulos missionários do Senhor, comprometidos com o Deus do Reino, um Deus de misericórdia e ternura, com sagrados compromissos de compaixão, proximidade e solidariedade para com todos e, de modo especial, com os que mais precisarem.

Dai-nos, ó Deus,  abertura de mente e coração, para que, com coragem, sejamos uma Igreja missionária, em saída, em permanente atitude de conversão e aberta ao sopro do Espírito, para anunciar e testemunhar a Palavra que Se fez Carne e habitou entre nós. Amém.

 

(1) A Igreja em transformação: razões atuais e perspectivas futuras – Mario de França Miranda – Edições Paulinas – 2020 – p.94

quarta-feira, 28 de maio de 2025

As inseparáveis virtudes divinas (28/05)


As inseparáveis virtudes divinas

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Marcos (Mc 10,46-52), sobre a cura do cego Bartimeu (filho de Timeu). 

Vejamos o que nos diz o comentário do Missal Dominical:

“Se no passado, a fé podia constituir uma explicação ou uma interpretação do universo, um lugar de segurança diante dos absurdos da história e do mistério do mundo, hoje não é mais assim. 

Os movimentos de ideias, o processo tecnológico, a expansão do consumo, os movimentos migratórios e turísticos, a urbanização crescente e caótica com as consequentes dificuldades de integração comunitária, a agressão da publicidade, a instabilidade política, econômica e social, com todos os problemas daí derivados, concorrem para aguçar a dilaceração interior, ainda mais sensível nos homens de cultura. 

Nesse quadro, a carência de uma fé consciente e robusta favorece a dissolução da religiosidade, até a ruptura com a prática religiosa” (1)

Vivemos num mundo secularizado, com fortes marcas de ateísmo, em que o espaço do sagrado muitas vezes é sinônimo de alienação, atraso, anti-história...

O Papa São João Paulo II refletiu sobre estas questões na Encíclica Fé e Razão: não são inconciliáveis a fé e a razão. Uma não pode prescindir da outra, do contrário não corroboram para o processo de fraternidade e promoção da vida, da dignidade humana. 

Evidentemente que podemos cultivar uma fé ingênua, marcada pelo infantilismo, renunciando aos compromissos inerentes a mesma. Delegando a Deus o que é tarefa humana, descomprometendo-se, lamentavelmente, com aquilo que é próprio e inadiável nosso.

Vejamos a fé como resposta, e não uma fuga dos problemas; e mais do que uma resposta, uma proposta transformadora, fundada e nutrida pelo Pão da Palavra e pelo Pão da Eucaristia. 

A fé deve consistir na resposta sedenta de sentido de vida, ultrapassando todo pragmatismo evasivo; todas as explicações que se encerram em si mesmo.

Cultivemos uma fé consciente e robusta, procurando respostas aos incontáveis problemas mencionados, de modo que a fé, a esperança e caridade, como virtudes teologais, amadureçam inseparavelmente em nosso interior, afastando toda a estimulação e excitação de dilaceramentos interiores... Tão somente assim, veremos a fé expressa em gestos concretos, afetivos e efetivos de caridade.

Urge uma  viva e uma Esperança com âncoras nos céus, onde se encontra o Ressuscitado! E, assim a Caridade dará respostas libertadoras para o mundo que precisa ser transformado.
  
(1)  Missal Dominical - Editora Paulus - pág. 1057
PS: Oportuno para a reflexão da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 18,35-43)

Sagrados compromissos com a Boa-Nova do Reino (28/05)


Sagrados compromissos com a Boa-Nova do Reino

A Igreja, fiel à sua ação evangelizadora, se coloca a serviço da vida plena e feliz para todos, na prática da autêntica caridade.

É preciso reler a história para não repetir os erros, revigorando a construção da verdadeira democracia, restaurando o verdadeiro sentido da política, que consiste na arte sublime do exercício da caridade, na promoção o bem comum.

Urge propiciar uma vida plena e feliz para todos, e não o alcance de privilégios para poucos, em detrimento de muitos que são condenados ao abandono, ao desemprego, analfabetismo, doença, e tantas outras situações que roubam a beleza e maculam a sacralidade da vida, desde sua concepção até seu declínio natural.

Queremos uma nação que ofereça reais possibilidades para uma vida digna, como prevê a própria Constituição. E isto não é uma ilusão, desde que os recursos sejam investidos sem extravios e corrupção, mas com transparência e prioridades estabelecidas.

Iluminadora é a passagem do Evangelho, em que o cego Bartimeu suplica a Jesus que o cure de sua cegueira: - “Mestre, que eu veja” (Mc 10,46-53). Que seja esta também a nossa súplica ao Senhor, para que tenhamos um olhar crítico, discernindo os fatos, suas causas e consequências, exercendo o nosso direito legítimo ao voto, de forma cada vez mais consciente e consequente, com o acompanhamento daqueles que elegemos.

“Mestre, que eu veja” a história como um processo que se desenvolve em páginas, que são escritas como um grande enredo, em que os fatos não são se dissociam, mas têm implicações permanentes, muitas vezes com efeitos penosos sobre a vida do povo.

“Mestre, que eu veja” caminhos a serem trilhados numa participação ativa, consciente e frutuosa, no âmbito da política, para que, bem exercida, produza os frutos saborosos por Deus esperados, e por todos nós desejados.

Que nosso olhar não apenas fique condenado à cegueira, mas que também não seja um olhar derrotista, que nos leve a cair no imobilismo e indiferença política, com funestas consequências, que tão somente agravariam a situação em que estamos submetidos em todos os âmbitos (econômico, político, econômico, cultural, social).

Curados de nossa “cegueira”, tenhamos um olhar que ultrapasse a linha do horizonte do inédito que Deus tem a nos oferecer, mas que depende de cada um o melhor de si dar e, num compromisso afetivo e efetivo com a justiça, a fraternidade, a cada dia, renovar.

Curados, compreendamos e renovemos sagrados compromissos com a Boa-Nova do Reino, sem jamais na fé vacilar, na esperança esmorecer, e a chama da caridade permitir que se apague.

Supliquemos ao Divino Mestre, Jesus, que vejamos o Paraíso não como algo que ficou no passado, perdido, mas que pode ser, aqui e agora, reconstruído.

terça-feira, 27 de maio de 2025

São Beda: memorável testemunha do Senhor diante da morte (25/05)

São Beda: memorável testemunha do Senhor diante da morte

 

Sejamos enriquecidos pela “Carta de Cutberto”, sobre o momento da morte do Venerável São Beda, Presbítero e Doutor da Igreja (Séc. VIII), em que expressa seu desejo de ver a Cristo.

 

“Ao chegar a terça-feira antes da Ascensão do Senhor, Beda começou a respirar com mais dificuldade e apareceu um pequeno tumor em seu pé. Mas, durante todo aquele dia, ensinou e ditou as suas lições com boa disposição.

 

A certa altura, entre outras coisas, disse: ‘Aprendei depressa; não sei por quanto tempo ainda viverei e se dentro em breve o meu Criador virá me buscar’. Parecia-nos que ele sabia perfeitamente quando iria morrer; tanto assim que passou a noite acordado e em ação de graças.


Raiando a manhã, isto é, na quarta-feira, ordenou que escrevêssemos com diligência a lição começada; assim fizemos até às nove horas. A partir desta hora, fizemos a procissão com as relíquias dos santos, como mandava o costume do dia. Um de nós, porém, ficou com ele, e disse-lhe: ‘Querido mestre, ainda falta um capítulo do livro que estavas ditando. Seria difícil pedir-te para continuar?’ Ele respondeu: ‘Não, não custa nada; toma a tua pena e tinta, e escreve sem demora’. E assim fez o discípulo.

 

Às três horas da tarde, disse-me: ‘Tenho em meu pequeno baú algumas coisas de estimação: pimenta, lenços e incenso. Vai depressa chamar os presbíteros do nosso mosteiro para que distribua entre eles os presentinhos que Deus me deu’.

 

Quando todos chegaram, falou-lhes, exortando a cada um e pedindo-lhes que celebrassem missas por ele e rezassem por sua alma; o que lhe prometeram de boa vontade.

 

Todos choravam e lamentavam, principalmente por lhe ouvirem manifestar a persuasão de que não veriam mais por muito tempo o seu rosto neste mundo. No entanto, alegraram-se quando lhes disse: ‘Chegou o tempo, se assim aprouver a meu Criador, de voltar para aquele que me deu a vida, me criou e me formou do nada quando eu não existia. Vivi muito tempo, e o misericordioso Juiz teve especial cuidado com a minha vida.

 

Aproxima-se o momento de minha partida (2Tm 4,6), pois tenho o desejo de partir para estar com Cristo (Fl 1,23). Na verdade, minha alma deseja ver a Cristo, meu rei, na sua glória’. E disse muitas outras coisas, para nossa edificação, conservando a sua alegria de sempre até à noitinha.

 

O jovem Wilberto, já mencionado, disse: ‘Querido mestre, ainda me falta escrever uma só frase’. Respondeu ele: ‘Escreve depressa’. Pouco depois disse o jovem: ‘Agora a frase está terminada’. ‘Disseste bem, – continuou Beda – tudo está consumado (Jo 19,30). Agora, segura-me a cabeça com tuas mãos, porque me dá muita alegria sentar-me voltado para o lugar santo, onde costumava rezar; assim também agora, sentado, quero invocar meu Pai’.

 

E colocado no chão de sua cela, cantou: ‘Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo’. Ao dizer o nome do Espírito Santo, exalou o último suspiro.

 

Pela grande devoção com que se consagrou aos louvores de Deus na terra, bem devemos crer que partiu para a felicidade das alegrias do céu”

 

Nasceu no território do mosteiro beneditino de Wearmouth (Inglaterra), em 673; foi educado por São Bento Biscop e ingressou no referido mosteiro, onde recebeu a ordenação de presbítero; e morreu no ano de 735.

 

Desempenhou o seu ministério dedicando-se ao ensino e à atividade literária, escrevendo obras de cunho teológico e histórico, seguindo a tradição dos Santos Padres e explicando a Sagrada Escritura de forma simples e profunda.

 

O testemunho do Venerável nos permite contemplar um homem de grande sabedoria e simplicidade de vida (como ele mesmo fala no final da vida, ao repartir com os seus os “presentinhos de Deus”, serenidade e confiança em Deus no momento último da existência (a morte).

 

Oremos:

 

“Ó Deus, que iluminais a Vossa Igreja com a erudição do Vosso presbítero São Beda, o Venerável, concedei-nos sempre a luz da sua sabedoria e o apoio de seus méritos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

 

PS: Memória Facultativa celebrada no dia 25 de maio. 

Amor oblativo (27/05)

                                                          

Amor oblativo

“Pois o Filho do Homem não veio para ser servido,
mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos”

Peregrinamos rumo à eternidade, haja vista que não temos aqui moradas eternas, reflitamos sobre o convite que Deus nos faz para a autêntica fidelidade ao Senhor, que implica em ter na vida sempre a atitude de serviço e amor oblativo, como Ele próprio nos fala na passagem do Evangelho (Mc 10,32-45), quando Tiago e João pediram para assentar-se um à direita e o outro à esquerda no Reino da Glória.

A resposta de Jesus ao pedido foi uma admoestação que ele fez aos dez que ficaram indignados com os dois:

Sabeis que aqueles que vemos governar as nações as dominam, e os seus grandes as tiranizam. Entre vós não será assim: ao contrário, aquele que dentre vós quiser ser grande, seja o vosso servidor, e aquele que quiser ser o primeiro dentre vós, seja o servo de todos. Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos” (v. 42-45).

O discípulo missionário do Senhor ao beber do Cálice Sagrado, ao ser batizado com o Batismo do Senhor no Espírito, tem que estar sempre pronto a dar a sua vida como o Mestre, numa fidelidade incondicional com atitudes de serviço e amor oblativo.

Mas em que consiste o amor oblativo?
É o amor puro e verdadeiro, doação, entrega, serviço, compromisso, vivendo na mais bela gratuidade como resposta de gratidão a Deus que nos cumula de Bênçãos e graças infinitas. Impossível compreendê-lo se não experimentarmos o segredo salvífico do caminho da Cruz.

O Apóstolo Paulo bem anunciou e viveu este amor como vemos em sua Carta aos Coríntios (1 Cor 13).

É o amor que o Apóstolo Pedro nos convida a viver, quando nos fala de nossa redenção e regeneração pelo precioso Sangue de Cristo, muito mais precioso que ouro e prata, aliás incomparável a qualquer outra coisa (1Pd 1,18-25).

Resgatados e redimidos pelo Sangue do Redentor, a única resposta que Deus espera de nós é uma resposta de amor: o abandono de uma vida fútil, a vivência de um amor sem fingimento, amor fraterno, amor de coração e com ardor.

Somente assim, como Igreja que nasceu em Pentecostes, na alegre e fervorosa acolhida do Espírito Santo, seremos mais fiéis Áquele que a fundou, correspondendo ao Projeto de Amor que Deus tem para a humanidade.

Vivendo o amor oblativo buscaremos a glória do amanhã, carregando e assumindo, corajosamente, a cruz hoje.

Servindo com amor oblativo, que Jesus testemunhou plenamente ao entregar Sua vida na Cruz, seremos uma Igreja alegre e tranquila.

Oremos:

 "Fazei, ó Deus, que os aconte­cimentos deste
mundo decorram na paz que desejais, e Vossa Igre­ja
Vos possa servir, alegre e tran­quila. Por nosso
Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
 Amém!”

segunda-feira, 26 de maio de 2025

O tempo da peregrinação rumo à eternidade (26/05)

                                                      

O tempo da peregrinação rumo à eternidade

Se quiseres o Senhor seguir,
A eternidade alcançarás.
Há exigências no tempo presente,
Enquanto para lá caminhamos...

Silenciemo-nos diante da Palavra do Divino Amor:
“Recebereis cem vezes mais, já neste mundo,
Juntamente com perseguições,
E, no mundo futuro, a vida eterna”.

Os cristãos são destinatários privilegiados do Projeto Salvífico de Deus,
Por muito tempo anteriormente revelado pelos Profetas,
E por último pelo próprio Jesus.
Como não exultar imensamente de alegria?

Este privilégio não permite acomodação, mas uma vez testemunhas,
Devemos nos colocar como cristãos, em atitude de vigilância, esperança,
E num permanente caminho de conversão e santificação,
Com gestos corajosos de mortificação, renúncias, conversão.

Vivemos o precioso tempo da peregrinação,
Voltados sempre para as últimas realidades,
O que requer uma conduta irrepreensível,
Para que nosso anúncio possa ser crível.

Na fidelidade ao Senhor, a renúncia e desapegos necessários,
Mas com recompensa centuplicada prometida e, de fato, realizada.
Assegurada a eternidade no mundo futuro,
Mas com perseguições, e até mesmo o martírio e a morte.

Morrendo, silenciosamente como o grão de trigo
Para novos frutos brotar, a alegria do Reino ver acontecer,
Renovando a alegria do chamado divino que nos foi feito,
Ainda que nada tenhamos feito para merecer.

Assim é Deus: chama-nos para com Ele caminharmos.
Como discípulos missionários, renunciando a nós mesmos,
Tomando a cruz de cada dia, para segui-Lo.
Fé sólida e lúcida, ancorados e firmados na esperança e na caridade.

PS: Fonte inspiradora - Liturgia da terça-feira da 8ª Semana do Tempo Comum - ano par -  (Eclo 35,1-15; Sl 49 (50); Mc 10, 28-31).


São Filipe Néri: o Santo da Alegria (26/05)

                                

                      São Filipe Néri: o Santo da Alegria

São Filipe, cuja Memória é celebrada no dia 26 de maio, nasceu em Florença (Itália), em 1515.

Foi um homem de oração, penitência, adoração, numa vida de grande perfeição cristã.

Ele é chamado de “o santo da alegria”, e como tantos outros, disse sim para a glória de Deus, no seu serviço.

Vivendo da Divina Providência, e notabilizado por seu amor ao próximo e simplicidade evangélica, ia ao encontro dos lares dos ricos para pedir ajuda para os empobrecidos.

Iniciou da obra do Oratório do Divino Amor, dedicando-se aos jovens.

Morreu com 80 anos, em 1595, testemunhando até o fim a alegria de seguir Jesus Cristo, tomando sua cruz de cada dia, com suas renúncias necessárias.

Oremos:

“Meu Jesus Cristo,
quero a Vós servir
e não encontro o caminho.

Quero fazer o bem
e não encontro o caminho.

Quero a Vós encontrar
e não encontro o caminho.
Quero a Vós amar
e não encontro o caminho.

Ainda não Vos conheço, meu Jesus,
porque não Vos procuro.
Procuro-Vos e não Vos encontro.

Vinde até mim, meu Jesus.
Nunca Vos amarei,
se não me ajudardes, meu Jesus.

Cortai as minhas amarras
se quiserdes que eu seja Vosso.
Jesus, sede para mim Jesus. Amém!”

domingo, 25 de maio de 2025

O Espírito e a alma como dois rios se confluem... (25/05)

                                                                  

O Espírito e a alma como dois rios se confluem...

Santa Maria Madalena de Pazzi, virgem (Séc. XVI), cuja Memória celebramos no dia  25 de maio, nos enriquece espiritualmente com seus escritos sobre a Revelação e a provação.

“Verdadeiramente és admirável, ó Verbo de Deus, no Espírito Santo, fazendo com que Ele Se infunda de tal modo na alma, que ela se una a Deus, conheça a Deus, e em nada se alegre fora de Deus.

O Espírito Santo vem à alma, marcando-a com o precioso selo do Sangue do Verbo, ou seja, do Cordeiro imolado.

Mais ainda, é esse mesmo Sangue que o incita a vir, embora o próprio Espírito já por Si tenha esse desejo.

O Espírito que assim deseja é em Si a substância do Pai e do Verbo; procede da essência do Pai e da vontade do Verbo; vem como fonte que se difunde na alma, e a alma Nele mergulha toda.

Assim como dois rios, confluindo, de tal modo se misturam que o menor perde o nome e recebe o do maior, do mesmo modo age este Espírito Divino, quando vem à alma, para com ela Se unir.

É preciso, pois, que a alma, por ser menor, perca seu nome e o ceda ao Espírito Santo; e deve fazer isto se transformando de tal maneira no Espírito que se torne com Ele uma só coisa.

Este Espírito, porém, distribuidor dos tesouros que estão no coração do Pai e guarda dos segredos entre o Pai e o Filho, derrama-se com tanta suavidade na alma, que não se percebe Sua chegada e, pela Sua grandeza, poucos O apreciam.

Por Sua densidade e Sua leveza, entra em todos os lugares que estão aptos e preparados para recebê-Lo.

Na Sua Palavra frequente, como também no Seu profundo silêncio, é ouvido por todos; com o ímpeto do Amor, Ele, imóvel e mobilíssimo, penetra em todos os corações.

Não ficas, Espírito Santo, no Pai, imóvel, nem no Verbo; contudo, sempre estás no Pai e no Verbo e em Ti mesmo, e também em todos os espíritos e criaturas bem-aventuradas.

Estás ligado à criatura por estreitos laços de parentesco, por causa do Sangue derramado pelo Verbo Unigênito que, pela veemência do Amor, Se fez irmão de Sua criatura.

Repousas nas criaturas que se predispõem com pureza a receber em si, pela comunicação de Teus Dons, a Tua própria presença.

Repousas nas almas que acolhem em si os efeitos do Sangue do Verbo e se tornam habitação digna de Ti.

Vem, Espírito Santo. Venha a unidade do Pai e do bem-querer do Verbo.

Tu, Espírito da Verdade, és o Prêmio dos santos, o Refrigério dos corações, a Luz das trevas, a Riqueza dos pobres, o Tesouro dos que amam, a Saciedade dos famintos, o Alívio dos peregrinos; Tu és, enfim, Aquele que contém em Si todos os tesouros.

Vem, Tu que, descendo em Maria, realizaste a encarnação do Verbo, e realiza em nós, pela graça, o que nela realizaste pela graça e pela natureza.

Vem, Tu que és o Alimento de todo pensamento casto, a Fonte de toda clemência, a Plenitude de toda pureza.

Vem e transforma tudo o que em nós é obstáculo para sermos plenamente transformados em Ti”.

Santa Maria Madalena de Pazzi, natural de em Florença (Itália), recebeu uma piedosa educação e entrou na Ordem das Carmelitas.

Agraciada por Deus com Dons extraordinários, sua vida foi marcada pela oração e abnegação, rezando assiduamente pela reforma da Igreja e dirigindo suas irmãs religiosas no caminho da perfeição.

Preparando-nos para a Festa de Pentecostes, a ser celebrado brevemente, muito nos ajuda esta reflexão para o aprofundamento sobre a Ação do Espírito Santo.

Espírito Santo e alma, como dois rios que confluem!
Façamos nossa a sua súplica ao Espírito Santo:
“Vem Espírito Santo...”

PS: Liturgia das Horas - Vol. III – pág. 1312-1313.  

quarta-feira, 21 de maio de 2025

Para que permaneçamos na Videira... (06/08)

                                                             

Para que permaneçamos na Videira...

Jesus é a Verdadeira Videira na qual somos
enxertados para produzir muitos frutos.

Adesão aos Mandamentos do Senhor, sobretudo ao Mandamento Maior do Amor, com todo esforço de não entristecermos o Espírito Santo de Deus, é condição indispensável para que n’Ele permaneçamos, alcançando santidade perfeita, aprofundando verdadeira e profunda amizade, acompanhada pela divina sabedoria que se multiplicará em gestos de bondade.

Quem ama gosta de estar com seu amado, porque no amor vivido encontra-se a verdadeira alegria. Jesus que tanto nos ama, quer estar conosco e nos convida a permanecer com Ele e isto consiste em ficar com Ele, não ignorá-Lo, não tornar-se indiferente ao Seu amor.

Como toda videira precisa da poda de seus ramos para produzir frutos, também nós, ramos preciosos de Deus, precisamos das podas cotidianas para que os frutos sejam abundantes.

Permanecer é estar unido ao tronco que Ele é. Somos apenas ramos, mas é nos ramos que os frutos aparecem, e portanto podas são necessárias: limpeza, purificação, conversão, renúncia, sacrifícios, abrir mão de vontades, caprichos e princípios que não condizem com Seu Evangelho.

Precisamos fortalecer nossa união com Cristo, suportando todas as adversidades, inclusive as vividas dentro da comunidade, da Igreja, que para além de seus limites, apresentemos ao mundo saborosos frutos de amor, verdade, solidariedade e paz.

Permanecer com Jesus não quer dizer que problemas não existirão, perseguições não nos acompanharão e que todas as lágrimas para sempre secarão! Não! Isto é como ficar entorpecido pelo ópio, alienar-se do que deve ser superado.

Não estamos sós, temos a seiva de Seu amor, que foi testemunhado quando por nós na Cruz foi pregado, coração transpassado, Sangue e Água jorrados e o mundo reconciliado. Seiva que nos vem pela ação do Espírito Santo que O Pai sempre nos envia e nos garante colheita abundante.

Permanecer com Ele num Amor incondicional quer dizer que a vida consiste em atender ao convite de Jesus: permanecer com Ele. Recusar Seu convite é unir-se às árvores que produzem mortes.

Somente na Verdadeira Videira os bons frutos são produzidos. Longe d'Ela a vida será marcada pela insatisfação, egoísmo, frustração, autossuficiência e morte.

O amor vivido evidencia a fé que temos e a fé que professamos. O amor vivido é a garantia de frutos abundantes com cestas, corações e mesas fartas!

O amor vivido torna visível a fé, porque faz da esperança não algo improvável, mas já alcançável, porque quem em Deus confia jamais se decepciona.

O amor torna-se, enfim, condição indispensável para conhecermos a Deus e permanecermos com Seu Filho. Assim podemos invocar o Espírito e Ele nos assistirá!

A alegria acompanha o coração daquele que crê, porque por Ele apaixonado, enamorado, sabe que mãos vazias não terá, coração ressequido não conhecerá; mãos e pés enfraquecidos jamais ficarão.

Somos Pascais, cremos no Cristo Ressuscitado que nos convida amorosamente: “Permaneçam comigo!”. Qual é a nossa resposta? Só há uma resposta:

“Queremos permanecer Contigo, Senhor, porque somente Tu tens Palavras de Vida Eterna!”.

Eis os caminhos para que em Deus,
com Seu Filho, permaneçamos...
Na Videira do Senhor, em Seus ramos,
frutos abundantes produzamos.
Ó mais puro Amor, 
Ó Raio de Luz que brilha como Sol Nascente!

Da Seiva do Amor, da Seiva do Espírito
sejamos nutridos copiosamente:
Na Mesa da Palavra e da Eucaristia com a
Mãe da Videira - Maria!